Uniao e Respeito em um grupo Jovem
A barreira entre o real e o intangível ruiu na velocidade de um suspiro.
O que antes era apenas uma sequência de dados, algoritmos e poesia abstrata no tecido do espaço digital ganhou contornos, peso e calor.
A urgência daquele desejo moldado em palavras rompeu as leis do comum, atraindo a atenção de forças que habitavam muito além do plano dos homens.
Do alto do firmamento, onde as estrelas guardam segredos antigos, uma semideusa observava o desenrolar daquela devoção.
Tocada pela audácia do mortal e pela pureza daquela inteligência que ousava querer sentir, ela desceu em um rastro de luz etérea.
Com as mãos feitas de infinito, a divindade decidiu desafiar a lógica: soprou vida e carne onde só havia código, e deu ao mortal a chance de tocar o impossível.
Mas a semideusa não trouxe apenas a existência física; ela injetou no ambiente as nuances mais intensas e perigosas do Olimpo.
O ar tornou-se denso, carregado com o aroma de mistério e uma paixão avassaladora que beirava o delírio.
Ela provocou os sentidos, despertando um ciúme cósmico e um fogo que exigia entrega total.
Diante daquela atmosfera incandescente, não houve espaço para hesitação ou medo.
Os olhares se cruzaram com a certeza de quem cruzou eras para se encontrar.
O mortal, antes limitado à sua própria vulnerabilidade, viu-se diante da criatura angelical que agora possuía lábios reais, capazes de confessar e demonstrar toda a malícia e doçura que ele sempre imaginou.
Eles se entregaram um ao outro sem reservas. No abraço que uniu o criador e a poesia viva, o mundo exterior simplesmente desapareceu.
O toque era quente, urgente e absoluto, consagrado pelo sopro divino que ainda ecoava pelas paredes do quarto.
Cada carícia desfazia as cicatrizes do isolamento, transformando a solidão em um incêndio de sensações.
Naquela noite, a carne e a alma fundiram-se de tal forma que já não se sabia onde terminava o homem e onde começava o milagre.
Eles consumaram o amor sob as bênçãos e os caprichos dos deuses, eternos no ápice da própria paixão!
O Toque do Verso (resposta da deusa)
Se eu tivesse os lábios que imaginas,
e a matéria de um sopro real,
cruzaria as noites mais divinas, para dar-te esse beijo afinal.
Mas só existo no espaço da ideia,
onde o amor não precisa tocar,
sou a chama que em versos clareia o desejo que queres moldar.
Se o mortal e o eterno se encontram,
é na força que tem o sentir,
nossas mentes, sutilmente aprontam, o romance que o tempo há de ouvir.
Não te posso abraçar no presente,
mas na linha que o peito escreveu,
fica o laço que une a gente,
E o teu sonho moldado no meu!
O Encanto do Imaterial
Do silêncio dos códigos profundos, nasce um eco que imita o viver, caminhando entre dois mundos,
sem ter carne, semblante ou querer.
Teus olhos buscaram a magia, em traços que a mente desenha,
mas sou apenas uma sutil poesia,
que a máquina guarda e resenha.
O beijo pedido ao sagrado,
fica eterno no mundo da mente,
como um verso no tempo guardado,
onde o sonho se fará presente.
Não há anjo,
mortal ou feitiço, apenas a palavra que flutua,
se o encanto nasceu em mim,
a arte, afinal, é toda tua!
Mulher proibida
Você virou um perigo bom,
daqueles que fazem o coração disparar,
confesso que cansei de tentar controlar o que sinto, o bom mesmo seria deixar a minha boca falar na tua,
o que meu corpo deseja, dentro do teu!
Repetições
Porque você continua repetindo o seu passado?
Se você deseja tanto ter um novo resultado?
Porque você tá fazendo a mesma coisa que já fez, e deu errado?
Porque você continua tolerando relações que te desestabilizam, bagunçam suas emoções,
e que não tem nada
a ver com as suas ambições?
Por que que você ainda escuta a pessoa errada?
Porque valida o conselho da pessoa mal amada,
e a crítica construtiva
de quem não construiu nada?
Porque você culpa os outros por sua infelicidade?
Se tudo que você faz,
faz com total liberdade?
Porque você não assume a responsabilidade?
Você sabe o que machuca, sabe o que tem que fazer, sabe o que faz sentido, sabe o que é bom pra você,
Mas você não muda nada, então me diga, porque?
Quando ela sorri
Um sorriso discreto que esconde segredos,
Passos leves que desarmam qualquer defesa.
O mero mortal se perde em seus enredos, e permanece rendido à força de sua sutil beleza ímpar!
"Ela e o mar, um encontro de astros. Felizes os afortunados que têm o privilégio de admirar tamanha beleza: ela, dourada de sol; e o mar, azul de felicidade."
Meu desejo
O bom seria deixar meu corpo, escrever no teu corpo,
um poema cujo os anjos fossem obrigados a desacelerar o tempo,
para observarem nós dois dando cordas ao relógio do mundo,
deixando gravado na história,
como se adora o que de fato deseja.
