Um Amor Amigo Companheiro
Um cara que tem de ser respeitado é o tal do Sentir. Sobre ele não temos controle: é atemporal, doido, desaforado e vive nos extremos — ou odiamos, ou amamos, sem meio-termo. Não se explica nem se entende. Agora, convenhamos: não dá pra viver sem ele.
Até um extrato de tomate consegue ser mais concentrado do que aquele que se diz compromissado, mas na realidade se dispersa facilmente com assuntos do seu interesse.
É uma pena que eu não tenha um botão de delete pra tirar você da minha vida, do meu coração e da minha cabeça.
Toda manhã recebo mais uma oportunidade de fazer diferente.
Um Recomeço.
Na oportunidade evitarei o erro.
Posso tentar me distrair, em uma roda com amigos, com um copo de bebida, mentindo para mim mesma que isso é tudo que eu preciso. Mas quando a solidão vem, quando eu tenho realmente tempo de pensar em mim, eu vejo que me falta algo: você. Tentei esquecer, substituir, mas quando nossas almas se tocaram, nossos laços se uniram para sempre. Qualquer tentativa de esquecimento é em vão, é vazia, porque meu amor, nós fomos feitos um para o outro. E quem sabe um dia a gente se encontra novamente em circunstâncias diferentes, mais maduros e também mais conscientes. Sabemos que apesar tudo, nosso amor foi feito para dar certo, e é por isso que nos desencontramos e nos encontramos tantas vezes...tantas diferenças, mas não sabemos viver um sem o outro.
Da mesma forma que temos dificuldades em aceitar as diferenças um do outro, os erros e medos que tantos nos prejudicam, nós também não sabemos viver um sem o outro. E é por isso que depois de tantos desencontros, nós damos um jeito de nos encontrarmos novamente. Mesmo quando estamos separados, em momento algum eu deixo de te amar. Meu pensamento sempre se direciona a você...
Muitos podem passar pela minha vida, mas você é diferente. Você marcou um pouco mais minha trajetória. Talvez seja por isso que ainda penso em você e não consigo te deixar para trás.
A maior ilusão que carreguei no peito foi acreditar que a intensidade de um sentimento bastava para segurar o mundo. Eu tive a chance de caminhar ao lado de uma mulher extraordinária; sua alma transbordava generosidade, os olhos sorriam antes dos lábios e a presença trazia uma calmaria que nenhum lugar do planeta conseguiu repetir. No entanto, caí na armadilha mais antiga do coração humano: a zona de conforto do afeto garantido.
Quando o destino coloca a pessoa certa na nossa jornada, a mente sabota a realidade fazendo parecer que o amanhã é eterno. Deixei de notar os pequenos silêncios dela. Ignorei os cansaços mudos, achando que o laço que nos unia era indestrutível. O erro cometido por quem ama demais costuma ser o orgulho bobo de achar que o outro suportará qualquer ausência, qualquer deslize, só porque fomos rotulados como almas gêmeas. O apego cega a percepção.
A vida pune severamente essa negligência. O universo não tolera o desperdício de milagres cotidianos. Em um amanhecer qualquer, a linha invisível que nos conectava simplesmente se rompeu, não por falta de carinho, mas pelo peso dos desencontros acumulados que a rotina disfarçou. Vê-la partir quebrou o espelho do meu egoísmo.
Aprendi da forma mais dolorosa que os encontros celestiais exigem manutenção terrena. Ficar longe de quem completa nossa essência transforma os dias em mera contagem de tempo. Hoje, guardo as lembranças como joias trancadas na memória.
Se o fio que prende você ao seu par ideal ainda permanece intacto, cuide de cada centímetro dele agora, pois o amanhã costuma ser um mestre cruel que ensina o valor do abraço apenas através da saudade vazia.
No meio evangélico, chega a ser curioso: quase todos começam por baixo, sem ganhar um real, fazendo tudo voluntariamente 'em nome de Deus'. Com o passar do tempo, uns viram pastores, outros se tornam cantores gospel e algumas viram missionárias. De repente, a vida deles muda drasticamente: passam a desfilar com ternos de grife, carros milionários e relógios de marca. Enquanto isso, a vida dos membros da igreja não muda; continuam na mesma luta de sempre.
Os seres humanos tornam a vida tão interessante. Você sabia que, em um universo tão cheio de maravilhas, eles conseguiram inventar o tédio?
A lei da semeadura é um absurdo. Pois é o grito dos oprimidos em um mundo que ama ser opressor e usurpador.
"Felicidade plena não existe.E sim a serenidade.Temos momentos de alegria e não um estado permanente de satisfação.Separações, a morte de pessoas e bichos queridos, doenças e acidentes são inevitáveis. Superando o medo alcançamos a serenidade. Pois, o medo nos torna egoístas e nos paralisa e impede aqueles momentos de alegria e pensamentos inteligentes e com liberdade"
Mas saibam que a franqueza é a primeira virtude de um defunto.
Na vida, o olhar das opiniões, a diferença de interesses, a luta das cobiças, nos obrigam a esconder, disfarçar, enganar os outros e a si mesmo.
Não confunda amizade virtual com os amigos da sua convivência diária. Há um teste fácil: fique sem dar um "alô" a muitos de seus contatos e veja quantos falam com você. O mundo das mídias é o das aparências/enganações.
A maior sorte do mundo,
Felicidade duradoura,
o sorriso mais intenso, uma alma brincalhona,
um amor verdadeiro e amizades acolhedoras.
O inferno não é um lugar distante, escondido em algum canto do universo. Muitas vezes ele acontece aqui mesmo, entre escolhas, atitudes e consequências.
Há pessoas que passam pela vida acreditando que podem ferir, humilhar, enganar e seguir adiante sem que nada aconteça. Caminham com a certeza de que são mais espertas que todos os outros. Mas o tempo tem um jeito curioso de colocar cada ato diante de seu próprio reflexo.
Nem sempre a resposta vem rápido. Nem sempre vem da forma que esperamos. Porém, cedo ou tarde, cada semente encontra sua estação.
A vida não precisa de vingança para equilibrar as coisas. Ela trabalha em silêncio. Enquanto muitos comemoram vitórias construídas sobre a dor alheia, o destino registra cada passo, cada palavra e cada escolha.
Por isso, não temo o que me fizeram. O que pertence a mim, carrego comigo. O que pertence aos outros, a própria vida se encarrega de devolver.
Porque, no fim das contas, o inferno não está depois da morte.
Muitas vezes, ele começa exatamente no momento em que somos obrigados a conviver com as consequências daquilo que escolhemos ser.
Olhar para trás muitas vezes parece um exercício doloroso de contagem de ruínas e promessas esquecidas pelo caminho. O passado não é um lugar para onde se possa voltar, mas um fantasma insistente que insiste em sentar à nossa mesa. Aprender a conviver com essa presença é o primeiro passo para não permitir que ele devore o nosso presente.
- Tiago Scheimann
(IN)COMPATIBILIDADE DE GÊNIOS
Satisfazia
todos
os seus
desejos
até que um dia
fui jogado
dentro de
uma garrafa...
