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Um Texto sobre a Mulher Maravilhosa

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Ama-me

Aos amantes é lícito a voz desvanecida.
Quando acordares, um só murmúrio sobre o teu ouvido:
Ama-me. Alguém dentro de mim dirá: não é tempo, senhora,
Recolhe tuas papoulas, teus narcisos. Não vês
Que sobre o muro dos mortos a garganta do mundo
Ronda escurecida?

Não é tempo, senhora. Ave, moinho e vento
Num vórtice de sombra. Podes cantar de amor
Quando tudo anoitece? Antes lamenta
Essa teia de seda que a garganta tece.

Ama-me. Desvaneço e suplico. Aos amantes é lícito
Vertigens e pedidos. E é tão grande a minha fome
Tão intenso meu canto, tão flamante meu preclaro tecido
Que o mundo inteiro, amor, há de cantar comigo.

Hilda Hilst
Prelúdios-Intensos para os Desmemoriados do Amor

Um adjetivo sobre minha personalidade: Extremista.
Sou mesmo. Não nego! Eu não sei ficar sorrindo amarelo por aí. Vou sorrir se essa for a minha vontade, e não adianta fazer cócegas: acredite, se a coisa estiver ruim, ela vai piorar.
Sou sincera, e se você me perguntar se está bonito, e não estiver, não espere que eu minta. Então, se não quer a minha opinião, não pergunte! É simples, poxa.
Eu sou assim: Uma bola de sorvete não me satisfaz, não gosto de emprestar livros dos outros porque, na verdade, quero ter os meus, e nunca consegui entrar em uma loja e comprar só aquilo que eu estava precisando. Meus banhos são quentes ou gelados. Nunca mornos. E meus relacionamentos são assim também. Eu quero tudo, quero do meu jeito, quero sempre mais. Nada de miséria!
Portanto, para se aproximar de mim, já aviso: Venha inteiro. Completo. Transbordando. Não faça muitas perguntas. Não tente me mudar. E não me faça cócegas, me faça feliz.

⁠O que Me Move

Depois de falar sobre o olhar que me define, venho agora compartilhar um pouco mais sobre o que realmente me move.

Meu olhar sempre foi um caminho para além do óbvio. Não vejo apenas o instante, mas o que ele carrega. Cada imagem que registro e cada palavra que escrevo são fragmentos de tempo que se recusam a ser esquecidos. Gosto de capturar o que pulsa, o que sussurra histórias na sutileza dos detalhes.

Minha fotografia não é apenas sobre o que está diante de mim, mas sobre o que ecoa dentro. Busco o que resiste ao tempo, o que guarda essência, o que conecta. Escrevo para dar voz ao que se esconde nas entrelinhas, para transformar sensações em palavras que acolhem e despertam.

Mais do que um ofício, meu trabalho é um reflexo de quem sou. Um convite para ver com mais sensibilidade, sentir com mais verdade e reconhecer, na imagem e na palavra, um pedaço de si.

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A DIVERSIFICAÇÃO DOS CONCEITOS

Cada pessoa tem um conceito diferente sobre seu semelhante.
Perante a visão dos outros podemos ser
Ilustres, insignificantes, indispenáveis, medíocres,
Verdadeiros, arrogantes, adoráveis, malígnos...
Enfim...a diversão está na diversificação dos adjetivos!
Pois não somos e nunca seremos nada do que os outros pensam
Na verdade, somos apenas semelhantes de nossos semelhantes
Meros mundanos à busca da perfeição e sempre à procura da imperfeição de tudo ao nosso redor!

Sobre o amor.

Quando nasce um amor novo, é difícil resistir à tentação de alimentá-lo só com a presença. Mas é preciso deixar o amor respirar. Se você colocar uma flor bem bonita dentro de uma redoma, com medo que o vento e o tempo levem sua beleza, manterá por muito pouco tempo o que dela é bonito.

O que eu aprendi sobre o amor, filho, é que ele é feito de faltas e presenças. E que nenhuma das duas pode faltar.

Aprendi que o amor é feito de liberdade. É como ter, todos os dias, muitas outras opções. E ainda assim fazer a mesma livre escolha.

