Tudo Oque eu Sentia Acabou

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Eu não peço fidelidade, não peço que fique . Meus olhos não podem ver quando está longe, não posso sentir se esteve em outro colo.
Mas sinto quando outro corpo te deseja, e sim minha carne treme de ciúmes, minha boca saliva querendo soltar palavras ofensivas e dizer q vc é meu. Mas logo me recomponho e recolho ao meu lugar, se não estiver bom para mim, sou eu que preciso sair e não te obrigar a se retirar.
Não sei até quando vou aguentar te ver sendo desejado sem poder me expressar.
Andando sobre as sombras, sem poder me iluminar com trocas de olhares em público.
Não costumo fazer alarde, quando perceber já estou indo. Me dói mais ficar do q estar longe.
Um peso q preciso medir, uma escolha difícil de fazer.
Eu faço por mim, por nós, por não odiar, por aceitar q seu lugar é aqui. Rodeado de olhares amorosos, e em 5 meses uma nova eu estará nascendo em vc novamente.
Tudo outra vez, seu coração batendo, suas inseguranças, e a paixão q sente tão repentina.
Logo vc descobrirá q nunca amou de tal maneira quanto a ama, a próxima!
Eu serei apenas lembrança.

⁠Eu não sei esconder o que sinto e sinto muito por sentir demais.

Por mais que a gente viva brincando, eu amo ser seu amigo e tenho sorte por ter vc na minha vida.

Eu não quero morrer porque odeio a vida, é mais por eu não conseguir encontrar um motivo forte o suficiente pra continuar nela

Eu me sinto perdido mais um dia, sobre essas sensações confusas e discordantes. Em meu corpo há uma luta eterna entre o ódio e o amor, ódio a todos que me rejeitaram, e amor ao que poderíamos ter tido. Amizades profundas ou até mesmo amores intensos. Como calibrar esses lados e conseguir viver sem tamanha angústia em meu peito. Sinto-me tão ferido, certos momentos é difícil falar ou focar na realidade. Penso como posso me manter caminhando se a cada vez que há uma pedra eu a vejo e sinto ela, tocando tua forma, vejo seus entalhes, passo dias fitando-a. Não é só uma pedra, é uma antiga montanha, ela se forma tão grande e cheia de significados, como ver ela como uma simples pedra e pular sobre ela? Só de imaginar ter que dar um passo sobre tal pedra minhas pernas perdem a força. Não é uma pedra, ela é a pedra angular que sustenta o muro. E por alguma razão me tornei o muro que ela sustenta.

Essa noite eu alimentei a morte com um pouquinho da minha vida.

Eu também não me entendo..

Hoje eu escrevo não com tristeza, mas com calma.
É uma despedida - um sussurro ao vento, um último olhar para o horizonte antes de partir.


A vida me ensinou a sentir, a cair, a levantar, e a amar com intensidade. Houve dias de sol, chuva, risos que ecoaram com alegria e silêncios que pesaram a minha mente. Mas, em cada um deles, aprendi um pouco mais sobre o que é ser humano.


Deixo para trás o medo, as culpas e os "e se" que me acompanharam por tanto tempo. Levo comigo as lembranças que me quebram por dentro, não só, mas as que aquecem meu coração - os rostos, as vozes, os momentos de paz, e que me tornaram ser quem eu realmente sou.


Se algum dia alguém ler estas palavras, por favor entenda: não é o fim, é apenas um cansaço eterno.
A vida não termina quando o corpo de cala, mas quando a calma deixa de sonhar.
E a minha, enfim, aprendeu a descansar em paz, grata por ter existido não desejo viver neste mundo.

Quanto mais passa o tempo, mais eu me convenço que é melhor permanecer solteiro mesmo, é uma Grande Benção, é a Graça de Deus para a vida humana.

SERTÃO VIRA MAR


No dia em que o sertão
For se transformar em mar
Eu vou caminhar na praia
De mãos dadas, namorar
Estar perto do oceano
Não ver mais em nenhum ano
Seca e fome assolar

Eu fui calado, eu observo calado. As pessoas discutem tanto para ter razão que esquecem de ter consciência.
Muita gente adora dizer como você deve viver... mas não consegue organizar nem a própria vida.
Tem gente que fala como especialista, opina como mestre e critica como juiz... mas não vive o que fala.
O conhecimento faz a pessoa humilde. A ignorância faz ela se achar demais.
São anos trabalhando com pessoas, e nessa vida, se a gente não aprende a observar mais do que falar, a gente não evolui

ANTES QUE EU DEVANEIE DE VEZ


​Sou poeta de múltiplas vidas e emoções
Umas vividas e outras inventadas
Amores que nunca cheguei a ter
E jazem em mim, sufocadas, por não desabrochar.

​Devaneio dia e noite nas obscuras
Profundezas da escrita — pela dor
Tão intensas nas vidas que criei
Dar-lhes vida? Que audácia tamanha, a minha!

​Fui apenas fantasma na estrada e vaguei
Sem que o mundo notasse a minha presença
E afastei-me, sem que sentissem a minha falta


​Neste círculo de irrealidade onde me encontrei
Oh Poema! Oh Deus! Beliscai-me, uma última vez!
E traga-me à terra firme, antes que eu devaneie de vez


​Por: Anilya Atsoc

"O amor verdadeiro não se mede pelas respostas certas, mas pelos pequenos gestos que dizem 'eu escolho você, todo dia'."

