Vida Natureza
Quem eu Sou
Eu sou a natureza que doa vida
e sou a natureza em fúria
Uma ventania, um vendaval
uma tempestade, um dilúvio
A Terra que se abre, a terra que desaba
O Sol que aquece, a neve que cai.
A sagrada constância,
a necessária mudança.
Eu sou algo muito além
de um simples corpo humano
Em sintonia com o intangível
em essência impere imortal
acima de qualquer jogo de formas
planando entre o bem e o mal.
Sei os Porquês, sinto em meu âmago
vivendo apenas o eterno momento
em eterna alegria e plena satisfação,
com fé e esperança inabalável
buscando alcançar as metas
da paz e harmonia universal.
Eu existo antes do passado ter começado
e vou continuar depois que o futuro se acabe
Bom dia, minha irmã natureza.
Somos amigas e companheiras.
Dessa mesma vida.
De um valor supremo.
Temos iguais valores e beleza!
Que a nossa convivência
seja baseada no respeito.
Em uma suprema comunhão.
Você não fala, mas te escuto.
Você não chora, mas te sinto.
No amor que nos une
Temos um único coração.
Deixar Fluir
O fluxo da vida deve acontecer naturalmente.
Como o dia e a noite.
A natureza sempre reina.
NATUREZA DO SAMBA
No compasso da vida, vou criando minha história...
Vou espalhando meu amor pela minha trajetória.
É tão bom ver você sorridente ao sambar,
Seu gingando te faz infinitamente brilhar.
Deixa a magia do amor enaltecer a liberdade...
A nossa liberdade para viver com afinidade.
Se um dia você se for, só me restará saudade
Se decidir ficar saberei que é amor de verdade.
A natureza do samba é raiz, é o que me faz feliz...
Abra o coração, deixa o samba tocar e depois me diz
Se o samba te faz sonhar, se é maravilhoso sambar?
Samba do meu amor, que me faz tanto te admirar.
Pelas avenidas, pelas vielas lá estava minha bela
Sambando o samba que nasceu e desceu da favela...
Com o brilho no olhar, com os cabelos soltos no ar
Lá vem ela, com seu jeito único de saber sambar.
Tem virtude, tem resplendor e muita beleza
Já passou a tempestade, já passou a tristeza...
Vem comigo sambar, deixa o meu samba tocar
Essa é a tal felicidade que eu vou pra sempre cantar.
Guimarães Júnior
Os indígenas são naturais como a natureza, vida como a terra, transparentes como as águas, iluminados como o sol.
Não é a natureza que tem que se adaptar ao nosso modo de vida, muito pelo contrário, é a gente que tem que se adaptar a ela, até mesmo por uma questão de respeito.
A vida é uma desonestidade magnífica.
Eu amo a natureza e tudo o que existe, mas não ignoro que a existência é hostil, perigosa e, muitas vezes, triste. O erro do sistema é tentar 'resolver' esse contraste. Eu descobri que não há saída para esse paradigma, porque um lado potencializa o outro. Sem o perigo, a beleza é invisível; sem a tristeza, a alegria não tem sentido. Eu não busco a paz dos alienados, eu busco a vibração de quem aprendeu a ser o próprio motor desse conflito. A realidade dói, e dói muito, mas é nessa dor que a gente para de ser boneco de barro e começa a ser anomalia viva.
Ame alguma coisa na vida, se não for outra pessoa, ame a natureza ou ame ambas e mais alguma coisa, porém, ame primeiramente a si próprio.
A busca por segurança absoluta é incompatível com a natureza da vida, que é dinâmica e imprevisível. Quando você tenta fixar o que é essencialmente fluido, surge tensão. A liberdade começa quando você reconhece essa impermanência não como ameaça, mas como parte fundamental da existência.
Vida Eterna
Jesus morreu como homem! E como Deus! Não se pode separar uma natureza da outra! Agora quem morreu, por momentos, não foi o Pai, mas o verbo " o Filho"! E porque não nos podia salvar doutro modo! Ou seja, que adiantava termos o perdão dos pecados ( se morresse como homem), mas não tivéssemos a vida eterna ( se não morresse como Deus)?
Sendo assim temos Vida Eterna, pois Jesus morreu como homem e como Deus! Se ele morresse como homem somente, não teria vida eterna! Mas eis que foi Deus que morreu por nós! Ele é eterno e nós dá a vida eterna! Ressuscitou para nossa justificação e nossa Vida Eterna!
