Versos de Amor Engraçados
Não somos mais aqueles cujo amor
imaginou a juventude eterna.
Hoje, idosos, os corpos sem calor...
O fogo da paixão agora hiberna.
Somente o amor, essa visão interna
consegue ainda ver todo o esplendor
da convivência cada vez mais terna
em saudades diárias a compor
e recompor, história por história,
as imagens dos dias consumidos
a fim de preservar mútua memória.
Mesmo que restem fatos esquecidos,
no turbilhão da vida transitória,
jamais se perderão, porque vividos.
AMOR!
Não é falácia nem falatório..
Não é rir nem gracejar..
São complexas ideias, pontas de lança, apontadas, certeiras, muitas ja trespassadas.
Magoam, contristam, mas é o que me segura de pé.
Quero persistir de pé, erguido, com este intuito final.
Nada me vai Sustar, nada me vai deter.
Sou inditoso, sou afortunado, nao é contraditório, é fiel.
Eu digo,
mas do mal o mais.
Sou.
Continuo.
E sangro o nosso sangue.
Que muito sangue se verte,
Que muito tempo sustenha,
Que pouco espaço nos separe,
Há pouco... há muito.
Sinto que há muito pra sentir.
Não sou digno nem dono do julgar.
Dê o que demorar, estarei aqui de teu lado.
Amor ou amigo, só serei teu.
Jamais viverei sem te ter.
Jamais...
Sem ti não sou ninguem.
Jamais existirei.
Poema de um Amor Divinizante
Somos um, embora dois.
Assim como a flor e o perfume são, em essência, eles mesmos, a mesma coisa.
Numa única essência cristalina nos fundimos e me sinto sem forma, indefinidamente vivendo o Abstrato que traz em si o Substrato... do Imperecível, do Imortal, do Eterno, do Absoluto.
A divindade desse Amor que nos une também é sem forma, tal como Deus.
Assim, me sinto vivendo em Deus, sendo Deus, amando Deus.
Deus em mim é Deus em você!
Somos Deuses!
Eu O encontrei em você!
Que delícia!
Eu encontrei você!
Deve Ser Amor
Sim, sinceramente, amor
Eu não sei o que se passa em mim
É assim como uma dor
Mas que dói sem ser ruim
Sim, é ter no coração
Sempre uma canção
É tão embriagador
Deve ser, sim
Deve ser amor
Samba, samba diferente
Isto é estar contente
Gosto de chorar, de chorar, de chorar
Samba, ritmo envolvente
Como o amor da gente
Samba em chá-chá-chá
Chá-chá-chá
Chá-chá-chá
Em meio ao caos sublime da explosão sensorial
Surgiu a consciência de um amor impessoal
Celebrando a vida e a infinita dança universal
Ela envolve a todos a envolvem
Encontrando a vida ao deixar fluir o curso natural
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração – abertos
Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,
D’altas virtudes, té capaz de crimes!
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
Amor De Outras Vidas
Como te reconhecer quando de novo te encontrar
Se nem mesmo vou saber como quando em que lugar?
O mundo guarda muitas voltas
Em outro tempo eu vou parar
Sem perguntas nem respostas eu te encontro num olhar
Em outro corpo outro universo
Outro poema em outro verso
Em outro sol em outra lua
Nos braços de outra pessoa
Vou abrir as portas do meu desejo
Reviver nosso último beijo
Embriagar de loucura a lucidez
Só pra poder te tocar e te amar outra vez
Se eu pudesse congelar pelo menos um momento
Depois imortalizar um sonho o nosso sentimento
Esse amor de outras vidas transende as leis do coração
Não aceita despedidas e a vida eterna essa paixão...
Um dia chuvoso, um abraço gostoso
O amor mais quente, beijos envolventes
Lá fora o temporal, aqui dentro cordial
Tanta sintonia, tanto prazer, troca de energias
Conexão entre almas, línguas que percorrem mapas
Mapas corporais, libidos joviais
Não pensávamos em mais nada
Só queríamos desfrutar disso, mais e mais.
Teu amor diminui minha vontade de querer morrer
Teu abraço é como um terapeuta que vem socorrer
Todos os medos que eu guardo mesmo sem querer
Você se virou
Eu vi teu sorriso
E me apaixonei
Você me conquistou
Mas o amor me iludiu
Quando as coisas ficaram difíceis
Você se virou novamente
Deu as costas e fugiu
Levou minha razão
Fudeu com tudo
Acabou com minha ilusão
Destruiu a minha mente
E quebrou meu coração
E que as coisas boas se multipliquem
Mais risos, mais alegrias, muita paz e harmonia
todo amor do mundo aos nossos corações!
Como toda carta de amor termina com promessas, aí vão as minhas.
Prometo te amar eternamente até quando eu existir. Mas cuidado porque isso pode mudar. Eu não quero te esquecer, não esqueço as coisas boas que a vida me proporciona.
E prometo, por último, que se um dia numa dessas voltas que a vida dá eu te encontrar, eu vou sorrir para você e se você me amou um dia fará o mesmo, e nesse instante o sentimento de saudade vai apertar e vamos nos lembrar como foi bom o tempo que passamos juntos.
Que as minhas meras palavras possam ser o céu que um dia vai amenizar o teu sentimento de saudade. E como eu já te disse, quando precisar de mim, procure-me em livros e eu serei as palavras mais belas a te acalmar. Com amor, de alguém que quer lhe ver feliz e que nunca vai lhe esquecer.
Altas e baixos no amor
Era um tempo de máscaras nos olhos,
de palavras tristes e sonetos escuros.
De sonhos abalados,
mais de um amor tão puro.
Como era bom poder amar,
assim eu ocultava um pouco a dor
e deixava o amor me tocar,
era como se eu pudesse voar.
Dei espaço em meu coração,
onde só cabia dor. Tirei a faca
que um dia "você" me enfiou.
E agora, começo a te olhar diferente,
não mais com mágoas, e dor.
Porque sei que você mudou.
Agora começo a te olhar com amor,
porque foi assim que você me conquistou.
Não deixe que a rotina acabe com o nosso amor, que a saudade sufoque, acredite em você. Desconfie do destino, pois ele é incerto. Para quem errou, dê o perdão. Para quem fracassou, dê uma chance. O que é mais importante para você? Perdoar ou pedir perdão?
Quem perdoa uma pessoa mostra para ela que ainda existe amor, e quem pede perdão, mostra que ainda crê no amor.
Então, esqueça o passado, viva o hoje, pois só assim nós seremos felizes, meu amor.
Amor é acontecimento: é o que sobra depois de todo esquecimento. Queria que ele coubesse no que eu vejo em você. Queria que ele soubesse que eu acredito em você. E que você sorrisse todas as manhãs como se quisesse me encontrar todas as noites; e à tardinha também. Dizer que me ama ao som de Jorge Ben, jurar que me quer ao ler Baudelaire. E não só risse para afastar o desespero. E não sorrisse para fingir que o amor te alegra. E não sumisse por temer o que te espera. E assumisse que o que já fomos, já era. E na mesmice dos nossos desencontros, eu me encontro completamente indiferente ao que você sente… Em vão… Em vão… Em vão… Pra onde vão os nossos silêncios quando deixamos de dizer o que sentimos?
[um retrato em medo e pranto; antônio]
