Um dia a Gente Aprende Mario Quintana

Cerca de 445764 frases e pensamentos: Um dia a Gente Aprende Mario Quintana

A sociedade atual está se transformando em um verdadeiro zoológico! Alguns representam bodes expiatórios, outros vacas de presépio, ovelhas desgarradas, jumentos mancos etc., mas o mais intrigante é um rebanho peculiar, pastoreado por um falso mito, em que cada seguidor apresenta todas essas características animais ao mesmo tempo!

Flávio Rachadinha afirma que seu pai necessita de um médico em tempo integral! Seria mais eficaz a presença de um padre! Para exorcizá-lo ou dar-lhe a extrema unção! Mas não pode ser o Kelmon!⁠

Bolsonarismo é um vírus fatal para os portadores! Porque a cura é o conhecimento e os infectados tem orgulho da própria ignorância!

E a terceira via do PSD é um extremista/ditador, Caiado, com várias demãos de conservadorismo?
Mais um "anistiador”!

Lula veio do povo!
Trabalhou ao lado do povo!
Governa para o povo!
O "mito" foi só um milico!

Em vez de fazer um minuto de silêncio em homenagem a alguém, reze, faça uma oração a Deus em seu nome, e essa sim será a melhor homenagem que a pessoa poderá receber.

A Faixa de Gaza se tornou um cemitério e restou aos sobreviventes faixas e gazes! Agora o Líbano é a nova vítima dos tiranos!

Não seja um asno! Quem zurra é o burro! Não vote na mula! Vote no Lula!

PENSO, LOGO EXISTO!
Diz um bolsonarista! Essa afirmação rende um debate por séculos entre pensadores e filósofos! Paradoxal...

Os que veem os Bandeirantes como desbravadores deveriam estudar um pouco de história! Extermínio e pilhagem foram suas marcas!

O bolsonarismo é um vírus? Uma bactéria? Um parasita? É a união de todas essas características. Infectam e parasitam o hospedeiro.⁠

Um filme chamado Dark Horse, sobre a vida de um Slow Horse, produzido por Patriotics Donkeys, só podia dar um Azarão!⁠

Com o dinheiro desviado do filme Pangaré Patriota, Flávio vai aos EUA comprar um TRUMP GOLD CARD! O patriotário ama a América!
Pneus, párias e quadrilha!

Com o bolso cheio de Mastercards, visando um Trump Gold Card, Rachadinha vai aos EUA descascar o Bananinha, que o pôs numas Frias!⁠

⁠O perdão é uma decisão.

É um processo diário de exercício espiritual, nem sempre fácil, mas que o irá beneficiar bastante, pois quando você decide perdoar alguém, limpando toda a mágoa do seu coração, aos poucos o que lhe fizeram, deixa de ter a enormíssima importância que tivera, e ainda que esteja no meio de um fogo cruzado, creia que sua alma transbordará serenidade e gratidão.

⁠

Pare de reclamar acerca de tudo e de todos!
Olhe bem para si e pense.
O mundo é apenas um local de passagem, então por favor, agradeça mais e murmure menos.

Como não haveria de ser eu um lobo da estepe e um mísero eremita em meio a um mundo cujos objetivos não compartilho, cuja alegria não me diz respeito! Não consigo permanecer por muito tempo num teatro ou num cinema. Mal posso ler um jornal, raramente leio um livro moderno. Não sei que prazeres e alegrias levam as pessoas a trens e hotéis superlotados, aos cafés abarrotados, com sua música sufocante e vulgar, aos bares e espetáculos de variedades, às feiras mundiais, aos corsos, aos centros culturais e às grandes praças de esportes. Não entendo nem compartilho dessas alegrias, embora estejam ao meu alcance, pelas quais milhares de outros tanto anseiam. Por outro lado, o que se passa comigo nos meus raros momentos de júbilo, aquilo que para mim é felicidade e vida e êxtase e exaltação, procura-o o mundo em geral nas obras de ficção; na vida parece-lhe absurdo. E, de fato, se o mundo tem razão, se essa música dos cafés, essas diversões em massa e esses tipos americanizados que se satisfazem com tão pouco têm razão, então estou errado, estou louco. Sou, na verdade, o Lobo da Estepe, como me digo tantas vezes — aquele animal extraviado que não encontra abrigo nem ar nem alimento num mundo que lhe é estranho e incompreensível.

Hermann Hesse
O lobo da estepe. Rio de Janeiro: Record, 2020.

A maior vingança?
Sem dúvida, um sorriso de perdão.

O valor de um pensamento não depende de quem o enuncia, mas daquilo que desperta em quem o lê.

