Um dia a Gente Aprende Mario Quintana

Cerca de 445371 frases e pensamentos: Um dia a Gente Aprende Mario Quintana

memória de um amor
estremeceu ao tocar seu corpo, o beijo sem jeito, atrevido provocante, suas mãos a tocava por todo seu corpo. Como um garoto que acabou ganhar seu brinquedo novo, mal podia conter a euforia. seu sorriso era de gratidão, por tela ali com ele. Estremeceu

Inserida por zelia_gamel

⁠todos os dias

Em busca de um consolo da sua ausência, falo para mim mesma.
Não vale apena ele nem merece isso, sai dessa você consegue.
Mas verdade seja dita, é mais difícil que pensamos.

Inserida por zelia_gamel

⁠As pessoa esperam que em Natal comemorativas, esquecemos tudo que nos fizeram; que tenhamos um surto de amnésia e esqueçamos todo que nos causou.
E de braços bem abertos e os aceite de volta.
Não é que somos rancorosos e nem que não temos vontade de praticar o perdão.
Na verdade na soma de mais por menos
Percebemos que não vale apena abrir nem um sorriso para tais pessoas, que dirá os braços, as portas da nossa casa.
A melhor coisa a fazer e ficar quieto, ignorar mensagens ou qualquer outra coisa que venha de lá
A vida é curta demais para perder com quem não vale apena
E eu não sou Egito para ficar atuarando praga

Inserida por zelia_gamel

Reciprocidade. As pessoas querem reciprocidade, mas a maioria não é recíproco.
Um pai ausente espera que no dia de seu aniversário, Páscoa, Natal, Ano Novo receba de seus filhos votos de boas festas e muitas felicitações. Porém, nunca faz com seus filhos nenhuma dessas coisas.
E fica cheio de ódio e vive amargurado por não receber atenção alguma de seus filhos.
Mas esquece que tudo começa por ele, pai ausente. A reciprocidade é como você trata ou outros e não como os outros te tratam. O que você recebe é reflexo do que você tem sido.

Inserida por zelia_gamel

⁠Cruzei a evidência dele
Por muitas manhãs
Ignorada por todas vezes
Planejei por não cruzar um único dia
Hoje te vejo não me vê
Se me vê não te vejo
Espero esquecer de lembrar
E por fim no fim Se efetuar.
Forever

Inserida por zelia_gamel

O covid 19 não tem cura, mas ainda pode ser feito um remédio que o cure. Mas e a dor da alma quando vai se produzir algo para amenizar a dor e que a cure por completo?
Acho que nunca.

Zélia Gamel 💞

Inserida por zelia_gamel

Escreveu sua história me colocou em um único capítulo dela e quer que fique aqui pra sempre ? Não faz sentido amor

Zélia Gamel 💞

Inserida por zelia_gamel

Relacionamento hoje começa em clique digital e acaba em um apaga meu número ai, bloqueia e seguimos. Então é possível em um clique bloquear qualquer sentimento? Apaga as lembranças ?
Que façamos coração digital para suportar toda calhalice que nos fizeram e não foi digital.

Zélia Gamel 💞

Inserida por zelia_gamel

Quando fala comigo eu sinto um vazio
Profundo, que faz gemer minha alma.
É inevitável não que as lágrimas não sai do meu rosto.

Zélia Gamel 💞

Inserida por zelia_gamel

Hoje eu só esquecer de lembrar das duras palavras que me falou. Como um me deixa ser feliz com ela, você eu não quero nem pintada de ouro. Ouvir dos mesmos lábios que dizia todos os dias quero te vê ainda seja para te dá um beijo.

Inserida por zelia_gamel

⁠Confio muito em Deus e no que Ele tem reservado para mim. Sei que tudo o que estou vivendo é um processo, uma preparação, e que preciso aprender as lições que a vida me traz. Embora possa parecer que estou sozinho e que ninguém está ouvindo ou vendo minhas lágrimas, sei que Deus está sempre comigo, ao meu lado, sustentando meu corpo, alimentando meu espírito e iluminando meus passos. Embora muitas pessoas possam duvidar de mim e de minhas intenções, Deus conhece meu coração, me protege e me guarda de todo o mal. No final das contas, é isso que importa.

