Vida e Morte
O anjo da morte abriu suas asas
Trazendo o vento da sua desgraça
Em toda a sua vida só o que plantou
O ódio, a ganância e os que humilhou
Comparo as estações do ano, com a finitude humana( vida e morte). No tempo certo, independente do desejo das pessoas, elas alternam- se repetidamente. É um ciclo imutável. Iniciam- se do cosmo e se findam de modo imanente.
220824
Aprendamos com a guerra que, ao estarmos próximos da morte nada importa além da vida e da possibilidade de permanecer no plano terreno. As pessoas levam, apenas, seus corpos e a esperança de recomeçar.
MORTE E VIDA MIRINDIBA - "Relenda"
Demétrio Sena - Magé
No alto do Mirante do Bonfim em Magé, na baixada fluminense, existiu uma tribo na qual uma índia deslumbrante, chamada Mirindiba, era muito amada por todos. Mirindiba era filha do Pajé. Já eram tempos de colonização, Portugal (país descobridor do Brasil) já estava em pleno desbravamento da ilha de dimensão continental descoberta, e muitos portugueses logo descobriram Magé. Nessa descoberta, um jovem português avistou Mirindiba, foi avistado por ela, e ambos se apaixonaram perdidamente. Vencidos o estranhamento de natureza étnica e a timidez, ambos não demoraram a estabelecer contato mais próximo e a namorar. Tentaram manter segredo, pois Mirindiba era prometida a um jovem índio de outra tribo, mas as árvores, assim como as paredes, têm ouvidos. O pai de Mirindiba soube do romance, chamou a filha para uma conversa e explicou que seria obrigado, por tradição local, a lançar uma maldição sobre a filha, se ela insistisse no amor proibido. Mirindiba não respondeu sim nem não. Manteve silêncio e arranjou uma forma de marcar um encontro com o jovem português, no ponto mais alto do mirante, para um plano de fuga. Talvez Mirindiba tenha duvidado que seu pai lançasse a maldição. O que ela não sabia é que a maldição era prévia e já estava lançada, para o caso de haver desobediência. Mal chegou ao local do encontro, naquela tardinha chuvosa, a jovem índia sentiu seus pés criarem raízes e começarem a afundar. O solo cobriu até suas canelas, o corpo da jovem foi se tornando um tronco grande de árvore e seus cabelos logo se tornaram uma bela fronde, com folhas desconhecidas na época. A árvore ali reinante se fez tão bela e diferente, que era impossível não identificar Mirindiba, mesmo ela tendo sido completamente descaracterizada em seus pormenores de humanidade visível. Ao chegar ao local do encontro, o jovem português a reconheceu imediatamente. Sentou em uma de suas raízes sobressalentes e chorou; chorou muito; a noite inteira. Tanto, que seu corpo se derreteu junto ao choro, se misturou ás águas da chuva e ajudou a irrigar a árvore com uma essência tão especial, que Mirindiba se tornaria extremamente longeva, centenária, quiçá imortal. O pajé, pai da índia, também morreu logo depois, de puro desgosto, longe dali. Ele amava sua filha, mas a maldição era inevitável e tinha que sair dele, mesmo que a sua boca se fechasse. Até hoje, Mirindiba pode ser vista como uma bela árvore que se destaca no ponto mais alto daquele mirante. Mirindiba é de Magé. Do Mirante do Bonfim.
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Nota: Lendas não têm autor/autora. Brotam no imaginário popular e se tornam imortais por tradição oral. Mas também ganham versões diferentes, especialmente na literatura. As redações (ou releituras), estas sim, têm autores ou autoras. Anos atrás dei uma redação em versos a esta lenda, publiquei no livro MALDIÇÕES AMORES E CRENÇAS, que lancei com Benedita Azevedo, e agora fiz redação em prosa, mais uma vez para enriquecer a narrativa da lenda mais popular do Município de Magé.
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#respeiteautorias Isso é lei.
Navegante destemido
Eu não temo a morte
Eu não temo a vida
Tenho arte atrevida
Não posso negar
Eu sou homem de sorte
E eu vivo sem norte
Navego sozinho
Por todo lugar
"Às vezes, o homem tem vontade de nunca acordar.
Não pela morte em si, mas pela vida e alegria, que existe em sonhos, que mil anos de realidade, jamais trará.
Em meus sonhos, sei bem o que há.
É ela, ela que sempre está lá.