Dessas pequenas vitórias se faz a alegria de amar e ser amado. Descobrir no olhar do outro que você foi escolhido de novo. E de novo, mais uma vez.

Também aprendi que o amor interrompido em seu auge permanece bonito para sempre. O que pode ser muito doído ou pode ser um presente. Depende de como a gente quer guardar. Depende de como a gente quer seguir.

O amor é feito de falta, filho. Mas aí mora um perigo: adorar mais a falta que o próprio amor. Posso cometer esse erro diante de quem amo ou diante da própria falta. E aí quem passa a faltar sou eu mesma.

O amor é feito de falta, mas não sobrevive sem a presença. O amor é feito de hoje.

Por isso, ao ver a ida do seu pai, meu coração deu um nó. Como continuar minha caminhada, como não olhar para trás, se vinha de lá a nova presença, o novo amor?

Você é feito do amor de ontem, cresce amor de hoje e vai ser amor de amanhã. Você me trouxe a alegria de continuar amando o seu pai. Aquele que conheci, com quem vivi cada hoje com intensidade e delicadeza. Aquele por quem lutei, com quem briguei. Aquele que me transformou e que se deixou transformar por meu amor.

Você e ele, juntos, me trouxeram o milagre de continuar amando a mim mesma.

A falta do seu pai doeu ontem e dói ainda hoje. Mas não é a mesma dor. Com esse amor, tento transformar a dor de hoje em uma dor diferente amanhã.

O que aprendi sobre o amor é que ele deve estar sempre distraído. Mas quando falta o objeto do amor é o contrário: melhor não se distrair nunca.

O que aprendi sobre o amor - e isso aprendi sobre o amor a mim mesma - é que ele exige de mim, todos os dias, um esforço. Um exercício diário do qual não posso abrir mão.

É como estar num mar profundo, sem barco ou bóia. Não posso simplesmente boiar. Posso relaxar um pouco, mas logo retomo o nado. Não posso boiar, não posso, não posso. A onda pode me levar.

Sobre mudanças

Chega um dia em que as coisas mudam de rumo.
o que um dia lhe desagradou hoje é o que mais lhe agrada, e o que mais lhe agradava hoje desagrada.
ontem você gostava de perfumes fortes, hoje prefere os doces. Ontem eu preferia churrasco hoje prefere macarronada. Ontem podia dizer que não gostava de alguém e hoje esse alguém faz um papel super importante na sua vida. Mas isso são só exemplos.
O fato é que, um dia tudo muda, tudo passa .
e por mais que você diga que não, acontece. Porque faz parte da vida, mudar é ''viver''.
E não pense que parou por ai, só porque ontem você era criança e hoje você é adolescente. Vivemos em metamorfose, somos uma metamorfose, por mais difícil que seja acreditar, essa é a mais pura verdade

Este Natal é o Natal da reflexão em minha vida. Reflexão do amor de Deus sobre cada um de nós, sobre sua bondade e a magia do perdão; e que devo seguir meu caminho neste exemplo superior. Reflexão também do meu ser, do que fui, do que plantei, do que colherei e do que posso me transformar nesse mundo de tantas controvérsias e mudanças. Que neste Natal possamos refletir o que somos, o que queremos e o que seremos para nós e para quem amamos. Que seja um Natal de paz, um Natal de luz, um Natal de harmonia, um Natal de gratidão e principalmente um Natal de amor.
FELIZ NATAL PRA NÓS. 🎅🏽

Um velho sábio certa vez explicava para um jovem aprendiz sobre a arte da colheita e dizia:
-Muitas pessoas se machucam na vida porque querem, existe uma ordem natural da colheita
-Quem semeia distância, colherá a solidão
-Quem semeia inconstância, nunca colherá a paz
-Quem semeia exposição, colherá cachos de inveja.
-Quem semeia ingratidão, colherá favos de “não”
Disse mais ao aprendiz.
- O segredo da colheita não está que se planta isso pouco importa
E o jovem mais do que de pressa pergunta.
-Como assim? Então onde está o segredo mestre?
O ancião responde.
- filho o segredo está na fase de regar o que se plantou, o problema não é plantar errado, mas sim alimentar e semente errada. Na vida, por causa da nossa natureza humana deixamos cair um monte de sementes que não deveríamos isso não podemos mudar, mas o que vamos regar sim. Cultive o amor, o carinho, a amizade e verdade e tenho certeza que lhe dará bons frutos. O resto morrerá pelo caminho.