A pedra e o abismo.


Uma vez ouvi um conto, se verdadeiro ou não, não me interessa. Afinal de contas do que me adiantaria me interessar por algo que não impactará a minha existência? Por que dar créditos a questões que logo virarão uma névoa em minha mente? Mas...Mesmo assim, movido por um momento de fraqueza, irei compartilhá-lo.
Em um lugar distante havia um abismo, e a lenda era de que ele não tinha fundo. E por ser algo tão curioso, uma cidade em torno dessa atração nasceu, e não podendo ser diferente ela foi chamada de Abismolândia. Os moradores não exploravam o abismo, e impediam qualquer tentativa de exploração, até porque era interessante manter o mistério e o status do abismo sem fundo, o que era bom para a cidade. Afinal de que adiantaria um abismo com tantos metros de profundidade, pois se isso acontecesse seria somente um abismo qualquer. E é inegável que há lucro na perpetuação da ignorância.
Porém em um belo dia, um jovem morador da Abismolândia resolveu ir até a beira do abismo e lá de cima lançou uma pedra. Nada escutou. Lançou outra, e nada! Realmente o abismo parecia não ter fundo. Ficou admirado e, juntando mais algumas pedras, ligou para alguns amigos, e lá de cima ficaram arremessando as pedras no abismo.
A disposição dos jovens fazendo tal traquinagem acabaram por atrair mais pessoas, e estas começaram a jogar pedras no abismo. Cada pessoa arremessava sua pedra com alguma intenção, e ao agirem dessa forma acabaram por criar várias categorias de arremessadores. Havia aqueles que como em um poço dos desejos, faziam seus pedidos. Havia aqueles que disputavam quem arremessaria a pedra mais longe. Havia aqueles que se sentavam e ficavam filosofando sobre a queda aparentemente infinita da pedra. Afinal, não importava a forma e a motivação pela qual as pedras são arremessadas, e nem o porquê, o que importa é que todos estejam arremessando-as. E assim, pessoas de todos os lugares, se dirigiam até ao curioso abismo para lançar sua pedra (que nesse momento já era vendida pelos melhores pedreiros da região). E com o passar do tempo, o provável aconteceu. Um belo dia ao arremessarem uma pedra no abismo, passado um tempo, ouviu-se um baque surdo. Silêncio! Alguém gritou. Incrédulos atiraram outra pedra, desta vez maior. E o barulho se repetiu após alguns minutos.
O abismo afinal, tinha fundo! A novidade se espalhou pela cidade e o pânico entre os moradores foi automático. A cidade estava arruinada em sua reputação! Cochichavam uns. O abismo tinha fundo, logo, a propagação dessa ideia poderia ocasionar um colapso econômico e social sem precedentes previsíveis. Afinal toda a economia local, dependia da exploração de um abismo sem fundo. Reuniram-se os moradores e estes temendo o pior para aquela localidade tomaram atitudes para proteger a descoberta e decidiram que a partir daquele momento estava proibido atirar pedras ou qualquer outro objeto no abismo, visando protegê-lo (não porque tivesse fundo, mas porque era o mais ecologicamente correto a ser feito). O local foi fechado e isolado em nome da segurança dos transeuntes. Afinal de que adianta uma mentira se essa não pode ser sustentada? De que vale viver uma verdade se ela é destruidora dos sonhos de toda uma sociedade?
Mas tais ações tiveram consequências, e o povo itinerante, proibido de ir até o local do abismo, deixou de frequentar a cidade e os impactos ficaram visíveis.
Os moradores tinham que achar uma solução, e tentativas não faltaram. Vamos descer no abismo e cavá-lo mais, diziam uns. Vamos criar a lenda do monstro do abismo, para trazer curiosos e afastá-los ao mesmo tempo, diziam outros. Enfim as mais esdrúxulas ideias surgiram, mas nenhuma conseguia resolver o problema causado por eles mesmos. (faz parte da natureza humana criar problemas para depois tentar resolvê-los criando outros problemas)
Problemas somados a problemas acabam por gerar situações extremas que exigem decisões extremas. E aconteceu que um morador em tom de brincadeira disse: “Por que não vamos todos morar dentro do abismo? Vamos levar a cidade para dentro do abismo e seremos o povo que habita o abismo”. A ideia estranha ganhou adeptos, e assim aconteceu.
Hoje Abismolândia continua sendo uma atração, não pelo abismo, mas pelo povo que habita no fundo do abismo. (e toma-lhe pedrada)


O conto não se trata do abismo e muito menos da pedra. Pensadores, pensemos.


Massako.🐢