Um dia a Gente Aprende Mario Quintana

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Já não sei mais oque fazer...
Do um amor.. atenção.. carinho.. lealdade..
E mesmo assim , a pessoa muda de personalidade sem ter motivos.. diz existir mais nunca me aponta o motivo e isso tá me deixando doente .. de tentar ser o melhor possível pra alguém que não enxerga que está só maltratando a nós mesmos sem motivos..
Tem tudo pra viver bem mais não vive em paz..

A poesia tem utilidade? quem sabe que a linguagem é um antídoto para a mente... sabe que já se encontrou em muitos poemas vida afora... e já tá medicado pelo ser humano que cura-se no muito de si — que é o outro: que não precisa de um medicamento, mas falar coisas que se encontram sem frases... e essas substâncias sem frases; não incomodadas pelo encontro com o justo — era isso que eu sabia, sentia, pensava; mas não tinha palavras para olhar o eu, o seu ser que encontra-se em tratamento — de pensar — que o quê ainda não foi poetizado: leva o alto custo da sociedade com fármacos — agora com o susto que me dar a frase, que encontro no meu silêncio... essas palavras são pílulas de razão para o quê do outro... na cirurgia de um poema,
no corte preciso que palavras poetizadas fazem para o humano que se pega na frase do outro...
já sente melhoras do que antes não ter palavras. Assim: essas palavras —
poema de doze em doze horas e escutar o humano que não foge a regra.


Leonardo Mesquita

Abrir um verso entre as infinitas possibilidades...
é como cortar uma fruta ou abri-la com a mão
então, já com letras na boca saborear palavras narrando
um verso gostoso
entre outros maduro maduro que colho na ocasião...
o léxico da verso o ano todo, as margens da possibilidade com suas raízes profundas tem sempre contexto,
só cabe encontrar o jeito
de derrubar palavras sempre amadurecendo a imaginação...




Leonardo Mesquita

Raciocínio


Raciocínio é um pensamento virgem.






Leonardo Mesquita

Fica aqui o depois
Um raciocínio é pego na câmera do pensamento
E puxando as palavras
elas mostram a cereja da linguagem
Nessas linhas
Olhos na massa da poesia
Fazendo alegria
E limpando o paladar para o
gosto da imaginação
A próxima ideia enche os olhos
São imagens de um raciocínio curioso
encontrando poesia


Leonardo Mesquita

O País Não Precisa de um Mito


O Brasil tem uma doença política curiosa: transforma fracassos em símbolos e homens comuns em salvadores. Troca projeto por personagem, programa por slogan, pensamento por torcida. E, quando percebe o estrago, já está discutindo novamente o mesmo personagem como se a história lhe devesse uma segunda temporada.


O bolsonarismo não foi apenas uma candidatura. Foi a industrialização política do ressentimento.


Durante anos, ensinou-se ao brasileiro que pensar era suspeito, que ciência era conspiração, que imprensa era inimiga, que cultura era ameaça e que instituições só eram legítimas quando obedeciam ao lado certo. A política deixou de ser disputa sobre o futuro e passou a ser campeonato de indignações.


Agora, em 2026, o sobrenome continua em campo. Mudou o candidato, mudaram algumas frases, mas permanece a velha arquitetura: transformar medo em voto, conflito em identidade e adversário em inimigo. A política brasileira ainda é convocada a escolher entre o “nós” e o “eles”, como se um país de mais de duzentos milhões de pessoas pudesse caber numa guerra de grupos.


Não pode.


E aqui está o erro que parte da esquerda também comete: imaginar que basta chamar alguém de fascista para vencê-lo. Não basta. A democracia não se defende apenas denunciando a extrema direita; defende-se oferecendo ao cidadão uma razão concreta para acreditar nela.


O Brasil precisa de escola que ensine a pensar, não apenas a repetir. De saúde que funcione antes que a doença vire estatística. De segurança pública que não seja espetáculo. De emprego que não seja favor. De ciência que não precise pedir desculpas por existir. De Estado que proteja sem tutelar.


E precisa, sobretudo, abandonar a infantilização política.


Nenhum presidente é messias. Nenhum partido é dono da verdade. Nenhum eleitor precisa entregar a própria consciência na porta de uma convenção partidária.


O bolsonarismo prosperou justamente onde a razão recuou.


Por isso, enfrentá-lo não significa apenas derrotar Bolsonaro, Flávio Bolsonaro ou qualquer herdeiro eleitoral do sobrenome. Significa derrotar a ideia de que o Brasil precisa de um homem providencial para funcionar.


Não precisa.
Um país sério não procura um salvador.
Procura cidadãos.


E talvez essa seja a coisa mais perigosa que se possa dizer numa eleição: o Brasil não precisa acreditar em ninguém. Precisa aprender a pensar por si mesmo.


William Contraponto

William Contraponto — Parágrafo 175


Um dos poemas mais políticos e historicamente situados de William Contraponto, Parágrafo 175 transforma a perseguição aos homens homossexuais na Alemanha em uma reflexão sobre os limites morais do poder.