O Casal Assassino

No fundo de seus olhos eu vejo, uma triste e sombria história.
Sobre um simples casal,que um dia teria sua glória.
Meu assassino perfeito, um idiota maluco,
junto com as almas que nunca ficarão de luto.
Meu psicopata, um homem de sorte,
juntando o nosso amor sempre seremos mais forte.
Eu e você. Juntos somos perfeitos.
Somos assassinos, e temos nossos direitos.
A faca vai entrar, naqueles que nos humilhar.
Então tome cuidado você ai, pode se machucar.
Mas calma ! Ei ! Não se desespere !
Porque nessa história toda,
é você que se fere.

Sobre um Poema

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.

- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.

Um fato sobre mim: Me apego muito fácil as pessoas, pouco as conheço já acho que são as melhores do mundo e meus amigos de infância. E isso nem sempre termina bem.
O bom é que conheço pessoas que fazem bem, e as que não fazem empresto minha essência para que levem algo benéfico dentro de si.

Um encontro de Paulo Freire e Ariano Suassuna e a aula-espetáculo dada por Ariano sobre a amizade:

Outra boa história, desta vez protagonizada por brasileiros, também traduz muito bem o significado da amizade. Ela é narrada pelo mestre paraibano Ariano Suassuna em suas famosas aulas-espetáculo, em que o escritor conta “causos” deliciosos a respeito de suas amizades. Um deles tem como personagem o educador Paulo Freire, um amigo queridíssimo de Suassuna. O escritor revela que, certa vez, encontrou Freire num evento e, muito saudoso – fazia muito tempo que não se viam -, correu em desabalada carreira para abraçá-lo, e o fez de forma efusiva, festiva e carinhosa. Como era um evento de grande porte, vários fotógrafos e cinegrafista da imprensa presenciaram o encontro, mas não tiveram tempo suficiente de escolher os melhores ângulos registrar as imagens espontâneas e comoventes dos dois mestres. Pediram então a Suassuna que repetisse a cena do abraço fraternal. Perplexo com a solicitação, o criador de "O Auto da Compadecida" – famoso pelo senso de humor e pela sinceridade – rebateu em seu sotaque inconfundível: “Ó ómi, onde já se viu? Então será possível representar amizade e afeto? Só se eu fosse ator! Como não sou, não posso fazer a cena de novo, não. Vocês me desculpem.” Nessa oportunidade, Suassuna deu uma aula-espetáculo sobre a amizade, sentimento desprovido de qualquer representação, fingimentos e farsas.

Gabriel Chalita
in Pedagogia do Amor

O sangue escorre sobre meu lábios
Meus sonhos já foram destruídos
mas, sem razão, há um pouco de esperança em mim.
São três da madrugada
e enquanto a lâmina desliza sobre minha pele
minha mente se mutila com uma questão
Por que não pode ser eterno?
Os ponteiros do relógio parece que nem se movem.
Enquanto eu choro
Tudo parece tão distante e impossível
Igual ao seu amor.

"O louco, o amor e a flor"

Vi um louco na rua e lhe perguntei sobre o amor.
O louco era tão louco, falou que amor é igual a uma flor
Bonita, elegante, atraente, mas não vive fora do chão onde alguém um dia a plantou.
Tem que cuidar, tem que ser regada todos os dias, cada manhã.
Senão ela murcha
Perde a beleza
Fica sem cheiro
Ele disse que planta e zela o amor igual se plantar com carinho a linda flor.
Para colher as admirações e a paixão desejadas pela caminho.

