Vc foi uma coisa Boa na minha Vida
Sou uma pessoa feliz, presa num inverno que insiste em ficar. Carrego o sol na memória, o riso nos ossos, o amor em cicatrizes abertas. Mas, por agora, é a tristeza quem ocupa o palco, enquanto minha alegria espera, quieta, nos bastidores.
Tomar remédios é andar sobre um fio. Cada comprimido é um pacto, uma promessa de silêncio na mente, mas também o risco de naufragar mais fundo. É um mar instável, uma química que tenta domar os monstros, mas às vezes os alimenta. Vivo entre marolas e calmarias artificiais, tentando não me perder no balanço frágil do que chamam equilíbrio.
A dor não define quem sou, mas revela quem escolho me tornar, quem sabe uma alma que renasce das próprias cinzas, tecendo, com mãos feridas, já rasgadas pela vida, sua nova tentativa por uma redenção.
Não sou o que sofri, sou o que floresceu depois, uma história reescrita com a tinta invisível da resistência, um rosto onde cada cicatriz desenha o mapa secreto da coragem de recomeçar.
A resistência é uma arte que mora no silêncio, como pinceladas secretas sobre a tela invisível da vida, onde o que não se vê se transforma na mais imensa forma de força.
A terra treme e não é o chão, sou eu. Cada rachadura no solo parece ecoar uma falha em mim, somos feitos da mesma matéria instável.
Diante de uma esfera que reflete o mundo ao redor, não me reconheço no reflexo. Ainda vejo o menino assustado, encolhido na própria pele. Vejo o covarde que, apesar dos anos, não encontrou força para enterrar seus próprios demônios e talvez nem tenha decidido se quer viver sem eles.
Como uma criança, anseio por sentir com verdade, falar com leveza e desconhecer a mentira, pois nela, nada há de natural. A criança não finge, apenas existe, inteira e sincera no que sente.
Filosofar não é escrever algo que já se torna óbvio, filosofar é uma forma de impactar diferentes gerações sobre seus atos, tanto passados, quanto futuros!
Em uma noite chuvosa qualquer, ouvindo alguma sonata, volume baixo, se mistura com o barulho da chuva, eu, emudecido em um canto, só desejando que aquele momento congele no tempo.
A inspiração vem da dor, sempre da dor... Cada gesto de escrita nasce de uma ferida fresca ou de um hematoma emocional, sem essa dor, minha voz se calaria. Reconhecer que só a angústia me impulsiona a criar é aceitar que a beleza de cada frase vem acompanhada do sabor amargo de lembranças que preferiria esquecer.
Existencialmente exausto. Cada nova manhã exige de mim uma façanha maior do que no dia anterior, levantar da cama parece um esforço incompatível com minha realidade física e emocional. Essa exaustão não se resume ao corpo cansado, mas se multiplica na mente, onde a luta contra pensamentos deprimentes consome qualquer resquício de energia que eu ainda guardasse.
Somos uma máquina perfeita, funcionamos quando todos os componentes estão saudáveis. O cérebro começa a falhar, e todo o corpo sofre, todo o corpo falha. Quando doente, percebi quão frágil é essa “máquina perfeita”. Cada célula agonizante reverberou em dor física e mental, lembrando-me que a dependência mútua entre corpo e mente torna qualquer lesão em um colapso sistêmico.
A toxidade de uma pessoa, com o tempo, se torna contagiosa, conviver com olhares de pena e comentários maldosos é como ser exposto a uma substância química que lentamente corrói a autoestima, para me proteger, aprendi a criar
defesas emocionais, porém, esse isolamento preventivo também me isola de afetos genuínos, mostrando o custo alto de preservar a sanidade em meio a tanta negatividade.
A educação especial e inclusiva é uma jornada de acesso e aprendizado para todos.
A acessibilidade é a chave que abre portas para oportunidades iguais, permitindo que cada um alcance seu potencial máximo.
Na sala de aula inclusiva, a diversidade é celebrada, e as barreiras são derrubadas, dando lugar à compreensão e respeito mútuo.
A acessibilidade não se limita a infraestrutura, mas estende-se a atividades acessiveis e às tecnologias assistivas, capacitando cada estudante a brilhar, independentemente de suas diferenças.
A verdadeira inclusão começa com a garantia de acessibilidade em todos os aspectos da educação.
Aprender a olhar é uma habilidade valiosa, que nos permite ver além da situação, enxergar as nuances e as possibilidades, e assim, tomar decisões mais acertadas e verdadeiras
Mas ensinar a olhar é ainda mais importante, pois nos permite compartilhar esse conhecimento, e ajudar as pessoas a enxergar com clareza e compreensão, transformando suas vidas e de quem está ao seu redor.
Então, que podemos ensinar o olhar com sabedoria, e despertar em cada um a capacidade de ver com alegria, enxergando o melhor em si mesmo e nos outros, e assim, viver em harmonia e paz todos os dias.
“Bipolaridade não é exagero. É excesso de mundo dentro de uma só pessoa.”
— Do livro “Entre os Extremos”, de Nina Lee Magalhães
“Entre delírios e silêncios, existe uma história que merece ser ouvida.”
Nina Lee Magalhães, em “Fragmentos da Realidade”
“Não é loucura. É uma mente que pede cuidado, não condenação.”
Nina Lee Magalhães, autora de “Fragmentos da Realidade”
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