Versos de amor: poemas curtos para aquecer o coração
Sinto pela minha capacidade de sentir demais
Sinto por todas as vezes que perdi a paz
Sinto por correr desorientado na escuridão
Sinto quando precisei, mas soltei minha mão
Sinto pelas vezes que feri e fui ferido
Sinto quando não deixei que o amor fosse nutrido
E quando sinto dói bastante, não vou mentir
Mas a vida é sentir para viver e viver para sentir
Se é pra sempre não sei,
se for eterno, que bom!
Se meu futuro também é seu?
Sei lá! E se for?
Se for terei em mim a felicidade,
viverei eternamente o amor.
Se estiveres no meu futuro,
seremos cúmplices do amor.
Se continuarmos juntos,
não saberei mais o que é dor.
Livrai - me Senhor!
Da mágoa que fenece alma,
e entristece o coração.
Da cegueira dos incrédulos,
e da falta de união.
Do mal disfarçado de bem,
e da falta do perdão.
Da falta de amor ao próximo,
que envenena o coração!
É dolorido amar assim
Sem ser correspondido
Sem ser sentido pelo coração
É doloroso, mas não o fim
Então sobreviva, ame ainda assim
Pois um coração cheio de amor
Está longe de ser ruim.
"Quando amamos de verdade, somos capazes até de renunciar em nome da felicidade do outro...
se assim não for, pode ser apenas egoísmo!"
Adepta aos quereres mais intensos, eu me entrego sempre ao "nós dois". Me entrego ao amor que furtivamente, a vida me trouxe, sarando e curando velhas dores, e fazendo de mim, um novo eu.
Outono
As horas do dia se foram
em seu ritmo bem ensaiado
folhas e flores outonaram
em seu destino traçado
Pela janela tudo percebi
na magia do por do sol
e fiquei à espera de ti
que sempre vem junto ao arrebol
Hoje não vieste e chorei,
algo, sei, aconteceu e triste
- que outono cinza, pensei,
pois sei que me esqueceste...
Vejo a lua,
pequena e branca
pálida em sonhos
divagando em luzes
que esmaecem na madrugada fria
percebo essa lua,
assim em fascínio,
como mulher
frente ao sentimento puro
do amor e ao da ternura,
és mulher, ó lua!
entendes do coração
e pela noite leva sonhos
aos que prestam em ti
toda atenção.
Que saudade dos tempos bons
de alguém ou de momentos
foi pintada em vários tons
no meu arco-íris de sentimentos
Essa saudade que me invade
com ela posso dialogar
- não vá embora, saudade!
meu coração é seu lugar
A tarde se vai,
e que não tarde !
mas enquanto ela cai
a nostalgia nos invade,
vem a noite sussurrando
nos ermos de sua escuridão,
todo tipo de saudade,
que sabe, temos no coração
Havia algo no ar, enigmático,
desencontros, um vazio,
seria um adeus?
soando a melodia do cansaço
em compasso final, dolorido,
deixando desafinadas notas
a brindarem em acordes tristes
a saga do que foi, mas que talvez,
nunca tenha sido...
Na estrada um grão de poeira
nas retinas a balançar,
qual pássaro voando rasteiro,
pronto para partir e cantar
As marcas dos passos na terra,
miúdos, sem rumo, cansados,
qual andante sem nenhuma quimera
em busca do que há sonhado
Na boca o sabor de fel e mel
nos beijos há muito guardados,
no coração uma mortalha de véu
cobrindo um amor rejeitado
Segue o dia, segue o verbo
ditando nos casos e acasos
desta vida em ações -
guarida, riso, choro,
tropeços - ninguém merece -
nem eu mereço,
mas quando chega a poesia,
escrevo, a obedeço !
Nas teclas do piano
o dedilhar de acordes,
onde se espargem sóis
aquecem a amplidão,
enquanto o coração
se dilui em gritos
que não soam notas
de melodia, nem afinação,
pois um falso sustenido,
logo deu fim ao amor
- sem nenhum dó !
Gargalho e sorrio,
mas me largo
no lago
que está longe
do mar de a - mar
Ah ... mar
às vezes és arredio
nem vês o rio
de chorar
te inundar
Viva leve
seja sol
seja chuva
seja onda
no mar
seja borboleta
a voar, voar
se não puder
isso ser
seja o verso
que escrevo
e dedico só a você
como prova de
bem querer
Em acordes de sal e sol
canta o mar em toda a sua extensão
até onde minhas retinas ardem
te procurando e já perdidas
na imensidão ...
O Natal é para cada um
aquilo que tem dentro do coração,
não é festa apenas de consumismo,
é feliz quem vive o Natal com amor