Canto a beleza do mundo quando meus olhos descortinam a diversidade da vida, da natureza e da humanidade, e melhor se canta o silêncio que não podemos nomear no instante exato de se fazer mais lento o passo. Eu canto mesmo sem perfeição e nisso reside minha honra e minha recompensa, pois vive em mim a mesma atmosfera que vive em ti e os mares são salgados em todas a bocas. Ao buscar o belo, esquecemos todos os nossos caminhos e esquecer é lembrar novas direções de horizontes que se renovam a cada suspiro da aurora. Esquecer é salutar então, pois só assim o novo pode se aproximar com exatidão nos novos pés que pisam a grama verde. Se a natureza pensasse na vida nenhum rio buscaria o mar e se perderia entre as profundezas e a altura a habitar cavernas de esmeraldas e rubis ofuscadas pelo escuro fortuito. É preciso ter olhos atentos e humildes para visitar o pensamento mágico da terra, que se demora em cada pétala que o sol constrói. A esperança me rodeia e a visito uma vez a cada lua. E cantam as cigarras para o conforto daqueles que precisam preencher seu vazio com barulho. Eu sou filha dos elementos e todas as manhãs eu bebo orvalho na flores vívidas do dia. E por um instante eu sou a lembrança de um momento de felicidade, que se demora frágil nas colinas silentes de um esquecimento suave que leve passa a povoar novos ambientes. Se eu vejo em nossas naturezas magia e beleza, posso dizer que a magia e a beleza estão, na verdade, em mim mesma. Vivo para descobrir a beleza. O resto é uma espécie de espera, que em mim impera.
As Estações da Vida
A natureza possui uma sabedoria que muitas vezes passa despercebida. As árvores não florescem durante todo o ano. Os rios não correm com a mesma intensidade em todas as épocas. O céu muda, os ventos mudam e as paisagens se transformam sem pedir permissão ao tempo.
Ainda assim, esperamos que nossa vida permaneça sempre na mesma estação.
Queremos dias de abundância sem períodos de espera. Queremos conquistas sem desafios. Queremos respostas imediatas para perguntas que talvez precisem amadurecer com o passar dos anos.
Mas a vida segue seus próprios ciclos.
Existem momentos em que tudo parece florescer. Os projetos avançam, os sonhos ganham forma e os caminhos se tornam mais claros. São fases em que sentimos a alegria do crescimento e a satisfação de colher os frutos de esforços antigos.
Porém, também existem períodos diferentes.
Tempos em que as mudanças acontecem de forma silenciosa.
Tempos em que os resultados demoram a aparecer.
Tempos em que somos convidados a confiar mais do que compreender.
Durante essas fases, muitas pessoas acreditam que estão paradas. Mas nem sempre a ausência de movimento visível significa ausência de crescimento.
A árvore que parece imóvel durante o inverno continua viva.
Suas raízes continuam trabalhando em silêncio.
E talvez seja exatamente isso que esteja acontecendo em muitas etapas da nossa própria caminhada.
Alguns dos aprendizados mais importantes não surgem nos períodos de conquista.
Surgem nos períodos de espera.
É durante eles que desenvolvemos paciência, resiliência e a capacidade de seguir em frente mesmo quando ainda não enxergamos o próximo passo.
Com o tempo aprendemos que não existe estação melhor ou pior.
Cada uma possui sua função.
A primavera nos ensina sobre recomeços.
O verão nos mostra a força da expansão.
O outono nos convida a deixar partir aquilo que já cumpriu seu papel.
E o inverno nos lembra que existem transformações que acontecem longe dos olhos.
Talvez a maturidade esteja justamente em aceitar esses ciclos sem lutar contra eles.
Entender que nem todos os dias foram feitos para colher.
Alguns foram feitos para plantar.
Outros para cuidar.
E alguns apenas para esperar.
Hoje compreendo que a vida não acontece apenas nos momentos em que florescemos.
Ela acontece em todas as estações.
Porque cada fase deixa algo dentro de nós.
Uma experiência.
Um aprendizado.
Uma nova forma de enxergar o mundo.
E quando olhamos para trás, percebemos que foram exatamente esses ciclos que deram forma à nossa história.
"Pessoas sem paciência, natureza no limite, futuro incerto. Vivemos um momento onde a vida está por um fio e o destino de todos depende de uma única decisão política. É um equilíbrio frágil entre a paz e o fim.
— Roseli Ribeiro"
