Um dia a Gente Aprende Mario Quintana

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Talvez a eternidade humana seja isso: continuar existindo um pouco na memória de quem aprendeu a nos amar.

Teu Olhar, Minha Saudade


Teu olhar tem a tristeza das tardes de outono, e a doce quietude de um sonho a florescer; teu sorriso é o abrigo onde esqueço o abandono, e onde até minha alma aprende a te querer.


Há em ti uma melodia que não sei traduzir, um encanto que me toca sem sequer me alcançar; como a última folha que hesita em partir, assim meu coração se demora em teu olhar.


E se amar-te for somente contemplar-te de longe, guardarei esse afeto como quem guarda uma flor; pois há paixões que florescem sem jamais serem ditas, e há olhares que nos condenam à mais doce dor.

Seria um paradoxo epistemológico que nós, seres finitos, limitados pelo tempo, pela experiência e pelos próprios contornos da razão, pretendêssemos determinar aquilo cuja natureza é infinita.

Diante do ilimitado, toda certeza humana talvez seja apenas uma fronteira provisória que a nossa própria finitude traça sobre o desconhecido.

Poderia ter-te oferecido um jardim de flores, meu amor, mas te dei o meu coração em atos silenciosos. Quantas vezes tropecei na escuridão da minha imperfeição? Contudo, fui redimido por tuas palavras, que ecoavam como cânticos eternos que diziam: "Eu te amo para sempre".

Não faço questão de ser sociável, amizade não se força, se conquista. Desse modo cada um tem de mim exatamente aquilo que cativa. Questão de princípios. Só não permito me diminuir. Tenho maturidade pra entender que, não sou melhor do que ninguém, mas sei exatamente o meu valor!

Foi em um desses desencontros da vida, que nossas almas se encontraram, se falaram, se tocaram, e se conectaram.

O amor é quase indestrutível, poucas coisas podem acabar com um amor verdadeiro... Mas existe um veneno fatal que o corrói de dentro para fora... a decepção!

Não sofro distúrbio de consciência. Sempre fui verdadeiro em tudo que fiz!
Mesmo atras de um fake, minh'alma é sempre a mesma, a mesma essência.
O que sou é o que você vê, se tens dificuldade em me ver, então falta lhe essência no coração.

Pare por um minuto, escute as "asas" do teu coração batendo querendo voar... não te apegues, liberte-se deixe-o voar.

Em um mundo onde algumas pessoas são "expert" na mentira, ser autentico é o que te faz diferente!

O problema do mundo é que ele vem se tornando um lugar de palavras vazias.

Todo mundo tem um pedacinho bonito, não importa como ou quem seja… Uma pena que poucos podem ver o Tum Tum tão lindo que ele faz.

Meu senso de "humor" tem uma relação apimentada de amor com o "sarcasmo" e um triangulo amoroso com a "ironia"!

⁠O mundo é o jardim de Deus, e cada criança a muda de uma flor; algumas necessitam de um cuidado especial, mas quando florescem
enfeitam e embelezam não só o jardim de Deus, mas também a nossa Alma.

⁠Dança dos Segredos

No balanço travesso e hipnótico dos seus quadris, um verso impuro, libidinoso, sussurra-me desejos secretos à flor da pele.

O contraste daquele sorriso angelical com o desejo quase pagão que tua presença desperta é um tipo de tortura bela, uma poesia coesa, versos atravessados entre presente e devaneio.

És como uma valsa, uma dança do acasalamento — um jogo perigoso que, majestosamente, sabes jogar.
Mas tua presença é um golpe baixo — e acerta onde o fogo habita.
Minha mão ainda segura a caneta, mas minha escrita já traça versos por entre tuas coxas.

Escorregas para o meu colo, sentando-te como quem reclama um trono.
— “Fale algo bonito para mim...” — sussurras.
— “Tu és o poema que me arranca a lucidez,” — digo, arfando.Sorris, remexendo devagar.
— “Então, declama-me...” — diz mordendo o lábio.
Uma métrica perfeita, libidinosamente obedecida, sílaba por sílaba, tercetos e quartetos das tuas rimas.

Sussurras quase inaudível, enquanto arrastas minha mão para teu recôndito paraíso — um jardim de névoas úmidas.
— “Escreva-me com os dedos”, — exiges.
Meu corpo obedece — sou a pena que desliza nas entrelinhas do teu prazer.

Um poema que carrega o próprio cansaço não esbraveja contra o tempo; apenas observa — com a lucidez amarga do seu dissabor.