Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco
Como quem protege um jardim.
Sou passo leve, atento ao detalhe escondido,
Guardo o mundo nos olhos, nada passa esquecido,
Cuido das palavras como quem protege um jardim,
E no silêncio dos gestos, revelo quem sou em mim.
Carrego a verdade como um peso sagrado,
Não sei vestir mentira, nem fingir outro lado,
Minha voz não negocia com atalhos ou ilusão,
É reta como estrada aberta no meu coração.
Prefiro o caminho difícil que me deixa em paz,
Mesmo quando o erro é fácil e o certo custa mais,
Escolho o que é justo, ainda que doa escolher,
Pois sei que é no caráter que aprendo a viver.
Mas perto dela eu perco o controle que construí,
Minha razão se desfaz no desejo que senti,
Não confio em mim mesmo quando estou ao seu redor,
Pois o querer me domina… e eu me torno algo maior.
Os meus lábios querem o seu.
Quero chegar perto, esse sou eu.
Meu corpo se expressa sem ter achado voz.
Querendo ficar tão perto que não tenha nem ar entre nós.
Estou em um sepultamento.
A pessoa que vai ser sepultada,
Fez um ano que celebrei seu batismo e seu casamento.
Poucos dos seus familiares compareceram, mas hoje no seu sepultamento muitos irmãos e irmãs e o pai choram a sua morte.
Até quando?
Até quando Deus,
Até quando Senhor,
Vou viver no mundo,
Com um povo sem amor.
Não tem compromisso,
Povo sem compaixão,
O coração pervertido,
Cheio de ilusão.
De Cristo não querem saber,
Amam o pecado e sentem
nele o prazer.
Agridem o Espírito Santo,
Falam um monte de besteira,
Por isso muitos perecem, com
a boca cheia de bicheira.
MANIFESTO HUMANISTA DE LIBERDADE
(um manifesto agnóstico sobre autonomia, responsabilidade e empatia)
O pior tipo de escravo é aquele que não consegue perceber as correntes que o aprisionam.
Vivemos num sistema que, por todos os lados, tenta nos domesticar: dizendo como devemos viver, o que devemos desejar, no que devemos acreditar. Impõem regras, dogmas e modelos prontos, moldando consciências para que tudo continue funcionando em favor de uma casta privilegiada que se mantém no topo da pirâmide às custas da nossa dor, do nosso medo e da nossa fragilidade emocional.
Foi ao compreender essa engrenagem que despertei. A partir desse momento, entendi que minha vida — e tudo o que faço ou deixo de fazer dela — é de minha inteira responsabilidade. Não delego mais a outros o direito de decidir por mim. Não preciso de pastores, padres ou de sistemas morais impostos de fora para me dizer qual caminho seguir, porque toda obediência cega é apenas mais uma forma de servidão.
Mas assumir a própria liberdade não significa viver isolado, nem fechar os olhos para o outro. Pelo contrário: é justamente quando deixo de agir por medo, culpa ou submissão que passo a responder conscientemente por meus atos. Compreendo então que cada ser humano que encontro é uma continuidade de mim mesmo — não porque sejamos iguais, mas porque compartilhamos a mesma condição de vulnerabilidade, dor e desejo de sentido.
A dor que bate à minha porta é a mesma que bate à porta do meu próximo. Somos partes de um todo, e esse todo não existe fora de nós. Por isso, viver em plenitude não é viver sem limites, mas viver sem mentiras: sem negar a própria liberdade e sem negar a humanidade do outro.
Dói na alma ver um brilho de um olhar te encontrar e ao mesmo tempo desaparecer.
Mas ao mesmo tempo a fortaleza do espírito nos prepara e nos molda a nos acostuma que nem sempre as escolhas mormentâneas são as melhores...
Sempre o sentimento foi algo que me desmantelou de alguma maneira, de uma forma tão profunda o apego as pessoas se tornam tão profundo!
Às vezes dá medo, sabe, pensar que em um piscar de olhos não temos o bem que tanto tivemos zelo a aqueles que se tornaram especiais em nossas vidas...
Amar uma pessoa não é como colar uma figurinha e depois tirar, isso está num íntimo onde é mistério, e muitas vezes nem o tempo consegue apagar!
Quando a gente vai reescrevendo as memórias, um furacão vem de dentro e nos fulmina; sim, o ser humano é frágil como se fosse um papel.
Que pode ser queimado e amassado, mas até onde o vento pode levar as cinzas de memórias que ficaram e marcaram?
