Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco

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Gostaria de desmaiar em seus braços, e em um abraço permanecer eternamente.
Onde ficarei segura das minhas dores e de meus pensamentos.
Onde serei acolhida pela sua alma tão perdida quanto a minha .
Eu andarei descalça pelas tuas curvas e vestirei o teu amor.
Amor que, em pouco tempo, já virou eterno.

Nada acontece em vão, tudo têm um propósito, cabe a você descobrir qual será o seu...

É mais fácil uma minhoca levantar voo do que um corrupto abandonar as trevas.

Afastar-se de quem não te agrega é um ato de amor próprio.

O sol se inclina no horizonte,
e a Base de Santa Cruz silencia por um instante...
Não é o som das armas que domina o ar,
mas o pulsar de dois corações que escolheram caminhar juntos.


Hoje, diante dos irmãos e irmãs de farda,
somos testemunhas de algo que nenhuma patente explica:
o amor força que nenhuma guerra vence, e nenhum comando apaga.




Loba Hanson e Ravenna Leatrice...
duas almas forjadas na disciplina,
lapidadas na dor,
e elevadas pela coragem.


Hoje não há hierarquia entre vocês.
Não há posto, nem comando
apenas o sagrado laço de duas vidas que se reconhecem.


O amor é o mais nobre dos pactos,
e esta cerimônia não marca o início de uma caminhada,
mas o reencontro de duas almas que sempre pertenceram uma à outra.






Loba — que carrega em si a bravura e o instinto de proteção.
Ravenna — que traz na alma a sabedoria e a chama serena.


Juntas, formam o equilíbrio perfeito entre força e ternura,
razão e sentimento,
guerra e paz.


Que este laço seja luz nos dias escuros,
escudo nas horas de batalha,
e abrigo quando o mundo lá fora se tornar frio demais.




Bênção poética


Então que o vento leve o nome de vocês
para além dos muros da Base,
e que os céus de Santa Cruz testemunhem esta união.


Que as estrelas desta noite guardem suas promessas,
e que, onde houver escuridão,
seja o amor de vocês a primeira luz que se acende.


Pelo poder que me é confiado,
sob o olhar do Alto Comando e sob a benção do próprio destino,
declaro:
Loba Hanson e Ravenna Leatrice unidas pelo amor, seladas pela coragem, e eternas sob o símbolo de Santa Cruz.


🕊️✨
Que viva o amor, e que jamais falte honra ao coração que escolhe amar.


Dom Romanov, pseudônimo de Gustavo de Paula em OneState.

HARU , A FEDERAL DE SANTA CRUZ


por um velho poeta de alma ainda em brasa


Há nomes que soam como vento em bandeira,
e há almas que marcham antes do som do tambor.
Haru... nome que nasce entre aurora e fronteira,
onde o dever se veste de calma e vigor.


Tua farda não é pano, é pele sagrada,
costurada com fios de coragem e luz.
Carregas no olhar a nação amparada,
e no peito o selo de Santa Cruz.


Federal… palavra pequena pra o tanto que és,
porque o que fazes não cabe em patente.
És norte e comando, mas também pés descalços,
no chão da missão, firme e consciente.


Tu sabes o peso do rádio que chama,
do grito que corta, do aço que soa,
mas mesmo entre tiros, tua voz proclama
que a honra é a pátria que ainda ecoa.


E quando a lua toca o aço da espada,
a cidade dorme e tu segues em pé.
Haru, mulher de alma alada,
que ensina que o poder é também fé.


Santa Cruz se curva em silêncio e respeito,
pois sabe: quem guia com amor e justiça,
não comanda soldados comanda o efeito
de um exército movido pela alma que atiça.


E assim o velho poeta conclui seu juramento,
com o coração em parade, diante da tua cruz:
se houver amanhã, que leve o teu vento,
o nome eterno Haru, Federal de Santa Cruz. 🕊️


Dom Romanov, pseudônimo de Gustavo de Paula em OneState.

“Cena Real”


Todo mundo é forte no discurso.
Mas quando o bastidor abre, é cada um por si.
É ali que a depressão morde, que o abandono mostra os dentes.
Dependência emocional é isso: acreditar que o outro vai te salvar,
quando, na real, é você quem precisa se resgatar.
Se o “tamo junto” some quando a dor aparece —
não era junto, era conveniência.




— Purificação

Amor falso


No meu coração, seu amor causou um estrago profundo. Partiu como uma flecha, deixando-me ferido e sangrando em solidão. Você acreditou em um amor falso, que aparentemente demonstrava afeto, mas mesmo assim decidiu partir, ferindo mais um coração no processo.

"A dívida tóxica é um sintoma; o dinheiro que a ansiedade lhe faz gastar é a doença. Trate o comportamento e o extrato seguirá a cura."

