Vida Amorosa

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Quem fecha os olhos para a vida não admira a paisagem do caminho.

Sentimo-nos a plenos pulmões, ainda assim passamos a vida a carregar cadáveres.

A vida é nossa maior professora; com altivez, marca nossa jornada com grandes lições.

O religioso que tira o terço diante da morte, normalmente usa-o como chicote em vida.

O grande mal do homem é acreditar que o homem nasce mau por coser em sua vida a narrativa de um pecado cujo cozer de falsas prerrogativas levou-o a abandonar ser um cavalheiro. Tornou-se um cavaleiro perdido em tachar o outro como o verdadeiro culpado de suas próprias escolhas. Ele acredita que Deus, ao taxar seus filhos num eterno conserto, pensa que o mundo é um triunfo da maledicência. Deus é, na realidade, o grande regente do concerto do mundo. Um grande equívoco é cometido, pois o único trunfo que se tem é acreditar não ser discriminado, mas para sermos descriminados basta não infringir as leis, pois infligir é uma questão do soar do sino, ao passo que suar e retificar todos os nós faz de todos nós o ratificar em tentarmos ser pessoas melhores.


***Exercício de engenharia linguística***
(3)

Um belo dia avistei o horizonte e vi a vida passar diante dos meus olhos.
Percebi o quanto a vida passa tão rápido que nem sempre conseguimos acompanhar o tempo.

⁠Numa vida de incertezas a única certeza que tenho é a existência da dúvida

Com humildade, de minúsculo ser me fiz grande;
Com coragem, grandemente enfrentei a vida ⁠e me vi gigante;
Com meu grande amor, novamente me fiz pequeno a caber no coração do outro, e me tornei invencível

A verdadeira luta pelo ideal de liberdade consiste em largar a felicidade como propósito de vida e alimentar a alma como objetivo de caminhada.

A mudança que se deseja alcançar na vida é a obra-prima das mentes extraordinárias

Nesta vida somos semeadores do amor e coletores da bondade, por mais que haja escuridão, a Luz que brilha no infinito será sempre maior que a treva que ressoa ao anoitecer

É na simplicidade da vida que encontramos a mais sublime e rica felicidade.

O Sagrado Entre-Lugar


Os períodos mais transformadores da vida começam exatamente assim com a sensação de estar entre um lugar que já não é mais nosso e outro em que ainda estamos aprendendo a habitar. E é nesse 'entre' que muitas das nossas maiores transformações e estado de consciência plena acontecem.
​Não é um espaço de conforto, é de verdades. O 'entre' é o lugar onde a pele se sente fina, a respiração fica pesada e onde as certezas de ontem se desfazem e as de amanhã ainda não possuem contornos definidos. É o silêncio que precede o salto e o vazio que antecede a nova forma.
Para a chegada do novo é necessário se desfazer do anterior. Pois eles podem não caberem ou mesmo poder serem juntos.
​Tememos esse intervalo, ansiosos por chegar logo à próxima margem. Mas é justamente no tempo de espera, na suspensão entre a partida e a chegada, que a vida nos convida à escuta. Ali, despidos dos papéis e das "máscaras" que já não nos cabem, temos a oportunidade de perguntar não apenas para onde vamos, mas quem estamos nos tornando durante a jornada.
​Não tenha, pois, pressa de sair do desconforto. O que chamamos de "estar perdidos" é, na verdade, a vida nos dando espaço para o reencontro.
A transformação não acontece no destino, ela floresce na travessia.


Dulias Durreis©

A religião é uma alienação que desvaloriza a vida terrena para iludir as pessoas em prol de um mundo fantasioso algures.

A brevidade da vida é um lembrete da eternidade. Cada dia nos aproxima do momento em que estaremos diante do Senhor. Por isso, não vivas como quem ignora o fim, mas como quem sabe que a morte não é o término da existência, e sim o encontro inevitável com o Justo Juiz. Prepara-te, pois a eternidade começa onde o tempo termina.