Fica mais um pouco
Não vai assim como se aqui não fosse bom
vamos falar um pouco sobre aquele sentimento
o que aconteceu com seus olhos
parecem tristes
será que tudo ficou estranho pra vc também.
Da medo de voltar lá e encontrar tudo vazio
e um recado de mudou-se.
mas se não voltarmos lá
nunca los libertaresmos disso
e estaremos juntos pr sempre.
Você quer ir pra um lado
e eu vou pra outro
mas pensamndo bem o mundo da voltas
e talvez a gente se cruze
e isso só vai parar quando voltarmos lá
pra limpar o que esta sujo
pra dixar tudo mais claro
pra libertar-mos tudo que ficou preso
e seguir em paz.

Um dia parei para meditar sobre coisas das quais respostas ninguém pode me dar. Pois são coisas que estão dentro de cada um de nós e temos que encontrá-los sozinhos. Coisas que os olhos não vêem, mas o coração enxerga. O ouvido não escuta, mas o coração ouve. Que a boca não fala, mas o coração diz. Coisas que o tato e o olfato não sentem, mas o coração sim. Estou falando de qualidades do interior, tipo: caráter, dignidade, humildade e sinceridade etc. Essas coisas são qualidades fundamentais que todos nós temos que ter para encontrar a chave da felicidade que abre a porta daquilo que todos nós mais queremos encontrar que é o nosso verdadeiro amor.
Muita gente se pergunta: “O que é o amor?” “E como eu faço para encontrar o meu verdadeiro amor?” E também tem muitas pessoas que nem acredita que o amor existe, pois estão cansados de procurar e não achar nada. É uma pena que essas pessoas tentem achar o amor em coisas superficiais. Eu acredito profundamente no amor e sei que todos nós temos a capacidade de amar e ser amado. Porque o amor está dentro de cada um de nós. E é por isso que tem muitas pessoas, que não acreditam que vão encontrar o verdadeiro amor. Pois tem gente que só acredita naquilo que se vê, mas o amor é uma coisa para se sentir. É vista de dentro para fora, não de fora para dentro. Porque o amor não é encontrado em objetos, dinheiro, ou boas aparências. O amor se esconde dentro de mim, dentro de você, dentro de todos nós. E somente quando sentimos que alguém gosta profundamente de nós como somos por dentro e por fora aceitando todos os nossos defeitos e nossas qualidades sem nenhum interesse material ou superficial é que teremos certeza que pegamos a chave da felicidade, abrimos a porta e lá está aquilo que tanto procurávamos, o sentimento mais puro e verdadeiro: o amor. E quando o encontramos é que nos damos de conta que rodamos muito para achar o que sempre esteve dentro de cada um de nós. E ele é um sentimento comparado com o vento, não podemos ver, mas podemos sentir.
Lembre-se nunca deixe de acreditar no amor, pois mais perto que pensa você irá encontrar, e quando pensar em desistir na busca de sua alma gêmea não tenha medo de ficar só, isso nunca irá acontecer porque no momento certo irá aparecer alguém que algum tempo tem você em mente e no coração e nunca se revelou com medo de receber um não. Nessa hora você vai descobrir que não precisava ir a nenhum lugar para encontrar o seu verdadeiro amor. Pois ele está dentro de cada um de nós.

COISAS SOBRE DEUS

1. Deus não escolhe pessoas capacitadas, ele capacita os escolhidos.
2. Um com Deus é maioria.
3. NUNCA PONHA UM PONTO DE INTERROGAÇÃO, ONDE DEUS JÁ COLOCOU UM PONTO FINAL.
4. Devemos orar sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que possamos ouvir a Deus.
5. Deus não fala com PESSOAS APRESSADAS E SEM TEMPO.
6. Moisés gastou: 40 anos pensando que era alguém, 40 anos aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um NINGUÉM.
7. Só terei tudo de Deus, quando Ele tiver tudo de mim.
8. Nada está fora do alcance da oração, exceto o que está fora da vontade de Deus.
9. Perdoar é a melhor maneira de vingar-se.
10. A mágoa olha para trás, a preocupação olha em volta, a fé olha para cima.
11. O tempo é de longe mais valioso que o dinheiro, porque o tempo é INSUBSTITUÍVEL.
12. Não confunda a VONTADE de DEUS, com a PERMISSÃO de DEUS, nem tudo o que acontece é de sua VONTADE, mas nada acontece sem sua PERMISSÃO!!!

