Uma carta em Forma de poema de Amizade

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A influência de certos líderes extremistas sobre pessoas mais vulneráveis acontece de forma gradual, e com o tempo pode se transformar em uma espécie de loucura coletiva, gerando um grande estresse emocional. Quem é afetado fica tão envolvido que não consegue mais enxergar a situação de forma clara e imparcial.

Eu sempre soube que nem todas as perguntas teriam respostas da mesma forma que sempre soube que nem todos encontrariam a felicidade nesta dimensão mas nem por isto poderiam ser incapacitados pela vida de gerar e semear felicidades por onde passassem. O milagre da paz permanente é ofertar ao outro em abundancia, cada vez mais com alegria o que sempre quis em migalhas e nunca ainda, recebeu.

⁠Meus maiores mestres em minha vida, me ensinaram pouca coisa mas de forma instigante e visionaria, semearam em meu espirito e em minha mente, uma avida curiosidade para que eu fosse buscar conceitos e ir aprender mais sobre o assunto. Parece me que os verdadeiros mestres não dão as respostas exatas mas ensinam o aprendiz, a busca-las e responde-las.

Aprendi desde a infância da forma mais dura, que nada nos pertence, por muito tempo verdadeiramente. A vida generosamente nos oferece mas sorrateiramente nos rouba tudo, sem ao menos deixar migalhas. Tenho medo de tempestades, ela nos tirou quase tudo, só me deixou três coisas, a vida, o shortinho surrado amarelo e meu gatinho de plástico, que tem seu rabinho mordido por mim, toda vez que estava com medo. A chuva levou me choro, também.

⁠O fanatismo é uma forma acentuada de cegueira ,com ela os olhos veem coisas onde não existem ,a alma sente temores de coisas que não fazem mal algum ,perde se a noção do certo ou errado ,do belo ou feio ,ela condena inocentes, liberta culpados e camufla preconceitos patológicos e insanos.

Quando ficamos presos num ambiente que não nos pertence, o nosso ser busca forma de se libertar. O ser humano nasceu para ser livre em diversas formas, tudo que prende a espécie torna-se pequeno diante a quem nasceu para ser livre. Essa liberdade talvez sequer saiu do papel, muitos chamam de utopia e outros de fantasia, quimera... e assim somos livres o suficiente para tornar o inimaginável em realidade.