O poema parte de duas vidas comuns e de um afeto vivido sob discrição. Aos poucos, a intimidade é invadida pela lei, pela classificação e pela violência institucional. O percurso é claro: o homem amado torna-se suspeito, o indivíduo torna-se número e a identidade torna-se marca.


O triângulo rosa é o principal símbolo histórico da composição. Mais do que representar a perseguição, ele evidencia a tentativa de reduzir pessoas inteiras a uma categoria imposta pelo Estado. O poema contrapõe essa desumanização à simplicidade do vínculo entre os dois homens.


A força de Parágrafo 175 está em não transformar seus personagens em figuras abstratas. Antes da norma, havia um quarto, uma janela, conversas, livros e dias partilhados. A violência histórica aparece, portanto, como aquilo que invade e destrói uma existência que poderia ser absolutamente comum.


No final, William Contraponto ultrapassa o episódio histórico. A crítica não é dirigida apenas ao nazismo ou à antiga legislação alemã, mas a qualquer poder que pretenda decidir quais afetos são legítimos e quais existências merecem reconhecimento.


“Parágrafo 175” é, assim, um poema de memória e resistência: uma defesa da ideia de que nenhuma instituição possui autoridade moral para transformar o amor em culpa.




nenommarques@gmail.com

Aquele que pratica a bondade ostenta um coração ilibado, constituindo-se, assim, em mensageiro da espiritualidade a trilhar a vereda da libertação.🕊

Sabe, oque gostaria hoje é que você mudasse por nos, queria que houvesse certeza de um bom futuro pra gente. Queria que seu carinho fosse pra sempre. Mas não posso estar aqui sempre pra você, dessa vez não. O pior é quando você chega e deposita sonhos em mim, me alucina com fantasias e cria um mundo pra nos dois. Mas não dura muito pra você ir embora, e me deixar sozinha. Dessa vez eu aprendo, te digo que não volto, mas depois já estou com você de novo. É nos seus braços que desejaria chorar, já é setembro de novo, e te conheço bem. Outubro faríamos um ano, e sou tão apegada a essa ideia. Queria voltar para o começo, aquele inicio de flerte, conquista e primeiro beijo. Dessa vez, desejo me curar para quando lembrar, não sentir dor. Quero fechar as portas, cicatrizar as feridas, mudar os hábitos e sorrir para a vida. Não colocar mais todas as musicas em seu nome, não escrever frequentemente sobre você, não me adoecer por amor para depois ter que lidar sozinha. Eu só quero seguir minha vida, e deixar pesos, choros, magoas e tristezas para trás

Quando as palavras se calam é um sinal que o medo está vencendo.
Quando os sentimentos ficam em silêncio o corpo se corrompe.

" Quando me dei conta de que em meu mundo era tudo um sonho perdidamente não quis mais acordar dele. "
Marcelo Caetano Monteiro.

Somos todos peças de um mesmo jogo chamado vida.

O espelho é um dos poucos objetos incapazes de mentir. Diante dele, não vemos apenas um rosto envelhecido, mas a lenta erosão de todas as pessoas que fomos. Cada linha na pele é a assinatura de um fracasso, de uma perda ou de uma esperança que não resistiu ao peso dos dias. Envelhecer é assistir ao desaparecimento gradual daquele que acreditávamos ser.


- Tiago Scheimann

"⁠Eu sou louco por viver em um mundo louco!"

⁠Todos nascem com sua caneta.
Você pode escolher a cor,
mas não pode pedir um lápis.
Então,
desenhe o mais belo que puder,
usando o máximo de cores possíveis,
pois as cores são infinitas.
Mas lembre-se: errar não é uma opção.

⁠"Ética deve ter um respeito universalmente flexível, por ser absolutamente rígida com a dignidade"

"Sinto dó,
Um sentimento de marcha ré.
Talvez eu sinta por este papel,
Que deve se arrepender por não ser um origami.
Talvez eu só pense assim no sofá.
Será que algo muda se eu vir o nascimento do Sol?
São tantas coisas que só acontecem lá...
Para, no fim do dia, só pensar em si.
Só sentir dó.
E, por isso,
Sinto dó."

Não lamente os capítulos que deram errado. Às vezes, um parágrafo torto é o que dá sentido à reviravolta mais bonita da nossa história.

Morte , partida , ausência eterna .
Uma coisa é certa, ninguém está preparado para perder um ente querido. Mesmo sabendo que a vida é passageira e todos nós um dia vamos morrer, perder alguém que amamos é algo difícil de aceitar. Para nós que estamos passando por isso, de perder uma pessoa querida, é doloroso , mas Deus com sua sabedoria nos faz fortes é capaz de superar tamanha dor.
Um aperto no coração me abate , de pensar que aos poucos minha família vai partindo e deixando apenas lembranças e saudades sem fim.
Aproveita mais a vida , dizendo para seus queridos que você o ama e que sente falta delas .
Deus te abençoe !
Natalirdes Botelho.

⁠A felicidade é um estado de sentimentos de amor, por si mesma....que dure para sempre.
Natalirdes Botelho