Inserida por Abbehusen

Professor Inspira a dor

Que tipo de professor você tem sido?
Um mero orador eloquente?
Um belo vivente
Que repassa conhecimento aos seus pupilos?
Um artista,
Palhaço,
Malabarista,
Psicólogo,
Humano,
Amigo,
Excêntrico...?
Um professor pardal ou um aloprado?
Um verdadeiro sonhador
Que inspira
Que gera
Que reflete do âmago
O que há de melhor no ser humano?
Você faz a diferença,
Ou apenas abaixa a cabeça
E lê a cartilha
Sem nem ao menos prestar atenção
À reação dos seus alunos exaustos?
Ignoras os questionamentos,
Porque “vamos ver isso lá adiante” ...
Não obstante,
Você é cheio de teorias
Ou é daqueles que demonstra
A eficácia das suas próprias magias?
O professor competente,
Ou o louco coerente?
Você já parou pra pensar?
Já refletiu?
Já desistiu?
Daqueles velhos métodos arcaicos,
Daqueles exercícios débeis,
Daquelas discussões inférteis?
Você já insistiu
Num daqueles casos perdidos,
Que bem lá adiante
Num dia qualquer ficou sabendo,
Meio que sem querer,
Que tornou-se um homem bem sucedido?
Você já recebeu a visita de um aluno antigo
Que passou só pra te dar um oi
Um abraço, amigo
E agradecer pelo que você foi pra ele?
E você nem lembrou o nome dele!
Que tipo de professor você é?
Daqueles a serem lembrados,
Ou dos montes a serem esquecidos?
O que não quero?
Não quero a dor da desistência,
A dor da decadência,
A dor da incompetência!
Eu só quero que meus alunos levem de mim
Aquilo que lhes inspire a vida!

(Viviane Dona da Silva)
14 de agosto de 2014

Inserida por vivi_da_silva

O VALOR DA VIDA II

A vida vale muito
A vida é um risco
A vida é bela
A vida é um mito
Mas também pode ser um cisco
A vida tem o valor que você a dá
Ela pode ser longa ou breve
Boa ou ruim
Valer a pena ou não
Só depende de você
A vida vale o risco
Vale o sorriso
Vale a lágrima
Vale o gosto de mel ou de fel
Vale cada segundo bem vivido
A vida é infinita para os que esperam
Mas muito breve para os que amam
A vida é feita de contradições
A vida é feita de ilusões
Também é feita de desilusões
A vida é uma comédia
Ou uma tragicomédia
A vida é feita de dicotomias
Mas vale a pena ser vivida
Valorize tua vida
Agradeça pela tua família
Guarde tua saúde
Evite os excessos
Viva em equilíbrio
E quando desequilibrar
Tenha com quem contar
Porque na vida ninguém vive só
E a vida é uma só
Então viva
Viva!
Um dia de cada vez
Se bem vivida
A vida não tem preço
Pra quem tem apreço
Quando sentir-se impotente
Lembre-se que há pessoas que dariam a vida
Para ter a tua vida
Ou para voltar à vida
Seja forte
Mas não o tempo todo
Porque ninguém é
Seja feliz
Mas não o tempo todo
Porque ninguém é
Seja você
O tempo todo
Porque ninguém é
Tua vida vale muito
Ame-se
Deixe-se amar e ser amado
Cuide-se
E deixe-se ser cuidado
Procure ajuda
Aceite ajuda
Valorize a vida
De quem te trouxe à vida
Porque a vida só vale
Quando a valorizamos!

Inserida por vivi_da_silva

⁠
"Carta de um tempo novo – para você, que está acordando"

Você não precisa correr.
Nem provar.
Nem convencer ninguém da sua verdade.

Você chegou até aqui com tudo o que viveu.
Com as escolhas que fizeram sentido na época.
Com os erros que te ensinaram mais do que qualquer manual.

Talvez você sinta que existe algo diferente no ar.
Uma vontade silenciosa de mudar — não para ser outra pessoa,
mas para se lembrar de quem você é quando ninguém está olhando.

Essa carta não vem te acordar.
Ela vem apenas te lembrar de que, se você já está sentindo, é porque já começou.

Você pode chamar isso de despertar, de amadurecimento, de autoconhecimento.
Ou pode nem dar nome. Está tudo certo.

