Vida Linda

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A vida é como a nossa casa, às vezes meio bagunçada.

Cuidado, o amanhã não avisa. A vida é o que plantamos hoje.

Se o homem contasse nos dedos o nosso tempo de vida, amar, seria o nosso objetivo maior.

Que seja você o sábio, eu gosto das burradas da vida, e tropeçar.

Há dias em que a vida está uma chatice; tudo me tira do sério.

Se a gente soubesse a diferencia que fazemos na vida de uma pessoa, a gente já começava o dia dizendo: você já conseguiu, já deu tudo certo!

A vida é só alguns segundos de alegrias, e um bando de loucos perdendo o seu tempo com discussões vazias.

Aurora da vida


Oh, que saudade da infância,
Da aurora da minha vida,
Tempos que ficaram à distância,
De uma rotina florida.
Dos pés descalços que convidam
A uma lembrança querida.


Os primeiros raios de luz no rosto
Que trazem calor e cor devidos,
O orvalho frio e úmido exposto
Aos passos inocentes da vida.


Gotas de sereno na grama
Mostrando pureza e inocência.
O canto dos pássaros chama,
O sol brilha em nossa existência.


Aqueles dias longos para brincadeiras,
As horas que não importavam,
Apenas as peladas em meio à poeira,
Nos deixam lembranças que marcam.


O olhar de espanto e encantamento
Ao descobrir coisas simples da vida,
Como as borboletas ou o formato das nuvens
Que pintam figuras de beleza colorida.


O colo dos pais é chamego,
O cheiro da terra molhada,
A sensação de um mundo seguro
São lembranças que ficaram no passado.


Crescer também é importante,
Pois a vida segue sempre em frente,
Quando adultos, trabalhamos bastante,
Num destino que se faz constante.


Raimundo Nonato Ferreira
Setembro/2026

"Apenas a vida como nós a vivenciamos,

trará conhecimento sobre quem somos,

Se cultivas ódio, serás odiado;

Mas, se planta amor, colherá paz e harmonia."

⁠A jornada da vida.
Três homens, Pedro, João e Paulo, foram convocados para o desafio de chegar ao topo de um monte, sabendo que não seria fácil chegar lá.
Antes de começarem a subida, o organizador do evento fez uma pergunta aos três homens:
Pedro, o que é mais importante para você ao aceitar o desafio de chegar ao topo desse monte?
R- Chegar lá, será uma grande vitória!
E para você, João, o que é mais importante ao aceitar o desafio de chegar ao topo desse monte?
R- Não tenha dúvida que é vencer o desafio, sendo o primeiro a chegar lá.
E então, Paulo, o que é mais importante ao aceitar o desafio de chegar ao topo desse monte?
R- A jornada até lá. Viver cada etapa, cada momento e desafios, aprendendo e ganhando mais experiência - tudo isso vale mais que tudo!Chegar ao topo do monte é consequência de uma fantástica e bem aproveitada jornada.
Não estou preocupado com competição, isso só nos impede de enxergar o que é fundamental e que nos faz bem. Se for preciso quero ajudar a chegar lá, os que estão nessa jornada. E embora a meta de alcançar o topo do monte não possa ser perdida de vista, jamais devemos deixar que o egoísmo e a ansiedade de chegar lá, roube nossa paz.
A concentração na jornada, contemplação, e o prazer de vivê-la terá como prêmio uma chegada plena e triunfante ao nosso destino.
Ney Paula B.
(*) Essa estória é para você refletir sobre a jornada da sua vida:
-Está valendo a pena?
-Suas metas agregam valor à preparação para sua chegada?
-O que motiva você, nessa sua jornada?
-Você tem metas coletivas, ou só individual?
Ney Paula B.

⁠“Na vida é preciso ter cuidado com o “sim” que damos… para que não seja fruto de um descuido do “não”. É que podemos, sem ponderar, aquiescermos a sugestões ou convites que podem nos levar por caminhos não compatíveis com aqueles aprovados pelo SENHOR, o que certamente irá desagradá-Lo.”
Ney Paula B.

