Uniao e Respeito em um grupo Jovem

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O colonialismo não é uma máquina de pensar, não é um corpo dotado de razão. É a violência em estado puro, e só se curvará diante de uma violência maior.

Frantz Fanon
Os condenados da Terra. Rio de Janeiro: Zahar, 2022.

Saudades do Rio


Agilson Cerqueira


O Rio Cachoeira já foi um pedaço do céu derramado sobre a terra. Suas águas corriam tão claras que o azul das manhãs parecia morar dentro delas. Entre pedras douradas pelo sol, a correnteza cantava baixinho, e os peixes deslizavam como versos vivos sob o espelho líquido do rio.


Nas margens havia música humana. O canto das lavadeiras se misturava ao bater da água nas roupas; os areeiros, com suas pás e seus animais, desenhavam o ritmo do trabalho; os pescadores conversavam com o silêncio das águas; e as crianças, livres de qualquer temor, mergulhavam antes mesmo de aprender o significado da palavra perigo. O rio não era apenas parte da cidade — era a própria infância respirando.


Eu me lembro do mergulho seguro. O corpo entrava na água como quem volta para casa. A correnteza nos envolvia com a ternura de um velho amigo, e, debaixo d’água, o mundo tremulava em transparência e luz. Havia cheiro de terra molhada, de mato fresco, de manhã recém-nascida. Tudo parecia eterno.


Lembro também dos jegues nas margens — Sobrado, Ponteiro e Arvoredo — companheiros silenciosos daquele cenário que hoje só existe inteiro na memória. O Sobrado caminhava com a imponência de quem conhecia o próprio valor; o Ponteiro era ligeiro e atento, sempre à frente; e o Arvoredo, com sua orelha quebrada pendendo para baixo, seguia devagar, como se tivesse aprendido a conversar com o tempo.


E como esquecer meu avô? Sua presença vinha junto com o cheiro do rio, com a vara de bambu nas mãos e o anzol unha-de-gato brilhando à luz da manhã. Quando o peixe fisgava, começava um pequeno balé sobre a água: a linha esticada, a vara vergando, o peixe riscando o espelho do rio numa resistência bonita, quase uma dança entre a liberdade e a captura.


Os pescadores voltavam com fieiras pesadas, com muitos peixes reluzindo ao entardecer. Os tarrafeiros lançavam suas redes como quem lançava esperança, e muitas famílias encontravam no Cachoeira o pão de cada dia. O rio alimentava corpos e também alimentava a dignidade.


Hoje, quando a estiagem chega, o leito parece respirar com dificuldade. Das águas cansadas sobe um cheiro triste, como se o rio tentasse expulsar a dor acumulada em tantos anos de abandono. O brilho desapareceu, os peixes se calaram, e as margens perderam a alegria das vozes que sabiam viver no compasso da correnteza.


É estranho sentir saudade de um rio que ainda atravessa a cidade. O nome continua o mesmo, o curso ainda insiste em seguir adiante, mas algo essencial se perdeu. É como olhar uma fotografia antiga desbotada pelo tempo: reconhecemos o contorno, mas as cores da vida já não estão lá.


Dentro de mim, porém, o Rio Cachoeira permanece cristalino. Ele corre intacto pelas lembranças de tardes intermináveis, de pés descalços na areia, de mergulhos sem medo e de horizontes que pareciam não ter fim. Na memória, suas águas continuam limpas, e talvez essa seja a última nascente que ainda não conseguiram poluir.


Ah, que saudade da vida do rio. Saudade do tempo em que a transparência das águas iluminava os olhos das crianças, amparava as lavadeiras, sustentava os areeiros e dava esperança aos pescadores. Saudade do meu avô à beira d’água, da vara de bambu apontada para o poente, e do silêncio dourado das tardes em que o Cachoeira parecia eterno.


Hoje, quando fecho os olhos, ainda escuto a correnteza chamando meu nome. E por um instante breve — tão breve quanto o brilho de um peixe saltando ao sol — volto a ser menino nas águas claras do rio que nunca deixou de correr dentro de mim.


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Deus me mostra um novo caminho, porque o que eu vinha destruí; por medo de um dia por ele querer retornar.

O narcisismo é uma armadura de ferro em um corpo de palha.

Um belo dia esse mundo nos conhece. E depois? Crescemos e passamos a conhecê-lo. Algumas vezes erramos, outras acertamos. Choramos, sorrimos. E descobrimos que isso é viver! A vida nos é apresentada como um espetáculo: não importa se estamos no palco ou na plateia, o importante é que estejamos felizes.


Texto de 22/07/12.

LARVARUNCA


No terreiro da existência,
Vi um caso singular;
O varão perdeu o leme,
Deixou outro governar.
Quem já foi dono da casa
Nem se atreve a opinar.