Com um sorriso de incendiar a alma, de lábios vermelhos e cabelo preto, a me esperar.
Por vezes, no meio da noite, desperto atônito, suando frio, sem ar.
Algumas vezes, busco-a em meio aos lençóis e ela não está lá.
Outras, desperto com os olhos inundados, à lacrimejar.
Meu pranto, minha mazela, é sempre pelo mesmo motivo, amaldiçoo o meu despertar.
Minha realidade é maldita, porquê ela não está lá.
Não consigo, ela, encontrar.
Então, deito de novo, rogando para retornar ao doce sonho, desejando, assim, jamais acordar..."
"Ao meu eu, é preferível uma morte nos seus braços, que uma vida longe do seu sorriso..." - EDSON, Wikney
O objetivo da vida,
é a morte.
Existem duas maneiras
de alcança-lo,
por acidente, ou por mérito,
cabe a você,
tentar evitar a primeira.
Se você me odiasse, eu ainda te amaria,se quisesse a morte, eu lhe daria minha vida, se estivesse na solidão, eu seria sua companhia, você seria a noite e eu seria o dia, você seria uma manhã quente e eu seria uma tarde fria, para todas as suas tristezas,eu seria a alegria...
O Ciclo da Doença: Reflexão sobre Vida, Lucro e Morte
A vida moderna parece girar em torno de hábitos que nos aprisionam: vícios, consumos excessivos, distrações digitais. Não são apenas escolhas individuais, mas engrenagens de um sistema que conhece nossas fragilidades e as transforma em lucro.
Planos de saúde prosperam com a manutenção da doença, reajustando valores enquanto a população se torna dependente de consultas e exames. A indústria farmacêutica sustenta sua riqueza em medicamentos contínuos, que não curam, mas mantêm o corpo em funcionamento. O SUS, mesmo essencial, reforça essa lógica ao garantir acesso universal ao tratamento, mas não à reversão.
E quando o corpo finalmente cede, o ciclo não se encerra: funerárias transformam o luto em negócio, oferecendo pacotes caros e associando amor e respeito a cerimônias luxuosas.
O percurso é claro:
Hábitos nocivos → doenças crônicas → tratamento contínuo → manutenção da doença → morte precoce → lucro funerário.
Assim, o sistema não cria os vícios, mas deles se alimenta. A saúde se torna mercadoria, a doença, fonte de renda, e até a morte é explorada como oportunidade. O que se revela é um ciclo perverso, em que viver e morrer se confundem com consumir.
Vida, Morte e Renovação
Eclesiastes 12:7, nos lembra que nós, seres humanos, somos feitos dos mesmos elementos que a terra, a água e o ar. A vida é uma jornada cheia de aprendizado e transformação.
Enquanto buscamos entender o sentido da vida, enfrentamos muitos desafios que testam nossa força e compreensão. A ideia de "pagar pelos pecados" nos faz pensar sobre nossos erros e o que podemos aprender com eles. A verdadeira sabedoria aparece quando aceitamos nossos erros e aprendemos a seguir o fluxo natural da vida.
Aceitar a vida não significa desistir, mas sim abraçar o que ela tem a oferecer. Isso significa entender que há um tempo para tudo: plantar e colher, rir e chorar, lutar e descansar. Quando aceitamos essa dança da vida, encontramos paz e equilíbrio. Cada experiência, boa ou ruim, nos ajuda a crescer.
No final, ao entender que fazemos parte de um ciclo maior, lembramos da nossa conexão com a terra. Assim como as folhas caem e se decompõem para nutrir novas plantas, nossos corpos também voltam à terra, fechando o ciclo de vida e morte. Essa compreensão nos encoraja a viver plenamente, a buscar propósito e a valorizar cada momento sem apegos ao corpo físico.
Que possamos reconhecer a nossa fragilidade e a beleza de sermos humanos. Que possamos viver com gratidão, aprendendo a fluir com a vida e a encontrar equilíbrio em meio às dificuldades. E que, ao final de nossa jornada, devolvamos nossos corpos à terra com a certeza de que vivemos de verdade, entregando nossos corpos sem drama ou apegos, porque aqui nascemos e aqui fica nossa casca, como a cigarra, enquanto continuamos nossa jornada em um novo ser.
Vida, Morte e Renovação: Reflexões Simples
Eclesiastes 12:7, nos lembra que nós, seres humanos, somos feitos dos mesmos elementos que a terra, a água e o ar. A vida é uma jornada cheia de aprendizado e transformação.
