Todo Sopro que Apaga uma Chama Reacende

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A vida é feita de gestos e lembranças. Os sinais que nos guiam são um simples sopro de delicadeza na velocidade cruel de nosso tempo.

Sopro do vento
Soltei palavras ao vento...
Palavras soltas como
Pássaros de asas abertas
Que não possuem destino,
Nem desatino,
apenas pulsam em vôos livres...
Pois que voem livres as palavras,
Que ecoem em canções e gemidos.
Em pranto e prece, até que se calem
Todas as feridas, todas as iras...
Que a palavra finalmente expressa,
Seja livre, doce e calma
Definitivamente liberta, pois...
Hoje quero esta calma,
Azul e mar,
Sono e cama,
Silêncio e palavra...

Longe vai meu pensamento
No sopro do vento segue viagem.
Redopia com tua magia, cega passagem
Onde se esconde o momento
E no sonho transporta a verdade
Que prematura se sente
Chorando de saudade.

Brisa

Sopra leve, bem doce,
O sopro do espírito,
Elevando o pensamento,
Além do simples momento,
É a brisa do amanhã.

Um ruflar de asas, sublime,
Protelando a verdade,
Que machuca, fere,
Aliviando. E quem não prefere
Que seja assim?

É a sabedoria que chega,
Para quem de fato perceber,
Toma conta da essência,
Ressurreição de carência
Para o que voar.

Que venha tudo assim,
Calmamente, sempre,
O saber, o aprender, o ouvir,
O tentar compreender, o sentir,
Para aos poucos, no seu tempo,
Construir-se homem.

(Getulio R. Lourenço)

Um momento apenas de luz foi suficiente para perceber o ser e a magia.
Como um sopro de vento rápido assanhou todo meu pensamento.
E, inconsciente e vago, em devaneios me perdi.
Estava ela ali.

A Igreja é o navio que navega bem neste mundo,
ao sopro do Espírito Santo com as velas
da Cruz do Senhor plenamente afastadas.

A música chega em meus ouvidos como um sopro de liberdade, como a onda que penetra a areia e depois volta para o mesmo lugar.
Me sinto parte de qualquer nota, qualquer dor, qualquer saudade, qualquer amor..

Ao abrir um livro me lanço por entre suas páginas, engulo os sonhos, os amores, todas as dores, os sabores. Viajo pelos lugares, pelas cidades, pelas paredes, pelos cantos, nos descasos, nos descansos..
Sinto gosto de lágrimas, de prazer, de uma dor que não é minha e que já não pertence a ninguém.

Mas ao fazer amor confundo tudo. Jogo as páginas nos cantos, engulo os sonhos. Te devoro pelos poros e por todos os lugares.. Te toco em qualquer nota, me lanço por entre suas pernas e engulo todos os teus desejos.

As vezes é preciso voltar.. E eu sempre volto.

E de repente
o dia amanheceu com cheiro
de brisa fresca.
Os ventos que sopram
Trazem no sopro gosto
de esperança
Como se a vida te dissesse:
Olha, estou aqui, tente de novo.

Não importa o q venha fazer hoje.Faça com alegria, e agradeça a Deus sempre pelo sopro da vida. Afinal a Vida é um espetáculo maravilhoso em que vc é a peça principal.

No meio da multidão, ela era silêncio cortante, Um sopro frio que atravessou meu peito sem avisar. Não houve toque, nem olhar prolongado, Só um instante — uma faísca que queimou mais que o fogo. O mundo continuou girando, indiferente, Mas dentro de mim, o tempo parou, Como se a vida inteira coubesse naquele breve segundo, E fosse suficiente para nunca mais esquecer. Mas a faísca virou chama só dentro de mim, Ela desapareceu na multidão como um fantasma indiferente, Sem saber se percebeu o fogo que acendeu, Ou se, para ela, aquele instante não passou de sombra. Carrego esse vazio quente no peito, Um segredo sem nome que não se atreve a se revelar, E enquanto o mundo insiste em girar, Eu fico preso naquele segundo — eterno e solitário.
- J.C. Mortimer

⁠⁠Vida
Vamos viver a vida?
A vida é um sopro. Vamos aproveitar o momento!
Ah o que é mais importante do que ela?
Ela é um vento que sopra no horizonte!
Montanhas de gelo derretem ao sol de inverno!
Rolam as pedras de geleira!
Oh, vida vamos te viver intensamente antes que seja tarde!
Anos passam rápido!
Vamos brindar a vida!
Vamos brincar!
Correr, sorrir, amar...
Vida vivida!
Vamos plantar, semear, colher, desfrutar...
Vamos pelejar, cultivar a vida!
Felicidade é saber viver a vida imensamente!
Meu amor de vida bem vivida!
Você é meu amor, minha vida...
Vamos viver a vida!

