Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco
Mas tudo isso pode ser amor,
ou apenas um sal sem sabor.
Estamos em caminhos dos quais não podemos voltar, mas apertar o play é tão excitante!
Glória
Fico feliz com a felicidade do infeliz, daquele que, mesmo sendo alvo, sustenta um equilíbrio quase sagrado.
Da sua boca escorre a redenção:
pura e transparente, como a saliva de uma verdade que não se esconde, um grito que atravessa o desespero e o ilumina.
Glória! Glória! Glória!
NATAL
O Natal é um fenômeno mundial e parece não ter fim na mente humana.
É contagiante, intrigante e faz com que pensamentos bons fluam pelo nosso corpo, independentemente das circunstâncias. Vem como um feromônio da felicidade, se é que esse termo pudesse existir.
O Natal torna-se um verdadeiro espetáculo de luzes, enfeites e alegrias.
É uma paz que sabemos ser passageira, mas que, ainda assim, nos envolve de forma intensa, quase eletrizante — e isso é sentido por todos nós.
São milhares de histórias: muitas tristes, outras tantas, profundamente alegres.
Tudo começa no início do ano, quando o pensamento já se povoa da expectativa pelo próximo Natal. Ao longo dos meses, essa espera se estreita e, de repente, percebemos que ele se aproxima. Às vezes até esquecemos — talvez pelo cansaço do dia a dia, pelos problemas constantes, pelas decepções marcantes. Mas, no final de cada ano, o Natal explode, recarregando a bateria humana com sorrisos que não chegam apenas aos olhos, mas à alma.
Mãos se unem, lembranças passam como filmes na mente, e surge a esperança de que pequenas mudanças possam gerar felicidades duradouras.
Acredito nesse Papai Noel. Não no velhinho barbudo e de barriga grande — esse conceito deixo para a pureza das crianças.
Acredito, sim, no ser humano existencial: naquele que olha para as crianças carentes e acalma seus corações; que enxerga famílias humildes e oferece força e determinação; que percebe o amigo que precisa de ajuda — nem sempre financeira, muitas vezes apenas um “olá”, um sorriso, um aperto de mão.
E há também os invisíveis e tristes. Eles precisam de apoio, de conselhos e, às vezes, apenas de um abraço cheio de amor.
Vivemos em um mundo lindo, mas que nem sempre é cuidado como deveria. Há falhas, e o tempo é curto.
Muitos estão desesperados por proteção, por afeto, por um turbilhão de carinhos, por ter um rosto a quem chamar de amigo — o protetor.
Que neste Natal o improvável e o impossível se realizem, até porque o contrário já é certo.
Que a cura aconteça em todas as situações, pois milagres e transformações ainda são possíveis.
Que cada um tenha o seu Papai Noel.
Que cada um tenha o seu Natal.
Que cada um viva um Natal cheio de luzes multicoloridas, e que a paz se instale no mundo inteiro, trazendo serenidade e esperança.
Vamos relaxar, porque outras tempestades virão, outras tristezas nos alcançarão e lágrimas ainda rolarão pelo nosso rosto. Mas basta lembrar: a virada do ano chega, e o próximo sempre pode ser melhor.
Enfim, é isso que desejo:
um mundo colorido, risos sinceros, abraços cheios de musicalidade
e um ar que cheire à vida —
à vida feliz.
Amor cura
Florestas são pintadas em meus pulmões.
Relevo.
Na doença do amor, a cura é um milagre — eu creio.
Não estou doente,
apenas me perdi entre os arbustos da vida
e já não consigo ver as estrelas.
A lua não vem,
e a brisa passa leve,
para não me machucar ainda mais.
Na verdade, estreei tarde em sua vida.
Gritar não adianta.
A vida é uma estância,
mas poeiras e tempestades causam tristeza,
e memórias se dissolvem ao vento,
lembrando que remendos nunca são inteiros.
Fecho os olhos,
e meu coração derrete
como fogo em plástico,
nas chamas altas e líquidas
diante de meus olhos —
e se desfaz.
É curioso como o todo se dissolve
e se transforma em um tudo incerto.
Peço uma pausa —
a cabeça gira,
e o medo encontra morada.
O amor, outrora suave,
capaz de embalar o coração,
até aquele que nos lança
à vertigem do “te amo”,
perdeu o encanto
e virou eco vazio no mundo.
Antes, era açúcar cobrindo a alma;
hoje, carrega um amargor silencioso,
que caminha junto
ou nos espera,
paciente,
em algum ponto do tempo.
O meu eu revolto
Desde quando amor dá um tempo?
Amor conta o tempo.
Para ficar junto,
para beijar na boca,
para correr juntos e abraçar gostoso,
para acariciar intimamente
e dar gargalhadas sincronizadas.
Sempre juntos.
Desde quando amor dá um tempo?
Amor conta o tempo!
Quanto tempo é preciso
para entender o óbvio?
A dúvida se torna um perigo. Questiono e reflito:
a gente não dá as costas e ainda assim fica sem entender por que passou e não ficou.
Agora o efeito cessou, e tudo se apresenta assim — com dores, e o sorriso não se abre.
Mesmo assim, à sombra, em soslaio, vejo… e pouco entendo.
Saudade da 88
Um suspiro, e a lembrança da goiabeira — aquela cujas folhas secas forravam o chão do quintal, enquanto apenas o brilho da lua e das estrelas testemunhava a magia do amor. Lentamente, em esteira, a mente do ontem e as lembranças invadem, sem pedir licença, o meu hoje. Saudade da 88!
Seu nome
Ouvir o seu nome é como um feitiço suave:
meu coração acelera,
o ar suspende o tempo,
meu peito se enche de você,
e tudo em mim se transforma em felicidade.
Com a mão direita, eu peço a paz.