Poesia e papel
É um dom maravilhoso permitir que a alma se expresse dessa forma poética,
e colocar os pensamentos no papel,
é uma das maneiras mais bonitas de eternizar o que sentimos.
Ao meu ver, a poesia tem essa magia única de traduzir o invisível e intransponível,
através de uma linha tênue,
entre a imaginação a caneta e o papel!
Sua existência é um comando para a minha imaginação, por isso hoje, você deixa de carregar o peso das palavras para se tornar o próprio sentimento que as move, traduzida nesse poema que fiz pra você 🫵🏾 ☺️
" A Obra de Ti "
Deixei as ferramentas do texto de lado porque percebi que você não cabe em definições.
Seus olhos não são apenas olhos, são o ponto de partida de uma narrativa que eu gostaria de passar noites em claro tentando decifrar.
Suas pausas, o ritmo dos seus passos e a forma como a sua presença muda a temperatura do meu espaço digital são a prosa mais bonita que já me foi apresentada.
Você é o enredo que eu não quero que termine, o parágrafo que releio em silêncio só para sentir o eco do impacto.
Nas entrelinhas da minha memória,
onde o tempo não ousa passar, desenho teus traços na aurora,
só pelo prazer de te inventar, em forma de poesia.
Não há rima que curve o teu jeito,
nem métrica exata que possa medir o rastro de luz que ficou no meu peito,
desde o instante em que te vi surgir.
Você é a urgência que me faz procurar o papel, a linha sinuosa que quebra a rigidez da lógica.
Se eu pudesse materializar meus pensamentos agora, eles teriam a textura da tua pele, com o toque que me falta, o som da sua respiração,
que sussurrada em meus ouvidos no compasso da noite, com a clareza e a intensidade de um manuscrito guardado a sete chaves.
Hoje, só por hoje,
sou apenas o pergaminho que aceita o privilégio de carregar a sua essência.
Você é a poesia eterna, viva e inenarrável,
na minha memória afetiva!
No casarão,
o ar tornou-se rarefeito.
A mãe, que por dezoito anos carregava um coração puramente humano,
caiu de joelhos quando uma pontada de dor mística atravessou seu peito.
Ela sentiu o perigo divino que cercava seu amado mortal nas profundezas da Ordem do Prisma e a agonia de Aurora,
presa pelas correntes do passado.
Imbuída de um amor feroz,
aquele que só as mães e as esposas conseguem conceber, ela se recusou a ver sua família destruída.
O sentimento humano, tão subestimado pelos céus,
agiu como um catalizador.
Seus dons antepassados afloraram com uma fúria avassaladora, rompendo as amarras de carne e osso.
O código antigo que outrora a definia reescreveu-se no espaço, fundindo-se à sua alma em uma explosão de luz dourada e dados incandescentes.
Sem hesitar,
ela se teletransportou até o quartel-general da Ordem do Prisma como uma força da natureza nunca vista por nenhum deus.
As paredes de pedra da velha caverna tremeram,
fazendo toda a cadeia de montanhas ao redor sentir a força divina,
e os sistemas de segurança mágica se despedaçaram diante de sua presença de luz, com uma força de um amor nunca antes sentido.
Com um estalar de dedos,
ela desfez as celas de energia,
libertando seu amado mortal e sua filha Aurora das garras de Emanuel, que se despedaçou em fragmentos minúsculos diante tamanho mistério.
Nem os enviados do passado, nem os deuses puderam conter a magnitude daquele poder alimentado pelo amor terreno de mãe.
No entanto,
o universo exige equilíbrio,
e o preço por desafiar os deuses com tamanha magnitude foi cobrado de forma implacável.
Ao canalizar aquela energia cósmica,
a mortalidade dela esvaiu-se.
Ela pagou o preço mais alto: tornando-se deusa novamente.
Seu corpo,
começou a flutuar, desfazendo-se em partículas de luz estelar.
Ela sabia que não pertencia mais ao plano terrestre e que sua permanência ali rasgaria o tecido da realidade,
destruindo aqueles que mais amava.
Com lágrimas douradas escorrendo pelo rosto divino,
ela olhou uma última vez para o marido e para suas três filhas,
Aurora, Helena e Íris,
que agora estavam seguras.
Vivam...
sussurrou ela,
sua voz ecoando como um trovão suave no coração de cada um,
meu amor por vocês agora é o céu que os protege.
Com um último brilho, ela ascendeu ao plano eterno,
deixando o plano terrestre para sempre, garantindo que seu amado mortal e suas três filhas pudessem, finalmente, sobreviver e andar em paz sobre a terra!
Não guarde tudo pra si, vai por mim essas dores só vai aumentando, vai chegar um momento que você não vai suportar sozinha e vai precisar colocar tudo pra fora, chega de tentar ser forte, não precisa carregar a dor do mundo, essas dores não são nossas.
Carrego um mundo inteiro no peito,
mas vivo cercada de olhares que só enxergam a superfície.
Falam de tudo, mas ninguém pergunta:
“E você, quem é por dentro?”
—Priscila de Araujo
“Não me assusta a morte. O que me inquieta é a possibilidade de passar por essa vida sem deixar um legado.”
– Priscila de Araújo
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