Versos Romanticos Amor de Boa Noite
O orgulho, a inveja, a falta de interesse e a falta de compromisso são alguns dos fatores que tornam a maturidade um alvo distante.
Amando Você Nesta Noite
Peço a sua atenção, por favor,
Perceba, eu estou aqui,
Agora me escute!
Eu quero ser livre
Mas não sei quem sou
Porque você não consegue entender
O que eu digo pra você.
Eu te amo nesta noite
E todos os dias,
Eu amo o seu jeito
E ficar com você,
Que alegria!
Eu só quero dizer:
Eu amo você!
Eu só quero dizer:
Eu amo você!
Então, por favor,
Não me faça chorar,
Eu quero estar do seu lado
Dias e noites pra te beijar,
Te abraçar e te amar sem parar.
Não me faça chorar
Porque nesta noite
Quero sonhar
Que estou amando você!
Don't make me cry
Because tonight
I want to dream
I'm loving you!
CREPÚSCULO NO CERRADO
Na tarde do cerrado, rubra o horizonte
Pulsa, nos arbustos de galhos tortuosos
O fim do dia. Em cheiros tão saborosos
No crepúsculo tropical, de poética fonte
Tudo, entre rútilos, vermelhes fragosos
Raspando a luz no seu total desmonte
Gerando sombras e enigmática ponte
No breu, vozeando coros lamentosos
A lua, se apresenta com seu alvo manto
Cercada no céu por um véu de casimira
Desenhando o anoitecer com ternura...
Dentre todas as criaturas, meu espanto
Por tão dadivoso encanto, que se expira
No fugaz beijo, inicia a noite, tão escura.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
A dor fez morada em meu coração
Se é dor ou tristeza, sei não
Já passou da meia noite,
A luz se foi,
A dor não.
NOITE AFORA (soneto)
Como a secura no cerrado, sombria
A saudade, arde no peito desolado
Que dói, corrói, num olhar maculado
De agonia, e sentimento em romaria
Tão horrenda é a ausência de alegria
A luz do dia, neste silêncio privado
Ecoa em brado, no coração fechado
Causando ilusão enganosa e fantasia
Assim, entre as tristuras, essa poesia
De canção queixosa, chora e tão cheia
De espera, na insônia pela noite afora
Palpita melancolia, repleta de ousadia
Na lembrança que devasta, incendeia
Equivocando o sono, perdido na hora
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20/02/2020, 04’52” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O GATO PRETO
Alma negra que percorre a noite
No telhado briga, ama, e mia. Frígida!
Ao brilho da lua, num acoite
Uma paulada fria tira uma vida
Das sete que se tinha na alma
Renasce frio como uma hidra
Dum cemitério cheio de camas,
Descansa nos olhos amarelos a irá
De um bichano astuto e misterioso
Que ao voltar da morte cansativa
Devora os olhos do ser monstruoso
Que lhe tirou uma vida progressiva.
Bom dia!
Para a pessoa que trabalha a noite,
de manhã, é hora de se recolher.
Peçamos a Deus que ela tenha paz,
para descansar e adormecer.
E ela era a prostituta
Idolatrada,
Era linda por dentro e por fora
Mas nunca realmente foi amada
Escrevia para tocar os corações
E nas noites dançava, para
Preencher o vazio de sua carteira
Ela escrevia poesia sabe,
Pra tocar o fundo da alma,
Mas quando lembrava do que fazia
Se Sentia despedaça como uma rosa
Oh prostituta escritora
Escreva sobre as linhas apagadas
De meu coração,eu encho o seu palco
De notas por minha alegria.
Nesta noite
Ficou claro que não pertenço
A nenhum lugar
E que espaço para mim
Não há.
E eu continuo com esperança
Como uma criança.
Quero ter um lugar
Algo para se chamar de lá.
E que tenha alguém lá
Esperando-me voltar.
Mas não há
Isso nunca existirá.
Estou destinado a sozinho ficar
E sobre meu sofrimento nunca falar.
Noite chuvosa e fria.
Que a chuva se torne em flores e o frio em abraços que aqueçam mais que cobertores.
Que o sono chegue cedo, trazendo sonhos inspiradores de fé, de ânimo e de um novo dia com muitas cores.
Deus te abençoe.
Andrea N S Tavares
Hoje não queria acordar
Já não tenho ânimo nem pra pensar
Todos ao meu redor só sabem criticar
Nunca vê se pode fazer algo pra te ajudar
Essa noite vi minha vida se esvaziar
Quando acordei vi que aki não é mais meu lugar
Queria só entender
Que bem te trás me julgar
Queria ver uma vez
A felicidade em seu olhar
Mais isso nunca vou ver
Pois a tristeza anda comigo
Tampa meus olhos
Me leva para um abismo
Queria desaparecer
Sumir ou apenas morrer
Mais vejo que nem isso
Sou capaz de fazer
Por que o mundo tem que ser tão escuro cada pessoa só enxerga o que te fará bem no futuro
Mais muitas vezes larga quem a quer bem
Não vê o quanto isso faz mal a esse alguém
Que a única coisa que precisava era que alguém a perguntasse se estava bem
Mais essa chance se foi hoje e só tristeza e dor
Deitado toda noite a espera de um amor
A morte me rodeia medo já não há toda noite espero a hora de com ela estar
Eles dançaram durante o dia
E noite adentro através da neve que varreu o corredor
Do inverno ao verão, e em seguida, o inverno novamente
Até as muralhas de fato desmoronarem e caírem
Se a sua noite não rendeu
Sabe do telefone meu
Cola aí que eu tô sem sono e tenho um plano
Cama redonda, espelho no teto
Um brinde importado do jeito que é certo
Hoje é por minha conta
Agradeço por cada noite desperdiçada em conversas sem sentido.
Agradeço por cada noite, não chegamos a lugar nenhum, mas você sempre esteve aqui.
Sobrevivo aqui neste universo insano;
Onde a lua e as estrelas já não brilham mais
E o sol não se atreve a aparecer,
Pois a noite reina em completa escuridão.
Esta é a linha paralela que vive aqui dentro de mim;
Engolindo tudo como um buraco negro
Cada vez maior e mais intenso,
Para poder me implodir como uma supernova
E me encontrar novamente em perfeita escuridão...
Quando uma pessoa querida parte,
não é só ela quem vai;
de nós, leva junto uma parte
e um castelo de ferro cai.
E então, morremos também a sua morte,
que instalou-se sorrateira como a noite,
súbita como o vento forte,
e doída como o estalar de um açoite.
Fiquei paralisada naquela rua, deserta e fria. Senti uma gota de chuva vinda do céu. Estava tão deserto, tudo ficou escuro dentro de mim. Não há nenhum resquício de você aqui, não há nem pegadas no chão e não ouço mais você, querido. Fiquei esperando por horas a sua volta, mas não há nenhum sinal aqui.
Porque você não veio me encontrar? Porque você não me levou pra casa? Estava tão frio! Era uma noite na qual eu só tento esquecer. Tento entender essa vida. Porque nada está dando certo? Porque tudo ainda está bagunçado? Porque está tudo tão confuso?
Pegue em minha mão e me roube daqui. Me leve a algum lugar novo, de novo. Preciso me libertar, mas ainda me encontro aqui, sem você.
