Vc pode Correr eu te Pego
A permanência de alguém ao meu lado deve passar pela aceitação. Não tente me entender porque nem eu me entendo, até eu precisei me aceitar.
Muitas vezes deixei de fazer o que eu queria por medo do julgamento dos outros, até eu entender que de qualquer forma eu seria julgada e foi aí que decidi ser eu mesma.
Por todas as vezes em que eu lutei contra tudo que sinto e me anulei para não escandalizar os outros, pelas inúmeras vezes em que abafei o que sentia para compreender os sentimentos alheios, pelas vezes em que falei sim com vontade de dizer não, por cada lágrima contida e por cada sorriso sem graça, eu peço perdão a mim mesma.
A dona das minhas dores sou eu mas nem por todas sou responsável, nem todas fui eu que causei. Pessoas passaram no jardim do meu coração e não souberam cuidar muito bem mas eu fui lá e plantei novamente flores de esperança.
Eu vivia presa na opinião alheia sobre mim, sobre meu jeito extravagante, até sobre meu peso, afinal eu sempre fui magra e a maternidade me trouxe uns quilos a mais. Percebi que eu estava sempre preocupada em saber a opinião alheia a meu respeito.
Mudei radicalmente quando percebi que as pessoas que mais me criticavam nem minhas amigas eram, se tratava apenas de pessoas mal intencionadas que por algum motivo particular delas queriam me ferir.
Hoje mais madura me sinto livre pra rir alto, dizer uns palavrões daqueles que faz o estresse se esvair, tomar minha bebida preferida sem dizer: o que as pessoas não vão pensar?
Fiquei estagnada nessa fase por muito tempo até entender que mesmo que eu faça a coisa certa haverá sempre pessoas pra me olharem torto, mas haverá outras que por me conhecerem farão questão da minha presença que acolhe e aconchega porque essa sou eu, sem intenção nenhuma de ser boa, ser gentil de forma espontânea porque ninguém consegue manter uma aparência, só se permanece naquilo que se é de fato.
Eu gosto de companhia, mas amo ficar sozinha.
Mas não muito sozinha porque me sinto abandonada.
Mas também não gruda muito que eu me sinto sufocada.
Eu recordo a sensação maravilhosa que era estar na tua companhia e as nossas músicas ainda despertam a saudade que eu sinto de você.
As minhas desistências são definitivas. portanto, se eu importo para você por favor,não me deixe ir.
Sou escrava da minha inconstância. Há momentos que tenho certeza de uma decisão tomada, amanhã eu mudo de opinião como quem muda de roupa.
Eu insisto muito, muito mesmo.
Eu tento e sempre dou o benefício da dúvida a outra pessoa, em qualquer relacionamento humano que seja. Mas quando eu desisto, quando eu me desencanto e deixo de admirar é só adeus e boa sorte.
Sou sufocada diariamente pelas coisas que me incomodam e eu reprimo, vivo constantemente na carne a dor de calar o que quero gritar.