⁠Nunca se desespere diante das dores da vida, as sextas-feiras virão sempre mas o domingo também virá, assim como aconteceu com O nosso Salvador Jesus Cristo.
As pedras que surgem no nosso caminho, são para ser removidas por nós, pois é assim que nos tornamos mais fortes. Não importa o tamanho da pedra, o SENHOR só quer sentir nossa fé para crer que Ele nos dará a força necessária que precisamos para afastá-la do nosso caminho!
Eu, Ney Paula Batista, sei que Ele vive sim, Jesus Cristo, e que Seu Pai é o nosso SENHOR do Universo. As dores que passamos são sempre pedagógicas, até mesmo quando perdemos alguém que amamos. Lembre que o Filho sofreu tudo por nós e Seu Pai sentiu tudo isso, inclusive sua morte. Sendo assim, nossos sofrimentos nos ensinam muita coisa e podem nos tornar mais semelhantes a ELES.
Enfim, esse é o propósito dessa vida:
O tempo para nosso aperfeiçoamento espiritual que só pode acontecer pela dor pedagógica, isso mesmo, aquela que ensina e que quando compreendida e aceita, nos faz crescer.
Ney Paula B.

​A LIBERDADE QUE PRENDE

​Eu já tentei transformar a vida em um cálculo: tentei prever todas as consequências e escolher o "perfeito" para não sofrer. Foi exatamente aí que a liberdade virou peso.

​Quando me apoio apenas no meu próprio entendimento, não ganho controle; ganho ansiedade, cobrança e um tribunal constante dentro da cabeça.

​Confiar em Deus não é desistir de pensar, é parar de carregar o mundo nas costas. É devolver à liberdade a sua verdadeira função: dar direção.

​"Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie no seu próprio entendimento."

— PROVÉRBIOS 3:5




​Liberdade não é fazer o que bem entendo. É ter a coragem de reconhecer que não dou conta de tudo sozinho. É escolher a direção certa, mesmo quando ela não for a mais fácil.

​A verdadeira liberdade não nos faz reféns das nossas próprias escolhas — ela nos liberta do peso de ter que controlar tudo.

​EU DOU CONTA

​O PARADOXO DA ESCOLHA

Douglas Santos

ENGESSAR A VIDA ATRAVÉS DA ESTUPIDEZ E DO MEDO


O estúpido que tem medo não está sendo estúpido por falta de informação;
ele é estúpido porque escolheu o medo como identidade.


Você pode trazer gráficos, estudos, testemunhos, lógica cristalina,
pode alinhar os fatos como soldados em perfeita ordem;
ele vai olhar para tudo isso e ver apenas mais uma ameaça disfarçada.
Porque o medo dele não mora na cabeça.
Mora no peito, na barriga, naquele lugar escuro onde a razão não tem chave.


A razão convence quem já está meio convencido,
quem tem um cantinho de dúvida que ainda respira.
Mas o medo absoluto é uma religião sem hereges:
o fiel não quer ser salvo daquilo em que acredita;
ele quer ser salvo pelaquilo em que acredita.


Você pode provar que o monstro não existe,
mas se o monstro é a única coisa que dá sentido à vida dele,
ele vai preferir o monstro à paz.


Então não há argumento que chegue,
não há frase bem construída,
não há metáfora bonita o suficiente
para convencer o estúpido que se alimenta do próprio pavor.


O que há, quando muito, é o tempo.
O tempo que às vezes cansa o medo,
que desgasta a armadura,
que faz a pessoa acordar um dia e perceber
que passou a vida inteira tremendo de um fantasma
que nunca lhe tocou de verdade.


Ou então o encontro.
Não o encontro com a razão,
mas com alguém que vive sem aquele medo
e, estranhamente, continua vivo,
continua inteiro,
até sorri.


Aí, só aí,
num instante em que a guarda baixa,
pode nascer uma pergunta pequenininha, quase inaudível:
“E se eu estiver errado?”


Essa pergunta é o único buraco
por onde a luz consegue entrar
numa cabeça que se fechou para o mundo
achando que assim se protegia dele.


