Use o Silencio quando Ouvir
CARTA DE SOCORRO
A quem ainda pode me ouvir,
Aos que ainda sentem a terra sob os pés,
Aos que ainda se lembram que sem natureza não há futuro:
Socorro!
Eu sou a Caatinga.
Sou o único bioma exclusivamente brasileiro.
Nasci do calor, cresci na escassez, floresci na resistência.
Durante séculos, abriguei povos inteiros, curei feridas com minhas raízes, alimentei famílias com meus frutos, e dancei com o vento seco sob o sol ardente.
Hoje, estou morrendo.
Tenho sido queimada, arrancada, esquecida.
Espécies que guardava como tesouros — como o pau-ferro, a baraúna, o umbuzeiro, o mororó, o juazeiro e o mandacaru — estão sendo levadas embora, uma a uma.
Meus filhos verdes, meus espinhos de proteção, meus galhos retorcidos de luta, estão sendo transformados em cinzas, carvão e silêncio.
Me chamaram de pobre, de seca, de lugar sem vida.
Mas nunca perguntaram o quanto dei de mim para que a vida sobrevivesse aqui.
Nunca olharam com carinho para o que fui capaz de sustentar, mesmo com tão pouco.
Eu sangro em silêncio, mas agora grito: me recatinguem!
Me curem.
Me deixem respirar de novo.
Não quero virar lembrança em livros didáticos.
Não quero ser só nome em relatório de extinção.
Quero ver de novo as folhas do umbu se abrindo depois da chuva.
Quero ouvir o barulho das ararinhas-azuis que quase não existem mais.
Quero acolher de novo o vaqueiro, o sertanejo, o viajante.
Peço socorro aos cientistas, aos agricultores conscientes, às escolas, aos jovens, aos povos originários e tradicionais. Peço socorro a quem ainda me reconhece como vida.
Plantem o que sou.
Ensinem quem fui.
Preservem o que restou.
E devolvam-me o que me tiraram: o direito de continuar existindo.
Eu sou a Caatinga.
E eu ainda resisto — se vocês resistirem comigo.
Com dor e esperança,
Caatinga a voz esquecida do sertão.
Emmanuel.limap
melancolia
Não há quem queira ouvir o que eu tenho pra falar.
Sob o céu cinza, as sombras que me acompanham, dançam silenciosamente à minha volta, ecoando a melodia triste da minha solidão.
As memórias desaparecem como folhas secas ao vento, deixando um vazio profundo no coração.
Entre choros e risos, o tempo me faz escrever saudades que soam como murmúrios melancólicos na alma, enquanto o crepúsculo se despede em tons alaranjados.
Na consciência, os ecos do passado ressurgem como fantasmas silenciosos. Sussurram lembranças entrelaçadas com tristeza.
As lágrimas, deslizam pelas linhas do rosto da criança interior, carregando consigo o peso das despedidas não ditas, dos abraços não aproveitados, dos beijos não dados.
Entretanto, a liberdade tece sua teia, envolvendo o coração em sombras de um lamento eterno.
Meu coração traiçoeiro
fazendo pegadinhas comigo
não quero viver assim
me entregar e ouvir "não quero nada sério"
Saber ouvir é um dom;
Tanto quanto saber falar o que precisa ser dito,
na hora que se faz necessário falar.
Há dores que a mente não entende,
porque foram escritas para o coração ouvir.
É aqui que a emoção se ajoelha diante do sentimento
e o sentir humano toca o divino.
—Purificação
A música liberta as almas das pessoas carentes de querer mais um pouco de prazer por ouvir músicas.
@VivaMusica
“Uma das grandes virtudes do ser humano é saber ouvir e saber a hora de falar, isso se chama humildade.”
Era noite e o mundo pesava
nas costas de quem tenta ouvir
corações doentes.
Desfiando palavras gentis,
busquei nos recados secos
algum sinal de quem amou.
Mas, em vez da voz que acolhia,
vieram silêncios e madrugadas mudas,
palavras de quem já não lembra
o amor que curava o meu cansaço.
Penso se o tempo soubesse parar,
se eu tivesse escolhido o silêncio
no momento da dor,
teria guardado pra sempre
aquele “Oi amor” que, só de chegar,
fazia tudo leve,
em um mundo onde peso era somente saudade.
Meu erro foi querer entender,
quando a resposta já era ausência.
Agora, tudo o que restou
foi a vontade
de ter ido mais cedo
para morar no abrigo breve
de uma última memória feliz.
telefonar para ouvir as tuas bobagens?
aquela dor doída nesse peito despedaçado, pisado e esbagaçado. O silêncio que está refugiado dentro desse coração inerte, daquele corpo que se submete às dúvidas dessa nostalgia confusa. Eu vou ter tanta saudade de mim quando eu morrer, a agressividade que eu não desconheço mais, mas a fatalidade que eu reconheço com cada vez mais à insanidade querendo me corroer. O percorrer do “tic tac tic tac tic tac” em meus ouvidos feridos, machucam ainda mais aquele ponto fraco dentro de mim. O vermelho carmesim escorrendo pelo meu braço, a dor vermelha absorvendo a alegria que restava em minha alma. A laranja amarga querendo que tudo acabe, amarre e desabe dessa cadeira velha, flutue com esta fraqueza sufocada em seu pescoço. Seus destroços no ar com apenas uma corda firme te segurando. Ela foi a única que conseguiu fazer você parar de sentir essa dor.
Eles não sabem o que dizem
Só sabem falar e não sabem ouvir
Nem pensar eles pensam
Tudo gira em torno do mundo deles
Acham que se tornarão mais fortes
(Sobre quem fala mal de nós, não os ouça)
- Livro Batimentos Cardíacos São Poesias
Yasmim Buono
Nem toda voz na tela merece espaço no seu coração.
Aprenda a ouvir com cuidado e escolher o que absorve.
Nem toda opinião merece energia sua.
Seja filtro e não recipiente de negatividade.
— Purificação
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