Uma palavra não nasce de forma simples. Às vezes nasce primeiro o sentimento e depois a palavra vem para nomeá-lo. Outras vezes a palavra surge antes, como uma forma vazia que pede um sentimento para preenchê-la. E há momentos em que ambas surgem juntas, como uma única linha de extensão, uma construção inseparável em que linguagem e emoção caminham pelo mesmo trilho. A palavra nasce na linguagem e encontra o sentimento no mesmo caminho, sem que seja possível determinar qual veio antes. Há também um tipo de silêncio que não é ausência, mas excesso. Um silêncio nascido da percepção profunda. A pessoa está calada, mas filtrando tudo o que acontece ao redor: gestos, microexpressões, contextos, tensões invisíveis. Esse silêncio é denso. Ele contém mais do que palavras não ditas; contém uma atividade mental contínua, uma leitura permanente do mundo. É um silêncio cheio, carregado, um silêncio que observa. Se a lucidez tivesse temperatura, seria morna. Não fria como a inconsciência, nem quente como a loucura. Morna porque habita o meio. A lucidez não se perde em extremos: ela existe na zona intermediária entre a fervura do delírio e o gelo da ausência de percepção. É um estado de equilíbrio térmico da consciência. Perceber algo que ninguém mais na sala percebeu é uma experiência recorrente para quem vive da percepção. A percepção, muitas vezes, não é comunitária. Um olhar diferente, uma testa que se contrai, uma microexpressão de desprezo — sinais quase invisíveis que passam despercebidos pelos outros. Percebê-los gera uma solidão ontológica: saber que se viu muito e profundamente, mas não haver com quem compartilhar a percepção na mesma intensidade com que ela foi vivida. Toda inteligência paga um preço. A moeda invisível da inteligência verbal costuma ser a solidão. Quem lê camadas mais profundas da realidade percebe nuances e associações que nem sempre são compartilhadas. Enquanto alguns apenas existem no fluxo imediato da vida, a mente verbal está interpretando, analisando, cruzando sentidos. Isso cria uma distância silenciosa. Há a vantagem de ler o mundo com complexidade, mas há também o custo de raramente encontrar quem o leia da mesma forma. A linguagem pode ser pensada como um organismo vivo que escolhe onde habitar. Ela escolhe quem pode assimilá-la. Quando encontra um corpo capaz de recebê-la, estabelece uma relação de mutualismo: existe dentro do sujeito e, ao mesmo tempo, faz o sujeito existir dentro dela. Torna-se uma morada biológica e simbólica. Há espaço interno para que a linguagem habite, e, ao habitá-lo, ela estrutura a própria existência de quem a abriga. Solidão e soberania interior não são a mesma coisa. A solidão é o sentimento de abandono, a sensação de não haver um par no mundo com quem se expressar plenamente. Soberania interior é diferente: é saber quem se é, o que se quer e o que fazer com isso. Nasce do autoconhecimento. Não elimina a necessidade do outro, mas permite existir com autonomia, administrando o próprio tempo e as próprias escolhas com consciência. Se a mente fosse uma cidade noturna, às três da manhã haveria uma pergunta ainda sem resposta. Uma pergunta ruminada ao longo do dia, que na madrugada se aproxima de uma possível solução sem alcançá-la. É a insônia ontológica: a vigília provocada por questões que insistem em permanecer abertas. A cidade mental, nesse horário, é feita de espera e elaboração. Existem pensamentos que nunca podem ser ditos em voz alta. Eles não desaparecem; permanecem na mente, recalcados, em estado latente. São perigos ambulantes, pois a mente é falha e, em algum momento, o pensamento pode escapar — talvez em um ato falho, talvez em um gesto involuntário. Pensamentos não morrem; apenas mudam de volume e continuam existindo, mesmo quando não se tornam som. Estar verdadeiramente em um lugar é mais do que ocupar um espaço físico. É observar como o ambiente se constrói, quem o habita, quais forças o organizam, qual papel ele atribui a cada pessoa. É existir com consciência do contexto e de si. É estar ali com o corpo e com a mente, atento ao mundo e ao próprio lugar dentro dele. É existir de forma plena dentro do instante que acontece.

Estar no presente é seguir livre, ver a vida de forma pura, sentir o ecossistema trabalhando dentro de você e a sua volta, para sair do passado deve se desligar os julgamentos internos e externos, tirar a importância deles, trabalhar o perdão e o Auto perdão, viver no presente é trabalhar o amor próprio e o amor com o todo, pois após abandonar o passado, você entende que tudo A sua volta não era vilão, e sim, estava guiando você, educando você, formando você, para sua consciência existir hoje e conseguir ler Isso, tudo a sua volta te alinhou até aqui.

Sentir que tem alguém que se importa com a gente, que faz carinho de forma gratuita e verdadeira, que está ali sempre, como um anjo, só pode ser coisa de um nível superior onde a materialidade dá vez a espiritualidade, onde o corpo pouco importa, onde o amor habita, onde há fé num amanhã melhor. Sou muito grato por ter sua amizade, acreditando sim que um dia iremos de fato trocar em forma de carinho tudo que nós é reservado por Deus. A vida que tenho me leva a crer que ainda irei viver muitas mudanças, que não sei quais serão, mas espero de coração que sejam boas e intensas, como é o anseio do meu coração. Espero que nossa amizade esteja lá, sempre fiel e plena, como tem sido...

