Todo Sopro que Apaga uma Chama Reacende
Meu Vale do Ribeira
É uma felicidade sem fim,
que já não cabe dentro de mim.
Ah, se não fosse por ti,
jamais aprenderia a sentir assim.
Aproveito, de fato,
os momentos preciosos;
gestos simples e grandiosos
revelam a essência deste lugar.
A saudade daquilo que ainda não se foi
e que jamais desejo que vá;
a alegria de viver,
o orgulho de aqui estar.
Feliz neste chão,
terra pequena e acolhedora,
de pessoas serenas,
de alma encantadora.
Aqui o rio conta histórias
nas curvas mansas de suas águas,
carregando memórias antigas
entre canoas, sonhos e madrugadas.
As cachoeiras cantam baixinho
segredos guardados pela mata,
enquanto o vento passeia livre
pelas trilhas verdes da serra encantada.
Os pássaros anunciam a manhã
com sinfonias de pura liberdade;
cada canto é um verso vivo
nascido no coração da natureza.
Nas mãos calejadas do povo
floresce a arte verdadeira;
da fibra da bananeira surgem encantos,
tradição que atravessa a vida inteira.
Homens e mulheres simples,
de fala mansa e olhar sincero,
carregam no peito o orgulho
de quem ama o lugar onde nasceu.
Ser caipira aqui é riqueza,
é respeitar a terra e a plantação;
é conhecer o tempo da chuva,
o canto do sabiá e a direção do coração.
Ser ribeirinho é pertencer ao rio,
é aprender com a correnteza;
é compreender que a felicidade mora
nas pequenas e eternas belezas.
Vale do Ribeira, jardim escondido,
obra-prima da criação;
teus verdes infinitos alimentam a alma
e semeiam esperança em cada estação.
Que o tempo jamais apague
teus encantos e tua memória.
És poema escrito pela natureza,
és simplicidade transformada em glória.
Vale do Ribeira,
guardo-te para sempre no coração.
Mais que um lugar no mapa,
és raiz, afeto, identidade e inspiração.
Sandro Sansão da Silva Costa
“A distância não destrói um amor de verdade de uma vez… ela o silencia aos poucos. E o mais doloroso é perceber que, enquanto ainda tentamos manter o sentimento vivo, a outra pessoa já não coloca o mesmo coração nisso.”
SAUDADE PAI
Te perder, pai, em uma data tão carregada de significado, deixa um vazio, uma dor difícil de explicar. E a saudade aparece nos detalhes mais simples: na lembrança, na frase tão nossa — “não tenho dinheiro!”
E, na vontade repentina de contar algo que aconteceu no meu dia.
A verdade é que, quando a gente perde alguém que ama profundamente, não sente apenas falta da pessoa. A gente sente falta da versão de nós mesmos que existia quando ela estava aqui.
Pai, sei que você ainda permanece vivo em mim de muitas maneiras: no jeito de sentir, de agir, nas brincadeiras, nas piadas e em memórias que ninguém pode apagar. Agora eu entendo por que a saudade dói — ela dói porque o amor foi real.
E amor de verdade não desaparece; ele só aprende a existir de outra forma dentro da gente.
Na forma de lembranças que continuam aquecendo, mesmo em dias difíceis.
No jeito que alguma frase ainda aparece na minha cabeça quando eu preciso.
Nos hábitos, nos conselhos, nas datas especiais, nas músicas e nos momentos em que percebo que carrego algo dele sem nem notar.
Às vezes, quem parte deixa de existir ao nosso lado fisicamente, mas continua existindo dentro de nós, através da forma como amamos, cuidamos, sentimos e enxergamos o mundo.
O amor não acaba quando a presença termina.
Ele muda de lugar e de forma.
Porque vínculos profundos não ocupam só espaço na rotina; ocupam espaço dentro da nossa identidade emocional.
Pai é referência de amor, proteção, memória, história e pertencimento. Quando alguém assim parte, não é apenas a ausência física que dói; é o silêncio que fica onde antes existia presença.
O problema é que o cérebro entende que a pessoa morreu, mas o coração continua procurando por ela nos lugares de sempre: numa ligação que não virá, numa conversa imaginada, numa vontade de contar algo importante, de comemorar, de abraçar e de sentir o calor do amor e da torcida real e sincera.
E existe uma outra parte difícil: o amor continua existindo, mas já não tem onde pousar da mesma forma. Por isso a saudade parece tão intensa — é amor sem poder voltar ao lugar de antes.
Uma amizade distante.
Engraçado como a vida aproxima pessoas, mesmo quando o mundo insiste em mostrar distância. O universo mandou uma amizade pra mim, não sei se para sempre ou se pode ter um fim. Percebi que ela carrega dores que eu reconheço,
mas em versões muito mais dolorosas,
mais profundas,
mais silenciosas.
