Use o Silencio quando Ouvir

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Eu construí meu castelo com as pedras que atiraram em mim,
fiz do silêncio meu elo,
para um novo e forte motim.

Não serei mais o mesmo que antes
eu juro que não serei,
sou agora as minhas variantes
Em tudo que me tornei.

Me reinventei, sim, me refiz
Com a luz que em mim encontrei,
Enfim, me achei, fui feliz,
E para sempre serei.

Não confunda o barulho da obra com a ausência do arquiteto, pois ele é especialista no silêncio.⁠

⁠No filme Rambo, a amizade do coronel Trautman é um fardo oportunista: ele só rompe o silêncio do amigo para lhe entregar uma nova guerra, provando que sua lealdade termina onde começa a próxima missão, e isso não é sobre filme .

Se o sorriso de uma dama justifica qualquer batalha,
O seu silêncio é a sentença que desarma o guerreiro.

A noite.


A noite é o momento em que o som do nada se torna ensurdecedor.
Aquele silêncio que ora pressupôs paz, calor, de repente se desdobra em uma sinfonia desalinhada, suja, barulhenta, repleta de impudicícias e desarmonia.


É onde de repente, em um suspiro, a
sintonia se transforma naqueles pensamentos, velozes como a luz, ou como a ausência dela.


E então me pego pensando no Whisky barato, no vazio e no cansaço, no futuro, passado e no tempo que não passa quando as luzes se apagam.


E na noite.


A noite que dói, que trás vazio, falta, desespero, apego e mágoa. Que faz esperar um fio de luz em meio aquilo que não se pode enxergar.


Barulhenta e fria noite. Barulhenta e fria sátira.

O silêncio dos heróis é o maior grito que você pode escutar em sua existência: o grito de quem foi ensinado a morrer em silêncio, o grito de um homem.

Aquele homem morreu nas sombras do próprio passado. Das cinzas do silêncio ergueu-se outro, moldado pela dor e guiado por um destino já traçado. Na lei da selva, a piedade apodrece antes do amanhecer; apenas os que caminham entre as trevas, sem hesitar, alcançam o trono que o mundo nega aos fracos.

Onde o Silêncio Reza


Havia um templo feito de pedra,
mas era o silêncio que sustentava suas paredes.
As velas queimavam lentamente,
como se soubessem que nem toda escuridão nasce da noite.


Os bancos antigos carregavam cicatrizes,
marcas de joelhos cansados e mãos unidas em oração.
Pediam apenas cuidado,
enquanto outros olhos enxergavam apenas cifras.


O ouro nunca brilhou mais que a fé.
Ainda assim, há quem troque a luz do altar
pelo reflexo frio das moedas,
esquecendo que toda riqueza roubada da esperança
cobra um preço que o tempo jamais perdoa.


Os sinos continuam a tocar,
mas seu som já não desperta apenas os fiéis.
Também desperta as consciências,
porque nenhuma sombra permanece escondida para sempre.


E quando a última vela se apagar,
não será a madeira, nem a pedra, que serão julgadas.
Serão os corações que confundiram o sagrado com interesse,
e fizeram do silêncio um cúmplice.


No fim, resta apenas a verdade:
ela caminha devagar, veste luto,
e sempre encontra o caminho de volta ao altar.

Doei-me por inteiro a algo que, de repente, já não significava mais nada. Aceitei o silêncio; ele não me feriu tanto quanto imaginei.


Mas ser esquecido por aqueles que um dia caminharam ao meu lado... essa foi a cicatriz mais profunda.


Ainda assim, não endureci. Tornei-me mais forte sem abandonar a gentileza, mais firme sem perder a humildade. Aprendi que cada coração trava batalhas invisíveis e que, muitas vezes, o abandono nasce da fraqueza de quem parte, não da insuficiência de quem permanece.


Por isso sigo adiante: com as marcas do esquecimento, mas sem permitir que elas roubem de mim a compaixão.

E se o futuro não nascer do silêncio, mas da coragem de romper com ele? De que vale semear em segredo, se o medo enterra as próprias raízes? Talvez o destino não floresça apenas no que ocultamos, mas naquilo que ousamos revelar ao mundo.

