Use o Silencio quando Ouvir
Tenho algum problema, no qual ainda não descobri, nem sei quando desejo descobrir e se estou em descoberta, talvez nem problema eu tenha.
Você sabe que está evoluindo quando as coisas que eram importantes há um ano já não são mais importantes.
O Equívoco da Aparência: Quando a Reação é Confundida com a Essência
Muitas vezes, o mundo nos lê através de nossas atitudes de defesa, e não através das nossas intenções. Criamos a fama de sermos o que não somos, simplesmente porque o mundo não consegue distinguir o "gosto" do "suportar".
Tomemos o exemplo do gato. Posso amar o animal, sentir o desejo genuíno de abraçá-lo, mas o meu corpo reage com alergia. O pelo me fere, a biologia me impõe uma distância. Para quem observa de fora, a síntese é rasa: "Ele não gosta de gatos".
Eis o erro. Eu não desgosto do animal; eu rejeito o adjetivo que ele causa em mim. O mesmo ocorre com o café: não é o sabor que se nega, é o impacto da cafeína que me faz mal. Ou com o cachorro: não é o ser que se evita, mas o caos da sujeira que fere a ordem necessária à vida.
Levamos a fama de sermos avessos a certas coisas, quando, na verdade, somos apenas vulneráveis aos seus efeitos. A vida nos obriga a tomar atitudes mediante circunstâncias específicas, e o observador preguiçoso transforma essa nossa autoproteção em um traço de personalidade.
A verdade é que a nossa essência raramente é o que o mundo vê. Somos o que sentimos no silêncio, e não o que as nossas limitações nos forçam a demonstrar.
Desconstruir o rótulo é o primeiro passo para encontrar a verdade que ascende. Não se deixe definir pelo que você evita para sobreviver, mas pelo que você abraçaria se o mundo não lhe causasse reação.
“Coragem de Soltar”
A pior sensação é quando você não quer desistir de alguém,
mas precisa deixar ir,
pois você não é o que ela precisa
— mesmo querendo ser tudo o que ela precisa sentir.
É como segurar areia nas mãos cansadas,
quanto mais aperto, mais escapa.
É como pedir ao vento que fique,
quando ele nasceu para ser estrada.
Meu coração insiste em ficar,
minha razão aprende a partir.
Entre o querer e o dever,
há um abismo difícil de medir.
Eu quis ser abrigo,
mas talvez eu fosse tempestade.
Quis ser porto seguro,
mas era só metade.
E dói —
dói como silêncio depois da despedida,
como casa vazia
que ainda guarda vida.
Não é falta de amor,
é excesso de verdade.
Amar também é reconhecer
quando a presença vira saudade.
Então eu solto, mesmo tremendo,
mesmo querendo insistir.
Porque às vezes amar alguém
é ter coragem de deixar ir.
Cuidado com quem se entristece quando você cai, mas se incomoda quando você levanta.
Nem todo apoio é verdadeiro, às vezes a presença permanece, mas o coração não celebra suas conquistas.
A vida não nos castiga quando transgredimos as leis; ela somente nos ensina através das consequências
As coisas boas tendem a acontecer naturalmente quando o pensamento é positivo e deixamos a nossa intuição agir, deixando de lado o que as pessoas opinam a nosso respeito.
O amor, quando nos permitimos ele se manifesta de todas as formas possíveis, necessárias e inusitadas.
Estúpido daquele que confunde, não enxerga e pior ainda tem aqueles que são inteligentes somente por conveniência e estupidos de nascença que enxergam e não se convencem que o amor é o inicio, o fim e principalmente meio...
"Quando a corrupção acabar na terra, a espécie humana sofrerá uma mutação e transformar-se- a em uma nova espécie".
Deus é bom o tempo todo… até quando a noite parece longa, Ele continua sendo fiel, cuidando de tudo que a gente não consegue ver.”
"Sonhos são esquisitos, né? Eles apareceram do nada. É quando você se dá conta, está de volta para a realidade."
A poesia é o vírus da liberdade num mundo programado para calar.
Quando o mundo cala, a poesia fala, e ninguém consegue silenciar.
Porque a vida não avisa quando chegará ao fim...
E amar todos os dias é a forma mais silenciosa e mais urgente de honra-la....
Enquanto estamos aqui.
Antes mesmo de começar à escrever,
Aprendi à temer.
Quando não passava de uma criança,
Cheia de esperança,
Que brincava de boneca, e sonhava em ser princesa.
Aprendi cedo demais,
Que de fazer maldade, qualquer um é capaz.
Que não precisa ser estranho, pra nos roubar a infância, e impedir de ser criança.
Cresci com o peito doendo,
Tentando curar uma ferida
Que eu nem sabia de onde vinha.
Vivia com uma culpa que não era minha, E um peso tão grande que minhas mãos tão pequenas não sabiam como carregar.
Não conseguia lutar, e ninguém eu tinha pra fazer isso por mim.
Todo mundo me dizia:
"Deixa isso passar!"
E assim, deixei.
Mas o que foi embora, não foi a dor.
Fui eu mesma quem ficou pra trás.
Ninguém ensina
Como crescer direito
Depois de ter a sina
De ser roubada a inocência.
Ninguém me contou
Como se vivia
Depois de ter sido objeto
Antes de sequer poder lembrar
Que eu existia.
Me disseram que o tempo cura,
Mas esquecerem de dizer que o tempo também cobra.
E que se uma ferida não for cuidada, O tempo cicatriza torto, e a dor nunca vai embora.
Hoje, já cresci.
Mas não cresci inteira.
E sim, com um pedaço de mim faltando.
E por isso, carrego comigo um grito antigo.
Que não foi ouvido, mas sim abafado..
E isso antes de eu sequer poder entender o que, e por que tinha acontecido.
E eu sei que não é justo comigo
Carregar sozinha
Algo que nunca foi culpa minha.
Mas ainda sim, fico em silêncio.
E quando a dor chega com força,
Eu pego meu caderno e escrevo.
Por que essa dor
Não vai embora, só ameniza.
Por que não tem como não doer,
Sendo que eu nunca vou saber
Quem eu poderia ter sido.
Se eu não tivesse temido,
Antes de ao menos ter a chance de aprender escrever.
-Victória Licodiedoff Lemos
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