E talvez seja por isso
que exista tanta compreensão nas palavras dela.
Por que alguém que já atravessou tempestades grandes,
Já aprende a enxergar a chuva no olhar do outro.
Mesmo sendo de tão longe,
ela entende sentimento,
que muita gente perto não conseguiu entender.
Às vezes a vida une pessoas assim:
não para apagar cicatrizes,
mas para lembrar que ninguém precisa carregar tudo sozinho.
T.Lauren
“Hoje sonhei com uma árvore florida.
E me lembrei da voz do meu pai, da sua expressão feliz, do seu sorriso e do seu jeito todo brincalhão. Me dizendo que haveria muitos frutos naquele ano.
Acordei chorando de saudade… por algo que nunca mais escutarei dele novamente,
mas talvez algumas pessoas nunca vão embora por completo.
Elas continuam florescendo dentro da gente."
Hoje o tempo parou por alguns instantes.
O telefone tocou…
Alguém me ligou. 🥹
E entre uma respiração e outra,
entre palavras e silêncios,
Ouviu se "eu te amo".
Depois de tanta saudade,
foi como ver flores nascerem no meio do inverno dentro de mim.
Foi simples.
Mas dentro de mim,
parecia chuva caindo devagar,
como um céu nublado deixando a luz passar.
E apenas escutar, por um tempo e meio
já valeu pelo dia inteiro.
Hoje eu vou sorrir antes de dormir.
Não por algo grandioso…
Mas porque ouvi a voz da pessoa que meu coração sente falta todos os dias.
Eu amo te escutar.
Porque quando você fala,
o caos aqui dentro diminui.
É como se meu coração reconhecesse um lugar seguro no som dessa doce voz
Sou uma pessoa tranquila. Quando fico em silêncio, é para me proteger, me defender e mostrar o que sinto sem precisar gritar. Não brigo, não falo por falar. Quero viver bem com todo mundo, sem me preocupar com o que não vai me ajudar em nada. O que é certo, eu apoio. O que é errado, eu me afasto. Assim vivo mais leve, sem carregar peso que não preciso. Evito cansaço à toa.
Alexandre Sefardi
Uma vez um, é sempre um!
Salvo se for dois, pois o segundo não tem volta e nem permanência.
O resto são múltiplos da repetição.
A grandeza de uma pessoa não se mede pelo poder que ela possui, mas pela serenidade com que enfrenta as dificuldades e pela bondade com que trata os outros quando poderia agir de forma diferente.
Há uma riqueza infinitamente maior do que a fortuna roubada dos políticos: é a integridade e a paz de espírito dos justos. 08/11/2025
Lutar contra você mesmo não deve ser uma batalha perdida, afinal você conhece seus pontos fracos e fortes. 05/01/2026
Uma dica
Quando você for ENSINAR algo a alguém, lembre-se que a outra pessoa não sabe do que se trata, ela ainda está aprendendo. Copiou?
Tem gente que "ensina" como se estivesse falando pra si mesmo.
ENSINAR exige empatia e paciência. Lembre-se disso!!!
"Ah, todo mundo pode ensinar e blá blá blá." NÃO!!!!!! Todos podem fingir que ensinam, mas poucos têm a habilidade para tal.
Regra NOVIM
Para os estudantes de Química, quero apresentar a regra NOVIM (cada letra é uma etapa), que pode ser usada para fazer o balanceamento das reações de oxirredução:
N – Nox: Ache o Nox de todos os elementos.
O – Oxi-red: Identifique o elemento que sofre oxidação e o elemento que sofre redução.
V – (Refere-se ao ∆ invertido). Ache a variação do Nox. (Lembrando que o número do ∆ precisa ser multiplicado pelo número de maior atomicidade do elemento, caso haja).
I – Inversão: Inverta os números finais encontrados no ∆ Nox, ou seja, o número de quem oxidou vai pra quem reduziu e vice-versa).
M – Macho: Finalize com a regra do M.A.C.H.O.
Produzido em 27 de junho de 2024.
Teoria do I.R.A. (Índice de rugas acumuladas)
É uma brincadeira que virou teoria (de mentirinha, claro!).
Pois bem, trata-se das rugas, as linhas e depressões que se formam na pele com o envelhecimento.
Quando passamos dos trinta o espelho vai se tornando um pouco sarcástico. (kkk). Mas como dizia Gonzaguinha (que eu adoro!): É a vida, é bonita e é bonita!!!