Deus não é apenas a luz que vence as trevas; talvez seja também o silêncio que existe antes dela, além do tempo, além do espaço. Ele permanece além das eras, onde impérios são apenas poeira e os nomes dos homens se perdem como ecos em catedrais abandonadas. Há quem o procure no esplendor dos céus, mas talvez ele se revele com mais profundidade nas feridas ocultas da alma, no instante em que o homem encara sua própria ruína e ainda encontra força para amar. Deus é o enigma que observa o nascimento das estrelas e o último suspiro das galáxias; a mão invisível que escreve destinos em páginas que jamais conseguiremos ler por completo. Entre o sagrado e o abismo, entre a esperança e o desespero, Ele permanece como a pergunta que atravessa a eternidade — e talvez a única resposta que a alma humana sempre procurou, mesmo antes de aprender a pronunciar Seu nome - "Adonai".

O silêncio é a arma dos tolos!

Você me ensinou que a dor é só o início da jornada, só o silêncio e o som! Agora, consigo ver tudo em câmera lenta.

Que império restaria ao inferno, se até as almas condenadas ainda encontrassem, no silêncio dos sonhos, uma centelha de esperança? O verdadeiro abismo não é o fogo eterno, mas a noite onde nem mesmo os sonhos ousam nascer

Pense anates falar.
Pense antes de Fazer.
E retribua as ofensas com carinhoe receba,
o silencio de quem nada pode te oferecer.

Inconcebíveis

Inconcebíveis palavras são ditas
No silêncio do pensamento
Exulta, ó sensível coração!
Tua essência é como uma árvore frutífera e sedenta
Que alimenta e sacia os pobres famintos;
Vem a mim, ó doce e apetecível vinho,
Deixa o teu líquido verter pelos córregos
O teu veneno imortal;
Deem-me numa taça as borbulhas
Deste intenso vermelho sanguíneo
Manchando minha consciência
No cume da minha eterna felicidade.
Esconde no recôndito de teu coração
O jardim que tanto cuidaste
Para a farta produção dos nobres parreirais.

Sempre que o silêncio se tornar ensurdecedor, buscai nele a saída que no coração habita.

A solidão é amiga do poeta. No centro do silêncio está seu mundo de fantasias e sonhos.

Não pense que o silêncio seja um fim. No marasmo dele se encontra a força do meu amor.

As Margens do Silêncio


Sento às margens do rio para refletir. A água tranquila funciona como um espelho e devolve a minha própria imagem – nítida, brilhante, revelando instintos expostos, emoções desordenadas. Sei que o tempo guarda todas as respostas, mas, mesmo entendendo o cenário ao meu redor, não consigo ouvi-las. O que escuto é apenas o silêncio, um silêncio que se acomoda ao meu lado como uma companhia serena, quase amigável.


É então que, como um filme silencioso, vejo teu semblante surgir na memória. Há tristeza, amargura, cansaço. Há um peso que não consigo explicar. Um nó, sobe pela minha garganta, apertando como se mãos invisíveis tentassem impedir que qualquer palavra escapasse. As lágrimas contidas, pedem libertação. E como finalmente permito que venham, elas deslizam pelo meu rosto e molham minha pele, levando consigo um pouco do que me sufoca. O sorriso que sempre esteve estampado em mim, desaparece – some sem aviso, como truque de ilusionista.


Sinto o frescor da manhã tocando meu rosto, como se fossem mãos suaves acariciando minha pele. A natureza ao redor transforma o espaço em um refúgio, um pequeno abrigo onde posso descansar meu corpo e aliviar a mente. Meus pés tocam de leve a água e, ao mínimo movimento, círculos se formam, desenhando imagens que lembram mandalas – figuras quase sagradas, que parecem guardar em si algo de cura.


Encontro ali um momento raro de paz, entre o vento que passa devagar e a correnteza da água. Não consigo explicar o que sinto, pois, naquele momento não preciso mostrar minha fortaleza. Continuo a observar a água, ouvindo o silêncio e pouco a pouco o mundo dentro de mim se reorganiza.