Use o Silencio quando Ouvir
No Silêncio da Aurora
No silêncio que antecede a aurora,
Ou no murmúrio que a tarde implora,
Um coração se abre, sem receio,
Desvendando um mundo em doce anseio.
Flores desabrocham em cada linha,
Versos que dançam em leve carícia,
Emoções que pulsam num mar profundo,
Refletindo a alma, o belo, o mundo.
E quando a noite se aninha mansa
O céu se veste em pura harmonia
Nós olhos brilha a esperança
E a alma descansa... em calmaria
# __*Tentei acreditar* __
No meu silêncio profundo
Tentei acreditar em você
Tentei acreditar em nós
Estávamos distantes demais
Você teve indecisões
Não teve sentimento
Não teve compaixão
Eu tentei acreditar em você
Você foi muito além disso
Você me fez pensar
No quanto você não tem sentimentos
Eu tentei acreditar
Você diz que me ama
Diz que eu sou seu único amor
Diz que eu sou seu futuro
Eu não acredito em você
Seu amor é mentira pura
Seus sonhos são ilusões
Suas expectativas são pesadelos
Eu não acredito em você
Tentei acreditar que seria você
Mas acabou sendo só um sonho
Você me fez acreditar em algo
Que estávamos construindo
Você não mudou
Apenas me machucou
Você foi decepcionante
Você foi a pior pessoa que conheci
Me pediu desculpas
estava querendo voltar
Voltou a me notar
Eu tentei acreditar
muitos tentam ser didáticos
eu prefiro ser curto e barulhento no silêncio,
minha ortografia avançada não define quem eu sou, mais o que eu faço você pensar, define o que você quer ser.
Arnaldo(Faúna)
O Fim da Espera: um Diário de Retorno a Si
Entre o Silêncio e o Reencontro – Diário de um Ciclo de Clareza
Hoje, dia 2 de novembro de 2025, encerro um ciclo que não é apenas sobre alguém, mas sobre o modo como aprendi a amar e a me ver dentro das relações. Este texto é uma forma de reconhecer o caminho que percorri entre a entrega, o medo, a espera e, por fim, o reencontro comigo mesma.
Escrevi uma carta, porque o que sinto só ganha sentido quando se transforma em palavras. Foi assim que me expressei com sinceridade e respeito, como sempre foi entre nós. Depois que escrevi, percebi que a carta não era apenas para ele, era para mim.
Era o fim de uma espera e o começo de uma escolha. Ela trazia, escondido nas entrelinhas, o recado que eu mesma precisava ouvir:
“Você pode sentir falta e, ainda assim, seguir.”
Percebo que o que mais me doía não era a ausência dele, mas o silêncio, o vazio de não saber o que se passa do outro lado, o eco de tudo o que ficou sem resposta.
O silêncio sempre foi o gatilho mais difícil para mim, talvez porque, na infância, quando eu pedia carinho, às vezes recebia afastamento. Meu corpo aprendeu a confundir amor com conquista e presença com merecimento.
Ele, com sua forma contida e distante, acabou ativando exatamente essa antiga ferida. Mas, ao mesmo tempo, me mostrou o espelho que eu precisava ver: “Não posso mais tentar provar que mereço amor.” O amor precisa fluir de forma natural, recíproca e leve.
Hoje, olhando para tudo isso, percebo que o vínculo que criamos foi, sim, importante, mas talvez tenha sido importante para me ensinar o que é amar sem desaparecer. Não preciso mais ser a mulher que espera, que entende tudo e que se encolhe para caber. Posso ser a mulher inteira, a que se entende, se cuida e se escolhe.
O silêncio dele, por mais dolorido que tenha sido (e que ainda possa ser, por enquanto), me empurrou de volta para mim. E agora, o que antes era vazio começa a se transformar em espaço, um processo que está se tornando um lugar de paz, autonomia e descanso da alma.
Não sei o que ele vai fazer, e talvez nunca saiba. Mas sei que eu fiz o que precisava ser feito. Falei com clareza, com verdade e com amor, e isso é o que me permite caminhar sem arrependimentos.
