Um dia a Gente Aprende Mario Quintana
Não, recuso-me a mais esse fardo. Não desejo, nem por um instante, saborear a doce paixão de amar e ser amado outra vez, a dor da saudade que se veste de doçura. No fim de sua missão, ela partiu, levando consigo metade da minha essência; minha alma, agora um caco de vidro, viu sua outra metade arrancada e levada embora. Contudo, guardo a certeza de que ela levou essa fração de mim não para nos separar eternamente, mas para que, no além, onde as sombras se dissipam, nossos destinos se entrelacem novamente, fundindo-nos em um único corpo completo, perfeito e indivisíveil.
Fernanda Soares Labre (in memoriam)
Você lê apenas para acumular dados, e não por um propósito genuíno; retém as palavras, mas ignora a substância.
A paixão vem como um furacão arrasador,
e por vezes se dissipa como um relâmpago que nem chegou, mas foi visto.
Eu nasci sozinho, vivo sozinho, não me importo nem um pouco em trabalhar sozinho. Na verdade dependendo do caso eu até prefiro.
Real Amor Incondicional
Hoje preciso falar um pouco sobre ela, a mulher que amo e sempre esteve comigo
Sempre foi assim quando os tempos eram difíceis eu sabia que podia contar contigo
De vez em quando eu aprontava e você ficava brava, mesmo com algumas broncas eu não ficava bravo porque me amava
Quando chegava a noite as coisas ficavam estranhas as luzes das velas iluminavam o barraco de madeira
E na cozinha fazia milagre com pouca comida e mesmo com tão pouco como nunca pensou em fazer alguma besteira?
Nunca tive nada mas sempre tinha tudo que alguém precisava, quando não sabia o que fazer você me ajudava e no final me abraçava
Os anos iam se passando e cada vez a vida complicava, a beira da miséria a família estava
Porque tanto sofrimento assim eu me perguntava e a resposta quase não achava
Mesmo passando natais com pouca comida, todos da casa ficavam feliz vendo as luzes piscantes da avenida
Na mesa panettones doados faziam nossa ceia, numa vida simples não tinha presente na meia
Passamos por tudo isso e hoje podemos ser felizes, foram tempos difíceis mas sem cicatrizes
Então não se esqueça que eu amo você é estou contigo, pode contar comigo, Mãe além de ser seu filho sou seu amigo
O problema é que todo mundo tem um problema, todo mundo está em guerra com alguma coisa agora, tipo situações que faz você demorar pra dormir e até coisas que você quer guardar só pra você pra não parecer fraco perante as outras pessoas, isso tudo é só um processo, mas você tem duas opções; cair pra morrer ou levantar pra viver, tem algo melhor na frente, basta acreditar, nem que seja só por um instante
Cidadão
Demétrio Sena - Magé
Sua escolha não deve passar por um crivo,
pois é sua; nasceu da esperança e do sonho
de viver com motivo, razão e sentido
que ninguém tem direito a tanger nem moldar...
Alforrie seu voto; seja em quem quiser;
sem nenhuma ingerência: de líder, patrão
nem mentor, conselheiro, seu guia de crença,
porque ser cidadão é jamais delegar-se...
Não se deixe tanger feito gado ao curral
ou ao corte, à tosquia, com marcha servil;
ser um boi terminal; que nem sabe a que veio...
Avalie seus sonhos, as suas vontades,
as verdades vividas, não as que lhe vendem
nas empresas, nos templos e beiras de elites...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Ontem a sua presença passou como um relâmpago por mim.
Dando-me um choque e deixando-me anestesiado com sua presença maravilhosa.
Algumas pessoas cruzam nosso caminho apenas por um momento, mas plantam memórias que o tempo não consegue apagar.
Priscila de Araújo
TSAS A MORTE LENTA
Pela manhã a tela acende,
faz da janela um muro digital.
O corpo esquece o movimento,
a alma perde o rumo natural.
O sofá abraça sem maldade,
convida ao descanso e à rendição.
Pouco a pouco prende os passos,
transforma a força em ilusão.