Céu e inferno é um contraste impressionante, mas, ambos não foram preparados para o homem. A casa do homem era o Jardim. Mas, você quer morar onde?

"Macumba não existe; o que se chama de macumbeiro é apenas um rótulo. Intolerância religiosa é crime. É necessário se colocar no lugar do outro, seja em relação à Umbanda ou a qualquer outra crença. O Brasil é um país de pluralidades, com rico sincretismo religioso, e cada pessoa tem o direito de seguir aquilo em que acredita, seja religiosa ou não."

Fragilidade é um querer muito forte lutando contra um não poder muito mais forte!

Tal qual um colonizador
Que assim que pôs os olhos em terra fértil
Que tudo dá e tudo se cultiva
Da mais abunda forma
Você de forma egosita e exploratória
Teve o que quis desse solo abastado
Dos frutos de um sentimento ingênuo
E tal qual um colonizador
Se aproveitou do que não era seu
Pegou os lucros
Mas não cultivou, não cuidou
E o solo antes abundante
Nada tinha mais
Árido e impuro
E o solo, antes seu
Depois de longa pausa
Voltou a frutificar diferente
Pensamentos maduros
Emoções reais
As rosas antes só belas
Agora tem espinhos
O solo desprotegido
Tem bichos sem misericórdia
Para proteger o terreno antes acessível
Pós tua vinda
Tudo ficou ainda mais belo
Porém
Com limites antes não postos
Pra que outro colonizador
Não volte a se apossar do que não é dele

Um pouco de mim
Um tanto de você
Um montão de nós.

Reconhecer seu próprio erro, é reconhecer
que é um candidato ao aprendizado, esteja
pronto para corrigir seus próprios erros.

A depedência de Deus é um conceito que vai
muito alem de uma simples necessidade; É
estadode espirito.

O que esperar do outro?


Sempre esperamos que alguém faça algo por nós, seja uma ligação um gesto de carinho ou um abraço, daqueles que sintamos mais amados... Mas, criamos expectativas, que na maioria das vezes nos decepcionam.
A única coisa que se espera do outro é que ele faça sua parte para consigo mesmo...

A maior tolice de um intelectual é chasquear da religião e pensar que é um gênio

A Casa de Jorge

Uma catarse bem feita era um caos anunciado,
na casa de Jorge, tudo era sagrado e profano, misturado.
Quando deixava a filha ir ao centro espírita, em paz,
perguntava-se em vão por que sua fé nunca mais.

Falava baixo, num tom de ironia e desvelo:
— Minhas crenças têm rosto, mas não têm espelho.
Covardes são deuses com forma e razão,
que pedem joelhos, mas negam o pão.

Virou-se à esposa e, num riso cansado,
disse: — Rosas e borboletas são belos pecados.
Mas de nada adianta beleza na pele,
se a fome é o que fere e o tempo repele.

A TV seguia o jornal — tragédia e ruído.
Jorge apenas via o mundo perdido.
Foi então que a filha, pela porta direita, entrou,
e o silêncio da casa, de leve, mudou.

Contou-lhe cinco amores, cinco quedas, cinco vias,
e cada história acendeu antigas nostalgias.
Por um instante, pai e filha se olharam contentes,
como se o tempo, cansado, parasse entre gentes.

Mas o tempo não cessa, é cruel e atento.
Trouxe com ele um último contratempo:
um estalo no gás, um sopro, um ardor,
e o fogo tomou o lugar do amor.

Explodiu o botijão, queimando os momentos,
os risos contidos, os sentimentos.
Restou o ar seco, o chão em ruína,
e a fé consumida na própria fuligem fina.

Assim, a catarse se fez, por inteiro,
limpando a dor, mas num fogo traiçoeiro.
E na casa de Jorge, entre cinza e verdade,
ardeu o milagre da humanidade.

Luccas Perottoni

O Rei de Pão e Covardia

Era uma vez um francês,
chamado Michael, burguês.
Três vezes por semana, inglês,
às seis da manhã, seu pão, sua altivez.

Comia em silêncio, convicto,
que o gesto o tornava distinto.
Um rei de café e costume,
com ares de classe e perfume.

Mas um dia, no velho trajeto,
o ônibus tomou outro aspecto.
A estrada virou confusão,
gritos, bandeiras, tensão.

Três homens bradavam na via,
contra a lei, contra a polícia.
Michael olhou — e reagiu,
sem saber por que o fez, fugiu.

De burguês virou milícia,
no susto, na própria malícia.
Um ato sem honra, sem guia,
feito no medo, na covardia.

E o povo, que nada entendia,
ergueu-lhe um trono — ironia.
Promulgaram-no rei por herança,
morto em sua própria arrogância.

Assim finda a realeza vazia:
um pão frio, uma fé tardia.
Um francês que quis ser alguém,
e acabou rei — depois, ninguém.




Luccas Perottoni