Viciado no seu Beijo
O homem sem amor-próprio é como a rosa do deserto: se não guarda a vida em seu próprio caule, padece mesmo diante da fonte.
O mergulho mais profundo de uma pessoa encontra-se em seu próprio interior... Buscar e encontrar respostas... Transmutar e transcender-se para além do superficial é evoluir.
Tem dias que o meu corpo fala…
Seu corpo já falou com você?
Acho que ele fala todos os dias, na verdade…
Tem momentos em que é como se ele se desprendesse da consciência e seguisse um caminho só dele.
Mas, no fundo, ele não está distante — está tão presente que sou eu que não consigo perceber o exato momento em que ele precisa de algo.
Ele fala.
Fala nos fios que se soltam, como se nunca tivessem nascido ali.
Fala no nó que se aperta no peito, clamando, em angústia, por algo já vivido.
Fala nos lábios que se racham, quando não recebem o elemento essencial da vida.
Fala nas gotas que rolam das janelas da alma e vão direto ao chão.
Fala no suspiro que escapa, quando o pensamento se perde ao longe.
Fala nas marcas que emergem de dentro para fora.
Fala na consciência, quando ela simplesmente desliga…
O quanto fala um corpo cansado.
Um corpo que percorre tanto, todos os dias.
Um corpo que precisa de acolhimento…
Um corpo que merece vida.
Não gaste seu tempo mergulhando em águas rasas. É, além de frustrante, dolorido. A gente entra achando que vai encontrar profundezas, mas o que há é só reflexo. E reflexo, quando se acredita demais, engana.
Eu acredito na cura das dores, de todas elas, até as mais profundas. Você não é seu sintoma, seus traumas não te definem. É no amor que a vida acontece.
Reduzir alguém ao seu transtorno é um atalho intelectual de quem não quer se comprometer com a escuta. É mais fácil citar o manual do que sustentar o encontro. O diagnóstico, quando vira identidade, não cuida, encerra. E encerrar o outro sob a aparência de saber é só uma forma sofisticada de não ter coragem de ouvi-lo.
Um homem é seu trabalho, seu caráter e seu estudo. Jamais te envergonhes, tu serás um grande homem!
(Antônio Português de Traz dos Montes)
Falta-me o ar nos pulmões ao ver seu rosto, sua pele, seus olhos, seus cabelos. É como se, caso passássemos na rua, nem sequer fôssemos nos olhar por nossas diferenças; mas, por alguma razão, um dia nos amamos como jovens, como apaixonados. E hoje olho e acho estranho: pude eu ser quem fui contigo, mesmo sempre te olhando com esse brilho no olhar?
Quando seu pequeno coração despertar, então a terrível noite cairá.
Noruega: Como Um Floco De Neve,Até O Seu Inseparável Inverno.
Existe uma vida que brotou entre montanhas cobertas de neve.
Nas grandes montanhas de gelo uma vida com os ventos frios foi se transformando nos dias que mudavam.
E que começou na estação de algum inverno há muito tempo atrás.
Como um lindo floco de neve com pontas frias e recortadas de uma forma natural.
Um grande floco de algum inverno que esteve naquelas montanhas caiu dos ventos frios.
Era uma gota de um lindo começo.
Em um inverno montanhoso e sentido.
Em muitos invernos atrás essas grandes montanhas tiveram as suas forças tocadas por nuvens brancas como cada inverno que passava sobre elas.
Como os ventos frios também faziam.
Após tantos invernos uma vida brotou daquele floco de neve.
Sobre o chão coberto pela cor do inverno essa vida foi crescendo nos dias frios que a acalentavam.
E do céu azul com nuvens brancas o Sol brilhava verdadeiramente como antes.
Aquecendo tantos invernos com a sua luz sobre aquelas montanhas e aquele floco que já havia desabrochado.
A sua luz de ternura fazia com que cada inverno se sentisse mais brilhante e grato.
Nas grandes montanhas de gelo mais ventos chegavam.
E aquele floco de neve,crescia.
Ao seu redor além do Sol e das montanhas havia o inverno.
Que era predominante no seu cair do céu,na sua cor e nos seus ventos conhecidos.
Nos ventos de cada inverno estava o tempo.
Que havia visto aquele floco de neve de outros invernos atrás.
Em cada inverno e em cada Sol o tempo passava.
