Todo Sopro que Apaga uma Chama Reacende

Cerca de 285004 frases e pensamentos: Todo Sopro que Apaga uma Chama Reacende

Estamos vivendo
uma época onde
o banquete de ego
leva à vacuidade,
Melhor manter-se
distante para não
perder a tranquilidade.


Fique com a amizade
do que é autêntico
e de quem é de verdade.

“Um espaço pode impressionar os olhos.
Mas só uma experiência é capaz de tocar a alma.”


— Daugliesi Giacomasi Souza

“Cuidar de alguém é mais do que tratar uma doença.
É respeitar a história de uma vida.”


— Yuri Silva Portela

"Nós trocamos o silêncio pelo barulho. Trocamos o olhar nos olhos por uma notificação."

Durante um período de grande turbulência, é necessário que uma grande quantidade de sabedoria e discernimento seja empregada nas situações que surgem. Quando alguém não tem a quantidade mencionada, precisa produzi-la em uma busca interior muito profunda, inclusive recorrendo ao Eterno. Para que isso aconteça, é importantíssimo que haja um domínio próprio elevado, uma capacidade extra e imediata de lidar com o estresse atípico que surge, pois cada decisão é crucial para quem deseja passar pelo caos e ainda transformá-lo em algo que o fortaleça.

RESPOSTA


O que fica
não é necessariamente
o que foi deixado.
Há coisas que atravessam uma vida
e desaparecem sem testemunha.
Outras permanecem
num lugar que sequer conhecemos.
Uma palavra pode morrer
em quem a escreveu
e continuar respirando
em outra pessoa.
Uma ausência pode ser apenas ausência
para quem partiu,
e tornar-se linguagem
para quem ficou.
Por isso, nenhuma história termina
quando a última palavra acaba
O que foi dito
já não pertence inteiramente
a quem disse.
O que foi vivido
também não permanece intacto
em quem viveu.
Cada pessoa recolhe
uma parte diferente dos acontecimentos.
Uma guarda o silêncio.
Outra, a ofensa.
Outra, a ternura.
Outra sequer sabe explicar
por que determinada coisa
nunca deixou de doer.
E sempre haverá algum idiota
disposto a interromper o texto
com a grande descoberta:


“É inteligência artificial.”


Como se nomear uma ferramenta
fosse suficiente para desqualificar
aquilo que ela produziu.


Curioso é que, às vezes,
a única coisa artificial na sala
é justamente a inteligência
de quem acusa.


Porque escrever não é juntar palavras.
É sustentar uma ideia.
É construir pensamento.
É saber onde uma frase termina
e onde outra começa.


E há quem não consiga sequer
organizar o próprio argumento
sem tropeçar nele,
mas se sinta suficientemente preparado
para julgar a literatura alheia
com três palavras e uma acusação.


No fim, pouco importa
quem escreveu primeiro,
quem escreveu melhor
ou quem utilizou qual ferramenta.


O texto precisa sobreviver
ao autor, ao método
e principalmente ao julgamento
de quem não conseguiu compreendê-lo.


Talvez seja essa
a única propriedade impossível de confiscar:


o significado que algo adquire
depois de passar por nós.


O que tu fica
não é o que eu fico.


E talvez seja justamente aí
que começa a literatura.

Estar, nao é o mesmo que reviver aquilo que já foi, mass é uma forma de reconectar o presente com o passado.

Muita gente se esconde atrás do “dar tempo”
como se fosse uma solução mágica.
Mas o tempo, sozinho, não resolve laços, não reconstrói afeto, não apaga mágoa.
Relação é feita de presença, de palavra dita, de atitude.
O “dar tempo” às vezes é só medo de encarar
o que precisa ser encarado,
e aí o que acontece? O sentimento esfria,
a pessoa se perde, o vínculo quebra.

No silêncio do abandono, existe também uma oportunidade de clareza.
Você percebe quem realmente se importa, quem respeita o espaço que você ocupa, e começa a aprender que vínculo verdadeiro não se compra com proximidade constante, mas com reciprocidade real.
É aí que a dor se transforma em força: ao invés de tentar recuperar alguém que escolheu outro caminho, você passa a se fortalecer na própria presença, na própria verdade.