O que importa é que, lá no fundo, você sabe que sua vida pede mais presença.
Mais verdade.
Mais conexão com aquilo que te move — e não com o que esperam de você.

E não, você não está atrasado.
Você está no seu tempo.
O seu caminho não precisa parecer com o de ninguém.
Não existe uma régua para medir consciência,
nem uma cartilha para viver com propósito.

Se, às vezes, você sente vontade de chorar do nada,
ou tem a sensação de que algo precisa mudar mas não sabe o quê…
respira.
Esse é o começo.
Esse é o seu corpo e a sua mente sinalizando que estão prontos para escutar você.

A neurociência já provou: o que você pensa, sente e acredita transforma o seu cérebro.
A psicologia sabe: aquilo que você silencia volta em forma de sintomas.
A psicanálise diz: nada é por acaso.
Mas o mais importante é o que você sente.
A sua bússola interna.

E sim, existem partes suas que foram esquecidas.
Partes alegres, livres, apaixonadas.
Mas elas não morreram.
Elas estão aí, esperando um sinal seu.
Elas não precisam voltar com força.
Basta que você as convide para sentar ao seu lado de novo.

Você não precisa ser forte o tempo todo.
Você não precisa ser espiritual se isso te parece distante.
Você só precisa ser você, com mais compaixão.

Permita-se viver com mais inteireza.
Pequenos gestos — um silêncio consciente, uma respiração mais funda,
um “não” dito com amor — já mudam tudo.

E se em algum momento sentir que está sozinho,
lembre que tem muita gente nesse mesmo lugar:
silenciosamente se reencontrando.
Sem alarde. Sem palco.
Mas com coragem.

A história é sua.
O tempo é agora.
O palco é a Terra.
Mas a plateia… é a sua consciência.

E ela está pronta para te aplaudir de pé.

Inserida por dianeleite

⁠
Hoje é um sábado qualquer. Ou não.

Talvez, para quem passa os olhos por essas palavras, seja só mais um sábado entre tantos.
Mas para mim, é o sábado em que eu reconheci — de forma lúcida, amorosa e irrevogável — o meu valor.

Entendi o meu tamanho. Entendi a minha mente. Entendi a mulher que habita em mim — inteira, complexa, vibrante.

Fui ensinada, como tantas de nós, a caber. A suavizar. A calar.
Mas hoje, com a alma limpa e o coração desperto, eu não aceito mais diminuir o que é grande por natureza.

Por muito tempo fui a melhor da sala, da turma, do curso.
E ainda assim permiti, por insegurança emocional ou por tentativas de pertencimento, que outros editassem minhas regras internas.
Hoje, essas regras são minhas novamente. E me pertencem com doçura e firmeza.

Não estou falando de beleza estética — isso o tempo leva.
Estou falando do que fica: da mente construída com livros, da psique forjada entre estudos e experiências, da emoção que pulsa com consistência e entrega.
Meu valor está no que vibra quando eu entro em um lugar. Está na minha consciência afetiva, na minha capacidade de sentir e de pensar ao mesmo tempo.

Porque sou o tipo de mulher que não finge não ver.
Sou o tipo de mulher que sente. Que pressente. Que interpreta o silêncio, o subtexto, os olhares que dizem o que a boca não teve coragem.
Que entende o comportamento afetivo de quem valida com gestos ou afasta com ausências.
E mais do que isso — sou o tipo de mulher que, mesmo quando ama, escolhe a si mesma.

A minha paixão é pelo que me expande.
A minha conexão é com o que vibra na mesma frequência: sensorial, intelectual, emocional.
A minha alma não cabe em caixinhas, nem aceita lugares em que precise se diminuir para ser aceita.

E é por isso que digo a você, mulher:
Se olhe. Se perceba. Se escute.
Entenda que ninguém é obrigado a te amar.
Mas você é, sim, responsável por se amar todos os dias.
Ninguém é obrigado a gostar do que você faz.
Mas você é, sim, responsável por reconhecer o poder do que faz nascer de você.

Escolha estar onde você é bem-vinda.
Escolha ficar onde há afeto verdadeiro, validação mútua, presença sincera.
E se precisar ir — vá com ternura, mas vá inteira.

Porque o mundo só muda quando nós, mulheres, paramos de nos moldar a ele…
E passamos a moldá-lo com o que somos.

