Todo Sopro que Apaga uma Chama Reacende
Nós tocamos um amor à distância.
Nós sentimos saudades e nos contamos
'Eu te amo' através de uma tela.
Tivemos que nos dar o 'Bom dia'
'Boa noite' por meio de uma mensagem.
Tivemos que desejar um ao outro através de uma imagem.
de imaginar um na pele do outro.
Tocou-nos morder os lábios, fechar os olhos, apertar as pernas e sufocar esse desejo intenso.
Tocou-nos ser fortes.
e mostrar ao mundo que não importa se estamos perto ou longe, do que quando duas pessoas se amam você sempre pode, e você me ama e eu amo você, só você tem todo o meu coração, meus pensamentos, e meu amor...
e vamos lutar para tornar possível o que temos, então não importa o que os outros pensam, porque o nosso amor está ficando mais forte, mais real e verdadeiro a cada dia.
Então, dando uma redimensionada em minha vida, percebi o quanto ela tem sentido, notei que eu tinha o que perdi quando criança, ao encontrar, sentir uma emoção tão grande que não consigo medir, assim como o céu, como o vento, não consigo descrever, o que importa é que nesta viagem, a minha outra metade é você.
POBRES MONTANHAS DE FRIBURGO
São 09:40 da manhã de uma sexta-feira de agosto, as enfermeiras vão fazer uma limpeza geral no corpo da minha mãe e pedem que eu me retire. Havia apenas 5 minutos que eu havia chegado.
Aviso que estou do lado de fora e saio lentamente enquanto ela me olha desejando a minha permanência. É o quarto mais visitado do 6° andar do Hospital de Friburgo, na Suíça, onde o câncer de pulmão disputa força com as medicações e as orações.
Sigo no corredor até o elevador e o olhar de minha mãe penetra o meu íntimo. Vou respirar um pouco no 9° andar onde há uma grande cobertura de onde se pode ver boa parte da cidade. O sol da manhã está agradável e o verde da Suíça vence o belo desafio de engolir as insistentes nuvens de neblina que querem avisar que o inverno se aproxima.
E lá, numa daquelas mesas altas, cujas cadeiras só permitem que o seu pé toque o solo se você se inclinar um pouco para frente, estava a cena que me paralisou.
Com os dois pés apoiados nas barras laterais daquele banco alto, o braço esquerdo totalmente apoiado sobre a mesa, onde o óculos havia sido colocado com as lentes viradas para baixo; um homem está de olhos fechados, correndo o risco de perder o apoio do seu braço e bater a cabeça no chão.
Aquilo substituiu o olhar da minha mãe e a bela paisagem campestre das montanhas de Friburgo. Poucas pessoas sabem, mas eu sei imitar perfeitamente o latido do cachorro, os sons do galo, da galinha e de outros animais; pensei em usar uma dessas peripécias para assustá-lo, mas desisti quando vi mais profundamente a cena.
Era um sono solitário, era cansaço, dor e frustração que vinham à tona naquele rosto sofrido. Parei em uma posição que desse tempo para eu me lançar rapidamente e apoiá-lo, caso ele perdesse o equilíbrio. O sol ainda aqueceu a sua pele por alguns minutos e, num desses balanços que a cabeça faz quando se cochila, ele acordou.
E ao me ver em frente a ele, sorriu e perguntou-me: "rapaz, você está parado aí faz quanto tempo?"
Eu devolvi o riso, pedi a sua bênção e o convidei para tomar um café.
Sou o seu primeiro filho, e ali, de olhos fechados, provavelmente pensando na situação da minha mãe, ele me deu mais uma aula de resiliência: sem usar palavras.
Eu só sei que a foto que eu queria tirar das montanhas, foi totalmente esquecida e a rede social não terá o privilégio de vê-la, mas o que eu vi, meus amigos, eu não consegui fotografar ou filmar, por isso, vim aqui tentar descrever.
Um homem, passa por coisas que você jamais consegue imaginar, porque em vez de chorar e falar, ele ri e tenta fortalecer.
Fazendo uma breve reflexão de Rui Barbosa e de tudo o que está acontecendo comigo: sei qual é o meu pertencimento, a minha existência. Deus é meu juiz e meu advogado, e sou uma pessoa que não tem preço.
Lucas Maurício de Araújo
Os Judeus mesmo tendo fé em Deus, mas se não tiverem mérito e gerenciamento do tempo e uma boa administração financeira podem quebrar suas empresas e a perderem as suas heranças deixadas pelos seus antepassados, eles precisam estudar como qualquer pessoa nesse mundo, eles também precisam de ter formação técnica e ensino superior através do Conhecimento Secular que somente a bíblia não oferece isso, somente a educação através do ensino fundamental, médio, profissionalizante, técnico e superior.
Às vezes a gente machuca a quem se ama, mas não é proposital, e sim uma baita ato de amor. Pois a quem se ama muito, muito se tem a corrigir pelo amor dedicado a esta pessoa.
Eu aprendi que a lealdade na ausência é uma afirmação de valor. É uma proeza de caráter que revela minha essência e a profundidade da minha gratidão para com aqueles que confiam em mim.
Em uma segunda-feira qualquer foi tempo de refletir e recomeçar.
Nem sempre é fácil ou é rápido.
Por vezes leva tempo - o tempo que precisar.
No meu caso, com os pés no chão, feliz em recomeçar, em 1° de setembro de 2025.