"Às vezes, algo desperta em mim sem aviso.. Uma brisa que chega de repente, um cheiro que carrega lembranças que não sei nomear, um calorzinho antigo que tinha se escondido. É uma sensação sutil, quase secreta, que me envolve e me lembra de que há partes minhas que dormiam, e agora estão acordando só pra me fazer sorrir por dentro."

O novo é um salto no escuro
com uma lanterna que pisca.

Boletos


O preço de querer uma vida simples
não vem em parcelas suaves.
Ele cobra
a ausência do barulho conhecido,
a distância de quem sabe seu nome
mas não sua história.
Escolhas têm seus próprios boletos.
Não vencem no banco.
Vencem na carne.
Pagam-se na raça,
na força que sobra quando não há plateia,
quando o mundo decide cair em volta
e ainda empurra.
Às vezes o empurrão mira um poço sem fundo.
Mas quem aprende a cair em silêncio
descobre no escuro
o próprio chão.
E segue.
Não porque é fácil,
mas porque voltar
custaria mais caro.

Delírios e delícias


são irmãs siamesas.
Uma bagunça bonita que nasce quando a razão cochila
e o corpo assume o turno.
Delírio é imaginar sem pedir licença,
é criar mundos só para não caber no real.
Delícia é ficar, mesmo sabendo que passa,
mesmo sabendo que dói depois.
Entre um e outro, a gente vive.
Erra com gosto, sonha sem manual,
se perde um pouco só para sentir alguma coisa de verdade.
Porque no fim, o que salva
não é o equilíbrio.
É essa vertigem breve
que faz a vida ter sabor.

Toque de Abrigo


Foi um gesto pequeno,
quase nada pra quem olha de fora.
Uma mão que encosta,
sem pressa,
sem pedido.
O corpo estranhou primeiro.
Como quem abre uma janela
depois de muito tempo fechada
e esqueceu como o ar entra.
Ela quase dormiu.
Eu quase lembrei
que o toque também pode ser descanso,
não só alerta,
não só defesa.
Não houve promessa,
nem história,
nem nome pra dar ao momento.
Só presença.
E nesse silêncio compartilhado,
meu corpo entendeu antes de mim:
nem todo contato fere,
nem todo afeto cobra.
Às vezes,
tocar alguém
é só isso.
Um intervalo de paz
no meio da resistência.

Tacamos uma pedra
não pra acertar alguém
mas pra ver até onde o silêncio aguenta.

Sentir profundamente
também é uma forma brutal
de permanecer vivo.

Café Frio e Silêncio


A ex chegou sem avisar,
a atual ficou no sofá,
uma perguntando quem era a outra,
e a outra sem nem respirar.
O café esfriando na mesa,
o clima pegando fogo no ar,
três mulheres e mil problemas
dentro do mesmo lugar.
Uma saiu batendo a porta,
jurando nunca voltar,
a outra saiu no silêncio
que faz qualquer peito afundar.
E no meio daquela fumaça
de ciúme, tensão e azar,
ela percebeu que amor confuso
só serve pra atormentar.
Porque quem cobra mas também esconde,
quem ama mas vive a duvidar,
transforma beijo em labirinto
e cansa qualquer olhar.
Então pegou o celular cansada,
pensou: “ninguém vai me endoidar”,
deletou as duas da cabeça
e voltou pro Tinder sem pensar.
Porque às vezes é mais tranquilo
tatuar dragão, cobra e punhal,
do que tentar entender
relacionamento emocional.


— Lucci Santz

Tem coisa que era pra passar e vira residência fixa.
Uma ausência.
Uma frase atravessada.
Uma culpa antiga.
Um “e se” repetido tantas vezes que começa a parecer verdade.

A consistência de uma pessoa não aparece nos dias fáceis.
Aparece quando ela está cansada, machucada, desacreditada e, ainda assim, continua.
Porque permanecer quando seria mais fácil desistir é uma das formas mais raras de força.

"Sou feita de quedas, recomeços e uma teimosia bonita de viver."