A vida é minha e faço dela o que minha mulher quiser.

a vida eu como um veloz trem bala e nos somos apenas passageiros prestes a partir

"Quando os olhos se fecham e a mente adormece, são nesses estantes onde enxergamos a vida.(Cícero nogueira de souza)

A gente passa muito tempo acreditando que o amor da nossa vida é aquele que fica. Mas, com o tempo, a maturidade te dá um soco no estômago e te ensina o oposto: às vezes, o amor da sua vida é aquele que precisa ir embora para que você, finalmente, encontre a si mesmo.Eu sei como é. Sei como é olhar para o celular esperando um sinal, uma recaída, um "me perdoa por te procurar mais uma vez". Sei como é deitar a cabeça no travesseiro e travar uma batalha interna entre o orgulho e a saudade, fingindo para o mundo que superou, enquanto o peito ainda sangra em silêncio. A nossa mente é especialista em nos enganar. Na falta do outro, ela limpa os erros, apaga as brigas e cria um pedestal de perfeição para alguém que, no fundo, era apenas humano. Alguém que simplesmente escolheu não estar mais ali.E a grande armadilha da vida não é sofrer por amor. É se apaixonar pelo sofrimento. É transformar a dor em uma identidade, em um teto confortável onde você se esconde do medo de tentar de novo. A gente escreve, chora, desabafa e cria poesias inteiras sobre a ausência de alguém, esquecendo que o papel em branco continua sendo nosso. A dor é uma excelente conselheira nas primeiras noites, mas se torna uma carcereira cruel se você decidir morar com ela.A verdade que ninguém te conta é que o outro tem o direito de ir. E o silêncio dele não é um enigma para você decifrar; é uma resposta. É o ponto final que você se recusa a ler. Aceitar isso não é fraqueza, é o maior ato de coragem que alguém pode ter. Significa entender que os tempos de superação são individuais, que o outro virou a página e que você também precisa — não por raiva, mas por sobrevivência.Não transforme a memória de um relacionamento em uma âncora que te afunda no passado. Use-a como bússola. Que a saudade vire gratidão por ter sido capaz de sentir algo tão intenso, mas que o presente seja o seu único altar. O amor-próprio não nasce no dia em que você esquece quem partiu; ele nasce no dia em que você percebe que a sua vida continua sendo valiosa, mesmo sem aquela pessoa para assistir.Limpe as lágrimas, guarde os rascunhos e dê o próximo passo. O mundo é grande demais para você viver trancado dentro de uma lembrança.

É uma das ironias mais devastadoras da vida: passamos os dias pedindo ao universo por um amor calmo, por alguém que cure nossos abismos, e, quando essa alma finalmente chega, nós a tratamos como se fosse um móvel na sala. A ingratidão não nasce da falta de amor; ela nasce da arrogância de achar que o outro estará lá para sempre. O ser humano tem uma urgência doentia pelo que é difícil e um desprezo pelo que é seguro. O carinho diário vira rotina; o cuidado constante vira obrigação. E, aos poucos, cegos pelo brilho falso de novidades baratas, deixamos de ver quem segura a nossa mão no escuro.
Dói perceber que você entregou o seu melhor para alguém que só sabia ler os seus defeitos. É uma dor que rasga o peito, que faz o travesseiro parecer pesado e o amanhecer parecer um castigo. Você se doa por inteiro, ajusta sua vida para caber nos dias do outro, engole o orgulho para salvar o relacionamento, e o troco é a indiferença. A pessoa ingrata consome a sua luz e depois reclama que você está apagado. Mas a grande lição de vida não está na ferida que nos abriu, e sim na nossa capacidade de recolher os próprios pedaços no chão, colá-los com a dignidade que nos resta e aprender a caminhar de novo.
A superação não acontece quando a dor some, mas quando você percebe que o seu amor era grande demais para ser desperdiçado com quem só queria migalhas. Quem não valoriza o sol que tem ao lado acaba implorando por calor na tempestade. Quando um coração generoso cansa de ser ferido, ele não briga, não grita e não cobra. Ele apenas recolhe o afeto que foi jogado fora e fecha a porta, sabendo que cumpriu o seu papel. Se você tem alguém que escolhe você todos os dias, que cuida dos seus medos e honra a sua presença, abra os olhos antes que o tempo transforme essa bênção em uma saudade incurável. Porque o amor sabe perdoar muitas coisas, mas a ausência de valor o mata um pouco mais a cada dia.