Tratar as Pessoas
Nesses meus anos de vida
pude perceber que as pessoas
que mais encheram a boca para falar
de Jesus ou de Deus...
foram as que mais
(de um modo ou de outro)
tentaram infernizar o meu viver...
e as que mais demonstraram ser
as concorrentes do diabo
nesse meu trilhar a vida.
Visto e considerado esse dado de fato,
perdi a total confiança em qualquer pessoa
que em qualquer tipo de proferimento inclui o nome de Jesus ou de Deus.
Sobretudo aquelas que como fossem, de alguma forma, superiores aos demais,
estufam o peito , levantam o rosto e exclamam como fosse uma intimidação:
- Eu tenho Jesus!
- Eu vivo em Jesus!
- Jesus vive em mim!
E por aí vai...
E eu?!
Aprendi a observar,
escutar
e "sofrer" de afonia.
✍©️@MiriamDaCosta
Umbral Park
As pessoas temem o umbral
como se fosse um abismo distante,
um território sombrio reservado
aos que “caíram”.
Mas caminham, distraídas,
por corredores de um mundo
onde a luz é fachada
e a sombra é norma.
Vivem em um parque temático
de ilusões e crueldades sutis,
um Umbral Park
onde a dor é naturalizada,
a indiferença é entretenimento
e a consciência… opcional.
Aqui,
fantasmas vestem carne,
e muitos corpos
já não abrigam presença alguma.
Temem o pós-morte,
mas não percebem
a morte em vida
que respiram todos os dias.
E assim seguem,
comprando ingressos para o próprio esquecimento,
sorrindo nas filas do absurdo,
sem notar
que o verdadeiro umbral
não é para onde vão…
é onde já estão.
✍©️@MiriamDaCosta
Não custa nada
Encantar
Minha mãe e pai
Minha filha
Meus irmãos
Meus amigos
As pessoas que encontrar
Encantar
Amar
Sonhar
Só se leva o encanto
De um para o outro
Vai se embora
O encanto fica
Não esqueça você
Faz parte de mim
Leva um pouco
E deixa para o outro
O encanto sem fim.
A falta de conhecimento faz às pessoas buscarem recursos alternativos, não julgo. Nem todo mundo tem o direito ao saber!
A Tragédia dos Que Brigam Entre Si
É estranho pensar
que pessoas comuns,
que acordam cedo,
trabalham duro
e carregam as mesmas dificuldades,
acabam se tornando inimigas
por causa de guerras que não criaram.
Lá em cima,
os poderosos discutem seus interesses,
fazem alianças,
mudam discursos
e seguem suas vidas.
Aqui embaixo,
nós perdemos amigos,
rompemos famílias
e carregamos mágoas
por causa de uma disputa
que nunca esteve em nossas mãos decidir.
O vizinho deixa de ser vizinho.
O amigo vira adversário.
O irmão olha para o irmão
como se fossem de mundos diferentes.
E no final,
quem realmente ganha com isso?
Enquanto brigamos por aqueles
que nunca saberão nossos nomes,
continuamos enfrentando
os mesmos problemas,
as mesmas contas,
os mesmos medos
e as mesmas incertezas.
A maior tristeza de uma sociedade
é quando o povo esquece
que tem mais coisas em comum
do que diferenças.
Nenhuma opinião vale
a perda de uma amizade.
Nenhuma bandeira vale
o desprezo por outro ser humano.
Nenhum líder merece
que alguém destrua a própria paz
ou transforme amor em ódio.
Porque no fim da vida,
não serão as discussões da internet,
os discursos dos políticos
ou as brigas por ideologias
que ficarão ao nosso lado.
Serão as pessoas.
As mãos que seguramos.
As histórias que construímos.
Os momentos que nunca mais voltam.
A verdadeira tragédia
não é existirem pensamentos diferentes.
É permitirmos que eles sejam usados
para nos afastar daqueles
que caminham no mesmo chão que nós.
Muitas pessoas não procuram a verdade; procuram uma versão da verdade em que consigam continuar sendo elas mesmas.
Eu acho lindo o amor.
Torço por ele, mesmo quando não é o meu.
Gosto de ver pessoas se encontrando, se escolhendo, se cuidando.
Talvez eu ainda não tenha vivido algo assim.
mas isso não me impede de acreditar.
Porque quem reconhece a beleza do amor,
já carrega um pouco dele dentro de si.
Não receie ser taxada de egoísta e seja sempre o melhor para si mesma, já que para pessoas que nunca sabem o que realmente desejam, o seu máximo nunca será o bastante! Não se diminua para caber na expectativa de quem nunca se satisfaz e escolhe permanecer vazio por dentro.
(Aline M. Abdalah)
Algumas pessoas não entram na nossa vida para ficar. Entram para nos mostrar o quanto ainda precisamos voltar para nós mesmos.
