Vc pode Correr eu te Pego

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Eu sequei.
Não por cura,
não por alívio,
mas por excesso.
O coração, rachado em silêncio,
aprendeu a suportar sem água,
a arder sem lágrima,
a viver com o peso seco da dor.


E nesse árido de mim,
ainda brota um cacto,
verde e teimoso,
só para provar que seco não é morto.

Esse silêncio, essa dor, é trocável, e genuína, hoje eu a senti profundamente tocando o meu peito, ouvi o meu coração gritando e as vozes ecoando na minha cabeça para eu reagir e transformar tudo em força, pude ver os meu vasos sanguíneos como em um raio X e senti-los, a conexão com cada celula ..
... Eu estava tendo um princípio de infarto.

Eu amo os meus começos e Odeio os meus fins
Os começos são pura faísca, promessa, aquele gosto de “agora vai”. E meus fins… são o cemitério das minhas entregas inteiras. Quem sente tudo do jeito que eu sinto nunca termina nada sem deixar um pedaço de si no caminho.

A mudança chama, e eu corro pra ela,
alma em fogo, coração que não se aquieta.
Cada passo é medo, cada salto é coragem,
mas quem anseia de verdade não teme a viagem.
Deixo pra trás o velho, abraço o desconhecido,
cada rua nova é meu destino reconstruído.
A alma grita, mas sorri no peito da coragem,
porque mudar é viver, e viver é minha
Vontade.

Eu existo, mesmo quando não me veem.
O olhar que não atravessa mais não apaga minha presença.
Minha vida não depende de quem decide partir.
Sou lembrança de alguém, mas inteira para mim.
O que não me quer não me define;
o que me mantém vivo sou eu.
E na ausência do outro, encontro meu próprio espaço, meu próprio ar, meu próprio brilho.

Ela olha outra agora,
e eu finjo que não desmorono.
digo que esqueci, mas meu corpo ainda lembra
o cheiro, o riso, o espaço que ficou frio.

Não era compra


Eu não sei que gesto virou crime
nem em que ponto ajudar ganhou preço.
Só sei que estendi a mão
e alguém chamou isso de troca.
Não era ouro.
Não era dívida.
Não era laço invisível puxando retorno.
Era cuidado cru,
do tipo que nasce quando a gente ama
e vê o outro afundando
sem saber nadar por ele.
Não se compra afeto.
Não se negocia carinho.
Amor não aceita recibo
nem vem com prazo de validade.
Se dei, foi porque tinha.
Se ajudei, foi porque doía ver faltar.
Quem confunde presença com posse
nunca soube o peso de ficar.
Eu não quis ter.
Eu quis amparar.
E se isso virou suspeita,
que fique claro:
Pior que ser mal-entendida
é desistir de ser quem se é.

Cometa


Eu me ergo de um lugar
onde não quero estar.
Não por orgulho.
Por sobrevivência.
Não sou faísca.
Sou cometa.
Não passo rápido.
Deixo rastro.
Minha vida cigana
não é fuga,
é chamado.
Há um propósito que me move
mesmo quando ninguém entende o mapa.
Quero ser muito mais.
Agora não pros outros.
Não pra provar.
Não pra caber.
Quero ser, pra mim mesma,
tudo o que me devo.
E isso basta
pra seguir.

O olhar dela anda comigo dia e noite,
sem eu vê-la,
sem eu conhecê-la.
Não tem rosto completo,
não tem história contada,
mas pesa como quem ficou.
É presença sem encontro,
companhia muda,
sombra que não larga.
Ela caminha nos meus passos,
vigia meus silêncios,
habita o que não aconteceu.
E mesmo sem ter existido de fato,
ela existe em mim.

