Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco

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"Tudo que se faz tem um código social.
Tudo que se usa emana uma mensagem.
Tudo que se fala pode vir a ter consequências negativas ou positivas.
- Estamos sempre a navegar nas águas complexas das interações humanas!
- Mas tudo se resolve com empatia e resiliência."
Haredita Angel
23.12.22

"Se pra você eu sou tempestade,
para outros eu sou apenas um
copo d'água"
Haredita Angel
13.01.14

"Felicidade é estar apaixonada, andar de mãos dadas com o amado, e cochichar em seu ouvido um Eu Te Amo!"
Haredita Angel
20.03.25

"A política é um circo cujo palhaço é o Povo!"
Haredita Angel
09.10.19

"A felicidade é um lugar cheio de fantasia..."
Haredita Angel
20.04.16

"Gratidão, um gesto de humildade e de elevada beleza!"
Haredita Angel
24.05.22

"Eu tenho certeza que enquanto Deus distribuía paciência numa fila, eu fazia confusão por um drive -thru na outra."
Haredita Angel
13.06.25

"Daí, me vem à cabeça uma velha canção, a trazer-me velhas recordações de um antigo amor, num poeirento abril."
Haredita Angel
21.11.23

"Você é foi um erro, e se me der outra chance eu erro de novo!"
Haredita Angel
02.04.26

"Eu não sou de fazer tempestade em copo d'água.
Eu faço logo é um tsunami, capaz de separar continentes e redesenhar o mapa mundi."
Haredita Angel
04.05.25

"Não existe homem feio,
todos eles tem algo de atraente.
- Um irmão, um primo,
um amigo que seja..."
Haredita Angel
04.06.15

"Basta um afago, um abraço, um carinho,
e as dores da alma se esvaem um tiquinho.
- É que o toque traz afeto, e o afeto tem poder de cura."
Haredita Angel
09.06.24

"Os pincéis do tempo me deram um novo rosto, e todo o resto virou saudade!"
Haredita Angel
21.03.14

"A vida é um jardim onde algumas flores morrem e outras desabrocham:
-Um ciclo infinito de despedidas e recomeços."
Haredita Angel
27.06.23

"A vida é suor e espinhos.
Mas, não pule no abismo,
construa um altar."
Haredita Angel
10.01.26

Um ancestral chegou num lugarzinho do Ceará e alguém perguntou:-o senhor deseja uma hospedaria para pousar?
- E a resposta veio assim:
- Não amigo, eu desejo uma cidade!
E assim, ele fundou a cidade de Catunda!

"Tem gente que não quer tão somente uma flor, quer árvores com flores, frutos e passarinhos... muitos passarinhos!
Haredita Angel

-Faça de mim um pensamento bonito, pois serei para sempre uma estrelinha no céu da sua vida.
Haredita Angel
29.04.24

"Ela tem o sol nos cabelos, no olhar o mar,
no sorriso um campo de girassol,e a louca mania de mudar as letras das músicas...
-Ah, mas nela habita toda a beleza do meu existir!"
Haredita Angel
28.08.24

Da corrida, do poder e da miopia oligárquica: um ensaio Geleiocratico de fomento ao uso do dicionário!


Acompanho, com não dissimulada estupefação, a celeuma que se erige em torno de um ato tão comezinho quanto o de um aspirante ao governo potiguar que, no curso de suas caminhadas eleitorais, se permite correr e pular. Sim. Correr. Há quem interprete esse gesto de trivialidade atlética como uma espécie de transgressão inominável, uma quebra dos protocolos tácitos que regem a liturgia da política tradicional, como se o ímpeto de acelerar o passo, transpor uma via ou adentrar um terreiro para um cumprimento constituísse um desvio comportamental merecedor do mais agudo escrutínio.


Ora, essa reação, longe de significar mero escárnio, revela-se sintoma caudaloso de uma miopia estrutural — e, quiçá, de um mal-estar muito mais profundo, que reside não no ato em si, mas naquilo que ele simboliza. A vitalidade de um postulante é execrada precisamente no instante em que ele ousa disputar os proscênios do poder, espaços historicamente reservados a estirpes que nele adentram já revestidas de sobrenomes ilustres, patrimônios vultosos, capital social consolidado e uma aura de mando que se pretende incontrastável. É sintomático, outrossim, que os mesmos círculos que toleram com complacência quase obsequiosa a ostentação do privilégio mais inquinado se mostrem visceralmente incomodados diante da pujança física e da energia desmedida de alguém que construiu sua trajetória a contrapelo das circunstâncias adversas.


Duas experiências civilizacionais, pois, se contrapõem: a daqueles que aprenderam a caminhar pelos corredores do poder, amparados por estruturas de proteção que lhes suavizaram a jornada; e a daqueles que, desprovidos de tais muletas, precisaram correr para alcançar os mesmos patamares. Não se trata de erigir a pobreza em virtude ou a riqueza em vício — simplificação tosca que repudio —, mas de reconhecer que a origem social produz repertórios, sensibilidades e temporalidades distintas. Quem germinou em solo fértil de privilégios dificilmente compreenderá, em sua plenitude, a urgência de quem conhece o preço de cada degrau conquistado. E é precisamente essa incomensurável distância ontológica que parece atormentar os detratores.


