Versos de Amor entre Primos
Nada é campo arrazado.
Força interna é atrever-se a enfrentar pacificadamente o inesperado.
O escudo...sim o escudo é o estudo da paciência, convivência sem perder de vista os atributos do amor
Existir.
Paisagem na alma
muda diariamente
cutucam empurram
cada momento
alimento depois da fome
direção exata pertence a matemática
cultivar nossa alma
dos limites frouxos
sem nó
tempo chega...
venerável madura idade
Perigo
é não viver a própria vida
pensando o que outro vai pensar.
Tenho necessidade diária de viver situações cheia de ternura, caso contrário
parece-me um dia perdido.
A carta chegou!
Cada um recebe sua vida para viver, e dela não podemos fugir.
Viva com os olhos na gratidão e nada será forte o bastantes para te desviar. Pondera tuas palavras e guarda pra ti alguns sentimentos.
A ti é dado a possibilidade da escolha, percebe que nada muda antes do tempo.
Sossega, confia , agradeça, e faça o caminho das virtudes ser o foco de tua vida.
Paz esteja contigo.
Fica Bem.
A cada qual seu próprio entendimento
sobre o céu
sobre a terra
sobre o espaço
Mas uma coisa é certa, tudo que amamos cuidamos.
A escrita é um acorde da alma, ergue-se em porções
para edificação dos átrios interiores,onde habita
verdadeiramente vida em amor.
Que tristeza sinto em meu peito,
É ruim estar insatisfeito,
Quando você enxerga que nada é perfeito,
E seu corpo entra em rejeito.
Há pessoas que te encanta,
No fundo do poço te levanta,
Nos seus braços lhe sustenta,
Fazem da sua vida sua ferramenta,
E quando enjoam,
Desistem à toa.
Ainda quero acreditar,
Em um amor que me faz acordar,
Que de mim faça o seu lar,
E que possamos se somente se amar.
Que tristeza sinto em meu peito,
Quando vejo pessoas de todo jeito,
Que pelos sentimentos do outro não há respeito,
Brincam com eles e tiram proveito.
Que tristeza sinto em meu peito,
Por pessoas sem conceito,
Sujeitos,
Imperfeitos,
Cheios de defeitos.
Se aceitar ser moradia de alguém,
Não deixe que ninguém,
Tire o sossego,
Que vem do seu peito.
E tem que ser recíproco,
Correspondente,
Bilateral,
Mutual,
Retribuído.
As vezes as falhas estão comigo,
Não sei,
É uma dúvida constante carregar a culpa de algo que vejo que não é construído somente comigo,
Uma hora, bem menos, estamos bem.
As outras horas, quase sempre estamos em campos de guerra/batalha.
As guerras/batalhas que travamos saímos vivos,
Mas a alma fica desgastada.
E, não está sobrando tempo para cicatrizá-la.
A todo momento um "Adeus",
E esse "Adeus", aos poucos nos distancia.
E,
Não sei como ficarei depois,
Não sei como viverei depois,
Não sei como sobreviverei depois,
Não sei como serão minhas noites,
Não sei como serão meus dias,
Não sei como será a vida,
Não sei como será lidar com a saudade,
Não sei, não sei de nada.
Sei que irá passar,
Mas sei que, talvez não seria o que desejaria para o hoje..
FORÇA DE MAE
Mãe,
Tu não me deu só a vida.
me deu coragem pra vivê-la
Tua luta virou minha armadura,
teu amor, meu escudo de guerra.
Se hoje eu não desisto,
é porque herdei tua força.
DESSE SENTIDO
Ser mãe é nascer de novo sem morrer, é sorrir com os olhos cansados, é ser o lar mesmo sem paredes, é amar sem medida e entender que o sentido da vida cabe inteiro no colo.
Abraçar a sua sombra é parar de fugir do espelho. É olhar pra dentro e dizer “eu sei o que você fez" “e mesmo assim, ainda te amo” “porque você é tudo o que me sobrou e tudo o que me trouxe até aqui.”
Ninguém é inteiro sem seus pedaços escuros.
Ninguém é forte sem suas quedas.
Ninguém é livre sem primeiro encarar o cárcere da própria mente.
A ausência deixa espaço. E é nesse espaço que mora a dor. A memória do que já foi e talvez nunca tenha sido do jeito que a gente lembra.
Aqui a tempestade ficou engarrafada e o sentimento não resolvido é transformado em memórias que a gente não queima porque o cheiro da fumaça lembra casa.
Você diz que vai embora.
Eu digo “vai”, mas minha voz treme.
Você diz que me odeia.
E eu rio. Porque sei que no fundo você só não sabe mais amar.
Nem eu.
A gente se estraga melhor do que se ama.
Mas tem alguma coisa nesse caos que parece casa.
Alguma coisa doente, instável, mas familiar.
Mas agora eu uso a tua ausência como um casaco: grande demais, pesado demais e cheio de coisa tua.
Ainda me aquece.
Mas só machuca.
Tu chegava como quem acende as luzes da sala e pergunta se eu quero ficar.
Mas a cada resposta minha, desligava uma lâmpada.
E eu, tateando no escuro, comecei a achar bonito tropeçar em você.
Pior: comecei a achar que amar era isso.
Tentar caber em alguém que já está cheio de si.
