Todo Sopro que Apaga uma Chama Reacende
Uma garota liga e pergunta: "Morrer dói muito?". "Bem, querida", digo a ela, "sim, mas dói muito mais continuar vivendo".
Se uma pessoa gostar realmente de você, ela fará de tudo pra te ver bem. E mesmo que você esteja bem, ela fará de tudo pra te ver melhor ainda.
E essa sim, será a pessoa que você poderá sempre dizer "Essa sim, me faz feliz!"
Sou uma guerreira com roupa de marinheira. Luto pelo amor e pela justiça. Sou Sailor Moon e punirei você em nome da Lua!
Análise de um Relacionamento Abusivo
Começou com a cor do cabelo durante uma conversa trivial. Lembro que ainda era a primeira semana que tínhamos nos encontrado. Falando sobre gostos, comentei que um dia pintaria os cabelos de vermelho, pois sou bem despojada quanto a aparência. Era uma sexta-feira e estávamos no celular. Ele logo falou num tom bem firme:
“Não gosto de mulheres que chamam a atenção. Cabelo vermelho é para mulheres que se expõem, me lembra mulheres sem vergonha, coisa ruim. Não vamos dar certo, não quero isso para mim, é meu direito. ”
Assim, desligou o telefone e foi a primeira vez que meu coração acelerou por medo de ficar sem contato com aquele que na minha imaginação era um príncipe encantado.
Em qualquer outra ocasião, diria que realmente é direito dele mandar na cor e corte de cabelo de uma mulher, assim como também é direito dela aceitar ou não a imposição.
Mas, num ímpeto de carência, constatando o quanto eu precisava trabalhar minha autoestima, acabei por ir atrás e desfazer o mal-entendido. Retornei a ligação e disse: “Olha, eu não pintarei meu cabelo de vermelho. Acho legal, mas se isso te incomoda, jamais farei. Quero me arrumar para ti, logo, pintarei conforme o TEU gosto.”
Não consigo entender como uma mulher bem resolvida consegue ter esse posicionamento. E o pior: não via nada de errado em me doar assim. Para mim, era um gesto de amor.
Nas semanas seguintes, outros exemplos parecidos foram surgindo. Até ouvir: “mulher direita não anda na rua de noite.”
Cara, sou uma profissional, participo de eventos, jantares, reuniões à noite. O que fazer? Então, me vi dividida. Não queria perdê-lo, minha meta era sempre “acertar” com ele, mas a minha vida não era construída em cima de ideias machistas, portanto eu teria de escolher.
Para que as coisas não ficassem ruins entre nós, eu pedia permissão para tudo: “Tenho reunião no trabalho, é à noite, posso ir? Receberei uma homenagem, é a noite, posso ir?”
Ficava de dedos cruzados pedindo a Deus que ele dissesse: sim!
Onde estava meu cérebro naqueles momentos? Só pensava em não contrariar, mas se contrariasse o que aconteceria? Absolutamente nada! Entretanto, a possibilidade de deixá-lo decepcionado me corroía. Ele jamais me agrediria, não aconteceria nada além de ameaças de me deixar, o suficiente para me deixar mal. Precisava ser perfeita e jamais cobrei dele perfeição. Ele poderia errar e não ser questionado, isso só não valia para mim.
Quando fazia algo “errado”, sem querer, ouvia palavras que me desconcertavam mais que um tapa, talvez.
“Você não é mulher para mim. Vamos terminar porque você é muito diferente do que quero. A fulana jamais sairia sozinha. A beltrana só faz o que gosto, nunca iria em algum lugar sem mim. Você é malandra.”
Se pudesse voltar no tempo, com a cabeça que tenho hoje, conhecendo o que sei dele atualmente, concordaria que não sou e jamais serei mulher para ele. Mas, na época, chorava e igual um bichinho me rastejava. Mudava meus gostos, pensamentos e atitudes para poder ouvir um elogio. Esperava migalhas enquanto me descontruía negativamente. Matava a mim para dar vida a um amor imaginário.
Quando ele dizia que eu era algo bom, valia mais que uma declaração de amor.
Quando me criticava, eu sofria desesperadamente.
Me inventei, reinventei, mudei, desconstruí, fiz tudo para que ele visse que no fundo eu sou uma mulher simples, carregada de amor e disposta a viver bem com alguém.
Defeitos que eu tinha ele aumentava significativamente. Os que eu não tinha, ele inventava. E eu? Acreditava!
Um relacionamento abusivo não precisa de atitudes físicas. As palavras são a arma letal.
Quando me deparei sem sair de casa, pedindo consentimento para me vestir, o que postar em rede social, como arrumar o cabelo, percebi que a mulher aparentemente forte e independente era uma marionete nas mãos de quem queria uma desculpa para não assumir um relacionamento verdadeiramente.
