Use o Silencio quando Ouvir

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Silencie sua mente! O silêncio mostra, responde, acalma... a alma e o coração. Tudo que buscas está dentro de VOCÊ, não no outro.

Flávia Abib

O silêncio é o colo que ninguém vê.

Um silêncio mais eloquente que qualquer grito.

— Douglas Santos, em O Deus Silencioso

​“O silêncio de Deus é um vazio que não é ausência, mas presença escondida.”

— Douglas Santos, em O Deus Silencioso

​“O silêncio divino não é o fim da conversa, é o aprofundamento dela.”

— Douglas Santos, em O Deus Silencioso

"O silêncio de Deus é, paradoxalmente, misericórdia ativa."


Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção

"O silêncio nos força a depender, a forjar uma fé autêntica que não se baseia em sentimentos, mas na convicção."


Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção

"O silêncio não é ausência — é anúncio antecipado."


Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção

"Cada cicatriz, cada silêncio, cada oração não respondida é um testemunho da fidelidade de um Deus que sangra conosco."


Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção

"No silêncio, aprendemos que a fragilidade emerge como um canal de graça."


Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção

"Fui semente em terra escura, morrendo para brotar."


Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção

Ele me amou em silêncio na cruz de braços abertos.

Entre confete e silêncio

Nas ruas nasce fevereiro
com seus tambores solares,
uma alegria ensaiada
que aprende a sorrir mais alto que a fome.

O país veste plumas
para não ver as costuras abertas.
Cada lantejoula cobre
um buraco antigo do telhado.

Chamam de festa popular —
e é,
porque o povo é especialista
em sobreviver cantando.

Mas há um cansaço
escorrendo por baixo da tinta:
um mapa rasgado em avenidas,
um futuro vendido em três acordes.

O pão chega em migalhas,
o circo em carros alegóricos.
A multidão aprende o refrão
antes de aprender o porquê.

Enquanto isso,
nas casas quietas,
a solidão assiste pela televisão
um país que não cabe mais em si.

Ninguém é tolo sozinho —
é junto que a distração floresce.
É mais leve dançar
do que sustentar a pergunta.

E assim fevereiro passa:
o Brasil amanhece rouco,
coberto de papel picado,
sem lembrar o que tentava dizer.

Cuidado não é silêncio forçado, é escolha consciente de como falar.
— Emanuel Bernardo

Teu amado.



Perturba-me teu silêncio.
Resta-me teus olhos,
Que nada dizem, senão,
Beije-me a boca.
Que por sua vez,
Cálida e serena,
Melada de tua saliva doce.
É o pior dos venenos,
Apaixona, encanta.
Assombra-me teu tato.
Cada toque teu,
Tão delicados e intensos,
Amedronta-me a alma,
Posto que é doloroso
Acostumar-se a tuas carícias.
Teu olor, enfeitiça-me
E em meus passos,
Vou emaranhado de ti.
Isso é tudo.
Sou teu amado.

Cômodo do silêncio

A noite entorta tudo como a minha vida.
A casa respira em desordem, revirada por dentro, como a mente que não encontra repouso.
Os móveis se inclinam, cansados, guardam o peso de pensamentos que ninguém sentiu para escutar.
As xícaras, sujas de um chá frio, ainda guardam bocas que passaram e não se despediram.

Há restos de calor no fundo da louça, um abandono doméstico, como se o dia tivesse desistido de se organizar em mim.
Caminho entre os cacos com cuidado demais qualquer passo em falso pode acordar para dormir.
E a noite observa, imóvel,
Sabendo que a bagunça não é da casa, Sou eu espalhado pelos cômodos.

Ela entende o silêncio e o transforma em abrigo.

Há ausências que não sabem fazer silêncio.

Quem me vê quieto, calmo, parado em silêncio,
imagina que carrego um inverno por dentro,
que há tristeza espalhada no meu vazio
como folhas secas num chão esquecido.
Pense assim —
mas não acerte o meu segredo.
Não é no meu silêncio que eu me perco,
é nele que eu me encontro.
Não é na ausência de ruídos que me apago,
é ali que a alma aprende a falar.
É no meu vazio
que nasce a inspiração.
No espaço onde nada parece existir,
Deus sopra versos invisíveis
e faz do nada
uma canção.
Meu silêncio não é dor —
é gestação.
Meu vazio não é falta —
é criação.
Enquanto o mundo grita para ser ouvido,
eu me calo para escutar o céu.
E é nesse intervalo sagrado,
entre o nada e o tudo,
que componho o que sou.

Lúcia Iara, presença que fala no silêncio profundo do olhar,

serenidade que sussurra segredos ardentes ao vento apaixonado.

És ouro puro, brilho que incendeia a alma e faz florescer o coração;

delicada como jasmim, teu toque é um beijo suave que faz o mundo suspirar.

Tu dobraste o vento em teus braços, aqueceste o mar revolto,

e com um gesto divino, transformaste tempestades em doces calmarias.

Lúcia Iara, guardiã das memórias vivas —

cicatrizes de batalhas vencidas que revelam tua força serena e indomável.

És cultura que pulsa no peito, arte viva em cada suspiro,

história eterna, escrita com a tinta do amor e da paixão.

Passado e futuro se entrelaçam em ti;

o presente floresce em teu sorriso encantado.

Charmosa e marcante, tua beleza emana do ser,

alma divina, flor do jardim, brisa suave do mar.

Luz que guia as noites mais escuras — única, rara, singular,

um poema infinito, um amor que não se finda.

Lúcia Iara é princípio, meio e eterno fim da minha alma.