Use o Silencio quando Ouvir

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O HOJE É IRREVOGÁVEL

Amanhã ou depois
o tempo espreita entre frestas de silêncio
e eu vago no vão das escolhas
como quem não quer
nem a margem
nem o centro

Agora ou não
há sempre um não sei
com cara de espera
um gesto suspenso no ar
como folha que dança sem rumo
refém do vento
e da própria hesitação

A indecisão é um campo sem trilhas
onde o passo recua do próprio eco
é mirar o abismo e temer tanto a queda
quanto a ponte
é desejar o fogo
mas temer o fósforo

Filósofos dizem que o ser se realiza
no ato
que não há existência sem escolha
e até o não fazer
faz-se ser
porque não decidir
é uma decisão encoberta
pálida cambaleante
mas ainda assim
um passo
mesmo que para longe de si

O tempo esse mestre impiedoso
não espera os indecisos
segue
marca
conduz

E então aprendemos
que o caminho não se abre sozinho
que a dúvida adoece a alma
e que viver
plenamente
é optar
é perder algo para ganhar outro tanto

Decidir é cravar estaca no chão do mundo
é desenhar o próprio contorno
é ser

Recusar a escolha
é deixar que a vida escolha por nós
com mãos alheias
e olhos fechados

E o que se decide
não se decide amanhã
nem depois
se decide hoje

⁠

Paixão em Silêncio

Eu te amei no instante em que te vi,
naquela sala cheia, só você existia pra mim.
Entre mil vozes, só teu olhar me falou,
me estendeu a mão, e o meu coração se entregou.

A vida — essa vilã — nos fez desencontro,
te segui de longe, num silêncio tonto.
Te vi em segredo, num amor proibido,
gritei por dentro, mas sorri contido.

Julgam meu querer como se fosse pecado,
mas é só amor — cru, ardente, calado.
E a cada versão tua que o tempo me traz,
mais eu te quero, mais arde a paz.

Sou eu, a incompreendida da história,
amando um homem que vive outra memória.
Você, com outro amor, buscando esquecer
aquilo que em mim, ainda te faz viver.

Reflexão do Silêncio
Às vezes, tudo o que nos cabe é o silêncio.
Não por fraqueza, mas por sabedoria.
O silêncio é cúmplice da reflexão e guardião da serenidade.
Há momentos em que não há o que fazer, nem o que sentir.
E isso não é vazio, tampouco solidão.
É apenas um intervalo sagrado,
um tempo de recolhimento em que a alma se encontra consigo mesma.
É o espírito voltando, momentaneamente, para casa.

Ninguém vê o grito de quem sangra por dentro.
Porque o silêncio da dor não sai na tomografia.
Não faz barulho.
Não pede socorro.
Só vai…


E quando vai,
a gente chama de surpresa.


Mas não era surpresa.
Era descuido.

No Abismo do Silêncio


Num canto escuro da alma caída, Ecoa a dor que não foi compreendida.


A tristeza sussurra em cada vão, E aperta o peito, sem dar perdão.


A depressão chega sem avisar, Como um vento frio a soprar devagar.


Rouba o riso, esvazia a cor, Transforma o amor em cinza e dor.


Um coração partido, sem direção, Sangra memórias em cada pulsação.


Entre os escombros da destruição, Perde-se a fé, perde-se a razão.


O medo se arrasta, sorrateiro e lento, Molda o silêncio, distorce o pensamento.


E a covardia, vestida de calma, Envenena os sonhos e cala a alma.


Surge a tragédia em forma de adeus, Rasgando os céus com gritos seus.


E resta o vazio, frio e calado, Onde antes um ser inteiro tinha habitado.

Dez anos e ainda te olho como quem vê o mar pela primeira vez, com o coração acelerado, o silêncio sereno, a brisa calma, os raios de sol que aquecem minha pele, e esse desejo imenso de mergulhar, mais e mais, em ti.

Entre pétalas e silêncio, ela floresce não por acaso, mas por inteireza.