A dor do desamor corrói a alma
Machuca o coração desconsolado
Uma agonia que nunca se acaba
Aflinge e tortura o pobre apaixonado
Uma tristeza se alimenta dessa dor
Invadindo os sonhos sem piedade
É intenso cada segundo sem amor
Já não sei se é dor ou apenas saudade.
Cada ser é uma semente da vida.
E a vida é única e eterna em cada flor...
Em cada fruto...
E em cada semente que morre para a vida renascer.
A melhor coisa do mundo já estou sentindo,
eu pensei que nunca mais ia sentir uma sensação tão boa. Mas como eu te disse desde o início,
é um sentimento sem explicação, apenas estou sentindo e isso é maravilhoso. (Julho de 2025)
A vida é curta demais para desperdiçá-la com raiva, ciúme ou arrependimento. Que cada dia seja uma oportunidade para amar, perdoar, rir e viver com todo o seu coração.
SOMOS CARROÇAS VAZIAS?
Existe uma música chamada “The First Cut Is the Deepest” (algo como “o primeiro corte é o mais profundo”). Assim também são as primeiras chuvas depois da estiagem: a eletrostática, a poluição e as diferenças gritantes de temperatura fazem com que essas primeiras águas sejam, na maioria das vezes, assustadoras.
Ventos fortes, raios, às vezes granizo — dependendo da região em que vivemos. Não faz muito tempo, tempestades eram situações raras. Embora sempre tenhamos sido palco de descargas elétricas, já há bastante tempo somos o país mais atingido por raios no mundo.
O clima perdeu o controle. A princípio, eu não acreditava em mudanças climáticas. Achava que era apenas mais uma forma de alguém enriquecer espalhando pânico entre a população. Aliás, espalhar medo parece já fazer parte da rotina humana.
As notícias hoje são instantâneas, viajam na velocidade da luz. Cai um avião no Japão e, em questão de segundos, os noticiários do mundo inteiro já exibem imagens do acidente: as últimas palavras do piloto, vídeos dos passageiros... É o preço que pagamos por vivermos conectados.
Mas, falando nisso: até onde somos realmente independentes? Gostamos de estufar o peito e afirmar “não dependo de ninguém”. Até onde isso é verdade? Alguém fabricou este caderno, esta caneta, esta mesa, esta cadeira. Dependo dessas coisas para me sentar, escrever, dormir, escovar os dentes — e em tantas outras situações banais e repetidas da vida cotidiana.
O que seria de nós sem os lixeiros ou sem os coveiros? Claro, poderíamos voltar à moda antiga: cada um cuidando do seu morto, abrindo sua própria cova. E o lixo acumulado? Como descartaríamos? Cada um se viraria com o seu? Uso exemplos extremos apenas para mostrar que somos todos dependentes, mesmo propagando aos quatro ventos que somos livres e independentes.
O livre-arbítrio volta e meia vira assunto de mesa de bar, onde todos sabem quase nada e acham que o pouco que sabem basta para sustentar uma tese acadêmica. Falam bobagens sem parar, misturam assuntos, distorcem impressões e acreditam que, no fim, o bolo — mesmo bizarro — é apetitoso.
Santo Agostinho frequentemente aparece nessas conversas. Para ele, o mal não foi criado por Deus, mas é consequência do mau uso do livre-arbítrio: um dom que pode levar à busca de bens inferiores e ao afastamento da verdade e da salvação divinas. Mas até onde somos realmente livres para escolher?
Ou melhor: até onde nossas escolhas não nos criam problemas?
Acreditamos que podemos fazer o que quisermos, mas poucas verdades existem nessa máxima. Somos todos atrelados uns aos outros. Tudo o que fazemos gera uma reação em algo ou alguém. Vestimo-nos em função da relação com os outros — mesmo quando nossas roupas são um protesto. Tudo o que falamos busca uma reação, seja em momentos bons ou ruins.
Dizem que o silêncio é a melhor forma de protesto. Faz sentido: uma provocação sem resposta se perde, fica sem conclusão.
Então, por que, quando provocados, não conseguimos permanecer em silêncio?
Arrogância: orgulho desmedido, atitude excessiva, senso inflado de importância, sentimento de superioridade, desprezo pelos outros, falta de humildade e visão distorcida das próprias competências. Nunca pensei que encontraria tão facilmente uma definição tão completa do comportamento humano.
Por sermos arrogantes, sentimos que precisamos nos impor, mostrar que somos mais sábios ou mais importantes que aqueles que nos ofendem. Mas o silêncio, em certos casos, pode parecer submissão. Lembro-me de uma discussão com alguém tão teimoso quanto eu (ou até mais, o que é raro, mas existe). Nela, concluí com a frase:
— Vou ficar em silêncio. Isso não significa que concordo com você, apenas que qualquer palavra dita só prolongará um assunto que não me interessa.
Duro? Seco? Mal-educado? Talvez. Mas a ocasião exigia firmeza: a discussão já se estendia, os ânimos estavam exaltados, e nenhum dos dois tinha argumentos consistentes para prosseguir.
Existem assuntos — geralmente os mais debatidos — que talvez nem devessem ser abordados. Somos como técnicos de natação que mal sabem nadar “cachorrinho”, mas querem competir nas Olimpíadas sem aceitar que jamais chegarão ao pódio.
Conta-se que um pai e um filho caminhavam por uma estrada. O pai parou, encostou o ouvido no chão e disse:
— Vamos sair do caminho, está vindo uma carroça vazia.
O filho, curioso, perguntou:
— Como o senhor sabe que está vazia?
E o pai respondeu:
— Carroça vazia faz muito barulho.
Será que nós também somos carroças vazias?
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