Em cada montanha coberta por uma cor macia e fria o tempo também contava os ventos.
Em um frio que estava naquele lugar.
No céu,nas suas montanhas e nas suas águas.
Em cada inverno as suas águas desciam sob um gelo transparente e fino,ou branco e macio.
Águas que caíam do céu por cada montanha fria.
Ou de uma outra nascente repleta de ventos brancos.
Em cada inverno que recomeçava por aquele lugar.
Como um grande floco de neve de um passado frio no tempo até o seu florescer em um lugar escolhido para ser seu.
Com grandes montanhas e o céu azul com muitas nuvens.
Foi crescendo em cada montanha que via.
Foi se fortalecendo em cada vento que voltava.
A cada inverno que recomeçava quis parecer com eles.
Pois eram uma parte significativa da sua vida.
Era a outra beleza que vestia os seus jeitos.
Desde muitos invernos atrás.
De outros ventos gelados que haviam passado por lá.
E que deixaram as suas lembranças em cada montanha.
Assim como cada inverno que não se desfaz.
Do céu o Sol iluminava cada pedaço de neve.
Onde quer que eles estivessem.
E sentindo o Sol de um outro jeito cada inverno ficava compadecido com aquela cor amarela que queria ficar sobre cada um.
E sobre aquele já crescido floco de neve.
Do lugar que ele havia sido plantado por algum inverno passado e um pouco longe das montanhas que o rodeavam,vastas águas azuis e frias seguiam entre outras grandes montanhas.
Águas frias vindas distantes traziam mais gelo.
Traziam mais serenidade.
Por outros lugares cobertos de neve essas águas distantes e azuis seguiam o inverno.
Enquanto tantas montanhas a cercavam.
Vendo as suas águas frias e azuis seguirem os seus percusos.
Águas frias e com mais ventos vinham de outros lugares.
De algum mar e de outros dias.
Para aquele lugar coberto pela luz do Sol e ainda mais por tantos invernos.
E por um frio predominante e harmonioso.
Desde outros ventos frios de um passado no tempo.
De um inverno que esteve entre aquelas montanhas e deixou um floco um pouco diferente.
Um floco maior com outros ventos para que com mais invernos pudesse ficar.
Desabrochando em invernos de Sol.
Com o céu azul de nuvens e frio sobre a sua vida.
Como cada inverno é.
Até nas águas frias que vêm distante do seu lugar.
E descem entre montanhas cobertas de um inverno demorado que cobre a sua vida.
Desabrochada em invernos passados.
Uma linda vida agraciada por um inverno,por montanhas e por águas vindas distantes.
Do céu azul e do Sol a sua vida é iluminada em cada outro inverno.
Desde que era apenas um floco de neve e que em tantos ventos se transformou em uma vida bonita e branda.
Como cada inverno que recomeça na sua vida.
Los Angeles: A Flor De Cada Entardecer.
O seu nascer deve ter sido em algum entardecer.
Um entardecer alaranjado com toques de uma cor roxa.
Em algum entardecer de antes.
Dos que ainda te iluminam com duas cores antes do Sol ir dormir.
O seu nascer deve ter sido em um entardecer agradável em um lugar que o mar pode alcançar.
Em terras que se estendem até algumas montanhas.
Terras amareladas e seguidas pelo brilho do entardecer.
E mais do que um.
Com cores que o Sol fazia com o céu por vários momentos no tempo.
O teu nascer foi sob as cores de um entardecer.
De um passado bonito.
Que estava sobre grandes terras que seriam o seu lugar.
Em um entardecer do tempo que seguia o Sol a sua vida foi semeada naquelas grandes terras.
Nos dias que retornavam e viravam um outro entardecer a sua vida era iluminada pelo Sol e um momento singelo que tornava o céu.
Nessas grandes terras que seguiam o Sol algumas montanhas passavam perto do céu.
Com o tempo nos seus movimentos.
E no mar o entardecer se completava.
Como o Sol em duas cores que navegava ao longe.
Como uma semente deixada por um entardecer de um brilho passado.
Naquelas grandes terras de Sol e também de montanhas.
Com o céu o Sol estava.
E o mar nas suas ondas se manifestava.
Com o tempo que seguia o Sol e as cores de cada entardecer.
