Um Depoimento Pro meu Irmao q Amo muito
SER HUMANO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Cuidado com quem você anda. Muito cuidado: Procure sempre saber do que o outro precisa. Dê seus ouvidos e ombros; estenda sua mão. Agora sei que os nossos pais estavam certos, mesmo não sabendo que sim. Mesmo querendo nos dizer algo diferente; preconceituoso; separatista; no mínimo, equivocado.
Se nós soubermos mudar esse contexto; recontextualizá-lo a favor de um mundo melhor, teremos aprendido com os nossos pais o que os mesmos nem imaginavam que nos ensinariam:Temos realmente que ter cuidado com quem andamos. O próximo precisa de amor... todo ser humano precisa de cuidados.
FUTURO PRECOCE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Embora muito queridas, pessoas vêm e vão. As formas como vêm e vão é que podem ou não, ser ferinas. Cruel mesmo é a certeza que muitos acham que podem dar.
Não existem certezas.... mesmo assim, uns vendem; outros compram. No fim das contas tudo foi contrato, e contratos, não cabem nas relações de afetos.
Sofremos muito pelo depois... e depois sofremos pelo antes, porque depositamos grandes expectativas para o futuro e deixamos de consumar e consumir o presente.
MEUS DOIS EUS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Passei muito tempo sem entender como ser poeta me fazia tão feliz e mesmo assim havia um buraco. Sentia falta, não sabia de quê. Só dei por mim sobre o que faltava, quando ganhei de presente uma boa câmera fotográfica.
Nas primeiras fotos que fiz, com a mesma loucura do poeta que sou, concluí que passei muitos anos fazendo poesia como quem fotografa. O buraco fez sentido, e foi sanado, quando passei a fotografar como quem faz poesia.
Tinha que ser poeta e fotógrafo. Tão fotógrafo poeta quanto poeta fotógrafo. Caneta e câmera se completam como me completo intimamente com os meus dois eus.
DAS ESCOLHAS PESSOAIS
Demétrio Sena - Magé
É muito fácil não ter vícios nem cometer crimes. Para isso existem decretos na família, na escola, nas religiões e as leis, forçando a escolha corporativa ou sócio-institucional de quem teme. Dificil mesmo é não discriminar; não julgar nem fingir. É ter empatia e solidariedade; perdoar e pedir perdão... ter consciência, ética e amor ao próximo... respeitar diferenças. Essas escolhas de foro íntimo e caráter pessoal, que não envolvem medos de punições ou castigos familiar, legal nem divino são as mais difíceis, porque nestes aspectos é que o ser humano julga enganar o semelhante, às instituições, à lei, ao Possivel Deus e a si mesmo.
Respeite autorias. Isso é lei
CRONIQUINHA CONTRASSOCRÁTICA
Demétrio Sena - Magé
Ninguém precisa me situar... nunca. Sei muito bem quando sobro, falto e sou bem-vindo... e onde protagonizo, coadjuvo e sou reserva. Não me magoa, se não for explicado... explicações subestimam minha inteligência e meus estudos de mundo, vida e ser humano.
Exclusão e preconceito, abertos ou velados, são as minhas especialidades, como alvo. Desde menino. E onde me amam, mas ainda assim excluem, têm pé atrás, me deixam na reserva para convocações em jogos nos quais todos os titulares estão "quebrados" ou de férias, nem costumo cobrar... afinal me amam... creio nesse amor... preciso crer.
Só não expliquem, repito, como se a minha observação inequívoca e de múltiplos ângulos fosse algo equivocado. Neste assunto, quando me reconheço como cerne, vou na contramão do mestre Sócrates... porque tudo que sei... é que tudo sei... pelo menos de mim.
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Respeite autorias. Isso é lei
LIÇÃO DE AMAR
Demétrio Sena - Magé
Algo muito simples, mas que nunca mais fiz, porque nunca mais fui à praia, é atirar pedrinhas ao mar, em direção horizontal, para vê-las quicar três vezes no espelho d´água. Eu nunca soube se ao menos uma daquelas pedrinhas voltou na crina de alguma onda e pousou aos meus pés. Só o mar, na sua licença poética e no seu profundo mistério é que provavelmente sabe o que fez delas. O que sei é que tive o meu prazer ao atirá-las e que o mar nunca me pediu para fazer aquilo. Talvez nem quisesse.
Sou uma pessoa que não sabe amar... porque amo e quero de volta. Sempre acho que o meu amor tem que ter a devida (ou não devida) resposta. Mas eu sei do quanto estou errado. O amor é como aquelas pedrinhas que atirei ao mar. Se me coube atirá-lo, não cabe ao outro nenhum retorno, se não for o desejo do seu coração. Preciso aprender que amar já é meu prêmio e que o ser amado é o mar... só ele, no seu profundo critério, decide o que fazer do amor que atiro no espelho de suas emoções.
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HUMANIDADE VENAL
Demétrio Sena - Magé
Dizer que alguém é "uma pessoa muito boa" quase sempre se baseia no que ela dá, no quanto socorre, atende, favorece, "dá status" ou, em última instância (quando não tem posses) obedece; bajula; serve... lambe as botas... cultua(...).
