Tudo Oque eu Sentia Acabou
DOS CABELOS COLORIDOS
- Os cabelos são coloridos, mas o coração é preto e branco, eu disse.
- É a espera, ela falou.
Então eu respondi:
- a Espera é a primeira parte da Esperança!
Ela então sorriu para mim e o que coloriu foi o meu dia. Sem saber, ela havia tornado-se um arco-íris ambulante.
Praticamente todas as noites eu saio para ver as estrelas. Existe algo nelas que me fascina, como se sussurrassem respostas aos meus dilemas, como se pudessem escutar tudo aquilo que um homem precisa dizer e ninguém pode escutar. Eu sempre procuro a constelação de Órion, como quem procura um velho amigo com quem pode desabafar, aquele um que somente poderia ser o doador dos conselhos mais necessários. E lá está ele, a constelação do caçador, clava em mãos, feroz e combatente, ameaçando galáxias distantes. Somos feitos da mesma matéria e mesmo assim, somos muito diferentes. Minha existência passa num sopro, a dele, em bilhões de anos. E mesmo sendo tão imenso e grandioso, ainda assim essas estrelas tem uma jornada mais trivial do que a minha, cheia de altos e baixos, cheia de tanta coisa que eu gostaria de poder resolver. Ainda assim, gostaria de por pelo menos uma noite, ser essa constelação, e ela ser eu. Eu estaria acima de tudo isso que vivo, e o caçador entenderia que ser um homem pequenino, é muito mais complicado do que ser uma constelação gigantesca. Muito mais.
As vezes eu penso que poderia abraça-la, aspirar-lhe o cheiro dos cabelos, e aninha-la em meu peito, apertando bem forte. Forte como quem não quisesse largar jamais. Então vem a mão fria da realidade e diz: Jamais! Sol e lua, sol e lua! Quando um brilhar, o outro terá de esconder-se!
Quem eu amo, não me quer, e quem me quer, não é a que eu amo. Eu não quero a que me quer, e quem quer a que me quer, não é querido por quem me quer. Eu quero a que eu amo, e a que eu amo, nem me ama nem me quer. Ela quer um que não a quer, e que quer uma que não lhe quer. No fim, acabamos ficando com quem não queremos, e deixamos de amar quem queríamos por não ter sido anteriormente amados por quem outrora quiséramos. E todo mundo fica com quem não quer, porque ficar sozinho também não quer.
Eu não sou o homem mais inteligente do mundo, e nem tenho a sabedoria que muitos tem. Mas eu sei o segredo da felicidade, e descobri ele de forma muito fácil. E pensa num segredo sem segredo nenhum: comer, beber, dormir. Amar quando puder, chorar se precisar, ter amigos. Somente isso, a suma de todas as coisas mais simples que existem. Todas as coisas grandiosas que queremos, elas apenas acrescentam à felicidade, mas nem de longe a criam. A vida é verdadeiramente feita das coisas mais simplórias. E como disse o maluco beleza, para quem provar que estou errado, eu tiro meu chapéu.
A tempestade cai lá fora, e cá dentro, chove você. Dia e noite, como num dilúvio sem fim. E eu não posso fazer nada.
Quem sou eu, além das máscaras que uso, e das feridas do meu passado? Quem somos nós, senão a soma de tragédias e amores, de glórias e horrores, de vidas e de mortes, num ciclo de queda e crescimento sem fim?
O DIA DO MEU VELÓRIO
Pois é, eu acreditei que neste ano eu não morreria, cheguei a fazer planos. Mas como meu pai já dizia: "- o homem faz planos e Deus dá risada." ...
...e não é que ontem mesmo eu morri!!?
Organizaram até um velório, apesar de tantas vezes eu pedir aos amigos para que não expusessem meu corpo a essa indignidade...
No velório apareceu gente de todo tipo e com todo tipo de intenções. Teve gente que jurava que eu era um anjo nesta terra. Lógico que de imediato eram confrontados por aqueles que muitas vezes emergiram do inferno, junto comigo, para missões desonrosas.
Pessoas apareceram até para pedir perdão pelo abandono, pela covardia e pela maldade tantas vezes praticados contra mim. Mas como pode um corpo frio e sem ânimo perdoar alguém. Aliás, o perdão não pertence apenas a Deus ?!
Teve gente também que queria apenas constatar a minha morte para poder arrotar a valentia que estava engasgada pelo medo.
Teve gente que jurou que seu amor por mim seria eterno, mesmo após aquela sessão fúnebre que determinava meu fim. Essa mesma gente, enquanto eu vivia, nunca soube sequer o que era amar.
Como é deprimente um velório!
Gente falsa, fraca e hipócrita.
Por isso, eu cumpri com a minha mais premente promessa: Eu não estava lá.
Afeto é troca
...e me pediram um beijo. Eu disse não, é óbvio, jamais me permitiria uma indignidade dessas... então nos beijamos, deliciosamente...
Beijo bom, não é dado nem roubado..
Beijo bom, mesmo, é trocado ! (A.F.C)
Se a pessoa que está ao meu lado não faz com que eu me sinta a pessoa mais incrível do mundo e se eu não sentir-me obrigado a fazê-la sentir o mesmo, apenas uma coisa está certa:
- Ambos escolhemos a pessoa errada.
Eu fiz curso de datilografia e isso me conferiu uma certa superioridade temporária, não apenas para para a seleção do mercado de trabalho, mas também por que naquele momento eu pertencia a uma "elite" que tinha acesso a um servico que não era comum às pessoas da minha classe social.