Te admiro em silêncio,
como quem observa o sol.
Quente demais pra tocar,
intenso demais pra ignorar:
Tem algo em ti que não se explica.
A calma e precisão nas palavras,
uma inteligência que não passa despercebida e o jeito de dominar tudo, com o domínio de quem é bom no que faz.
Mas o que me balança não é só o que vejo.
É o que você diz.
Com palavras tão explícitas quanto belas.
Com elogios que dançam entre o indevido e o incontrolável.
Você me descreve como se me tivesse.
Como se realmente me quisesse tanto assim.
Você cruzaria a linha, eu sei.
E não é suposição.
Foi dito, com todas as letras,
com aquele seu jeito poético e perigoso.
Você me vê como seu desejo antigo e proibido,
e me olha esquematizando na sua cabeça tudo aquilo que você queria fazer comigo.
Tudo aquilo que você me disse.
Mas eu não posso.
Mesmo querendo.
Mesmo sonhando.
Mesmo sentindo cada célula do meu corpo implorar por você.
E sempre que te vejo de novo, na rotina, no comum, parece inacreditável lembrar das coisas que você me disse.
Mas o jeito que você me olha, me sussurram verdades, e faz impossível duvidar do que foi dito.
Não controlo a tensão que você traz
quando entra no mesmo lugar.
Seus olhos buscam os meus, fundo no fundo,
e eu sei que você percebe quando eu percebo.
Na verdade, acho que alguns ao redor já percebem isso.
Você não esconde que repara em mim,
e isso deixa tudo mais difícil de fingir.
E entre o calor do momento e a clareza do depois,
não vou deixar minha admiração por você
confundir minha cabeça,
nem permitir que isso vá longe demais.
Sei onde começa o desejo,
e onde termina o respeito que devo a mim (e você a ela).

Às vezes, tudo o que nos cabe é o silêncio.

Não por fraqueza, mas por sabedoria.

O silêncio é cúmplice da reflexão e guardião da serenidade.




Há momentos em que não há o que fazer, nem o que sentir.

E isso não é vazio, tampouco solidão.

É apenas um intervalo sagrado,




Um tempo de recolhimento em que a alma se encontra consigo mesma.

É o espírito voltando, momentaneamente, para casa.

O silêncio lúcido ilumina mais do que muitas respostas.

“Nem toda traição deixa marcas no corpo, algumas ferem an alma em silêncio. Mas você não é feito do que fizeram com você, é feito da força que nasce quando você decide seguir sem aceitar migalhas do que merece inteiro.”⁠

Faça tudo ou não faça nada, mas seja íntegro, seja inteiro, seja intransponível! O silêncio incomoda, palavras sábias ditas na hora exata quebram até o frio aço e inabalável é o que não se corrompe em seus ideais! Mais vale o exército de um em pé, que um batalhão de corpos lançados ao chão!

“O silêncio
as vezes assustador
as vezes acalentador.
Silêncios frios.
Silêncios quentes.
Possível ouvir o silêncio?
Possível o silêncio gritar?
Ah, vai saber.
Nos intervalos cálidos que se seguem
faz-se notar os seus gritos.
Gritos que só ele entende.
Só ele.
O silêncio.”

Há sempre uma doce luz no silêncio.....
e na dor da morte....
A maior perda da vida não é a morte...
é o que morre dentro de nos,é quando não vivemos.
para vencer a morte deve ter um sorriso...
quando a sua alma partir.!
Ninguém pode fugir da morte...
ela é o começo do caminho para a eternidade.

O teu silêncio que me embala é a idéia de naufragar.

Teu olhar em silêncio sempre diz o que pensa e deseja de mim,
tua boca sem palavras, fala da vontade de sermos nós
tuas mãos frias, suadas revelam o que te causo
tua voz cala sempre que nos encontramos,
teu corpo se entrega, não nega a vontade do meu
o meu não esconde a ânsia de colar no teu,
queremos sentir, se envolver, se permitir...
quem sabe um dia, por um instante, por um momento
consigamos transpor barreiras, enfrentar o medo
Quem sabe nos pertenceremos, nos permitiremos,
sem lei, sem pudor, sem culpa !

