Use o Silencio quando Ouvir

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O Direito torna-se injusto quando sua precisão matemática começa a ignorar a realidade humana.

A coragem jurídica não consiste em vencer processos, mas em sustentar princípios quando eles deixam de ser convenientes.

A virtude pública desaparece quando o interesse privado aprende a vestir-se de legalidade.

O caráter de uma instituição aparece quando cumprir a regra deixa de ser vantajoso.

A verdadeira liberdade começa quando deixamos de ser governados por tudo aquilo que desejamos imediatamente.

Quando uma instituição transforma pessoas em números, o Direito precisa lembrar que números não possuem dignidade, pessoas possuem.

O Direito começa a perder sua humanidade quando considera a pessoa apenas como titular de obrigações.

A autoridade torna-se perigosa quando passa a considerar a obediência uma prova de verdade.

A razão é mais valiosa quando consegue derrotar a própria hipótese inicial.

A responsabilidade jurídica pode exigir atribuição individual mesmo quando as causas do comportamento são coletivas.

A autonomia contratual perde sentido quando a necessidade elimina a possibilidade real de escolha.

O Direito privado nunca é inteiramente privado quando seus efeitos alcançam a sociedade.

A neutralidade jurídica pode esconder desigualdades quando trata posições profundamente diferentes como se fossem equivalentes.

A igualdade perante a lei perde força quando a capacidade de chegar até a lei é profundamente desigual.

Quando eu era vivo as pessoas me achavam um idiota. Agora que estou morto, me acham um gênio.

O Direito econômico começa a amadurecer quando percebe que eficiência e justiça não são palavras necessariamente equivalentes.

O formulário também pode ser instrumento de poder quando transforma a complexidade humana em caixas obrigatórias.

Uma instituição pode ser opressiva mesmo quando todos os seus funcionários acreditam estar apenas cumprindo procedimentos.

A vigilância torna-se especialmente perigosa quando o observado desconhece quem observa, por que observa e o que fará com aquilo que descobriu.

A banalidade do mal começa quando alguém substitui consciência por obediência administrativa.