⁠Seus registros impressos
Com certa polidez
no papel carbono,
acalentam,
apesar do sopro,
constante e contumaz,
de um sereno frio de outono."

Algo começa,
algo termina.
No sopro breve da existência,
somos faísca e cinza,
somos relâmpago e silêncio.
Não existe meio-termo,
apenas o intervalo —
um fio tênue de respiração
entre o nascer e o fim.
Nesse espaço,
o tempo nos molda,
a dor nos lapida,
o amor nos consome.
E quando o último instante
se erguer como sombra,
restará apenas o eco
do que ousamos ser.

Até ao meu último sopro de vida irei lutar;
Irei utar para não quebrar alguém, para que alguém não sofra tanto;
Porque entendo o que é viver com o coração partido, jamais seria alarve para o fazer;
E no meu coração vazio irei sempre tentar preenche-lo com o brilho dos olhos dos outros;
Talvez por mim, talvez por todos, quero ver os olhos tristes tornarem a sorrir; por isso irei lutar;
Sei que por mais que tente preencher o meu coração com o bem de outros será uma luta eterna pois terei momentos de alegria mas jamais serei outra vez feliz.
De qualquer forma lutarei até ao fim.

Terce as tuas palavras antes de dizer “te amo”,
pois cada sílaba tua é um sopro que atravessa minha pele,
um raio que ilumina a sombra delicada da minha alma.
A tua simplicidade é um vendaval sereno,
capaz de devastar a minha fragilidade,
transformando o que é frágil em beleza,
o que é silêncio em música,
o que é medo em ternura.
Não fales por costume,
fala como quem entrega o coração em cada letra,
como quem sabe que o amor é feito de gestos pequenos
mas carrega o peso de universos inteiros.
E quando enfim disseres te amo,
que seja como um segredo revelado ao vento,
como um orvalho que toca a flor sem feri-la,
como um abraço que não prende, mas liberta.
Porque em ti, amor,
até a simplicidade é grandiosa,
e até a fragilidade se torna força.

Se um dia o silêncio cobrir minha voz,
que o sopro da tua presença seja meu idioma.
Pois amar-te não é lembrança,
é chama que não se apaga,
é raiz que se prende ao infinito.
Não há esquecimento capaz de apagar teu nome,
pois ele pulsa em cada batida,
como segredo gravado na eternidade da pele.
És mais que lembrança, és eternidade,
és o destino que me escolheu
quando o universo ainda aprendia a respirar.
E se o tempo ousar me roubar a razão,
que reste apenas o coração,
gritando em silêncio:
eu te amo, além da memória, além de mim.

Amor à primeira vista, mistério súbito,
Que surge sem aviso, como um sopro,
E, de repente, tudo é novo e mágico,
Mas, ah!, quando só um sente, há um hiato.

No encontro breve, o coração se abre,
Um fio invisível que não se explica,
Mas às vezes só um ama, e o silêncio invade,
Do outro é um vazio que tudo avisa.

Ó amor, que nasce num único olhar,
E nos deixa, às vezes, perdidos no ar,
Na doce e dolorosa ilusão de um solitário desejo.

Que fizeste da minha alma, que por tanto é implacável, mas que ao sentir o sopro do seu ser se desmancha como se nunca para outra cousa tivesse sido concebida. Eu nasci para você.

A gota de orvalho cai, e o sopro do vento revela que o tempo segue seu curso, um novo dia está por nascer. Ainda que a noite traga dores e o frio da madrugada nos envolva, persista. O amanhecer não apaga o passado, mas oferece a chance de recomeçar com mais sabedoria.

Luto Súbito


Tamanho vazio me preenche
O sopro da morte se sente
Na calada da noite sombria
Onde um dia resistiu momento de alegria
Quão doloroso é saber
Que não vão mais ver você
Ou sentir seu cheiro
Vão te procurar e não achar no mundo inteiro.
Essa morte tão maldita
Que no livro da vida não estava escrita
É difícil ver essa partida precoce
Esse sentimento me contorce
Me faz não querer desse ar que respiro
Doloroso mesmo foi saber do
seu último suspiro.