Eu


Sou quem ficou
quando tudo foi embora.
Corpo marcado de quedas,
alma ainda em pé por teimosia sagrada.
Não por força heroica,
mas porque algo em mim se recusa a morrer.
Eu amo como quem entrega casa aberta,
mesa posta, bolso destrancado,
coração sem cadeado.
E o mundo, analfabeto de cuidado,
confundiu isso com fraqueza.
Não era.
Eu cai no asfalto, no banheiro, na rua,
cai nas pessoas,
cai nas promessas.
E mesmo assim, levantei sem aplauso,
sem plateia,
sem mão estendida.
Há em mim uma fé cansada,
não a fé que grita,
mas a que respira baixo
e continua.
Deus me vê quando ninguém vê.
No dia sem comida.
No dia sem resposta.
No dia em que o silêncio é a única companhia.
Eu não sou a que perdeu.
Eu sou a que não se perdeu,
mesmo quando tudo conspirou para isso.
Ainda há luz em mim,
não aquela que ilumina os outros,
mas a que agora aprende a ficar para si.
E isso, por mais que tentem,
ninguém apaga.
Isso sou eu, sem romantizar dor e sem me diminuir.
Não é o fim da história. É o retrato do intervalo.
E intervalos também são parte da música.

⁠"Eu não vivo do elogio.... Eu não vivo da crítica.... Eu simplesmente vivo a vida!"

⁠"Não é você o combustível para a minha felicidade, Sou Eu!"

⁠"Onde estou agora, não define para onde eu vou estar a partir do momento em que eu decidir me mover!"

“Eu não fico onde dói.
Eu fico onde continuo.”

Ah, como eu queria te ver mais uma vez… e finalmente dizer o quanto eu sinto a sua falta.

Qual é a sua dor, toda feminina sabe o q mais tá difícil de lutar no dia a dia. Sou eu que arrumo o meu todo com o meu próprio olhar para mim mesmo e por mim sim, e com apenas um banho bem tomado vem o estalar, quando olhou pra si mesma, os dias não são equilibrados nem a opção de desistência. Exponha pra fora, não deixe criar teia aí dentro!

Enquanto eu tentar ser o que os outros esperam de mim, nunca vou ser feliz. Felicidade é viver sem pedir permissão para existir. Tem gente que diminui o outro só para se sentir maior, e disso eu já me cansei. Todos os dias deixo para trás o que não me cabe, o que me fere, o que me apaga. Prefiro a minha companhia à dor de me moldar para agradar. Já me machuquei demais e não aceito mais migalhas. Não corro atrás de ninguém, sigo apenas em direção ao que vem inteiro até mim. Sou inteira, não sou troféu, não sou brinquedo. Gosto do meu barulho, da minha verdade. Quem ficar, que fique por quem eu sou— sem me rasgar para caber. Eu só sento à mesa onde me reconheço

Já não sou quem eu era,
e o que fui não me define.
Sou o eco das escolhas feitas,
e também das que deixei partir.
Carrego no presente
as marcas do passado,
não como peso,
mas como aprendizado.
Quem me tornei nasceu
das quedas que enfrentei,
das dores que entendi
que não precisavam ficar.
Mudanças não chegam como fim,
elas vestem a alma de coragem.
São portas que se abrem
quando o coração decide recomeçar.
E assim sigo,
não negando quem fui,
mas honrando cada passo
que me trouxe até aqui.

Tem uns dois filmes que eu queria ver e não vi. Tem umas 2 roupas e mais uma sandália que eu queria ter e não tenho. Mas não tem uma vida, que eu veja hoje, que eu queira ter, além da minha.
Agradeça a Deus pelo que tem, pare de pedir, aja!!

Estou mal: Será que eu sou feliz e não tô vendo?
Estou bem: Será que tô escondendo a dor ou realmente tô sentindo essa alegria?


A gente chega num ponto, que não consegue entender nem o que sente. Parece que não sabemos mais quem somos.
Um dia estamos mto tristes, com mto medo, apavorada com as "vontades de Deus", se machucando com as lembranças do passado, lamentando o que poderia ter feito ou dito de diferente, culpando pessoas que deveriam ter te protegido, condenando os covardes, que nunca vão deixar vc saber, se sua vida, seus erros, se suas escolhas, poderiam ter sido diferentes.
No outro dia, acontece algo bom, alguma coisa dá certo, aí os medos passam, a esperança aparece (é só uma visita?), a gente faz planos, começa até a acreditar que pode ser feliz sim, começamos a combinar de cuidar da beleza, da mente, do espírito, cuidas das pessoas. Até o perdão visita nosso coração, tudo tá fluindo..
Mas vem o outro dia, "ah não" ou "ainda bem", tem o outro dia, e outro, e outro... e cada dia de um jeito, cada dia um medo desbloqueado, e cada dia uma esperança linda..