Hoje, o que fica é uma frase simples, mas que carrega toda a maturidade dessa travessia:
“Eu posso sentir falta, e ainda assim, seguir.”
Evoluir e mudar padrões requer muita coragem, pois dói, e dói muito.
Você retira tudo aquilo em que acredita ser, remove o véu, as camadas, desfaz-se da única identidade que um dia conheceu, daquilo que aprendeu por uma vida inteira. E, quando começa a entender o que é realidade em vez de utopia, a briga entre mente e coração, que antes era enorme, vai diminuindo, porque o entendimento começa a tomar forma. A razão diz que você fez o certo, mas o corpo ainda entende como errado e leva um tempo para absorver toda essa mudança.
O que prevalece é a decisão de manter o impulso da mudança. Decisão é decisão, e devemos agir de acordo com o que escolhemos. E, neste caso, escolhi a mim. Mesmo que, às vezes, o reflexo pareça dizer que tudo isso ainda é errado, eu sei que não é. O amor-próprio está ligado a parar de se perder e de se anular diante do outro.
O mais difícil nisso tudo? É que sabemos o que devemos fazer… Mas o mais importante é entender que tudo muda quando alguma coisa muda, e eu estou mudando.Não sou mais a fada madrinha. A varinha de condão quebrou, e agora a magia só pode ser interna, não externa.
Se ainda tenho espaço para o amor?
Claro que sim.
Se eu o amaria intensamente?
Claro que sim.
Mas não mais do que me amarei de hoje em diante.
Ana Cláudia Oliver- finalizado em 06/11/2025
Há dias em que a gente não entende o porquê das pausas,
o silêncio parece longo demais
e o coração quase perde o compasso.
Mas Deus conhece os caminhos que os nossos pés ainda não pisaram.
Ele planta esperança na terra mais seca
e faz brotar beleza onde parecia não haver vida.
Confiar é respirar fundo,
soltar o controle
e acreditar que o amanhã já está cuidado.
Há sempre um recomeço sendo preparado no céu —
e quando chegar, vai fazer sentido.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Se ele soubesse o que meu olhar diz, talvez parasse de subestimar o silêncio que carrego. Meu olhar não mente; ele revela o que palavras tentam esconder. Ele fala de noites em claro, de decepções, de força contida e de uma calma que parece frágil, mas é fogo por dentro. Meu olhar não suplica, não implora, não se curva: ele observa, pesa, entende e julga. Se ele soubesse o que meu olhar diz, talvez finalmente percebesse que há mais em mim do que ele jamais tentou enxergar.
Glaucia Araújo
"A alma se fortalece não nas vitórias fáceis, mas nas batalhas que o silêncio trava contra o próprio medo."
Sempre examine para onde a confiança em alguém está te levando.
O sábio caminha só, com o silêncio como escudo e o olhar atento de quem já viu a traição vestir-se de muitas faces.
No muito barulho, há silêncio de coração. Nos ruídos do mundo, há vazios de escuta. Não há relação nos ruídos, o que há são desencontros entre humanidades e algoritmos.
Chega desse silencio indeciso que me faz quedar em uma espera incerta, de uma certeza ausente, enquanto em mim cresce um turbilhão de pensamento indagativo sem resposta que lhe acomodem a impressão.
Chega dessa espera, que, já não tolera as mãos atadas sem solução, os pés parados plantados, estáticos em vão:
Chega da hipocrisia da alma vazia que deprime o íntimo;
Chegue-se exuberante, sorrindo radiante, numa noite fria. trazendo a alegria de velhos amantes que tornam a amar…
“Há almas que acendem tua paz…
e outras que a devoram em silêncio.
Aprende a diferença antes que tua calma morra também.”
Dayana Silva
Porque a vida é uma mentirosa: sorri para nós enquanto prepara, em um silêncio cruel, sua fatal armadilha. Faz-nos crer na eternidade, nos laços, na permanência, no amor.
Mas no fim… nascemos para sermos deixados. Para sermos atropelados por promessas não cumpridas. Para sermos assassinados pelas mãos frias do tempo que, sorrateiramente, nos vigia
[…]
A vida é quem mata, com crueldade, com prazer, com pretensão.
