Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos

⁠Deu-me uma rosa
Ela era vermelha como sangue
A segurei firme
A quis muito bem
Mas alguém cobiçou seu jardim
Como uma raposa sorrateira
A roubou
E você ainda deixou a porta aberta
Para que ela retornasse
Aí então percebi
Que aquela rosa não murchou
Porque era falsa

EM SEU OLHAR

Eu viajei em seu olhar
Em meio a esse marrom peculiar
A cor que se expressa o romance
Com você, eu teria alguma chance?

Uma história a criar
Sonhos a dividir
E o amor a sentir

Um amor que seria intenso
Verdadeiro e leal,
Por que na real,
Mecheste com minha cabeça de uma forma
Fenomenal!

Um amor
Duas pessoas
Um sentimento
Duas pessoas em fragmento.⁠

⁠Uma vez que um é um,
nem mais nem menos:
o erro começa com a dualidade;
a unidade não conhece erro.

Hakim Sanai
The Walled Garden of Truth (1974).

⁠A estrada que seu eu deve percorrer
reside em polir o coração.
Não é por rebelião e discórdia
que o espelho do coração é polido
da ferrugem da hipocrisia e da incredulidade:
seu espelho é polido por sua certeza –
pela pureza imaculada de sua fé.

Hakim Sanai
The Walled Garden of Truth (1974).

⁠Você foi feito para o trabalho:
um manto de honra espera por você.
Como você está satisfeito
com meros trapos?
Como vai obter riquezas
se você estiver ocioso sessenta dias por mês?

Hakim Sanai
The Walled Garden of Truth (1974).

⁠Sabendo o que você sabe,
seja sereno também, como a montanha;
e não se aflija com o infortúnio.
Conhecimento sem serenidade é uma vela apagada;
juntos são favos de mel;
mel sem cera é uma coisa nobre;
cera sem mel só serve para queimar.

Hakim Sanai
The Walled Garden of Truth (1974).

⁠plantou Amor e não colheu?

bah, é simples!

plantou em terra estéril!

deixa de ser trouxa e procura uma terra apta a receber suas sementes..

eu amava as chuvas de verão e agora só posso usa-las para chorar escondido

penso se não serão as mesmas nuvens que muitas vezes mandavam gotas de chuva beijar seu rosto quando vivíamos nossos pequenos infinitos..

⁠Hoje eu fui deitar
E me imaginei deitando ao seu lado
E nos imaginei deitados lado a lado
Apenas ouvindo nossas respirações

Que cena mais linda eu imaginei

Pensei em você tocando a minha mão
Imaginei nos dois juntos outra vez
Mas nunca existiu uma primeira vez
Então eu só imaginei

⁠É difícil por em palavras
O que minha mente me faz imaginar
Só sei que amei
Sem nada em troca esperar

⁠(cala) Frio

Quem se cobre não se descobre.

⁠(m) Editar

Quando ela se vai o vinho vem.

⁠(ca) Paz

Quem se aceita não se açoita.

⁠CONFISSÕES
Confesso que sou apaixonado
Pelo seu corpo
Pelo seu cabelo
Pelo seu olhar.

Não vou mentir
Nem negar
Que já fiz loucuras na madrugada
De tanto te olhar.

Ai de mim
Que escrevo ruim
Será que algum dia sentirei
O néctar que tanto falam
Por aí...

Soneto Da janela da alma

O negro dos seus olhos
Meu lembra o vazio
Que somos seres falhos
Com um corpo servil

O contraste com o branco
Que da vida
E do sorriso que arranco
Deixando tua pele colorida

Mas no fundo vejo tua alma
Onde reclama
Pedindo menos de calma

Esse são os versos de um simples trovador
Escrevendo sem pudor
Tentando mostrar um pouco do meu valor

O silêncio não é ausência ou negação
como ensinam os antigos
é privação

José Tolentino Mendonça
A Papoila e o Monge. Lisboa: Assírio & Alvim, 2013.

Sua tela ⁠

Faz - me sua tela
E com pincel fino
Desenhe-me nela
Pincele as curvas
Os montes e as cavidades
Percorra o caminho sem volta
Que humidece escorre
Uma tela que emite sons
Que vibra e pulsa
Meu artista
Meu mago
Com pincel mágico
Faz brotar sentimentos
E libera a tinta de amor.

⁠a arte de
renascer

só se dá
a partir
das cinzas
de nós
mesmos,

outra vez
feito
em cinzas,

renasço,

as dores,
no
renascimento,

cessam...

cessam no novo ser..

**Renascer

lembrei...
sorri...
sorri feito bobo!

lembranças são assim,
colocam sorrisos bobos
no rostos das pessoas...

lembrei...
ri...
ri como um louco,
eufórico!

lembranças são assim,
fazem as pessoas gargalharem
assim do nada...

lembrei...
chorei...
chorei feito criança!

lembranças são assim,
desmancham as pessoas

em lágrimas..

**Lembranças⁠

⁠e o que é a vida?
um milagre que busca a morte,
o Amor, sentimento que trás tristeza,
as palavras, gritos para almas surdas

isto a poesia quem me segredou..

[...]