União entre as Pessoas

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3239 📜 Três pessoas que conheço que não caem em certos tipos de Conversas (Fiadas) que abundam nas Redes Sociais. São essas três pessoas aqui: EU, EU MESMO E EU TAMBÉM. souassim.top!

As pessoas esqueceram que as transições democráticas na América Latina foram negociadas na época com os próprios EUA para serem lentas e graduais, visando consolidar Estados fortes. Apesar das falhas, isso garantiu uma cultura de paz por muito tempo.


​No caso da Venezuela, uma transição 'a fórceps' não trará o paraíso esperado. Não saberão lidar com os 'coletivos' (herança de Fidel e Chávez) e a história ensina: intervenção militar unilateral não resolve conflitos, só agravam as crises humanitárias. Falam em 'retorno' da democracia, mas a verdade é que a Venezuela nunca viveu sequer 50 anos de uma democracia estável.


​A crise é muito mais profunda. Ela só poderá ser resolvida com oportunidades que incluam uma grande reconciliação nacional e a integração dos coletivos.


Condenar o regime do Maduro sempre condenei, durante anos escrevi um poemário extenso que registra inúmeras prisões políticas de presos políticos civis e militares.


Mas mesmo com tudo o que sabemos, os princípios de Direito Internacional não podem ser violados e a comunidade internacional reagir de forma irracional ou letárgica, porque se a crise humanitária transbordar ou ocorrer uma escalada ali ou em qualquer outro país do continente,
os EUA não pagarão a conta para nenhum país.


...

Procuro-te entre as pessoas,


embora resista a ser vista,


Ainda bem que é Carnaval,


e tudo termina em fantasia;


Porque no fundo sei que


aqui você não se encontra,


no meio da noite escura ---


Brindada com gotas de cristal


transformadas em prata pura


pela luz da iluminação pública,


a chuva cai solene nesta rua


misteriosa que é o silêncio,


Que me guiará para ser sua


pelo caminho da paciência


e da mais amorosa ternura,


Entre nós tudo continua


acontecendo mesmo cientes


que o melhor sequer


ainda nem mesmo começou,


Desde o dia em que nos conhecemos


o mundo nunca mais nos tocou.

⁠Graças a essa educação deseducadora e alienadora as pessoas aceitam o inaceitável, toleram o intolerável, suportam o insuportável e até mesmo defendem o indefensável.

*Não existe milagre tipo transformar água em vinho, existem sorrisos, pessoas gentis, crianças correndo pelas praças, amantes se entregando na madrugada, amores nascendo de um encontro, mães chorando de alegria no parto e pais entendendo a partida do filho.*
(Saul Beleza)

Quando uma sociedade abandona a discussão de ideias e passa a discutir pessoas, ela assina sua própria falência intelectual. O analfabetismo funcional não está apenas em não compreender palavras, mas em não compreender pensamentos. A alienação vence quando o indivíduo reage ao mensageiro e ignora a mensagem. Criticidade não é criticar tudo; é ter consciência suficiente para questionar até aquilo que se deseja defender. Uma mente que não debate ideias transforma-se em torcida, e toda torcida sem reflexão é apenas uma multidão esperando alguém pensar por ela.

“Uma sociedade que discute pessoas em vez de ideias já perdeu a capacidade de pensar. O analfabetismo funcional não é apenas não saber ler o mundo; é ler apenas aquilo que confirma a própria cegueira. Senso crítico sem criticidade é apenas preconceito fantasiado de inteligência.”

Transformamos pessoas em possibilidades, sentimentos em opções e vínculos em contratos temporários. No fim, a liquidez das relações humanas liquidou a capacidade humana de permanecer.

Vivemos a era em que tudo se tornou líquido: sentimentos, compromissos e pessoas. A liquidez das relações humanas está liquidando a própria humanidade dos relacionamentos.

“A sociedade que banalizou o descarte de coisas terminou banalizando o descarte de pessoas. Quando tudo é líquido, até a humanidade corre o risco de evaporar.”

Vamos repensar?

Freire — “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo.”

“A educação que apenas informa cria acumuladores de conhecimento; a educação que desperta consciência cria transformadores da realidade. O maior analfabeto não é quem não lê palavras, mas quem não interpreta o mundo.”

Carlos Eduardo Balcarse

Vamos repensar?

Hannah Arendt — “O maior mal pode ser cometido por pessoas comuns que não refletem.”

“O perigo da humanidade não está apenas nos grandes tiranos, mas nos pequenos pensamentos que deixam de pensar. A ausência de consciência transforma pessoas comuns em instrumentos de grandes erros.”

Carlos Eduardo Balcarse

Vamos repensar?

Nicolás Gómez Dávila:

“A maioria das pessoas não tem opiniões; tem opiniões emprestadas.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“Vivemos a era do pensamento terceirizado. Muitos não possuem ideias; possuem ecos. Não pensam com a própria consciência, apenas repetem aquilo que ouviram com maior frequência. A multidão deixou de buscar respostas e passou a reproduzir ruídos.”