Não, ninguém até hoje foi sábio o suficiente para saber como cê pode apagar uma memória, como poder apagar as mais amargas e as doce memórias, os simples momentos...
Isso ficou eternizado em nosso corações, e vira e mexe a gente está revirando e tendo que experimentar os resquícios que ficaram!
Os vendedores de sonhos e esperança
No mundo moderno, há um comércio silencioso e invisível — um mercado que não expõe vitrines, mas seduz multidões: vende-se sonhos, negocia-se esperança. E quem domina essa arte, prospera. Enriquece não apenas de bens, mas de influência sobre almas cansadas.
A humanidade, em sua essência mais profunda, tornou-se carente do divino poder de sonhar. Aos poucos, vai perdendo a esperança, e muitos, já exaustos, desistem até de si mesmos. É nesse terreno árido que surgem os chamados vendedores de sonhos — raros, eloquentes, envolventes. Com palavras bem construídas, acreditam transformar destinos. E os que ouvem, sedentos de sentido, creem ter sido salvos por discursos. Mas, no fundo, há um equívoco silencioso: ninguém pode vender aquilo que já habita o interior do outro.
O homem carrega dentro de si uma chave invisível. Quando acionada, ela não abre portas externas, mas desperta mundos internos. É ali, no íntimo, que a verdadeira transformação acontece — não pela voz de outro, mas pelo eco que essa voz encontra na própria essência.
Entretanto, o mundo moderno parece empenhado em sufocar o sonhador.
Arranca-lhe a esperança de viver, de se reinventar, de ser livre. Um sistema sutil e dominante molda pensamentos, condiciona desejos e ensina a se contentar com migalhas — migalhas emocionais, espirituais, existenciais.
E assim nasce uma dependência perigosa: a necessidade constante de alguém que diga o que sentir, no que acreditar, para onde ir. Até a fé — que deveria ser livre, gratuita e íntima — passa a ser moeda. Negocia-se o sagrado como se fosse produto, quando, na verdade, foi dado sem preço, sem barganha, sem troca.
Multiplicam-se os discursos, os palcos, os mediadores de ilusões. Muitos, com dons refinados de oratória, se erguem como guias, quase salvadores, oferecendo sonhos em larga escala. E em troca, pedem algo sutil, porém profundo: devoção, dependência, idolatria.
Que ironia dos tempos… Sonhos e esperança, outrora essência da alma, tornaram-se mercadoria. E aquele que pregou o amor, o perdão e a misericórdia — Jesus Cristo — que nada vendeu, que tudo doou, inclusive a própria vida, hoje tem seu nome muitas vezes usado como selo de comércio.
Vivemos dias em que a alma humana é leiloada em parcelas de ilusão. Dias em que a liberdade interior é trocada por conforto emocional imediato.
Caminhamos, lentamente, rumo a uma escravidão invisível — não de correntes nos pés, mas de amarras na mente e no coração.
Mas a história… ah, a história já foi escrita.
E quando o silêncio cobrar das palavras,
quando a verdade se impor sobre os discursos,
quando o homem, enfim, olhar para dentro de si…
a conta chegará.
Atila Negri
Os passos da moça eram como plumas aos olhos do moço. E a música um samba de alegria para ambos . O amarelo refletia feito o brilho do sol no sorriso alheio.
A Ontologia do verso
Nem sempre um poema nasce de um incêndio na alma;
às vezes, ele brota do silêncio.
Basta sentar…
e permitir que o mundo fale primeiro.
No gesto simples de quem passa,
no vento que insiste em tocar o rosto,
na pausa entre um pensamento e outro,
ali, escondido, já existe verso.
Porque observar
é, no fundo, uma forma delicada de sentir.
E sentir…
sempre encontra um jeito de virar poesia.
Kleber Abdul Al-Nasr
Hoje os cemitérios recebem toneladas de flores, mas muitos que ali estão, nunca receberam sequer um abraço em vida.
A Era da Euforia Limpa não é um manifesto moral, nem um guia de abstinência, nem um elogio à disciplina rígida. É um retrato de época. Uma leitura crítica — e profundamente humana — de uma transição cultural em curso, na qual clareza, movimento, saúde mental e longevidade deixam de ser exceção e passam a ocupar o centro da vida cotidiana.
Escrever uma nova historia e o recomeço de uma longa caminhada, vislumbrando um futuro promissor, diferente do que passou. Apague seu passado, e volte a sonhar, traçando novos rumos para sua vida.
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