Queria ter o poder de gerar calmaria em um mundo caótico. Penso no renascer. Sim, às vezes o ato de renascer vem e me assusta, porque sinto que é como olhar para trás e dar adeus a algo que, em algum momento, foi bom, foi conforto, foi amor.
Às vezes tenho a sensação de estar em dívida com o mundo, mas, ao mesmo tempo, sinto raiva do destino. Afinal, ele dá rasteiras na vida, e a queda dói, maltrata, podendo até matar. E não há o que fazer, pois são coisas do bad boy chamado destino.
Medo da profecia!
Fico pensando como seria o remake da vida, se isso fosse possível.
Seria opcional?
Seria racional?
Há dias em que acordo vestida de cinza, com a garganta presa. Nesses dias, não quero comparecer a lugar nenhum, não quero ver olhos nem bocas. Quero apenas brincar de escrever, onde sou sorriso e felicidade.
O céu é um jardim onde as estrelas são colhidas como flores do deserto;
onde a lua sorri, presa ao manto azul;
onde as nuvens tentam esconder a beleza das estrelas.
Onde o sentimento das lágrimas nos olhos do ser amado
se transforma em momentos que jamais se esquecem.
Eu lamento não ter o poder nas mãos para consolar a todos,
nem o poder de abraçar cada um.
Resta-me apenas fechar os olhos e, em minha mente,
fazer minha alma ajoelhar-se
e pedir ao Supremo que olhe por seus filhos.
Refúgio
Aqui, nas montanhas, em um refúgio no alto — bem no alto — cravado no lugar que amo profundamente, vivi dias maravilhosos.
Caminhos de vegetação densa se fecham como um abraço afetuoso, exalando a fragrância da mata que me envolve e me conduz a um torpor doce, quase sagrado.
O sol se recolheu por instantes, mas a brisa permaneceu amiga. O vento corre em direção às nuvens num vai e vem constante, como uma brincadeira antiga de pega-pega. Após dias intensos, elas choram, inundando os verdes, as estradas e os chalés, lavando tudo ao redor e deixando o mundo mais colorido, mais puro, com aquele cheirinho íntimo de casa limpa.
Agora, observo o sol infinito, que parece querer sorrir e revelar seu brilho, embora as nuvens insistam em ocultá-lo. Dentro de mim, a saudade já se anuncia, mesmo antes da partida. Talvez porque, aqui, minha mente vagueie livre entre o real e o místico, lembrando-me de que, muitas vezes, aquilo que vemos não é exatamente o que parece.
Meu lugar é aqui
Tento proteger seus olhos, que sorriem, em um mundo onde tudo pode ser acolhimento e esperança. Ainda assim, eu estou aqui.
Entre Órion e a Saudade
Eu o via como um menino,
daqueles que não querem crescer.
Carinhoso, um Peter Pan.
Ele prometeu me mostrar a constelação de Órion,
visível a olho nu — um presente do universo.
Certo dia, disse-me que, quando a saudade chegasse
e a noite estivesse em prantos,
bastaria eu fechar os olhos
para que o manto negro surgisse.
Mas que eu não me preocupasse,
pois logo a claridade apareceria,
com estrelas brilhantes e felizes.
Eco de um perdão
Ouvi você, em gritos, dizer que ao seu redor não existem seres bons, nem seres honestos.
Ouvi você dizer que, quando partisse, ficaria na memória de muitos, mas que poucos estariam lá.
Ouvi você dizer que todos estavam errados por não estenderem as mãos e que nem sequer havia um abraço, nem mesmo um olhar.
Ouvi você dizer, entre gritos e choro, que gostaria de ter pelo menos um amigo, pelo menos um grande amor.
Em revolta e com as mãos atadas, mergulhei em lágrimas por não acreditar no grito da sua voz.
Você, onde quer que esteja, ouvirá o grito da minha solidão. Tenha certeza: meus pensamentos, em gritos, pedem a você:
Perdoe-me
Fragmentos de um Amor
O amor tem vários cenários, como em um filme de cinema: alguns terminam com “felizes para sempre”; outros perguntam “onde você está neste momento?”; há ainda aqueles que decretam “sua vida termina aqui”. E existem muitos, muitos outros cenários, nos quais somos todos atores do filme chamado Vida.
O amor nos faz gente, mais humanos. Faz-nos felizes, capazes de sorrir no silêncio e encontrar graça em tudo. Esse é o lado bom — o cenário de que mais gosto.
O amor me faz sorrir com os olhos marejados, a voz embargada e o corpo trêmulo.
Mas há o outro lado: quando tudo dá errado, tudo perde a cor. Hoje estamos aqui, alegres, rindo e gargalhando; amanhã, somos apenas um borrão.
Quando o Jardim silencia
Sempre que olho para um jardim cujo cuidador não tem a nobreza de podar, mexer a terra, adubar e nem mesmo regar, sinto-me triste; um arrepio atravessa-me diante da delicadeza de uma flor negligenciada.
Ao vê-las assim, é como se estivessem doentes, tristes, chorando de dor e sede. Eu também me entristeço — é como ouvir seu lamento por não poderem correr em busca de socorro.
Acredito que a empatia deve estar acima de tudo, diante da essência e da beleza da nossa natureza.
Amor não se dissolve
Sempre pedi ao universo um amor puro e verdadeiro, justo e transparente.
Mas eu me negaria a receber um amor líquido — que Deus me proteja —, pois esse tipo de amor inconsequente seca minha garganta, cega meus olhos, gela meu corpo e sela minha boca.
Esse amor sem compromisso, leviano, não flui em mim.
Prefiro os toques que permanecem, os beijos que acalentam e os abraços que aquecem — algo duradouro, de verdade.
E viva a força do amor.
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