Estou aqui. Sinto as mesmas inseguranças que você, os mesmos medos, as mesmas dúvidas sobre um possível futuro, na maior parte incerto.

Independente do contratempo a elucidação sempre vem, às vezes com gosto amargo, mas vem. Que profissão escolher? Será que determinada pessoa emana o mesmo sentimento que eu? Será que está na hora de pegar minhas trouxas e sair de casa? Será que estou fazendo o que realmente gosto de fazer? Será que minha mãe, namorada, amiga, irmã, avó ou qualquer pessoa de convívio diário nunca irá mudar seu jeito às vezes intragável? Será que o certo seria largar tudo o que conquistei e ir viajar? Será que irei encontrar alguém para deleitar essa vida comigo? Será que esse sentimento de náufrago pós-faculdade passará? Será que está na hora de me separar? Ou será que devo tentar reaprender a gostar? Será que estou trilhando o caminho certo?

Você guarda no seu interior essas dúvidas e na maioria das vezes não tem com quem partilhar, até porque ninguém iria entender, e às vezes nem aceitar, o que você realmente está sentindo. Nesse momento o silêncio, a música e o céu são os seus melhores amigos, ecoando no único lugar que realmente lhe entende: seus sonhos.

E se porventura eu te disser que a maioria das pessoas que estão lendo esse texto agora estão na mesma situação que você? E se por um acaso elas também venham aqui para sorrir como você?

Estamos juntos e separados ao mesmo tempo, mas talvez eu esteja aqui reunindo várias consciências com problemas distintos, mas sentimentos iguais. Com sorrisos diferentes, mas vontades iguais. Com sonhos diferentes, mas ímpetos de mudanças iguais. O importante não é a situação, mas sim a perspectiva. Como diz uma das minhas citações favoritas do livro e peça “O leque de Lady de Windermere”: “Todos estamos deitados na sarjeta, só que alguns estão olhando para as estrelas”. Existem outras pessoas como você vivendo e sentindo exatamente as mesmas coisas que você, e provavelmente eu seja uma delas.

Não se sinta só nas novas veredas que a vida lhe apresentar, saiba que ela já foi trilhada por vários pares de sonhos iguais aos seus.

[...] SOBRE A VELHICE: Por oposição aos gerontologistas, que
analisam a velhice como um processo biológico, eu estou interessado
na velhice como um acontecimento estético. A velhice tem
a sua beleza, que é a beleza do crepúsculo. A juventude eterna,
que é o padrão estético dominante em nossa sociedade, pertence
à estética das manhãs. As manhãs têm uma beleza única, que lhes
é própria. Mas o crepúsculo tem um outro tipo de beleza, totalmente
diferente da beleza das manhãs. A beleza do crepúsculo é
tranquila, silenciosa – talvez solitária. No crepúsculo tomamos
consciência do tempo. Nas manhãs o céu é como um mar azul,
imóvel. No crepúsculo as cores se põem em movimento: o azul
vira verde, o verde vira amarelo, o amarelo vira abóbora, o abóbora
vira vermelho, o vermelho vira roxo – tudo rapidamente. Ao
sentir a passagem do tempo nos apercebemos que é preciso viver o
momento intensamente. Tempus fugit – o tempo foge – portanto,
carpe diem – colha o dia. No crepúsculo sabemos que a noite está
chegando. Na velhice sabemos que a morte está chegando. E isso
nos torna mais sábios e nos faz degustar cada momento como
uma alegria única. Quem sabe que está vivendo a despedida olha
para a vida com olhos mais ternos...

O Sábio Sabiá
''Sou um velho sábio sabiá
voando livre a cantar
na natureza a desfrutar
sobre as lindas e belas paisagens
com meu canto eu encanto, encanto
quem me ver cantar, canto pra mais
bela moça que esta a me apreciar
logo sou capturado enjaulado numa
gaiola, me mal tratam, me castigam, as
vezes nem me dão bola, posso estar aprisionado
ou ao ar livre posso estar só te peço uma coisa
não me impeça de cantar.''