Enquanto buscamos entender o sentido da vida, enfrentamos muitos desafios que testam nossa força e compreensão. A ideia de "pagar pelos pecados" nos faz pensar sobre nossos erros e o que podemos aprender com eles. A verdadeira sabedoria aparece quando aceitamos nossos erros e aprendemos a seguir o fluxo natural da vida.
Aceitar a vida não significa desistir, mas sim abraçar o que ela tem a oferecer. Isso significa entender que há um tempo para tudo: plantar e colher, rir e chorar, lutar e descansar. Quando aceitamos essa dança da vida, encontramos paz e equilíbrio. Cada experiência, boa ou ruim, nos ajuda a crescer.
No final, ao entender que fazemos parte de um ciclo maior, lembramos da nossa conexão com a terra. Assim como as folhas caem e se decompõem para nutrir novas plantas, nossos corpos também voltam à terra, fechando o ciclo de vida e morte. Essa compreensão nos encoraja a viver plenamente, a buscar propósito e a valorizar cada momento sem apegos ao corpo físico.
Que possamos reconhecer a nossa fragilidade e a beleza de sermos humanos. Que possamos viver com gratidão, aprendendo a fluir com a vida e a encontrar equilíbrio em meio às dificuldades. E que, ao final de nossa jornada, devolvamos nossos corpos à terra com a certeza de que vivemos de verdade, entregando nossos corpos sem drama ou apegos, porque aqui nascemos e aqui fica nossa casca, como a cigarra, enquanto continuamos nossa jornada em um novo ser.
A Morte do Ego: O Florescimento da Alma e a Realização da Vida
Para encontrar meu verdadeiro eu além das barreiras do corpo físico, dominado pelo ego cego e birrento como uma criança que esperneia para conseguir o que quer, precisei entender muitas coisas. O caminho foi turbulento e, quanto mais me esforçava, mais a espiritualidade me mostrava outros caminhos, com novos conceitos e jeitos alternativos de viver. Eram tantas as coisas que eu achava que queria, mas que hoje já não me atraem.
Ao enfrentar a crise emocional e existencial, decidi deixar tudo para trás e embarcar em uma jornada de autoconhecimento e transformação. Descobri que a depressão, a síndrome do pânico, a fobia social e todas as doenças que meu corpo sofria eram como gritos silenciosos, tentando me dizer o que eu precisava fazer. A coragem de recomeçar em um novo caminho, oposto aos outros, e a busca por um sentido na vida trouxeram descobertas profundas, que acompanharam todo o processo de renascimento pessoal.
Todo o sofrimento e cansaço que experimentei ao escolher desapegar das coisas que nos fazem sentir vivos no mundo físico foi difícil, mas valeu cada momento de abstinência, a "causa" pela qual as pessoas não se encorajam a trilhar a jornada da alma. O privilégio de estar na companhia dos irmãos das estrelas superou a ausência da companhia das pessoas no mundo físico. Porque a jornada evolutiva é solitária, os amigos nos abandonam pelos motivos mais inesperados e, até entendermos verdadeiramente o porquê de tudo isso acontecer, perdemos a fé na humanidade.
Mas, ao longo do caminho, vivendo nas cidades astrais e aprendendo as melhores lições com quem realmente vive a verdadeira verdade, porque nos mostram na prática o que há por trás de tudo, nos libertamos do julgamento. A compaixão faz morada no coração, os olhos se abrem para enxergar as almas além da personalidade. Não ajudamos de forma errada para não atrapalhar o irmão que ainda precisa aprender a lição, e não nos envolvemos nas confusões alheias. Sabemos o que não depende de nossa ajuda e entendemos que, para nós, a questão já está resolvida. Somos julgados aqui no mundo físico como frios, insensíveis, arrogantes. Mas estamos conscientes de que só saberão verdadeiramente o que fazem quando souberem da verdade sobre a trama da vida por trás do romantismo que o mundo nos apresenta como verdade.
Sem lamentos, não fazemos mais drama, porque sabemos que não existe drama. O equilíbrio e a paz fazem morada definitiva no coração. Vivemos com calma porque enxergamos a vida como ela é e não da forma que gostaríamos que fosse. Agora a vida ficou cheia de graça porque o Senhor está literalmente conosco.
Morte é desperdício de vida, quando não vivemos intensamente, quando perdemos oportunidades, quando vivemos inadequadamente e passamos a vida protelando, adiando o prazer de viver.