A sociedade é cada vez mais vazia de pessoas que admiram e gostam de graça... da companhia, o sorriso, a cumplicidade, o apoio. Desaprendemos cada vez mais de valorizar os ouvidos nos quais desaguamos... os braços, nos contextos do abraço e do acolhimento... os olhos sinceros, a voz franca e firme (sem escoar na grosseria ou na soberba, em nome da franqueza)... um ombro amigo... um silêncio mais eloquente que mil palavras ditas.
Não valorizamos o de graça. Tem que ter posses para dar vantagem ou servilismo para cultuar quem tem posses. No que tange os conceitos de amor e humanidade, nós estamos muito longe do tempo da graça... ou do tempo do de graça.
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#respeiteautorias É lei.
MAIOR QUE TUDO
Demétrio Sena - Magé
O que sinto ti,
e não sinto muito por isso,
é maior do que meu medo;
minha ética;
meu compromisso...
minha estética social.
Maior do que todo status
(que não tenho),
do que meu empenho
pra parecer correto;
do que meu teto...
o bem; o mal...
o certo; errado...
Que toda história contada
e todo conto anti-fada
de santidade ou pecado.
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PARA DIZER NO SUPOSTO DIA DO POETA
Demétrio Sena - Magé
Sinto muito pelas pessoas com quem tenho proximidade, mas que temem respingos das consequências de conviver comigo, em razão de meu poetar contundente. Minha poesia, mesmo quando romântica, protesta contra injustiças sociais. Eu até poderia ser menos expressivo e silenciar, dentro do possível, mas isso não adiantaria muito. Na verdade, não adiantaria quase nada. Como não adiantaria minha presença ser discreta, obscura e, minhas participações em saraus e outros eventos, quando se descuidam e me convidam, serem rasas e fugazes. Mesmo em silêncio absoluto, meu olhar expressa indignação social; minha expressão facial é combativa; cada gesto meu é polêmico; até a minha respiração protesta contra injustiças, desigualdades, hipocrisia, selvageria capitalista, preconceitos e obediências servis; civis ou não.
Nunca fui ajustável nas minhas vísceras, na postura natural nem nos sorrisos, que nunca se abriram espontaneamente para quem representa oportunidades de quaisquer naturezas. Mesmo quando romantizo, eu sou um poeta que brada pelos poros e denuncia nos poemas de amor. Realmente não tenho como me ajustar nem fazer com que se ajustem à minha inquietação. Para mim, as relações corporativas, sociais ou de afeto não precisam ser entre pessoas iguais, mas entre pessoas que se veem e se recebem com igualdade. Não com ajustes, mas aceitação espontânea, livre, sem nenhum preconceito... nem o velho (e mau) preconceito educado e assistencialista dos que olham por cima feito senhores e senhoras de engenho que tratam escravos com "fineza", mas não abrem mão do andor, da estampa nem do título senhorial.
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INTENSO
Demétrio Sena - Magé
Sinto muito; por isso espero tanto,
que me frustro com tanto sentir pouco;
há um pranto pra cada frustração
desse louco sonhar que me possui...
Em amor, outros laços, tanto faz,
esta carga excessiva do que sou
é capaz de afastar as almas mornas
e qualquer coração menos intenso...
Tem um fogo de afetos que me tem;
um além, um sentido sem sentido
para quem se deteve lá no sexto...
Porque sinto, e por isso eu sinto muito
por não ter a medida comedida
dos que seguem a vida feito pluma...
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PESCA PROFUNDA
Demétrio Sena - Magé
Entendi que o silêncio tem muito a dizer;
ouvirei com olhares de arrastão secreto;
o melhor a fazer é deixar com o tempo
que tem vara e cajado pra tanger os fatos...
Será sábio fluir ao redor da verdade,
porque tudo virá pelo próprio critério,
sem deixar a metade revolvida em véu
ou mistério comum a quem guarda segredo...
Meu silêncio passeia no calar profundo;
há um mundo nos olhos e quero explorar
as florestas do quanto preciso saber...
Percebi que dar linha tranquiliza a pipa
e com isso conquisto sua confidência;
sua essência repousa nessa confiança...
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LOBO MAU
Demétrio Sena - Magé
Nunca fui muito ou nada bom em interpretar o mocinho das minhas histórias relacionais no mundo real. Fazer o mocinho se torna complicado, lá na frente, quando meus afetos querem se livrar de mim. Acho terrível deixar alguém se contorcer por dentro, porque não sabe o que fazer para me dar o "bilhete azul". Devo confessar que tenho o talento especial de fazer o vilão da trama. Penso no próximo (não digo isso para impressionar nem me fazer de mocinho nesse aspecto, em especial).
Já entendi que ser o vilão (aquele que tem ou atrai para si todas as culpas nas horas cruciais) faz muito bem ao próximo, nas questões mais acirradas e nos eventuais rompimentos de relação. Todos querem ser mocinhos e ficar bem no filme, na foto ou na novela. Não sou pessoa muito boa (fique tranquilo quem sempre pensa que vou dizer que sim), mas tenho pelo menos essa virtude ou não vilania: estou constantemente disposto a não reivindicar o papel principal de um drama.