O amor humano, quando é puro, tem o poder de ressuscitar a alma cansada e foi assim comigo. Eu já quis me fechar para o mundo, mas vieram algumas almas boas e me ensinaram que vale a pena deixar a porta entreaberta.⁠

Se motivos me dessem para desistir,
Eu já teria deixado de existir.
Mas como eu ainda existo, não deixo de sorrir,
Porque me orgulho de quem sou e sou feliz.


E tu, um dia, se pensas em desistir,
Deixa essa ideia e vai te divertir.
Porque por um motivo estás aqui,
E lembra-te: Nunca te deixes de sorrir.


És amado, tens quem gosta de ti,
E se haja quem não goste, afasta-os de ti.
Porque és perfeito e não deves desistir.
O segredo de tudo isto é que tu sejas feliz.

Eu aprendi que nós momentos de crise a gente consegue filtrar melhor as energias.
O processo natural dos momentos difíceis são parte de um mecanismo de limpeza espiritual.

Eu sou a porta que se abriu
Eu sou o véu que se rasgou
Eu sou a vida
Eu sou a Luz
Eu sou o verbo que chegou
Eu sou o grande salvador
Eu sou a graça
Eu sou Jesus
Coro
E todo aquele que por mim clamar
e todo aquele que me aceitar
Eu o garanto ao pai
E todo aquele que por mim clamar
e todo aquele que me aceitar
Eu o garanto ao pai
Eu sou a estrela da manhã
Eu sou o grande Salvador
Eu sou a vida
Eu sou a Luz
Eu sou o verbo que chegou
Eu sou o grande salvador
Eu sou a graça
Eu sou Jesus
Coro
E todo aquele que por mim clamar
e todo aquele que me aceitar
Eu o garanto ao pai
E todo aquele que por mim clamar
e todo aquele que me aceitar
Eu o garanto ao pai

Felicidade

Felicidade
é saber
que todos são substituíveis —

eu,
você,
e até
os ditadores mais imundos.

Eu aprendi ao longo da vida, que não se deve destruir todas as utopias, pq sem elas muitas pessoas entram em depressão e morrem. Portanto, até o que é razoável que questione certas “mentiras sagradas” pode ser atribuído como heresia, porque ela existe em todo o campo do saber, do crê e do viver, como decorrência fatalista.
F. Meirinho

DECLARAÇÃO - a raiz do poema ao meu pai


Eu não me lembro da minha infância com nitidez. Ela passou depressa demais. Num instante eu era apenas um menino, com um carretel rolando, uma pipa subindo. Havia um morro, um dia desbastado, que virou campo de futebol e depois virou casas. Quando percebi, eu já estava crescendo, começando a viver as coisas.


Um dia, eu apareci no seu trabalho. O senhor me levou ao restaurante do português. Como aquilo foi bom! Lá serviam uma sopa horrível — eu detesto sopa — mas com você tudo tinha sabor. O senhor pediu um refrigerante de dois litros. Não lembro o que comi; talvez bife, talvez peixe. Mas lembro que a comida do português era maravilhosa. Estar contigo era a minha vida.


Trabalhei ali. Depois vivemos muitas outras coisas. Num outro dia, voltei ao seu trabalho e contei que conheci uma garota com quem queria me casar. O senhor me aconselhou, me apoiou. E me ajudou por vinte e oito anos.


Depois, me trouxe para uma terra linda, onde eu jamais imaginei ser capaz de viver, de criar meus filhos. Durante muitos anos, eu era despertado com o seu grito, avisando que tinha trazido o pão. Hoje sou eu quem leva o pão para minha mãe.


Levei muitos anos cuidando do senhor. Era maravilhoso te conduzir pela mão. Eu tinha um carro comprado pelo senhor — o último que eu escolhi, e eu o amava. Mas você já não conseguia mais entrar nele. E no dia em que precisei te levar ao médico, ele não funcionou. Tive que chamar um Uber às pressas. Aquilo me revoltou. Eu precisava de um carro mais baixo, mais confortável, mais novo.


Consegui comprá-lo sete dias antes da sua partida. O senhor passou o dia inteiro comigo naquela loja. Durante a semana, fizemos planos. Naquela quinta-feira, o senhor me disse que, se algum dia eu ficasse triste, eu cantasse um louvor ao nosso Deus… e hoje eu tenho tanta dificuldade de cantar.


No dia da sua morte, eu não ouvi a sua voz. Fui buscar o carro na revisão — coisa que poderia ter feito no dia anterior. Era sábado, 14 de junho de 2025. Depois, fui à formatura do seu neto. Dei palavras de conselho a duas pessoas, sem saber que, na verdade, eu estava aconselhando a mim mesmo. Porque, naquele mesmo dia, eu veria você partir.


Foram 45 anos. E naquele dia eu vivi meu primeiro batismo de fogo. Tive que olhar para o mundo e dizer: “Agora eu sou homem. Eu não tenho mais pai.”


Hoje estou aqui, fazendo um trabalho que não gosto, realizando tarefas que não quero, mas por obrigação, por dever. Pelo compromisso de honrar sua memória. Ser pai. Ser marido. Cuidar da minha mãe. Amar a mulher que eu amo — mais do que nunca — e meus filhos — mais do que nunca. Carregando o peso da tua ausência, olhando para um mundo nublado, mas tentando buscar contentamento num futuro incerto que o senhor me ajudou a construir.


Obrigado, meu pai. Obrigado.


Eu sempre te disse que te amava. Te abracei, te beijei, ouvi tua voz. E agora estou começando a ouvi-la de novo, como eco voltando devagar.


Obrigado, pai. Obrigado por tudo.
Eu prometo que, daqui para frente, vou fazer diferente. Vou buscar ir mais longe — muito mais do que o senhor sonhou para mim.


Um beijo.
Um abraço.