Use o Silencio quando Ouvir

Cerca de 196003 frases e pensamentos: Use o Silencio quando Ouvir

No silêncio estão todos os segredos que há muito procuramos.

Inserida por Rita1602

Entre o ressoar do infinito e o silêncio da ilimitação, vive a interrogação.

Inserida por Rita1602

Na dúvida o melhor é calar. O silêncio é a maior de todas as virtudes.

Inserida por Rita1602

No intervalo entre a dúvida e a certeza paira o silêncio.

Inserida por Rita1602

No silêncio do teu olhar vive a certeza do teu querer.

Inserida por Rita1602

O silêncio motiva a pensar antes de agir; e pensar antes de agir se decide sabiamente um destino.

Inserida por Rita1602

O vosso silêncio é a vossa morada.

Inserida por Rita1602

Descortina-se o momento e o meu silêncio é interrompido pelo som do teu.

Inserida por Rita1602

O intervalo do tempo é o silêncio que buscamos para a reflexão das nossas emoções.

Inserida por Rita1602

Dentro do silêncio há uma voz silenciosa. Dentro da voz, respostas.

Inserida por Rita1602

Grito de Liberdade

Quantas vezes...
busquei no silencio da noite
uma saída...
murmurei para as estrelas
questionei com meu Deus
chorei com a lua
andei até meus pés doerem
pensei até minha cabeça latejar
quantas e quantas vezes...
gritei silenciosamente
só para mim mesma ouvir
esperando algo acontecer
com o rosto escondido
entre as mãos
rezei...a todos os santos
me joelhei e implorei...
muitas e muitas vezes
e não me achei
e nem saída encontrei...

Inserida por Rita1602

A melhor resposta para quem não quer entender, é o silêncio.

Inserida por Rita1602

Resguardamos no silêncio o grito que sufoca os insensatos.

Inserida por Rita1602

O silêncio sempre fala alto e nele viajo nas profundezas da emoção.

Inserida por Rita1602

No silêncio revelamos nossos segredos que por alguma razão não são desvendados.

Inserida por Rita1602

Ilustre visita


Vieste do serrado ou de outra biota,
Como uma Janota,
Roubar o silêncio da madrugada,
Lindo cântico e empolgada,

Boneca esbelta e olhar triste,
Com elegância e graciosidade
De única singularidade
Que em lugar algum existe,

Embevecendo-me com seu gorjeio,
Exibindo sua poesia
Sedução, encanto e devaneio

Com graça e simpatia
Seriema de todo dia.
Por ti eu lisonjeio.

Ademir Missias

Inserida por MIssias

Noite escura, e há um profundo silêncio na floresta, somente a dança dos vagalumes sobre a macega verde, o cântico silencioso dos grilos entrelaçados nas grameiras, e as corujas fazem os seus sons para anunciar o respeito pela noite, o o urutau com seu cântico assombroso desperta medo e pressentimentos.

Otávio Mariano.

Inserida por otavio_mariano

⁠Nem Todos Conseguem Sofrer em Silêncio.

Inserida por KamillaMoreira

DA GÊNESE INVISÍVEL DO VERSO.
Antes do primeiro poeta, já havia silêncio.
E o silêncio não era vazio. Era potência.
A palavra não começou na boca humana. Ela começou na necessidade metafísica de significar o mundo. Quando o primeiro ser consciente contemplou o céu e sentiu a vertigem do infinito, ali germinou o germe do poema. O verso nasce no assombro. Nasce da insuficiência da prosa diante do mistério.
A linguagem ordinária organiza. A linguagem poética revela. Por isso o poema não é invenção arbitrária, mas emergência. Ele irrompe quando a realidade excede os limites do discurso comum. Surge quando o espírito percebe que há algo que não pode ser dito diretamente, mas apenas insinuado.
A tradição sempre intuiu que o poeta não cria do nada. Ele participa de uma corrente anterior. Na Antiguidade, falava-se em inspiração. Não como superstição, mas como reconhecimento de que a consciência individual é atravessada por conteúdos que a ultrapassam. O poeta é médium da memória cultural. É intérprete de uma herança invisível.
O útero simbólico de onde procedem os poemas é a própria história do espírito humano. Cada geração deposita ali seus temores, seus êxtases, suas quedas e suas redenções. O escritor que nasce em determinado século não começa em branco. Ele herda mitos, ritmos, arquétipos, formas. Ao escrever, ele reorganiza esse patrimônio.
Sob a perspectiva psicológica, o verso é condensação de experiências arcaicas. Sob a perspectiva metafísica, é atualização de princípios permanentes. A imagem do útero mantém-se rigorosa. Há concepção, há gestação, há parto. O poema exige maturação interior. O precipitado é apenas discurso ornamentado. O verdadeiro verso é aquele que atravessou a noite da consciência.
A continuidade entre escritores não é mera influência externa. É consonância estrutural. Quando dois poetas separados por séculos expressam angústias semelhantes, não é coincidência. É a condição humana reiterando-se sob novas circunstâncias históricas. O estro é continuidade do humano diante do enigma.
Não há criação autêntica sem humildade diante da tradição. A ruptura que ignora o passado empobrece-se. A inovação legítima é transformação, não negação. O novo que possui densidade é aquele que conhece suas raízes. A árvore que despreza o solo seca-se.
Assim, o metapoema reconhece sua própria origem e ultrapassa-se pelas entranhas permissivas de quem é leitor e criador . Ele sabe que fala de si mesmo enquanto se produz. Ele assume que sua voz carrega ecos. Não reivindica isolamento. Reconhece-se como elo de uma cadeia que começou antes e continuará depois.
O ponto final não encerra o processo. Ele apenas delimita uma forma provisória. O silêncio que o sucede já contém o germe do próximo verso.
E é nesse ciclo ininterrupto que a poesia se mantém como testemunho da grandeza e da fragilidade humanas, perpetuando-se como chama que não consome apenas papel, mas ilumina consciências através dos séculos.

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠Enquanto o silêncio é preferível à violência, o diálogo, sempre que possível, supera ambos.

Inserida por bobkowalski