Velha Amiga

Cerca de 5017 frases e pensamentos: Velha Amiga

Não escreva em sua nova agenda aquilo que fez você viver uma velha vida de sofrimentos e derrotas, de planos e propósitos errados.

Eu deixo a moralidade para putas e ladrões.
Ontem mesmo eu estava com a solidão, essa velha cafetina da alma, me levou ao quarto de uma meretriz. Não tinha dinheiro, mas paguei com um relógio que encontrei no próprio prostíbulo; o tempo ali não pertence a ninguém.


Deixo a moralidade para os alcoólatras e os viciados em jogos, que fazem sermões com o copo na mão e roletas no bolso. Eu, por mim, não gosto nem de álcool nem de jogos, então só jogo quando bebo, e só bebo quando me percebo vivo.


Deixo a moralidade para os que se afogam na em águas rasas.
Eu prefiro os pecados honestos, as mentiras sinceras e as verdades que se contam em um beijo na boca.

De nada adianta um novo ano, vivendo uma velha vida.

Hoje a tristeza, velha companheira das noites escuras, veio vestida de gala, com vida social agitada. Trouxe a esperança, para que eu nunca desista. Trouxe a melancolia, para eu agradecer os dias de sol. E trouxe a incerteza, para confundir minhas verdades. Eu a recebi como quem cumprimenta uma amiga antiga, que senta na sala em silêncio e registra as perguntas que meus olhos fazem. Eu não servi à tristeza um copo com lágrimas, porque o coração estava seco, em seu modo mais bruto. Não pude ignorá-la, já que ela era robusta e ocupava metade da sala, e boa parte do meu ser. Por educação servi um prato de ilusão, que eu tinha em fartura. Deixei escapar algumas palavras "é isso mesmo", "é só se resignar". Ela prontamente recusou minha tentativa de racionalizar, de tornar lógico o absurdo. E eu respondi ríspida "eu não devo explicações a você". Então ela sorriu, como quem coloca os pés em cima da mesa. Eu ignorei sua vulgaridade. Melhor colocar os pés em cima da mesa, do que no meu coração. Ficamos caladas, como quem de repente se estranha. Ela continuava uma presença muda, enquanto eu falava frases aleatórias. Ela não me amedrontava. Era visita frequente, dessas persistentes. Ela trouxe fotos de pessoas felizes, certamente para me humilhar. Eu respondi na defensiva "eu também já fui feliz", "fotos são apenas cenas congeladas". Ela sorriu irônica. Eu forcei um sorriso cinza, para mostrar que eu também tenho dentes, inclusive caninos. Eu abri um livro e li em voz alta um poema. Um poema certeiro e brutal. A tristeza se sentiu ameaçada. E foi vingativa. Falou a palavra "amor", como quem me lembra da ausência desse sentimento em minha vida. Eu me calei, cansada de argumento, apenas virei o rosto e pronunciei "agora tanto faz". E chorei. A tristeza sentiu que triunfou, mas eu enxuguei as lágrimas e coloquei para tocar minha música preferida. A música me tocou profundamente. Eu faleu "como é incrível a arte". E lentamente adormeci. Sonhei com um quadro de Monet, com acordes e melodias. Acordei no dia seguinte, meio sonolenta, e o sol raiava no horizonte. Sozinha na sala eu tomei um café quente e despertei para o dia.

Entregar-se ao acaso




Eu, jovem, preso numa monotonia velha,
canso de sorrir
para esconder as lágrimas.


Canso de nadar contra a correnteza
e sempre me ver longe da borda,
muito longe da borda —
que triste.


Não quero morrer assim.
Não quero que esse seja meu fim.
Entrego-me, de corpo e alma, ao acaso.


Não faço mais planos,
nem tento controlar meus dias.
De hoje em diante, apenas viverei:
serei, amarei, gozarei.


Chega. Já me enchi demais.
Comecei a me esvaziar.
A morte não me assusta,
e a vida é uma velha amiga.

No canto do espelho quebrado, um peixe com asas azuis engole o som de uma música velha que vem do fundo d'água. Pingos de prata escorrem pelas teclas de um piano invisível, fiapos que não se encostam, mas cochicham coisas no escuro. Por que o relógio amolece nas mãos de outro relógio parado? Uma abelha de vidro voa entre nuvens de algodão doces, levando pó de lembranças que nunca existiram. O vento leva folhas de jornal velhas, letras misturadas como cartas num baralho sem jogo.

"Sabe aquela velha história de que os opostos se atraem? Quer saber? Não é beeeeem assim, não. Levar uma vida a dois sem afinidades, não dá!"

"Sabe aquela velha história de que os opostos se atraem, fiquem ligados, pois isso não quer dizer que eles suportarão a convivência."

Eu sou jovem de alma velha.

