Versos Góticos de Amor
"Qualquer que seja a substância das almas, a minha e a dele são feitas da mesma coisa." Acho que essa é a frase mais forte do romance de Bronte, posso imaginar que eu e você temos almas iguais, que somos feitos da mesma coisa. Talvez você seja de fato um Heathcliff com o orgulho e vaidade do Sr. Darcy, e esse é o problema. Tenho a mesma teimosia de Elizabeth e as variações de humor de Cathy. Sempre fomos a receita do desastre, dignos dos romances mais dramáticos que existem, com idas e vindas, beijos de despedidas, distância de um oceano nos separando e conversas na madrugada. Como todo bom romance, temos bons impedimentos, a sua dúvida, seu diálogo fraco, minhas emoções e sentimentos desmedidos, nosso orgulho e vaidade e a sua incapacidade de falar sobre amor. Talvez o nosso maior impedimento seja você mesmo...
Viver é disputar; não com os outros e, sim, consigo mesmo. Vitória, de verdade, é toda vez que a sua melhor versão vence.
“Quando amamos verdadeiramente, a distância e a separação são dolorosas. A coragem então retorna ao descobrirmos que o amor é ininterrupto, é uma constante que apenas evolui de dimensão. E lá, no esotérico cosmo, continua esplendidamente a iluminar nossos caminhos”
“Se não dissermos nossas intenções e o quanto estamos dispostos, a relação estará fadada ao óbvio – o afeto ordinário. Porém, se fizemos de forma translúcida e declarada, as portas do amor estarão escancaradas para a descoberta infinita”
Dizer que não acredita na espiritualidade, porque não vê. É pura bobagem. Todo mundo usa wi-fi, sabe que existe, e que é verdadeira, mas ninguém vê.
Exercer a honestidade é muito difícil, pois, certos critérios, onde estabelece o politicamente correto, numa transação desonesta, é admitida como normal.
adorava a forma como ele me olhava. Parecia que eu era a boneca mais perfeitinha que ele já havia visto.
Ele não sabe, mas amo cada pedacinho dele, amo o sorriso, o cabelo, as covinhas, o narizinho empinado, que é o mais perfeito que já vi, amo a altura dele, as mãos macias e delicadas que ele tem e até os pés.
“Não! Não quero encontrar atalhos percorrendo o caminho de seu corpo. Quero esbarrar em cada obstáculo. Quero derrapar em cada sinuosa curva. Quero procrastinar, ad aeternum, os deslizes em seu latifúndio intelectual. Quero doravante não perder absolutamente nada.”