E o pior?
É que ainda a chamamos de um magno milagre.
O silêncio que quase virou amor.
É estranho como, às vezes, a história mais intensa que vivemos é justamente aquela que nunca
aconteceu. Sete meses podem parecer pouco para o mundo, mas quando o coração decide criar raízes
em alguém, o tempo ganha um peso diferente. Foram dias, semanas, quase uma vida inteira de
olhares que diziam tudo o que a boca nunca teve coragem de admitir.
Havia algo ali. Não sei se era destino, ilusão ou só a necessidade de acreditar que alguém
finalmente enxergava aquilo que eu tentava esconder. Toda vez que nossos olhares se cruzavam, algo
dentro de mim se ajeitava, como se o universo desse uma pausa só para que eu pudesse sentir aquele
segundo. E como era profundo… Era quase um diálogo silencioso, uma troca de almas que,
ironicamente, nunca chegou a virar palavra. Mas o silêncio, por mais poético que pareça, também
machuca. Porque ele cresce. Ele ocupa espaço. Ele pesa. E com o tempo, percebi que estava sozinha
numa história que escrevi inteira sem nem que você segurasse a caneta. Meu coração te escolheu, e
você… Você nem percebeu que havia sido escolhido.
Sete meses sustentando um sentimento que nunca se permitiu existir fora do meu peito. Sete
meses de esperança tímida, de idealizações bobas, de perguntas que nunca nem saíram da minha
boca. E no fim, o que restou foi a certeza madura, e dolorosa, de que olhares não são promessas. E
que às vezes a gente se apaixona não pela pessoa em si, mas pela versão que nasce dentro da nossa
imaginação. Ainda assim, não me arrependo. Porque aqueles olhares, por mais breves ou ilusórios
que tenham sido, me deram uma coragem que eu não sabia ter: a de sentir profundamente. A de
desejar intensamente. A de ser vulnerável sem testemunhas.
E isso, por si só, já foi amor o suficiente. Mesmo que só meu.
Entre o silêncio e a alma
No silêncio encontro a verdade,
Entre ecos de memórias antigas.
O tempo passa, leve e suave,
E a vida se escreve em linhas amigas.
Sigo meus passos, pequenos e certos,
Caminho que escolhi, sem pressa.
No coração guardo os afetos,
E na alma, a paz que me resta.
E que me acalenta
Dias de Sangue e Silêncio
Em dias de hoje o jornal sangra em vermelho,
manchetes cruéis rasgam o espelho,
do mundo perdido em medo e rancor,
onde a esperança já não tem cor.
Em dias de hoje só se fala em guerra,
a paz já não pisa os pés nesta terra.
Pandemias reinam, o riso se esconde,
a alegria é um sonho que já não responde.
Em dias de hoje o ar tem veneno,
corações frios, amor tão pequeno.
Máscaras cobrem verdades sombrias,
mentiras reinando nas almas vazias.
Em dias de hoje já não há confiança,
morreu a lealdade, morreu a esperança.
Nem homem, nem mulher guardam respeito,
só sombras que andam com ódio no peito.
Em dias de hoje o sangue mancha a avenida,
um tiro covarde apaga uma vida.
O medo ecoa, o irmão trai irmão,
vende a memória por migalhas no chão.
Em dias de hoje o justo é algemado,
o ímpio é solto, protegido e amado.
Nas ruas o crime é quem dita a lei,
e o trabalhador já não vale o que sei.
Em dias de hoje… só resta o lamento,
um grito calado, perdido no vento.
O mundo agoniza, sangrando em silêncio,
num tempo sombrio, cruel e doente.
Autor: Douglas Pasq
- Relacionados
- Textos de aniversário para amiga que dizem tudo que ela merece ouvir
- Quando me Amei de Verdade
- Silêncio
- Fico feliz quando estou ao seu lado
- Às vezes quando tudo dá errado (mensagens de motivação)
- Frases de briga: quando tudo termina em paz
- Frases de combate à violência que rompem o silêncio e promovem mudança