Eu me tornei PROPRIETÁRIO de um título.
Isso me deu uma centena de respostas certas para perguntas da época.
Hoje eu ainda TENHO o título. Ainda TENHO as mesmas respostas.
Isso não me fez melhor.
Hoje ninguém sabe muito bem o que é um datilógrafo. Ninguém mais me pergunta o que eu aprendi a responder...
Foco ? Pra quê ? Por quê ? Propriedade ?
DINAMISMO e ACESSO, me parecem mais inteligentes.
Há muito tempo, eu perdi o foco. Aprendi a perder e negociar.
Todos os dias eu desisto de alguma coisa, mas às vezes, eu as recomeço no dia seguinte.
Eu percebi no seu olhar, que brilha mais que o sol, a felicidade de uma criança e o simples beijo de um beija-flor.
"O menos eu esperava
Encontrei uma flor
No meio de tantas outras
Foi a que mais se destaco
Com o seu cheiro perfumado
Um sorriso sincero
Seu olhar no meu olhar
É tudo o que eu mais quero
Flor a das mais Belas
Vou conquistar o teu coração
Mesmo que vós não quereis
Vai me servir de Lição
Com suas pétalas lindas
Achei tanta Inspiração
Que depois de um tempo
Descobrir uma grande paixão..."
Da varanda olho a lua
Parece nao corresponder
E é assim quando eu te olho
Nada parece ter poder
Como queria que notasse
Na minha forma de dizeeer
Como queria que soubesse
O quando eu quero você...
Asas do Coração
Eu tentei seguir, deixar você voar,
Como borboleta que escolhe onde pousar.
Mas o vento trouxe seu perfume de volta,
E meu coração ainda te chama, não solta.
Você foi, mas ficou em cada lembrança,
O jardim do meu peito guardou a esperança.
Asas do coração, que voam sem direção,
Voltam pra mesma flor, o destino não erra, não.
Por mais que o tempo passe, o amor não diz adeus,
O que é verdadeiro sempre volta aos braços seus.
Você tem outro alguém, mas não dá pra enganar,
Eu vejo nos seus olhos, você quer voltar.
Nosso amor é como o céu, sem fim e sem medida,
Mesmo longe, ele encontra a saída.
Você foi, mas ficou em cada lembrança,
O jardim do meu peito guardou a esperança.
Asas do coração, que voam sem direção,
Voltam pra mesma flor, o destino não erra, não.
Por mais que o tempo passe, o amor não diz adeus,
O que é verdadeiro sempre volta aos braços seus.
E se borboletas voam, é pra aprender,
Que o amor precisa de liberdade pra viver.
Mas quando encontram o lugar pra repousar,
Sabem que ali é onde devem ficar.
Asas do coração, que voam sem direção,
Voltam pra mesma flor, o destino não erra, não.
Por mais que o tempo passe, o amor não diz adeus,
O que é verdadeiro sempre volta aos braços seus.
Asas do Coração - O amor não Morre
No silêncio de uma estrada vazia,
Eu carrego as memórias, a dor e a poesia.
Teu sorriso ainda é o sol do meu dia,
Mas as borboletas já voaram, fugiram pra outra sintonia.
E o vento sopra, traz seu perfume,
Mistura saudade com o amargo do ciúme.
Será que o tempo cura ou só disfarça?
Se o coração insiste, a razão já não basta.
Voam, voam, asas do coração,
Entre flores e espinhos, entre perda e perdão.
O amor não morre, só muda de estação,
Mas às vezes volta, feito chuva no verão.
Te vi de longe, de mãos com outro alguém,
E percebi que o destino brinca também.
Mas quando nossos olhos se cruzaram no vento,
Foi como se o passado gritasse no silêncio.
E as borboletas voltaram a girar,
Cada lembrança fez meu peito chorar.
Será que ainda há espaço pra nós dois?
Ou esse jardim ficou pra depois?
Voam, voam, asas do coração,
Entre flores e espinhos, entre perda e perdão.
O amor não morre, só muda de estação,
Mas às vezes volta, feito chuva no verão.
Se eu pudesse voltar, te daria mais de mim,
Cuidaria do nosso amor como o mais belo jardim.
Mas agora só me resta o eco da tua voz,
E essas asas quebradas que ainda voam por nós.
Voam, voam, asas do coração,
Entre flores e espinhos, entre perda e perdão.
O amor não morre, só muda de estação,
E às vezes renasce, no fim da escuridão.
Segunda Metade
Eu corri tão depressa, sem olhar pra trás
Me perdi nas promessas que o tempo desfaz
Colecionei cicatrizes, deixei sonhos no chão
Acreditei que a vida era só ilusão
Mas agora eu vejo, há mais pra viver
Não é sobre o tempo, é sobre aprender
A segunda metade é pra me encontrar
Costurar os pedaços que o vento levou
Fechar as feridas, deixar cicatrizar
O que a primeira metade quebrou
Já não busco respostas em quem não ficou
Nem carrego saudades do que não voltou
Cada linha no rosto é um mapa, um sinal
Que a vida começa depois do final
Se a dor foi um dia meu porto seguro
Agora eu navego sem medo do escuro
Porque sei que o sol sempre vai despertar
E o que me feriu já não pode me quebrar
A segunda metade é pra me encontrar
Costurar os pedaços que o vento levou
Fechar as feridas, deixar cicatrizar
O que a primeira metade quebrou
Não sou quem eu era, mas sou quem eu quis
A segunda metade me fez mais feliz
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