Até que antes do Sol ir dormir novamente a sua vida floresceu daquelas grandes terras cercadas por majestosas montanhas.
Delicada e linda vida.
Sendo felicitada pelo mar.
E muitas vezes por um Sol em um misto de alaranjado e roxo.
No ir do tempo aquela semente do entardecer foi crescendo.
Como uma nova flor.
Com pétalas nas cores do entardecer.
Lá do céu o Sol viu aquele desabrochar com o tempo.
Aquela linda flor sentia o mar nas suas pétalas sensíveis de Sol.
E escutava as suas canções que eram trazidas até as suas raízes.
Nas montanhas que estavam ao seu lado as suas pétalas tocavam cada uma.
Com a luz de cada entardecer.
Uma semente deixada pelo Sol para que uma outra vida pudesse nascer naquele lugar.
Em um momento do tempo que seguia.
Como um mar que em ondas levava um pouco da sua cor para aquela flor.
Flor que crescia ao redor das montanhas e nas grandes terras.
Olhando para o céu e o Sol.
Quando o céu se tornava alaranjado aquela flor movia levemente as suas pétalas no sentido do céu.
De cada entardecer.
As suas pétalas também tinham duas cores.
Desde que era uma semente e dentro da sua vida ainda revestida por uma casca que foi trazida por algum entardecer que já coloria o mar,aquelas montanhas e uma vastidão de terras amareladas.
E sobre o tempo o Sol sabia.
Que percorria as cores de cada entardecer.
Das coisas do mar.
Como o mar que buscava aquela flor em cada dia.
Desde as manhãs e as noites.
E principalmente cada entardecer que o Sol fazia.
Naquelas grandes terras havia uma outra flor.
E estava crescendo de um jeito lindo e doce.
Nas suas pétalas duas cores se misturavam.
Até o Sol sentia o seu perfume de entardecer.
Antes de ir dormir outra vez.
E aquela flor com o mar e as montanhas ficava.
À espera do Sol e de mais um entardecer.
Que retornava colorindo o céu com um alaranjado e um roxo.
Como as pétalas daquela flor.
Deixada ainda como uma semente de um entardecer de um passado do Sol.
Uma semente de um momento do tempo em que o Sol fazia cores no céu.
E ainda faz sobre aquela nova flor.
Nas terras grandes que o seu brilho ilumina.
Como o mar e algumas montanhas.
Que em cada entardecer também seguem o Sol e o céu.
Com o passar do tempo essa nova flor cresceu mais.
Perto do mar que queria mais das suas pétalas com as cores do entardecer.
E as montanhas que sentiam as suas raízes querendo atravessá-las.
Um flor crescida nas cores que o Sol traz.
Desde algum tempo é assim.
Uma linda e delicada flor com as cores de cada entardecer que ainda crescerão em cada pétala sua.
Assim que o Sol voltar outras vezes sobre a sua vida enraizada em momentos feitos no céu.
Uma flor crescida que se parece com um entardecer no seu lugar perto do mar e das montanhas.
Uma flor parecida com um entardecer que tem lindas pétalas de Sol e lindas cores como as suas.
Talvez por isso,
Tenha invariavelmente registrado seu jeito,
Naqueles que estiveram presentes,
Nos mesmos recintos que Ela.
[Avaliação de Desempenho, Blasfêmias
Aleatórias ou As Heresias de Féton]
Se o seu DEUS existe,
ele deveria renunciar.
Com base em tudo
o que temos visto,
fica evidente,
que ele é péssimo,
nesta função
de ser DEUS.
Onisciência,
Onipotência,
Onipresença,
Onifodência.
A não ser,
que ele não tenha
relação alguma
com a humanidade,
neste caso,
ele está fazendo
um ótimo trabalho.
Se for o caso,
neste caso, específico,
ele evidentemente,
está fazendo,
um ótimo trabalho.
Errata:
em verdade vos digo, DEUS existe,
só o seu DEUS que não.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
”Te amo tanto, mas não te amo ainda.
Quisera eu ter o seu amor só pra mim, mas ainda é cedo... É cedo para se encontrar e nos amar.
Guarda o teu amor dentro de um potinho aí, que daqui o seu já está guardado, e quando eu te encontrar o meu coração eu vou lhe dar para que então, finalmente, nós possamos nos amar e nos enamorar.”
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