O açúcar veste roupa de festa,
adoça a boca, seduz o paladar.
Mas cobra caro pelo encanto,
quando chega a hora de cobrar.
O sal tempera a convivência,
dá sabor ao feijão e ao pão.
Porém, em excesso silencioso,
cerca a vida de preocupação.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
No brilho da tela, no abraço do sofá,
no doce do açúcar e no sal a transbordar.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Não vieram como inimigos,
nem carregam espada ou canhão.
Entram sorrindo pela porta,
ganham espaço no coração.
A televisão rouba o tempo,
o sofá negocia a disposição.
O açúcar compra o instante,
o sal disfarça a condição.
Enquanto o mundo corre lá fora,
a vida pede participação.
Caminho, esforço e equilíbrio
são remédios sem prescrição.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Quando o excesso vira costume,
e o costume vira prisão,
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Então façamos nova escolha,
sem guerra, culpa ou radicalismo.
Que a tela informe, não domine;
que o descanso não seja abismo.
Que o açúcar seja visita,
não morador do coração.
Que o sal conheça limites,
respeitando a moderação.
Pois viver é mais que prazer,
é movimento, consciência e valor.
E o tempo, que tudo revela,
é o mais exigente julgador.
MONARQUIA DO AMOR
No reino verde de Itaquitinga,
onde o vento espalha raiz,
floresceu um trono de afeto
sob um céu sereno e feliz.
Entre canaviais e memórias,
entre o campo e a matriz,
Israel tomou por coroa
o sorriso da Beatriz.
No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.
Não governam com espadas,
nem decretos por um triz;
seu poder nasce do abraço,
da palavra que bendiz.
Quando o Rei estende a mão,
quando a Rainha a conduz,
o amor acende caminhos
como estrelas dando luz.
No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.
Israel, monarca do sonho,
cavaleiro aprendiz,
aprendeu que a maior riqueza
é amar e ser feliz.
Beatriz, rainha das flores,
de coração sempre gentil,
transforma simples instantes
em tesouros do Brasil.
No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.
As muralhas desse reino
não são feitas de verniz;
são erguidas com respeito,
com ternura que não diz.
Seu castelo tem alpendres,
tem varanda e tem raiz;
e a bandeira que tremula
é a esperança que reluz.
No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.
Quando o tempo passar ligeiro
e a juventude se for,
ficará gravada na história
a grandeza desse amor.
Pois há reinos que se acabam,
há impérios por um triz;
mas o reino dos que amam
permanece e sempre existe.
E dirá o povo em festa,
cantando pela matriz:
No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.
FAMÍLIA VIDAL DE NEGREIROS
Das terras velhas da Europa,
Onde a História começou,
Veio um tronco de bravura
Que o destino encaminhou.
Trazendo fé e coragem,
O oceano atravessou.
Pelas rotas da aventura,
Pelo vento e pelo mar,
Entre povos e culturas
Foi seu nome semear.
Na África deixou pegadas,
Fez histórias prosperar.
Mas foi no solo brasileiro
Que ganhou dimensão,
Misturando sangue e sonhos
Com trabalho e devoção.
Fez da luta seu estandarte,
Fez da honra sua missão.
Em Pernambuco floresceu
Como um forte cajueiro,
Enfrentando tempestades
Com espírito guerreiro.
Cada filho foi guardando
O valor de um pioneiro.
Na Paraíba encontrou
Terra fértil pra crescer,
Entre engenhos e sertões
Fez raízes renascer.
E nas secas e invernias
Aprendeu a resistir e vencer.
Lá no Maranhão distante
Também fincou seu brasão,
Misturando sua história
Com a história da nação.
Fez do Norte uma morada,
Fez da terra seu chão.
Passaram-se muitas gerações,
Mudou roupa, fala e jeito,
Mas permaneceu acesa
A chama viva no peito.
Que não se mede em riqueza,
Mas em caráter perfeito.
Vieram mestres e soldados,
Lavradores e doutores,
Homens simples e honrados,
Mulheres de mil valores.
Todos regando a família
Com seus exemplos e amores.