Antes disso,
guarde sua energia.
Não se gasta pólvora com quem já decidiu
que o estrondo é música celestial.


O estúpido pelo medo
só se convence
quando um dia o medo o cansa
ou quando a vida, com sua paciência cruel,
lhe mostra que sobreviver sem pavor
também é possível
e, pasmem,até mais bonito.

⁠Crônicas de uma vida – Parte que não se conta no currículo


Quando eu nasci, não entendia nada sobre humanidade. Nem por que raios eu tinha vindo ao mundo. Era só um choro automático, um corpo quente e confuso que exigia leite, colo e silêncio.


Com o passar dos anos, comecei a querer ser alguém **especial**. Não sabia ainda o que era humanismo, compaixão ou empatia — palavras grandes demais para uma criança que só queria ser notada. Então foquei no meu eu: minhas notas, minhas conquistas, meu quartinho organizado, minhas pequenas vitórias que eu achava que definiam valor. O mundo era um palco, e eu ensaiava meu monólogo principal.


Até que, numa noite qualquer — daquelas em que a cidade parece respirar mais devagar —, tudo mudou sem aviso.


Eu caminhava pela rua estreita atrás do prédio, fugindo da insônia e do calor abafado do apartamento. Foi quando a vi: uma figura encurvada, quase fundida com a sombra do poste. Uma mulher (acho que era mulher, a penumbra roubava detalhes). Ela revirava uma lata de lixo com uma paciência feroz, os braços magros desaparecendo até o cotovelo no fundo metálico. O som era seco, plástico rasgando, latas batendo. De vez em quando ela parava, examinava algo na luz amarelada, levava à boca e mastigava devagar, como se saboreasse um prato requintado.


Fiquei parado. Não consegui seguir andando.


Primeiro veio a surpresa. Depois, uma pontada de indignação quase infantil: **Como assim? Como uma pessoa igual a mim, feita da mesma carne, do mesmo sangue quente, pode chegar a esse ponto?** O cérebro tentava calcular: acidente? drogas? doença? família que virou as costas? E logo em seguida veio o desconforto pior: e se eu, com toda a minha pose de “alguém especial”, estivesse a apenas algumas más decisões de distância daquela lata de lixo?


Ela ergueu os olhos por um instante. Não sei se me viu de verdade. Talvez eu fosse só mais um vulto na noite, mais uma silhueta que passa e julga. Mas naquele segundo de cruzamento de olhares — ou de quase-olhares — alguma coisa em mim estalou.


Não foi pena. Pena é confortável, dá para resolver com uma moeda ou um sanduíche. Foi **reconhecimento**. Uma espécie de espelho torto e cruel. Ela ali, eu aqui. Mesma espécie. Mesma fragilidade essencial. Só que a vida tinha apertado o acelerador em direções opostas.


Voltei para casa com o estômago embrulhado e os pensamentos em looping. Naquela noite, pela primeira vez, percebi que ser “especial” não era uma conquista solitária. Era, na verdade, uma ilusão muito frágil, sustentada por circunstâncias que eu não controlava: nasci em berço que não desabou, tive acesso a escola, saúde, comida na mesa, rede de proteção invisível que a maioria nem percebe que tem.


A criatura furtiva da noite adentro não era “outra”. Era um **lembrete**. Um lembrete vivo, sujo, faminto, de que a humanidade não é mérito — é sorte, é sistema, é escolha alheia, é conjunto de acasos e de decisões coletivas.


E aí, devagar, quase sem querer, comecei a entender o que talvez seja o humanismo: olhar para o outro e enxergar, antes de qualquer coisa, o mesmo grito surdo de existir. Não importa se está dentro de um terno caro ou revirando lixo à meia-noite.


Aquele encontro não me transformou num santo. Longe disso. Mas plantou uma dúvida incômoda e permanente:
E se eu tivesse nascido do outro lado da lata?
E se, amanhã, a vida virar a chave e me colocar lá?