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DE COMER POR STATUS
Demétrio Sena - Magé
Atravessei uma infância muito pobre, tendo que "aprender a gostar" de uma sopa rala; comidas feitas com restos misturados; alimentos não convencionais catados no mato, por necessidade ou fome, sem uso dos temperos - caros, para quem não tem nada - que os tornam "iguarias excêntricas".
Hoje, quando já posso comer o que me apetece ou satisfaz, não quero "ter que aprender a gostar" de escargot, caviar, larvas preparadas por chefs prestigiados e outras nojeiras caras. Variedades que existem mais para mostrar quem é quem do que para satisfazer apetites. Comida não tem virtudes e defeitos que passamos a perceber, como no ser humano. Tem sabor, é bem ou mal preparada. O sabor é bom ou ruim. E se tenho nojo, não fingirei não ter para passar no crivo de um grupo social.
Comer por status não é crível para mim. Nem é incrível. É medíocre. "Aprender a gostar" de comida por ascensão social não compõe minha índole; não tenho projeto nem intenção de mostrar a quem quer que seja, "quem é quem" e de que lado estou nessa ostentação gastronômica fútil; sem propósito nem sentido. Nem poderia, se quisesse, porque não alcancei o status inútil de quem coleciona dinheiro e joga fora o excesso, numa disputa sem fim com quem faz "clicherianamente" o mesmo.
Não quero comer, vestir, morar, consumir, ter ou fazer algo por status. Quero poder vivenciar o que aprecio, sem para tanto, precisar "aprender a gostar". O que é bom e prazeroso é à primeira garfada, ao primeiro gole, ato e utilização. Comida e coisas não "se abrem" ou se revelam aos poucos.
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Respeite autorias. É lei
SOBRE TODOS NÓS
Demétrio Sena - Magé
Sou amigo de fulano e cicrano, que são muito amigos de bertano, pessoa muito bem sucedida e influente no bairro em que nós residimos. Bertano tem um problema comigo, por preconceitos que ele nutre porque não tenho religião e sou eleitor da esquerda. Em razão disso, percebo que fulano e cicrano evitam qualquer proximidade comigo em ambientes físicos e virtuais onde bertano esteja (ou não, mas perceba essa proximidade). Em outras palavras; só são próximos a mim, com ele ausente ou distante.
Dia desses fulano e cicrano, que estão sempre juntos, vieram conversar comigo, meio sorrateiros. Olhavam muito em volta: quem sabe, verificando se não passava ninguém que depois pudesse contar para bertano que o viram comigo. Quando eu lhes disse, com muita franqueza, que sabia o que vinha ocorrendo nos últimos dias, eles bem que tentaram se explicar. Disseram que só não queriam aborrecimentos e, pelo que depreendi, havia uns interesses envolvidos, etc. Segundo eles, eu devia entender. Explicações esdrúxulas.
Não entendo. Não entendo escravidão social, afetiva, ideológica, de classe nem qualquer outra... também não entendo "sinsenhorismo" e vocação para camuflagem. Se não entendo, é porque sei lidar com a diversidade... separar quem de quê... ser fiel às amizades opostas entre si... nunca julgar ou deixar que julguem por mim ou me orientem sobre quem é quem. Eu jamais entenderia esse rastejar nas sombras; esse viver de modo a dar satisfações de como vivo, com quem lido e de minhas verdades existenciais.
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Que seja especial, que torne a vida muito mais divertida muito mais colorida que seja uma felicidade só, mas que rompa as barreiras do eu.
Embora semelhantes, muito diferentes!
Obrigada Senhor, não pela diversidade.
Obrigada Senhor, não pela indiferença;
Mas sim, Obrigada Senhor, pela diferença entre os seus!!!
Há muito tempo a deriva lutando contra uma mare a qual eu não podia com ela, cansado de remar contra o fluxo da minha natureza, resolvi largar os remos.
Deixando assim a mare me levar em direção ao horizonte, quem sabe por lá exista uma ilha onde possa recomeçar minha caminhada em busca de paz...
Não vou à igreja por me considerar perfeito, muito pelo contrario vou porque sei que sou incapaz, incompleto e imperfeito.
Como você, também dependo do amor de DEUS para me completar.
Se ele me confiou a responsabilidade de servi-lo em minha comunidade provavelmente és porque ainda tenho muito que aprender e principalmente ele fez isso para me manter na linha sempre seguindo seus passos...
Obrigado DEUS pelas provações que me tens confiado, a cada uma confirmo ainda mais a minha necessidade de Fé.
Seja exclusivo, tudo para você tem que vir em primeiro lugar, pois és muito especial.
Não deixa que as outras pessoas te passem para trás, pois você é único, cheio de qualidades.
Por tudo isto, é direito seu de ter a honra de ser primeiro em tudo.
Tome posse de seus direitos, ame , respeite, sirva primeiramente os outros.
E principalmente, PERDOE primeiro.
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