Na nossa última conversa ele disse que não daríamos certo, pois ele estava acostumado com mulheres que ficavam quietas para ele. Já eu ficava argumentando e a última palavra era a minha. Também me acusou de ser manipuladora. Eu chorava e dizia: “não vá embora, eu posso ser como você quiser, posso ser igual a elas.”
Hoje, lembro disso e tantas outras situações vividas e não mencionadas e penso: Oi? Onde tu estavas, guria? Quem era aquela fraca que assumiu a minha vida naquele tempo todo?
Com as feridas fechando, a alma sendo curada, reflito no poder de um relacionamento abusivo. Com toda certeza sou uma pessoa muito melhor que ele, jamais daríamos certo mesmo, afinal eu sou aquela Mulher que não combina com essa vida medíocre que ele estava me oferecendo.
Sempre que lembro daquelas palavras: “Você não é mulher para mim”. Penso: “Graças a Deus.” Não sou mulher para viver feliz num relacionamento abusivo, carregado de manipulação. Sou bem mais que isso e quem me amar, irá amar quem eu sou, irá admirar a mulher formada que há em mim. Ele estava certo, minha cultura, índole, meu coração, estilo de vida ativo, conhecimento e experiências, são bem contrário à mesmice que ele vive e quer. Tenho certeza que o assustei e a forma dele se encarar foi agindo assim. Acredito que na visão machista, é difícil quando a mulher está bem à frente do homem. Talvez a forma de não se sentirem inferiores, seja manipulando.
Nunca se atrelem a um relacionamento onde tenham que se anular. No final eles vão embora de qualquer jeito e você será a culpada independente de qualquer coisa. Aí terá de lidar com os traumas, um coração doente e uma luta árdua para resgatar quem você é.
Sei que enquanto estamos inseridos na situação não percebemos o que estamos fazendo. Afinal, só vimos a parte boa que existe...sim, ela existe também! Eles nos levam em lugares legais, são carinhosos, argumentam bem sobre qualquer assunto e acreditamos que toda vez que ele é abusivo conosco, é só uma fase que vamos superar. É uma briguinha de casal e que com o tempo vamos convencê-los de que está errado. Ledo engano!
Relacionamento abusivo é um jogo de poder, é alguém precisando se auto afirmar; isso passa longe do que é o amor e tende sempre a piorar.
(…) viver na luz é realmente uma escolha, mas nem todos têm o mesmo privilégio, porque se sentindo pequenos demais, não conseguem enxergá-la. Esquecem-se, porém, que a magia da vida está na forma como a percebemos. E que a vida que reside em nós é pura luz, mas só notamos quando a tocamos com os nossos melhores sentimentos. O que nada tem a ver com subjugar ou oprimir os sentimentos alheios, para fazer prevalecer os nossos. É muito mais do que isso; é algo que transcende a simples realidade objetiva. É tocar e sentir; é viver e vivenciar; é doar e entregar com alma, com verdade.
Pode se esconder aqui pelo tempo que quiser, mas, até aceitar a realidade, sua vida continuará uma bagunça.
Você não pode olhar só o que vai mal. Sempre tem como dar um jeito. É só fazer uma força.
(Alegria)
A falta que ele fazia provocava uma dor física aguda, como o corte de uma faca, deixando-a muitas vezes amargurada.
Sempre se tem uma escolha. Só que algumas pessoas fazem a errada.
Segurança pública, educação e saúde são os postes que iluminam uma nação que pretende caminhar para o desenvolvimento.
Não sou espelho, não reflito, não repito. Sou um bom livro, páginas envelhecidas e uma boa história.
”(…) Eu me permito ser exatamente como sou. Eu sou uma permissão, uma concessão, uma chance. Eu sou uma tentativa, um sucesso, um fracasso, eu sou um monte de palavra desconexas que para alguns fazem todo sentido. Eu sou e sinto o que sou. (…) Eu sou concreta, embora abstrata, eu sou confusa embora saiba me explicar, eu sou sozinha quando acompanhada e acompanhada quando só. Eu sou mais reticências que ponto final. Eu sou mais aspas que travessão. Eu sou uma força frágil. Eu sou um doce amargo no final. Eu não canso de falar de mim, eu não canso de me descobrir. Eu sempre tenho algo a mais pra dizer, pra sentir, pra ser. Aqui estou eu em outro texto falando de mim, é que ultimamente eu sou meu assunto favorito.”
Do mesmo modo que você vai ao teatro assistir a uma ópera sem saber ler uma partitura ou tocar um instrumento, não precisa saber matemática para apreciar a beleza das idéias científicas.
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