Talvez a verdadeira especialidade não seja chegar ao topo.
Talvez seja conseguir olhar para baixo — ou para o lado — sem desviar os olhos.
E, quem sabe, estender a mão.
Não por pena.
Mas por reconhecer, no fundo do peito, que aquela mão que revira o lixo poderia, em outra história, ser a minha.


E você? Ja passou por situação que fez repensar quem você acha que é?


Ysrael Soler

⁠O sofrimento e a dor são, o grande tecido da vida, com pequenas conta-gotas de alegria. Viver sorrindo o tempo todo, é a forma que muitos encontram para tecer este tecido, porém, também é uma forma de auto enganar-se, pois a realidade no dia-a-dia, nos confronta com o caos preponderante!


Olhar o mundo de forma a ver ele maravilhoso, é inspirador, mas, a cada passos dados na vida, são indicadores que um dia ela terá seu fim ! Viver o presente, é sonhar...

Quando a vida não der mais prazer,
Quando o sol não brilhar para você,
Quando tudo chegar a dizer não para você...
Quando uma lágrima rolar
E o seu pranto alguém escutar,
Se lhe pedirem para estender a mão, é só ir...
Eu vejo o mundo ao meu redor,
Eu olho as nuvens que passam no céu.
O tempo, como fumaça, se vai
Para não mais voltar.
Quem dera eu e você,
Uns dias destes, andando por aí,
Pudéssemos encontrar o amor
Para nos fazer feliz.
E o nosso pranto secaria,
Solidão não mais haveria,
A alegria estaria em nós.
Quem dera eu e você
Se importasse mais com o amor...

DISCURSO SOBRE AS AMENIDADES DA VIDA


Repensar a vida é fazer escolhas entre razão e emoção!
Vivemos neste dualismo de consequências de erros e acertos.
As escolhas nos colocam, de certo modo, em momentos da vida, em standby!
Pensar é um exercício da mente humana, mesmo que ela insista em não enxergar seus contrapontos.
O delinear do caminho nos mostra imensas diversidades ou adversidades. Há um mundo com imensas possibilidades, e as probabilidades, nós quem as tornamos exatas.
O corpo e a mente, usamos como ferramentas no dia a dia, e com elas nos mostramos ao mundo. Podemos fazer destas ferramentas bom uso ou não; cabe às escolhas que iremos fazer!
A vida é um jogo de perde e ganha. Os dados são lançados todos os dias, e a "sorte" se mostra nas oportunidades de quem as fez, durante o caminho!
O impacto das coisas que transitam ao nosso derredor nos afirma, no fim de algumas observações, que o projeto de vida precisa ser meticulosamente articulado, pois nada do que se projeta é 100% certo de acerto!
Vivemos em um mundo transitório e mutável. Ontem era aquilo, hoje já é isto...
Largar mão da vida, e entregar este projeto a terceiros, é se ausentar das responsabilidades impostas, adquiridas ou feitas.
O que as pessoas veem em nós não é realmente o que pensam que veem. Então, afinal de contas, o porquê das observações do texto?
Será melindre? Pensamento retórico? Ou estupidez?
Rousseau defendia que os homens nascem bons, mas, em contato com a sociedade que é má, tornam-se igualmente maus.
Hobbes defendeu que o homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que, devido a tais instintos, é capaz de fazer qualquer coisa. Para Hobbes, a sociedade tem o papel de educá-lo, de humanizá-lo, de torná-lo sociável.
Diante de tais perspectivas, fico com um pé quase que fincado na ideia de que nascemos como papel em branco e a sociedade nos influencia, impondo suas regras, tradições e manejos, para nos moldar do jeito que ela quer! Há os que tentam ir contra, mas moralismo, ética e tendências não partem de um indivíduo, e sim da sociedade, que com o passar dos séculos, sempre muda seu comportamento!
Como diria Jean Paul-Sartre: "O inferno são os outros."

⁠​POESIAS


​Poesias são
Fontes da alma
Que jorram
Em uma linha tênue
Para a vida.

A vida não é um ensaio geral para um paraíso futuro; a existência é o próprio espetáculo, com todas as suas glórias e desventuras.