Um Amor Amigo Companheiro
O abandono dói porque rompe expectativas, mas também ensina sobre limites, amor-próprio e sobre a natureza impermanente das conexões humanas. Não é vingança nem ressentimento que traz paz; é reconhecimento..
você ainda é inteira, valiosa, mesmo quando alguém decide caminhar por outra trilha.
Agora entendo: o amor verdadeiro não grita, não cobra,
não exige.
Ele apenas espera.
E o dela esperou por mim.
O olhar
Carrego no peito
o olhar da mulher
que nunca quis me conhecer.
Não foi amor.
Foi ausência.
E mesmo assim, ficou.
Tatuei não o rosto,
mas o olhar.
Porque era ele que me atravessava
sem nunca me tocar.
Ela não ficou.
Não chamou.
Não voltou o gesto.
O que ficou fui eu,
com a pergunta aberta
batendo no osso.
Esse olhar no meu peito
não é dela mais.
É a prova
de que sobrevivi
ao não-ser-vista.
Hoje entendo:
não marquei submissão,
marquei memória.
E memória não manda.
Só lembra
de onde eu vim
e por que não volto.
Amor é quando dá medo e, mesmo assim, você fica.
Não porque precisa, não porque falta algo, mas porque escolhe.
O resto é apego com fantasia bonita.
Desapego não é ausência de amor.
É a decisão de não se diminuir para mantê-lo.
Amadurecer emocionalmente é aceitar três coisas duras:
Nem todo sentimento vira reciprocidade.
Nem toda conexão vira permanência.
Nem todo valor é reconhecido por quem o recebe.
O erro comum é tentar “ensinar” o outro a perceber.
Mas percepção não se força. Ou a pessoa alcança, ou não.
Quem não te assumi na luz
Não merece o teu amor no escuro
______________
Ou te escolhe..
Ou te perde.
Tem gente que chama caos de amor
porque nunca aprendeu a oferecer paz.
E quem tenta salvar tempestades humanas
quase sempre termina afundando junto.
Justa Causa da Vida
Tem gente que perde dinheiro e aprende.
Tem gente que perde amor e amadurece.
Mas perder o réu primário por justa causa da vida…
isso aí é quando o mundo te empurra pro abismo
e ainda pergunta por que tu caiu.
A verdade é que ninguém nasce querendo guerra.
A maioria só queria paz, um café quente,
uma conta paga
e alguém que não destruísse a própria sanidade.
Mas o sistema adora fabricar monstros
e depois vender moralidade em prestação de culpa.
Perder o réu primário às vezes não começa no crime.
Começa no abandono.
Na fome.
Na humilhação diária.
Na porta fechada.
No “volta amanhã”.
No olhar torto de quem nunca precisou sobreviver.
E quando a vida te encosta na parede,
até o silêncio aprende a carregar faca.
No fim, a sociedade aponta o dedo,
mas esquece que foi ela mesma
quem ensinou tanta gente
a sangrar sem fazer barulho.
Desejo não invalida amor. Saudade não invalida distância. E lembrar de alguém não significa traição emocional com outra pessoa.
A carência veste a saudade de amor. A esperança veste a ausência de interesse de paciência. E o coração, teimoso como só ele sabe ser, completa sozinho as partes da história que nunca aconteceram.
A saudade costuma mostrar as flores e esconder os espinhos. O coração sente falta do amor, mas a memória precisa lembrar por que aquilo terminou.
Banho quente, comida boa e o amor de quem se ama.
No fim, a felicidade quase nunca mora no excesso. Ela costuma chegar em silêncio, aquecendo o corpo, alimentando a alma e encontrando abrigo no coração de quem nos escolhe todos os dias.
Entre elas, o amor não pediu licença para existir. Apenas floresceu. Porque quando duas almas se reconhecem, o coração não pergunta gênero, apenas aprende uma nova forma de sorrir.
Às Vezes, o Amor Chega Baixinho
Engraçado... o coração mudou de direção.
Já não procura quem virou solidão.
Hoje, no meio do caos, do vazio e da dor,
foi o teu silêncio que me falou de amor.
Você diz tão pouco... e mesmo assim me alcança.
Em poucas palavras, reacende minha esperança.
Eu estou gostando de você, não há mais como esconder.
Pois quem toca a alma em silêncio, faz o coração florescer.
✍🏻 Lucci Santz
O amor tem dessas ironias elegantes.
Você passa a vida achando
que está procurando uma pessoa,
quando, na verdade, procura um
sentimento de lar. E, de vez
em quando, os dois resolvem
aparecer no mesmo rosto.