Autoria: Diane Leite

Inserida por dianeleite

⁠Um sonho erguido com a arquitetura da essência

Desde menina, aprendi que o silêncio educa, que os livros ensinam mais do que os aplausos, que a introspecção é um território fértil onde germinam as ideias que um dia mudarão o mundo. Enquanto outros buscavam o ruído das multidões, eu encontrava abrigo entre páginas e pensamentos. Não eram apenas sonhos — eram chamados, vocações que se impuseram antes mesmo que eu soubesse nomeá-los.

Hoje, mulher, mãe atípica, pesquisadora incansável, comunicadora que honra a palavra como um instrumento de transformação social, reconheço: nada foi por acaso. Cada degrau exigiu mais do que esforço — exigiu entrega, renúncia, silêncio estratégico e uma fidelidade inegociável à minha essência.

Na última sexta-feira, estive na Gazeta do Povo. Não como um ponto de chegada, mas como uma confirmação inequívoca de que, quando se honra a própria verdade, o universo responde — com encontros, convites, oportunidades e reconhecimento.

Minha gratidão ao Gui Oliveira, que não apenas me convidou, mas também acolheu minha trajetória e me permitiu falar, com seriedade e profundidade, sobre um tema que transcende a retórica: o desenvolvimento humano, a potência da infância, a urgência de compreendermos que moldar futuros não é teoria — é compromisso, é responsabilidade, é amor em estado de ação.

Este é apenas o começo. Em breve, anos de pesquisa ganharão forma em dois livros — um legado que coloca à disposição de mães, terapeutas e educadores, ferramentas concretas para a grande janela de ouro da neuroplasticidade, entre os 3 e os 6 anos, quando o cérebro da criança está mais aberto ao florescimento de competências fundamentais para a autonomia e a qualidade de vida.

Não se trata de ser vista. Trata-se de ser. Não se trata de discursar. Trata-se de fazer, com ética, com rigor, com amor.

Enquanto eu respirar, seguirei construindo, persistindo, acreditando. Porque há jornadas que não se definem pela linha de chegada, mas pela decisão inabalável de nunca parar de caminhar.

Autoria: Diane Leite

Inserida por dianeleite

⁠A Autora da Minha Própria História”

Todos os dias, nós temos um compromisso com a vida: levantar e correr atrás dos nossos sonhos. Mesmo nos dias em que o mundo parece mais pesado. Mesmo quando o silêncio é ensurdecedor e a estrada parece infinita.

Existe uma lei invisível, e eu sempre acreditei nela: quem persiste, colhe. Quem planta com intenção, um dia se vê rodeado de flores.

Eu sempre digo: seja grato pelo que você tem, porque o que é teu por direito já está nas suas mãos. E o que você ainda deseja? Ah… isso exige movimento. Exige coragem.

Eu nunca pedi opinião. Nunca perguntei: “O que você acha que eu devo fazer?” Eu sabia que se eu não fosse autora da minha história, alguém escreveria por mim. E eu não aceitei isso.

Eu fui a “do contra”. Aquela que ousou pensar diferente. Que ousou ser diferente. A que ouviu críticas de todos os lados – e continuou andando.

Sim, eu caí. Mas cada tombo foi meu. E cada vitória, também. Porque ser autora da própria vida é isso: assumir a autoria do caos e da glória.

Ajudei muita gente e fui ajudada também. Porque a vida é troca. A vida é jardim. Plante flores todos os dias. Uma a uma. Cuide. Ame. Persevere. Um dia, você olha ao redor e vê um campo inteiro florescendo.

Mas atenção: se você não plantar nada, colherá o quê? Um deserto. A vida é simples assim.

Por isso eu digo: tenha foco. Tenha meta. Tenha um “porquê” tão forte que ninguém consiga arrancar de você. Seja resiliente. Seja persistente. E, sobretudo, nunca, nunca desista.

Porque um dia, você vai perceber: tudo aquilo que parecia impossível era só a vida te preparando para florescer.

Autoria: Diane Leite

Inserida por dianeleite

⁠Um amor visceral – porque só amei uma vez
por Diane Leite

Eu só amei uma vez.
Mas foi amor com todas as letras,
com todas as vidas,
com todos os silêncios e todos os gritos contidos no peito.