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.


Ela escolhe a roupa dele,
O destino e o caminhar;
Marca a hora, muda os planos,
Diz se pode ou não falar.
Ele apenas balança a cabeça,
Sem coragem de negar.


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.


Se ela compra, ele paga;
Se ela vende, é sem consultar.
Ela muda os móveis todos,
Sem sequer lhe perguntar.
E o coitado só responde:
"Se você quiser, pode deixar."


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.


No passeio ou na cozinha,
No descanso ou no labor,
Ela dita as regras todas
Com firmeza e com vigor.
Ele segue obedecendo,
Sem mostrar qualquer valor.


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.


Mas cordel também ensina
Com respeito e sensatez:
Todo lar floresce mais
Quando existe altivez.
Diálogo, amor e acordo
Valem muito mais que a vez.


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.


Homem e mulher unidos,
Cada qual no seu lugar,
Dividindo os desafios,
Aprendendo a dialogar.
Quem governa junto a casa
Faz o amor sempre reinar.


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.

Aquele que amou a tristeza jamais sofreu um única noite, pois, ao conhecer as cores compreendemos os tons do mundo.

⁠O mesmo vento que apaga uma vela ...
É capaz de causar um incêndio...

É melhor encarar a loucura com um plano do que ficar quieto e deixar que ela te desfaça em pedaços.

Deus
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Às vezes te sinto
Às vezes não


Tu tens um cheiro tão memorável
Tu tens uma sensação tão marcante


Um azul tão belo
Uma voz tão bonita


Um branco tão puro
Um verde tão vivo


Um vento tão astuto
Um ar tão limpo


Me banho em teu sangue
Da sua água bebo


Da misericórdia usufruo
Por teu amor me apaixono


Hoje eu sofro
Amanhã serei santo


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**Escrito em 20/07/2026 às 17:50 em Curitiba, Paraná, Brasil**
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Autor: Gustavo Biazotti

Uma coisa é certa: Amor e carinho, podem sim curar um coração. Mas a indiferença, deixa o coração doente.


Wanessa Guimarães Z96

Ela era o tipo de pessoa que sentia medo de se machucar. Mas um dia, alguém lhe desafiou a fazer tudo aquilo que lhe dava medo.
E ela fez.
Se permitiu amar. Amando, conheceu a si mesma, e conhecendo a si mesma, percebeu que precisava somente dela para ser feliz.
Criou asas, e voou.


Wanessa Guimarães Z96

Não procuro mais a sorte de um amor tranquilo, e sim, a paz de um amor sincero. Pra minha vida quero o que é eterno, e pra ser eterno, tem que vir da alma.


Wanessa Guimarães Z96

Não saia por aí, contando seus sonhos, seus planos e projetos a qualquer um. Lembre-se que, nem sempre quem deseja a você felicidades, quer de fato de ver feliz.
Até o tolo é visto como sábio quando se cala.


Wanessa Guimarães Z96

'Um dia a gente entende que nem todo silêncio é castigo, na maioria das vezes é proteção e resguardo. As vezes a gente precisa calar, pra sabedoria poder agir. Tenho aprendido que o silêncio cura, e que falar demais perturba e machuca a mente. Aprendi que o tempo, também se cala pra renovar a vida da gente.'


Wanessa Guimarães Z96

Vamos semear o bem em cada novo amanhecer,
Fazer da nossa história um motivo para viver.
Porque o maior milagre que podemos construir
É um mundo com mais amor para repartir.
Mais amor, por favor, essa é a nossa missão,
Levar paz, esperança e luz ao coração.
Enquanto existir amor, sempre haverá razão
Para acreditar na vida e seguir com gratidão.

Viva cada dia um novo momento,
Guarde no peito o melhor sentimento.
O ontem passou, o amanhã vai chegar,
Mas é no hoje que a vida ensina a amar.
Não tenha medo de recomeçar,
Há sempre um novo sonho para realizar.
Quem vive com fé transforma a dor em luz,
E encontra esperança nos caminhos que Deus conduz.
Helaine machado

Siga o curso da vida sem medo de mudar,
Há sempre um novo sonho esperando para brotar.
Como um rio que nunca deixa de seguir,
A esperança nos convida a sorrir.
Helaine machado

No palco aberto da vida a girar,
Cada manhã traz um novo atuar.
Entre cortinas de sonho e razão,
A gente aprende a seguir o coração
Helaine machado

Não carregue velhas dores nem deixe o medo decidir. Quem acredita no agora sempre encontra um novo sorrir.

A esperança abre caminhos onde a fé faz florescer. O futuro nasce no presente, esperando por você.