Então, apresento a você a Teoria do I.R.A. (Índice de rugas acumuladas). Não, não é ira (de fúria), se bem que esse índice causa ira em muitas mulheres, né?
Considerando que o estresse é um grande colaborador das rugas e que as preocupações cotidianas no casamento, com os filhos e no trabalho também contribuem para tal, eis a minha conclusão:
I – idade
TC – tempo de casamento ou tempo em que o casal vive junto
TCF – tempo de cuidado com os filhos (considerar a idade do primeiro filho)
TT – tempo de trabalho
É simples:
I + TC + TCF + TT = soma tudo e divide por 4
Obs.: Quem não tem filhos ou nunca casou deve usar o zero (0) e dividir por 4. Quem nunca trabalhou fora deve considerar o trabalho em casa ou similar.
Exemplo:
· Mulher com 25 anos
· Casada há 5 anos
· Com 1 filho de 4 anos
· Trabalha há 5 anos
25 + 5 + 4 + 5 = 39/4 = 9,75
Essa mulher tem um I.R.A. de 9,75.
Considerando ainda que as rugas se iniciam aos 25 anos, poderíamos dizer que o índice menor seria de 6.
Exemplo:
· Mulher de 24 anos
· Nunca casou
· Ainda não teve filhos
· Nunca trabalhou nem mesmo em casa (seria uma exceção)
24 + 0 + 0 + 0 = 24/4 = 6
I.R.A. de 6 – sem rugas
Outras observações:
- Os homens apresentam menos rugas em decorrência da diferença na produção de algumas secreções (ver reportagem de Veja na fonte anexada).
- Os homens se preocupam bem menos (e têm menos estresse) com os conflitos no casamento e com as preocupações com os filhos.
- As rugas podem ser camufladas com o uso de botox. Pronto, falei! kkk
- A pele clara é mais vulnerável e a pele escura, obviamente, mais protegida. Que sorte, hein!
Ah, é só uma brincadeirinha.
Espero que você goste!
Então, quanto é o seu I.R.A.?? (rsrs)
Tatiane Santos 🌻06/03/15
Diário de uma fibromiálgica 🖊️
Normalmente as dores começam lá pelas duas horas da madrugada. Elas começam um pouco tímidas, então ou vou me mexendo devagar na cama e até que consigo dormir um pouco mais, tentando não pensar nas pontadas que parecem vir de dentro do colchão.
Perto das cinco horas a dor fica insuportável e me obriga a levantar, porque eu já não consigo mais dormir.
Fico andando pela casa, faço alongamento e ligo a TV para assistir algo na esperança de esquecer a dor. Até que dá certo por alguns minutos.
Mas ela sempre me lembra: "Ainda estou aqui!". Isso faz com que eu ande mais pela casa e aumente os alongamentos. Sim, esses movimentos me ajudam. Acho que vou ter que me alongar por 24 horas.
Pentear o cabelo é trabalho árduo.
Vou insistindo e só assim consigo sair de casa para trabalhar, mas a dor vai comigo.
Percebo que no período da tarde me sinto um pouco melhor e consigo relaxar um pouco. E assim finalizo o meu dia, mas sempre pensando se o próximo será pior ou não.
Como sou muito persistente, não me dou por vencida. Essa dor não é mais forte que eu.
Percebi que o entretenimento me ajuda muito. Escrever, dançar, assistir a filmes e bater papo com os amigos são momentos que consigo relaxar bastante.
Eu já pensei muitas vezes: “Por que?”. E outras: “Mas não mata, poderia ser pior.” Eis a questão, ela não mata, mas maltrata todos os dias, é para sempre, é vitalícia como uma prisão perpétua. Eu, que planejei de viver até os 90, agora vou ter que viver com dor também até essa idade.
Para os que estão lendo esse texto: Não quero promover a fibromialgia, muito menos a minha dor, mas tenho necessidade de expressar o que sinto.
Penso que é algo que deve ser divulgado, especialmente porque há muita gente por aí que passa pela mesma situação que eu.
A fibromialgia mostrou sua verdadeira face pra mim há 3 meses. Eu sempre fui uma pessoa muito pensativa e reflexiva, mas tenho exercitado mais tudo isso nos momentos intensos de dor, já que é a única coisa que consigo fazer.
Acredito que todas as pessoas, de alguma forma, têm algum desafio na vida, e acho que esse será o meu maior desafio. Por outro lado, estou muito surpresa comigo, pois sinto que essa pessoa que sustenta esse corpo cansado está sendo muito forte e resiliente, o que poderia ter sido diferente.
Sou Frida, sou Fiona, sou Fênix.
Vida que segue!
Descobrir novas perspectivas é um sinal de resiliência e uma forma de refletir sobre a essência da vida.
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