Não foi um amor comum.
Foi um amor que rasgou camadas,
que me tirou o chão — e me ensinou a voar mesmo assim.
Foi o amor que atravessou portais,
que ouviu os sussurros da alma antes mesmo que os corpos se tocassem.

Amei como quem reconhece.
Como quem encontra o lar no olhar do outro.
Como quem diz: “eu sei quem você é”,
mesmo que o mundo insista em desmentir.

Esse amor não pediu licença,
não bateu na porta:
ele arrombou os portões do meu destino.
Fez do meu ventre templo,
e do meu silêncio, altar.

Amei com o corpo, com o coração, com a mente…
mas, sobretudo, com a alma.
E talvez por isso, nunca mais tenha amado assim.
Porque quando você ama com a alma,
o resto do mundo fica pequeno demais.

Não amei por carência.
Amei por conexão.
Não amei pela presença.
Amei pela essência.
Não amei para ser amada.
Amei porque era inevitável.

E o que é visceral nunca se perde.
Ele vive além da matéria,
além do tempo,
além de qualquer ausência.

Porque quando o amor é verdadeiro,
ele não termina.
Ele se transforma em força.
Em propósito.
Em poesia que pulsa — para sempre — dentro de mim.

Inserida por dianeleite

⁠A Importância da Liberação do Perdão
Autoria: Diane Leite

Tenho vivenciado um processo profundo de transformação, a ponto de sentir que uma versão antiga de mim morreu para dar espaço a uma nova existência. Essa mudança começou no âmago do meu ser, mesmo que, inicialmente, eu não tivesse plena consciência disso. Foi apenas quando essas transformações começaram a refletir no meu mundo exterior que percebi os primeiros sinais. Afinal, somos espelhos do nosso interior — de nossas dores, abandonos e da forma como nutrimos nossa autoestima. Nossa alma habita este templo chamado corpo e, por muito tempo, negligenciei essa morada divina. Em vez de agradecer por esse presente sagrado, mergulhei em um ciclo de autossabotagem que, pouco a pouco, o desgastava.

Ao nos aprofundarmos em nós mesmos, invariavelmente nos deparamos com questões pendentes a serem resolvidas. Eu mesma enfrentei desafios muito particulares — um dia, talvez, compartilhe essa história completa, mas, por ora, basta dizer que suportei provações que moldaram quem sou hoje. Para lidar com esses obstáculos sem me deixar sucumbir, frequentemente recorri a estratégias inconscientes, como "comer" minhas emoções. Em certo sentido, destruí o templo da minha alma, acumulando cicatrizes emocionais.

O problema de ser uma pessoa considerada forte é que, muitas vezes, a solidão se torna uma companheira silenciosa. Não por falta de pessoas ao nosso redor, mas porque nossa força nos faz assumir um papel de responsabilidade, nos impedindo de abraçar a vulnerabilidade. Talvez seja por isso que superei tantas batalhas internas, mas, ao mesmo tempo, acumulei emoções que agora necessitam de libertação.

Uma etapa essencial desse processo foi buscar todas as pessoas que magoei e pedir perdão genuinamente. Para aquelas com quem não desejo mais contato, escrevi cartas e, em um ato simbólico, as queimei. Essa prática tem um poder transformador: permite que você extraia do subconsciente a dor reprimida, expresse-a com clareza, sinta-a e, enfim, a transforme em cinzas. Para pessoas importantes, escolhi enviar as cartas ou me desculpar pessoalmente. Elas mereciam ouvir de mim que reconheço meus erros e lamento profundamente tê-las ferido.

Contudo, o perdão não é apenas para os outros; ele é, sobretudo, um presente que oferecemos a nós mesmos. Muitas vezes, precisamos nos perdoar por permitir que alguém nos machucasse, por aceitar menos do que merecíamos ou por ignorar os limites que deveríamos ter imposto. Escrever e queimar cartas pode parecer um gesto simples, mas é um ato de coragem e autocompaixão.

Recentemente, percebi que esse trabalho interno intenso me levou a um estado de paz que nunca imaginei alcançar. É como se, ao liberar o rancor, eu tivesse aberto espaço para um amor-próprio mais puro e autêntico.