Encontrei-me no silêncio, sem o Poeta da Alma para dizer qualquer coisa, percebi que sou um vidro quebrado e meu coração são os cacos.

"Quantos gritos cabem em um silêncio?"
Um, Somente um grito! Um grito de frequência tão alta, que ninguém é capaz de ouvir... O silêncio, é um grito sufocado, um grito de socorro, um grito apavorado, um grito jamais escutado... Quando ouvires um silêncio, olhe dentro dos olhos da pessoa silenciosa, os olhos transpassam o que ocorre dentro do coração de quem os possui... Olhe para os olhos dessa pessoa em silêncio, muda, estagnada... Tenho certeza, que se enxergares os olhos dela com o coração, verá um grito ao fundo... Um grito tão alto e tão dolorido que te fará chorar e se arrepiar... Chorar por finalmente ter conseguido o dom mais precioso do universo: o dom de amar o mundo e ser incondicionalmente livre como um pássaro, chorará de emoção ao constatar que tudo que você plantou na sua vida, pode ser colhido em apenas um olhar, um grito sufocado... UM SILÊNCIO...

Sou Teu.

Não digas nada por favor,
que o silêncio e minhas mãos caminham juntas,
que minha boca ao te beijar não faz perguntas,
beije-me forte e com ternura,
e grite, grite a toda altura que me ama.
E se o amanhã o futuro tão incerto vier a nos separar,
lembre-se de tudo com ternura,
pois minha alma será tua,
e para sempre irei lhe amar.

Eu não sei sentir em silêncio. Nem tenho a serenidade necessária. Muito menos consigo manter-me calada diante do que me magoa. Entre os diferentes sentimentos que vivem em mim, está um que se apodera quase por inteiro do ar que respiro e me fura completamente o corpo, a mente, e o meu ânimo. Talvez tenha perdido em ser como sou em certas situações. Talvez. Noutras alcancei a confiança de quem gosto, obtive a resolução de um problema, mantive a firmeza de uma amizade, consegui a coragem para não cruzar os braços, e encontrei risadas espontâneas. Algumas não me trouxeram tanta alegria, roubaram-me o sorriso, desencadearam-me ataques de choro, e trouxeram à superfície da minha pele emoções que teria optado por esconder, mas que ainda não assimilei como isso se faz. E então mostro-me aos olhos de todos, inclusive daqueles que menos queria, pois sei que as minhas agitações, ou a minha dificuldade em gerir emoções me torna um bocadinho mais fraca. Ou talvez um bocadinho menos forte. Mas isso não significa que consigam derrubar-me, porque a única pessoa que consegue derrubar a autora destas palavras sou eu própria. E era exactamente isso que eu estava a fazer, eu sei. De repente parecia que tinha arrumado a minha inteligência numa gaveta e me tinha esquecido como usa-la. As tuas palavras fizeram-me abrir essa gaveta e perceber que não adianta eu tentar ser mais racional do que emocional, pois não o conseguirei. Isso seria uma luta contra mim própria. Não sou assim, o meu coração andará sempre um passo à frente da razão, mas as tuas palavras relembraram-me que com inteligência eu consigo gerir melhor essa característica da minha personalidade. E sabes uma coisa Inês? Talvez tenha perdido em ser como sou, mas os meus ganhos acabam por superar aquilo que perdi, mesmo que nesse rol de derrotas esteja alguém que gosto muito. Uma derrota dura, um preço demasiado alto que paguei por ser quem sou. Mas não vou ficar aqui imóvel a olhar para essa derrota, enquanto a hipocrisia do Mundo continua a levar a melhor. Já não quero saber o porquê das atitudes que me magoaram. Isso é problema das pessoas que as tiveram. Faz-me feliz saber que ganho sempre mais do que aquilo que perco em ser como sou. E sabes o que vou fazer? Soltar as amarras que me têm mantido prisioneira de mim própria e voar. Porque voar é o meu lema.