“Há pessoas que mudam o mundo. Outras apenas mudam de assunto quando o mundo exige que mudem a si mesmas.”

As dificuldades não mudam as pessoas. Apenas retiram as máscaras


Há quem acredite que as dificuldades chegam para destruir. Eu penso diferente.

As dificuldades chegam para revelar.

É na abundância que muitos permanecem ao nosso lado por conveniência. É na escassez que descobrimos quem permanece por convicção.

Enquanto tudo vai bem, quase todos parecem leais, generosos e presentes. Mas basta a tempestade chegar para que a verdade comece a emergir. E a verdade sempre encontra um caminho.

As dificuldades funcionam como um grande filtro da existência. Elas distinguem o passageiro do permanente, o interesse da amizade, a conveniência da fidelidade, o discurso da prática.

É na dor que aprendemos quem realmente está conosco.

É na perda que descobrimos aquilo que realmente possuímos.

É no silêncio que conhecemos quem jamais precisou de palavras para permanecer.

Mas existe uma revelação ainda mais profunda.

As adversidades não revelam apenas os outros.

Elas revelam, sobretudo, quem nós somos.

Poucos percebem que, em muitos momentos, o nosso maior adversário não está do lado de fora.

Está dentro de nós.

É a mente que mente.

É a culpa que paralisa.

É o orgulho que impede o pedido de ajuda.

É a vitimização que terceiriza responsabilidades.

É o arrependimento que lamenta o passado, mas se recusa a transformar o presente.

Nada aprisiona mais um ser humano do que insistir em responsabilizar o mundo por aquilo que somente ele pode decidir mudar.

A pior prisão não possui grades.

Possui desculpas.

Toda dificuldade nos coloca diante de uma escolha.

Podemos crescer ou endurecer.

Podemos amadurecer ou apenas envelhecer.

Podemos transformar a dor em sabedoria ou em amargura.

A decisão nunca pertence ao problema.

Pertence à consciência.

A vida jamais prometeu facilidade.

Prometeu aprendizado.

Somos eternos aprendizes matriculados na eterna escola da alma, que é a vida.

E talvez uma das disciplinas mais difíceis dessa escola seja aprender a desaprender.

Porque ninguém consegue receber um novo conhecimento mantendo as mãos ocupadas pelas antigas certezas.

Aprender amplia.

Desaprender liberta.

O conhecimento informa.

O discernimento transforma.

A educAÇÃO não tem segredo.

Mas o segredo está na educAÇÃO.

No fim, compreendemos que as dificuldades nunca foram castigos.

Foram professores.

Os problemas nunca foram inimigos.

Foram espelhos.

As perdas nunca foram apenas perdas.

Foram seleções.

E as cicatrizes jamais foram sinais de derrota.

São assinaturas daquilo que Deus permitiu que sobrevivesse dentro de nós.

Por isso, não tema as adversidades.

São elas que retiram as máscaras, revelam os corações, fortalecem o caráter e nos lembram de uma verdade que jamais deveria ser esquecida:

Não é a vida que define quem somos.

São as nossas escolhas diante da vida que definem quem nos tornamos.

Penso, logo resisto.

Carlos Eduardo Balcarse

O peso de saber

Conhecimento não é acúmulo. Há pessoas abarrotadas de informações e vazias de discernimento.

Saber mais não nos torna necessariamente melhores. Torna-nos mais responsáveis pelo que fazemos com aquilo que sabemos.

O conhecimento pode construir ou destruir, libertar ou aprisionar, esclarecer ou apenas sofisticar nossas próprias ilusões. A diferença não está necessariamente no que sabemos, mas na consciência de quem utiliza o saber.

Talvez por isso algumas verdades sejam tão desconfortáveis. Conhecer é também perder determinadas inocências. Depois que enxergamos, já não podemos simplesmente “desenxergar”. Depois que compreendemos, algumas desculpas deixam de existir.

Eis um dos paradoxos do conhecimento: quanto mais consciência adquirimos, menos podemos terceirizar a responsabilidade por nossas escolhas.

Não basta saber.

É preciso discernir.

Saber o quê é conhecimento.
Saber como, quando e por quê é discernimento.
E assumir as consequências daquilo que escolhemos fazer com isso é consciência.

O verdadeiro poder, portanto, não está em saber aquilo que os outros desconhecem.

Está em não ser dominado por aquilo que sabemos.

Porque conhecimento amplia possibilidades.

Consciência reduz desculpas.



Carlos EDUARDO Balcarse

31/09/2026

De algumas pessoas cuide, de outras cuidado!

“A maior parte das pessoas passa a vida respondendo perguntas que nunca escolheu fazer e defendendo respostas que nunca parou para examinar.”

As pessoas costumam admirar a inteligência quando ela já se transformou em história. Enquanto está viva e questionando nossas certezas, ela pode causar desconforto. Não porque a verdade seja necessariamente ofensiva, mas porque poucas coisas são tão desafiadoras quanto perceber que nossos castelos mais sólidos talvez tenham sido construídos sobre areia.

Há pessoas que passam pela vida. Outras deixam a vida passar por elas.