Trovas de Amor
Pétalas do Maquilishuat,
com magia e esplendor,
caindo sobre o amor.
Inevitável envolvimento
e doce encantamento,
inelutáveis do coração.
Tua ginga de Rio Lempa
rompe qualquer dilema.
És o meu bonito par,
sob medida para dançar
o Xuc até o sol raiar,
com a delícia de amar.
Somos as linhas previstas
por Roque Dalton:
a continuação, a celebração
e a inelutável sedução.
Crescemos almas ardentes
no crisol da rebelião.
O charme da minha saia
capturou a tua atração.
Diante de tal rendição,
entreguei-me à perdição.
A tua existência tem sido
motivo da minha devoção.
Masers de água interestelar
para lavar e nos purificar
sob medida para pôr o que
é de amor no seu lugar.
[Nada irá nos parar.]
Como sintoma de amor
e de paixão, contando
com a sombra da Caoba,
o meu coração canta
canções de Merengue
como o Rio Yaque del Norte
canta ao encontrar o mar.
É bem deste jeito intenso
que vamos nos enveredar.
Meu é todo o seu amor,
e assim sou o teu amor;
e é assim que, enamorados,
nós vamos nos encontrar.
Não há nada que distraia
quando há vontade de amar,
seja na República Dominicana
ou em qualquer outro lugar.
No teu ouvido tu haverá
de ouvir o meu chamado
de amor baixinho até vir
me encontrar e para mim se dar;
E deliciosamente vou retribuir,
e de nós orgulho vamos esbanjar.
O amor romântico é necessário. Nenhuma relação se sustenta sem sonho e sem um pacto de mútua sedução contínua. Quando há realmente o amor romântico na relação de um casal não existe nem mesmo hierarquia.
Sem amor romântico viramos colonizados pelo materialismo, flertamos com vários tipos de precipícios e estamos fadados a obedecer o que for colocado de pior nos nossos cardápios mentais. Viramos robôs e encontraremos graça a flertar com as IA's.
Os caminhos estreitos
não são impedimentos
para o amor e a paixão
encontrarem e fazerem
ardente o seu coração.
Avassaladoramente...
Com amor e guarânias
tu hás de nos alegrar,
E os meus cabelos
tu hás de enfeitar
com o véu de ñanduti.
Porque só de ti não
quero outro destino;
Não me importa que
digam que ainda
hoje crer no amor
seja um real desatino.
Saborearemos juntos
o mais doce mburukujá,
Desejamos que a lenda
permaneça onde está:
amar hoje é possível.
O melhor do amor
assim nós queremos,
O Hemisfério Austral
em ritmo inaugural
nos prepara o incrível.
Sentir, mesmo sem ver,
o teu amor ardente,
é próximo de encontrar
o próprio reflexo na beirinha
do rio em tempo aberto.
O que nos pertence só tem
a ver com o que é liberto.
Diante da florada da Faya Lobi,
enquanto o rio arpeja,
Watramama quebra a regra
e o seu pente de ouro empresta;
A última coisa que penso:
são nos causos e lendas.
Com os olhos fechados,
confio nela serena,
porque, sem dizer nada sobre nós,
percebo que ela quer me ver plena,
para o nosso amor que vale a pena.
Sentir profundamente o ar
do Arquipélago de Bocas del Toro,
no amor da gente mergulhar
e entrar no espírito do lugar.
Perceber o cortejo do tempo
e das orquídeas do Espírito Santo
para nós dois florescendo,
deixar que o sentimento
de amor continue nos movendo.
Dizer sim para o melhor da vida,
para o que é sedutor e o que é poesia,
de mãos dadas na Praia Estrela
nos entregar à jura bonita e serena.
Plenamente viver para nós, sem
deixar que os nós do mundo nos capture,
para que no tempo tudo nosso perdure,
e não seja dado motivo para que não dure.
Assumo que orbitando ao seu
redor aguardo o seu próximo
passo a ser dado com amor,
Quero que sejas meu inteiro,
e não seja de qualquer jeito.
A história de amor impossível
de Ometepetl e Nagrando
continua incrível e ecoando.
Não nego para ninguém que
contigo continuo sonhando.
Tornar o nosso amor possível
está nas nossas mãos:
para viver a amando sob
a florada da Sacuanjoche — ou não —,
para escolher a primavera
como a nossa principal estação.
Viver as auroras da Nicarágua
sob a nossa regra e sedução,
Celebrando ritmos e os sabores
com todo o maior amor paixão,
tenho pedido à Deus com devoção.
[Para a honra da mútua rendição...]
Quando me seguiu
um coração que ninguém
na vida jamais viu,
Floresci de amor
que até o céu beijei.
[Agora amo de um jeito
que antes jamais sonhei.]
Depois de cruzarmos
os cem metros em direção
à Caverna do Amor,
render-me mansamente
aos seus predicados,
Permitindo que os meus
cabelos sejam trançados
pelas suas amáveis mãos,
Algo sempre me disse
que os caminhos
para nós já estavam traçados.
Contemplar a bela floração
da Orquídea da Virgem
com o coração em rendição
sob a aurora hondurenha;
Não tem nenhuma explicação
ainda de antever esta cena
com inexplicável clareza.
Reconhecer que este tempo
todo, em vez de conversar
com qualquer um,
estava sempre escrevendo
um novo poema,
Esperando que um dia
você aparecesse,
e por acaso não acontecesse,
assim permaneceria
até o destino assim permitisse.
[Sem saber quem é você,
percebo que estás presente,
embora não esteja fisicamente.]