Cada ramo dessa árvore
Tem memória pra contar,
Dos avós que abriram trilhas
Para os novos caminhar.
Mostrando que a verdadeira herança
É saber perseverar.
Hoje o tempo segue adiante,
Como rio rumo ao mar,
Mas a Família Vidal de Negreiros
Continua a navegar.
Entre passado e futuro,
Sem jamais sua essência deixar.
Que Pernambuco a celebre,
Que a Paraíba também,
Que o Maranhão reconheça
O legado que ela tem.
Pois quem honra seus ancestrais
Fortalece o que mantém.
E enquanto houver descendentes
Preservando a tradição,
Viverão os antepassados
Na memória e no coração.
Família Vidal de Negreiros,
Orgulho de uma geração.
E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.
Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.
TRANSCEPTO CRUZEIRO
No mar da velha poesia,
Dois navios vão singrando:
Um carrega a dor da história,
Outro segue renovando.
Entre o ontem e o agora,
Vai o verso navegando.
Castro Alves levantou
Sua voz de claridade,
Denunciando as correntes
Da cruel desumanidade.
Fez do poema um clarim
Em defesa da liberdade.
Seu Navio Negreiro, então,
Foi um grito contra o mal,
Retratando o sofrimento
Do cativeiro brutal.
Cada estrofe era um açoite
Na consciência mundial.
Negreiros Neto, por sua vez,
Lança a Nave ao infinito;
Não conduz corpos cativos,
Mas o sonho mais bendito.
Leva esperança na proa
E Deus guiando o seu rito.
Se um navio foi prisão,
Outro é ponte e travessia;
Se um cruzou mares de sangue,
Outro semeia poesia.
Um revela antigas sombras,
Outro anuncia o novo dia.
No transcepto do cruzeiro,
Onde os rumos se entrelaçam,
A memória encontra a fé
E os destinos se abraçam.
O passado vira mestre,
Sem que as feridas desfaçam.
Castro Alves fez da pena
Uma espada de justiça;
Negreiros faz do cordel
Um altar de boa liça.
Cada qual em seu tempo
Cultivou igual premissa.
Não disputam grandeza,
Nem procuram primazia;
São faróis de um mesmo porto,
Cada qual com sua guia.
Um combate a escravidão,
Outro exalta a harmonia.
Transcepto Cruzeiro é ponte
Entre o pranto e a esperança;
É o encontro das palavras
Com a eterna confiança.
Quem conhece o seu passado
Dá ao futuro segurança.
Que o Brasil jamais esqueça
O valor da consciência;
Pois a arte quando é livre
Transforma toda existência.
E a poesia permanece
Como luz da resistência.
CANTOS DA CAATINGA
No sertão quando amanhece,
Tudo ganha novo ardor,
Cada ave faz um verso
Ao divino Criador.
Na caatinga a esperança,
Vence o tempo e o dissabor.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Asa-Branca levanta
Num gracioso esplendor,
Levando paz em suas asas
Mesmo em tempo de calor.
Quando canta lá distante,
Renasce em mim o valor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Cancão, inteligente,
Defensor do seu redor,
Com coragem anuncia
Que a vida tem seu vigor.
Seu chamado desafia
Toda sombra e todo horror.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Patativa, rainha,
Do mais puro cantador,
Transformando o chão rachado
Num jardim cheio de flor.
Sua voz parece prece,
Cheia de fé e de amor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Galo-de-Campina,
Vestido de muita cor,
Leva encanto ao sertanejo
Com seu belo esplendor.
Cada nota que derrama
É perfume em meu redor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Sofrê faz seu lamento,
Que parece um trovador,
Misturando a saudade
Com um gesto acolhedor.
Sua voz consola a alma
Com divino resplendor.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Rolinha faz seu ninho
Com trabalho e com amor,
Ensinando à humanidade
O caminho do labor.
Sua paz anuncia sempre
Um futuro promissor.
Seus cantos aliviam minha dor.
Bem-te-vi anuncia cedo
Mais um dia promissor,
Despertando o sertanejo
Para o campo e seu labor.