Alysson Bezerra — e aqui o tomo como paradigma do que se discute — não emerge da política como produto acabado de uma engrenagem oligárquica. Sua trajetória, forjada em uma casa de taipa na zona rural de Mossoró, constitui uma ruptura simbólica com a vetusta noção de que os espaços de mando possuem donatários naturais, ungidos por berço ou por batismo social. Essa origem não o torna automaticamente superior a ninguém, mas tampouco o desabilita a ocupar qualquer posto de relevância. Distinção elementar, mas que insiste em ser repetida, pois o Brasil ainda é uma sociedade onde a desigualdade não se manifesta apenas no patrimônio, senão também na permissão tácita — ou na interdição velada — que diferentes indivíduos recebem para ocupar determinados lugares.


Quando o debate se desvia dos escólios técnicos — planos de governo, indicadores fiscais, projetos estruturantes, política orçamentária — para concentrar-se no corpo, no gingado, no fôlego ou na origem do candidato, estamos diante de um fenômeno que exige nomeação precisa: a indigência argumentativa sendo compensada pelo expediente torpe da desqualificação ad hominem. Há nisso uma sofisticação da arrogância — não a espalhafatosa, mas a mais insidiosa, aquela que se traveste de superioridade cultural ou intelectual e que, em sua essência, não passa da tacanhez de quem não suporta ver o "outro" adentrar o sancta sanctorum do poder sem haver solicitado a devida licença histórica.


É o velho pressuposto, ainda sobrevivente em nossas endogâmicas elites, de que certos indivíduos parecem predestinados a mandar, enquanto outros deveriam contentar-se em assistir, mudos e obsequiosos, ao espetáculo. Quando um desses "outros" transpõe a porteira, galga o tablado central e ainda ostenta a pujança de correr de uma residência a outra para aproveitar cada átimo de sua agenda extenuante, a reação de alguns oscila entre o riso mofado e a crítica olímpica. Talvez porque estejam diante de uma coisa que não se aprende nos manuais de administração pública: a premência de quem sabe, com todas as fibras do espírito, o peso de uma oportunidade.


Não se trata, aqui, de desmerecer a carreira pública sólida, a formação acadêmica elevada ou a estabilidade funcional de quem quer que seja. O problema germina quando o privilégio de origem é sublimado em pretensa superioridade de essência, como se o acaso do nascimento conferisse ao indivíduo um atestado de capacidade inata. Ora, ninguém escolhe a família em que nasce, mas cada qual elege, em alguma medida, o uso que faz dos dotes ou das penúrias que recebeu. É por isso que me causa estranheza ver determinados segmentos políticos, tão ciosos de suas credenciais, recorrerem a expedientes retóricos tão comezinhos para diminuir alguém. Se a crítica é política, que se exerça no terreno das propostas; se é administrativa, que se funde em dados; se há incompetência, que se demonstre; se há irregularidade, que se prove. Mas transformar o vigor físico, a origem social ou a maneira de se movimentar durante uma caminhada em instrumento de ridicularização é atestado de pobreza crítica — e não daquele tipo que dignifica.


Prefiro, pois, a política que se movimenta, que suarenta e ofegante alcança o povo, àquela que, enclausurada em sua ufania estática, contempla o próprio umbigo enquanto a realidade se esvai em desigualdades. Não é a corrida, em si, o pomo da discórdia; é a quebra do protocolo invisível que ancora a crasta endogâmica do poder. A democracia possui essa característica subversiva e ingente: permite que pessoas oriundas de lugares que jamais frequentaram os salões áulicos adentrem pela porta da frente. E, quando adentram, não precisam assimilar os trejeitos, os vícios e os tiques daqueles que estavam lá antes. Podem continuar sendo o que são. Inclusive correr.


Ao fim, a diferença monumental reside entre quem corre para chegar mais longe e quem precisa correr apenas para não ser alcançado e tragado pela própria história. Eu, particularmente, alinho-me com os primeiros — com aqueles que, em vez de se imobilizarem na contemplação narcísica do poder, preferem o fôlego, o suor e o movimento perpétuo de quem sabe que o chão se conquista com os pés, não com os títulos. Porque o corpo em movimento é, em última instância, a única antítese possível à estagnação do espírito e à paralisia das estruturas que teimam em permanecer imóveis enquanto o país corre — para trás ou para frente, conforme o vento da história.

💞✨️"...No silêncio de um tempo que a vida levou...ficou o vazio da sua ausência...num lugar...num momento...perdido no tempo...dificil de achar...naquele lugar...pra sempre...estará...pra sempre...eternamente...naquele lugar...no nosso momento...no tempo...nosso tempo...no meu...no seu...nosso momento...nosso tempo...nosso lugar."✨️💞