Convido você a refletir: e se as correntes que a prendem estivessem trancadas por um cadeado cuja chave já está em suas mãos? Essa chave é o perdão. Ao abrir o cadeado e retirar as correntes, você se liberta — não apenas do peso das mágoas alheias, mas também das que carrega dentro de si.

Esse processo não é linear nem imediato. Ele exige paciência, autoconhecimento e disposição para olhar para si mesma com honestidade. Comece pequeno: escolha uma pessoa ou situação por vez. Escreva sobre suas emoções, leia em voz alta, chore se necessário. Depois, liberte-se.

Olhe para cada pessoa e experiência com gratidão, reconhecendo que todas tiveram um propósito na sua jornada. Não se trata de esquecer ou justificar o que aconteceu, mas de permitir que sua alma siga em frente, livre e inteira.

Acredite, a sensação de libertação é indescritível. Ela não apenas ressignifica sua história, mas inaugura a melhor fase da sua vida.

Inserida por dianeleite

⁠A Arte de Se Reconstruir
Por Diane Leite

A vida é como um grande jogo, com regras que muitas vezes parecem injustas e caminhos repletos de armadilhas. Contudo, independentemente de onde começamos, sempre temos a chance de mudar o roteiro, reescrever nossa história e nos reconstruir. Essa foi a lição mais poderosa que aprendi em minha jornada.

Nasci em um ambiente onde os sonhos pareciam um luxo inalcançável, onde a realidade era dura e limitadora. Mas, desde criança, percebia que havia algo além, algo maior. Sempre acreditei que, se outros conseguiam, eu também poderia. Assim, comecei minha busca. Não por atalhos, mas por passos consistentes e conscientes.

O primeiro passo: a observação
Sempre observei as pessoas que chegaram onde eu queria estar. Perguntava-me: "O que elas têm em comum? Como alcançaram isso?" Cada entrevista, cada história inspiradora era um manual para mim. Anotava padrões e traçava meu plano. Porque, no fim das contas, o sucesso não é apenas talento nato; é constância, resiliência e a capacidade de aprender com as quedas.

O segundo passo: a paciência
O progresso não acontece em um dia, nem em meses. É a soma de pequenos gestos diários, repetidos com fé e determinação. Quando adolescente, lembro-me de caminhar por horas com um cabo de vassoura nas costas para treinar minha postura. Parecia insignificante, mas refletia algo maior: meu compromisso comigo mesma. O que é pequeno hoje, com o tempo, se torna grandioso.

A dor como convite à transformação
A vida, no entanto, não é linear. Perder meu irmão foi como perder o chão. Engordei 35 quilos, afastei-me de mim mesma e do meu propósito. Durante meses, chorei cada lágrima possível. Mas a dor, por mais cruel que seja, também é uma oportunidade de renascimento. Peguei uma foto antiga, de biquíni, e a transformei em minha motivação. Não era sobre voltar ao que fui, mas me tornar algo melhor. Dois anos depois, não apenas perdi o peso. Ganhei força, resiliência e um amor-próprio que nunca imaginei.

A mente como aliada
A psicologia nos ensina que a mente é capaz de feitos extraordinários quando acreditamos em nosso potencial. Reconstruir-se não é negar o passado, mas aprender com ele. Não é sobre idade, tempo perdido ou erros cometidos. É sobre olhar para si mesmo e dizer: "Eu ainda posso mais." Sempre podemos mais. A questão é: o que estamos dispostos a fazer para chegar onde queremos?

A evolução é eterna
A reconstrução não tem prazo de validade. Seja aos 12, 30 ou 60 anos, o processo é sempre possível. Requer coragem para enfrentar nossas sombras, humildade para aprender e paciência para florescer. Mas, ao final, cada esforço vale a pena.

Hoje, ao olhar no espelho, vejo mais do que um corpo transformado. Vejo uma mulher que, a cada queda, decidiu se levantar mais forte. Uma mulher que aprendeu que, mesmo em meio à crueldade do mundo, há uma força interior capaz de iluminar os dias mais sombrios.

Se há algo que quero deixar para você é esta mensagem: nunca é tarde para começar de novo. Não importa onde você está, mas sim a direção que escolhe seguir. A vida pode ser um jogo, mas as regras podem ser escritas por você. Escolha jogar com coragem, e o universo será seu aliado.

Inserida por dianeleite