Seu aviso traz esperança
Ao pequeno agricultor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Sabiá da Caatinga
É poeta e trovador,
Faz do galho seu palco,
Da manhã seu esplendor.
Quem escuta sua cantiga
Sente Deus por onde for.
Seus cantos aliviam minha dor.
Cada ave é um tesouro
Que nos deu o Criador,
Guardião da natureza,
Do sertão encantador.
Preservemos essa vida
Com respeito e muito amor.
Seus cantos aliviam minha dor.
REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DA CAATINGA
No coração do Nordeste
Nasceu um novo esplendor,
República da Caatinga,
De coragem e de valor.
Onde a honra faz morada,
E a fé floresce em flor.
Nação de bravos guerreiros.
Sua bandeira tremula
Com orgulho e tradição;
Azul do céu que protege,
Branco da paz em união,
Laranja é força e coragem,
Que aquece cada coração.
Nação de bravos guerreiros.
São nove Estados unidos
Num destino verdadeiro,
Como nove sentinelas
Guardando o chão caatingueiro;
Cada povo é uma estrela,
Cada filho um guerreiro.
Nação de bravos guerreiros.
No alto brilhou no infinito
Uma nova constelação;
Nove estrelas reluzentes
Desenhando a região,
Fez do céu da Caatinga
Seu eterno pavilhão.
Nação de bravos guerreiros.
À esquerda vive o sertão,
Mandacaru altaneiro;
O sol poente se despede
Pintando o chão por inteiro,
Mostrando que a resistência
É o brasão do sertanejo.
Nação de bravos guerreiros.
À direita canta o mar
Com seu azul cristalino;
Coqueirais fazem reverência
Ao nascer do sol divino,
E as ondas beijam a praia
Num espetáculo genuíno.
Nação de bravos guerreiros.
Do couro nasce a coragem,
Do barro nasce a missão;
Da seca brota esperança,
Da chuva a celebração;
Cada espinho é uma escola,
Cada luta uma lição.
Nação de bravos guerreiros.
O vaqueiro e o jangadeiro,
Cada qual no seu labor,
Um domina a terra firme,
Outro enfrenta o mar bravio;
Ambos levam no semblante
A grandeza do valor.
Nação de bravos guerreiros.
A sanfona abre caminhos,
O aboio encontra o mar;
O coco dança com o vento,
O xaxado faz lembrar
Que a cultura desta terra
Nunca deixa de cantar.
Nação de bravos guerreiros.
Que esta pátria imaginada
Seja exemplo de união,
Onde o povo seja livre,
Respeitando o irmão;
Sob as nove estrelas brilhe
Uma eterna construção.
Nação de bravos guerreiros.
AMIZADE: Moeda Universal.
No mercado desta vida há tesouro sem cifrão; vale mais um bom amigo que um cofre cheio na mão. Quem reparte o seu afeto nunca vive nos conflitos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
Quando a estrada se escurece e a esperança quer partir, surge uma mão estendida para o outro prosseguir. É Deus agindo em silêncio por gestos tão benditos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
Há quem chegue sem alarde, sem promessa ou condição; traz no peito a boa palavra e o conforto ao coração. Transforma dor em coragem com abraços infinitos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
O impossível se encolhe quando um amigo intervém; o peso torna-se leve quando alguém diz: "Eu também." Dois ombros vencem montanhas nos momentos mais aflitos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
Não se compra em feira alguma, nem se vende por favor; é tesouro cultivado com respeito e com amor. Quanto mais dela se oferta, mais se colhem bons frutos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
É remédio para a alma, é farol na escuridão; é a ponte que Deus constrói entre um peito e outro irmão. Quem semeia amizades colhe dias mais bonitos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
Nem o ouro, nem a prata, nem palácio ou posição superam o privilégio de um amigo de coração. Pois a maior das fortunas vive em gestos tão benditos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
Que jamais nos falte a graça de estender a nossa mão, de enxergar no semelhante um irmão da criação. Porque o céu recompensa os corações mais contritos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
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