Ninguém é amado de forma unânime. Algumas pessoas te amam, outras te odeiam, algumas nem se lembram de você. Há quem fale mal na sua ausência e quem acha que realmente te conhece. No fim das contas, o mais importante é entender que o que sentem por você nunca diz respeito a você, mas sim a eles. Cada sentimento reflete suas próprias experiências, inseguranças e percepções. Ao reconhecer isso, encontramos liberdade para viver nossa verdade, sem nos deixar levar pelo que os outros pensam ou sentem.

Escrevo apenas sobre aquilo que não consigo superar e sobre a forma, muitas vezes destrutiva, com que lido com isso. Não escrevo para ser famoso; escrevo para escapar do caos que existe dentro de mim, para não enlouquecer por completo. A loucura e o vazio me habitam, e a escrita é minha tentativa incessante de sobreviver a eles e de resistir ao caos que insiste em me consumir.

Ninguém jamais retorna do topo de uma montanha da mesma forma que partiu. Quase nada é previsível; tudo é mutável. A montanha expõe limites externos e internos e desafia a capacidade individual de superação, registrando de forma indelével na mente do montanhista a certeza de que é sempre possível ir além.

Todos nós temos alguma forma de carência, seja emocional, material, afetiva ou de qualquer outra natureza. Essa carência não é algo negativo por si só, mas uma motivação, um impulso que nos leva a buscar aquilo que sentimos que nos falta. Ela nos faz perceber o que precisamos para nos sentir completos, e, assim, nos dá a força para agir, procurar e encontrar o que desejamos e necessitamos.

Colecionar memórias é a forma mais bonita de viver. A vida é boa demais para passar despercebida, então eu escolho guardar momentos: risadas simples, conversas inesperadas, pequenos instantes que aquecem o coração. No fim, são essas lembranças que contam a verdadeira história de quem somos e do caminho que percorremos.

Ninguém cai, tropeça em um buraco da mesma forma. Cada vez que caímos, é de um jeito diferente, com um detalhe único, porque a vida sempre nos apresenta situações diferentes. E cada vez que caímos ou tropeçamos, é um alerta, uma oportunidade de ver a vida de uma maneira nova. É uma chance de aprender, de perceber o que nos fez cair e entender como evitar o mesmo erro no futuro. Cada queda traz uma lição, uma forma de crescimento, nos ensinando a não repetir o mesmo caminho e a melhorar nossa maneira de caminhar pela vida.

⁠A coragem não é simplesmente uma das virtudes, mas a forma que cada virtude assume quando está sendo testada, ou seja, no ponto da mais alta realidade. A castidade, a honestidade ou a misericórdia que se entrega ao perigo será casta, honesta ou misericordiosa apenas sob certas condições. Pilatos foi misericordioso até que isso se tornou arriscado.

C. S. Lewis
Cartas de um diabo a seu aprendiz (1942).

Bens materiais. Essas palavras dizem tudo. Muitos se preocupam com esses bens de forma tão feroz que acabam se esquecendo dos bens espirituais, aqueles que são eternos, mais valiosos e importantes, e que nos dão os créditos necessários quando formos cobrados após nossa existência do lado de cá.

A clareza não é o resultado de acumular mais conhecimento, mas de remover as distorções na forma como você percebe. Essas distorções são criadas principalmente pela identificação. Quando a identificação diminui, a realidade se revela de forma mais simples, direta e sem os filtros habituais.

Quando a identificação começa a colapsar de forma mais radical, pode surgir uma sensação de ausência de referência, como se o chão tivesse sido retirado. Esse momento costuma ser mal interpretado como perda ou vazio negativo, mas na verdade é a dissolução da estrutura que sustentava a ilusão de controle. Permanecer lúcido aqui revela uma liberdade que não depende de qualquer centro fixo.

⁠Certa vez, uma pessoa me disse: você nunca amará alguém da mesma forma que amou o seu primeiro amor. Se vocês, de alguma maneira, terminarem juntos para sempre, significa que tiraram a sorte grande na vida. Mas se por um acaso, isso não acontecer, tudo bem. Mas não espere outro amor com a mesma intensidade, paixão e emoção, pois isso não acontecerá. O primeiro amor sempre será o que marcou mais.