Quando uma pessoa, se sente na secessidade de crescer, refletindo em sua velha vida, vê que perdeo tempo demais com futilidades desta vida. Muitas vezes é prescionado como se fosse forçado a evoluir, quando chega a este ponto a situaçao esta critica.
É tempo de acordar, amadurecer, vamos empreender nossa vida, fazendo um bom investimento mesmo que haja prejuizos em seu começo mas isto trara lucros e feneficios futuramente, é so "ACREDITAR".

O AMOR QUE SE DESFAZ

Amor é desconexo e abstrato.

Hoje, só me resta o vazio
e a velha certeza:
esse sentimento invisível
fere a alma
e sangra o peito,
facada a facada,
quando retorna ao nada.
Ecoam promessas murchas

na boca de quem diz “eu te amo”:
veneno suave, imperceptível.
O amor é farsa disfarçada de bondade,
cheia de uma maldade silenciosa
que corrói a alma ingênua
de quem acredita no impossível.
É o inverso do afeto,

o golpe que transforma âmago em amargo,
o gelo que incendeia por dentro
na desmoralização lenta do sentir.
Esse maldito não existe —
mas devasta.
E quando parte,

desfaz-se ao vento
como teia frágil de ilusão.
A quem acredita no vago,

resta a navalha da dor,
o desespero que rói os ossos,
o abismo que engole cada palavra doce
em nome de um amor-ferida,
que sangra abstração.
É armadilha cruel,

voto que se desfaz sem nascer.
Não acredito no amor —
pois nada sobra
quando o desejo evapora
e revela a realidade nua.
O inexistente amor,

complexo e rasgante,
é o que mais dilacera a alma,
transformando sonhos em desilusão.
É mentira que se sustenta entre nós

até que morram a lealdade e a confiança.
Primeiro sentido,
depois abstrato,
depois veneno.

Quando o assunto é amor, prefiro ficar com minha dor velha do que renovar os votos com a dor, prefiro ficar com minha dor velha do que renovar os votos com o amor.

Quem sabe tudo dê certo?
E em meio a tormenta das tempestades
A velha luz brilhe iluminando o caminho
Trilhado pela aurora antiga


No equilíbrio entre a luz e as trevas
Busco a direção da chama negra
Subo acima das estrelas
Me torno deus em meu próprio mundo


E espelho a vida no externo
Como agente máxima da criação
Ao cruzar o divino com o profano.
- Marcela Lobato

Medir os outros com nossa RÉGUA, me faz lembrar aquela velha história!!!
O marido todos os dias parava diante da sua janela, olhava as roupas dos vizinhos no varal e dizia: Olha mulher, as roupas dos vizinhos são sujas e encardidas!!!
Um dia sua mulher respondeu: Não meu marido, o que está SUJO e ENCARDIDO são os vidros da nossa janela!!!

"Pão e entretenimento continuam sendo a velha fórmula do controle."

Viver para mim é pouco.
A vida deve ser saboreada.

꧁ ❤𓊈𒆜🆅🅰🅻𒆜𓊉❤꧂



Valdecir Val Neves - Vila Velha - ES

Acordei com a alma décadas mais velha,
Mas o coração estranhamente leve.
O mundo lá fora ainda é injusto,
O lobo ainda espreita o cordeiro,
Mas aqui dentro, a madrugada trouxe a paz.
Não tenho mais sede de vingança,
Apenas uma fome incurável de esperança.
Entre o silêncio e a oração,
Peço ao Espírito que guie o que devo calar e o que devo agir.
Faço em prece a oração de Agostinho
Ser minha própria Igreja é o meu abandono.
Aceito os planos, tomo posse dos sonhos.
Levanto-me com o peso do cansaço,
Mas com a força invencível da fé.
E parto para mais um dia lindo de lutas e vitórias....❀❀❀☕︎ྀི˚

“É mais fácil fazer uma vida nova do que consertar a velha”.

[Boa e Velha Selvageria]


Eles querem
adestrar todo mundo,
querem todos
mansos e humildes;


risadinhas,
aplausos e brindes;
risadinhas,
aplausos e brindes;


mas nosso espírito
é indomável
e não se dobra
com palavras vazias.


Só podemos
prometer a eles,
nossa boa e velha
selvageria.


(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Os seres nulos


Caminho pela rua velha e escura, como de costume, mas, esta noite é diferente. Posso perceber a vida, os seres em toda a parte. Sob os meus pés, as lajes de pedra, acima de mim, os prédios se elevando no céu cinzento. As árvores se estendendo para me proteger, os postes, segurando a calçada, os homens a gritar no breu, sem nada, sem rumo. Quem me dera eu fosse antes alguém que pudesse ordenar a vida que se esvai, se eu vivesse a redimir o quanto se chorou por não haver consciência daqueles que ninguém nunca deu valor.