Todo Sopro que Apaga uma Chama Reacende

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Se os amigos de Jó tiveram a capacidade de chamá-lo de pecador e seus filhos de 'pecadores', mesmo estando mortos, imaginem o que fariam se fossem inimigos de Jó.

Se os amigos de Jó puderam chamá-lo de pecador e até seus filhos de 'pecadores', mesmo depois de mortos, imaginem o que fariam se fossem seus inimigos.

Vivo numa floresta, ela se chama vida.

28 de Agosto Dia Do Voluntário


Ode ao Voluntário


És chama discreta,
que ilumina sem alarde,
és sopro de ternura
na aspereza dos dias...


Tuas mãos não buscam medalhas,
teu coração não exige aplausos.
Teu gesto é oferenda,
teu tempo, semente,
tua presença, esperança...


Voluntário
és quem se doa sem esperar retorno,
quem entende que a vida floresce
quando compartilhada...


És abrigo na tempestade,
és pão repartido,
és palavra que ergue,
és olhar que acolhe...


Na tua entrega silenciosa
há grandeza que não se mede.
E no teu caminhar humilde
a humanidade se reencontra
com a sua própria essência...


✍©️ @MiriamDaCosta

Chama e Centelha — Áries

És o primeiro passo, o grito que inaugura,
O clarão que rompe a madrugada.
Tens no olhar a coragem dos que não hesitam,
E no peito, o motor que nunca apaga.

Teu entusiasmo é contagiante,
Transforma rotina em aventura.
Sabes abrir portas com a força do ímpeto,
E viver como se o tempo fosse agora.

Mas… oh, Áries, o fogo que aquece também queima.
Teu impulso constrói, mas pode derrubar.
A pressa te leva ao topo —
E às vezes ao chão, no mesmo fôlego.

Teu orgulho é armadura e peso,
Tua franqueza, flecha sem mira.
A paciência? Essa, tu conheces de nome,
Mas raramente convidas pra ficar.

És faísca, és labareda, és amanhecer,
Tão rápido quanto o vento que muda.
Virtude e defeito correm juntos em ti,
No fogo indomado que é ser Áries.

Fui chama em teu peito, paixão passageira,
Teu zelo era um manto bordado em romance.
Éramos beijos, almas em sintonia,
Um desejo que se jurava verdadeiro...
Mas era apenas o labirinto da minha ingenuidade.
Caminhei anos por uma estrada sem destino,
Buscando abrigo no teu cuidado,
Refletindo meu sorriso no teu riso raso.
Até que o desdém pelo meu saber virou arma,
E a distância, antes dor, tornou-se tua regra.
Teu "respeito" eram mentiras bem vestidas,
Capa de proteção para esconder o abismo.
Desde o tempo em que eu era apenas menina,
E o teu desejo, um incêndio que me consumia...
Hoje o fogo é cinza, o caminho é outro.
O ciclo se encerra.
A história descansa em paz...
Ass Roseli Ribeiro

Não despreze as lágrimas; elas têm valor diante de Deus. Mas não pare nelas. Ele te chama a dar um passo além: crer mesmo quando os olhos marejados não veem saída.


Porque lágrimas tocam o coração de Deus, mas é a fé que move a mão d’Ele.


“Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6).

O Deus que tudo sonda e tudo vê,
ainda chama com voz de amor:
“Confessa, deixa, e alcança misericórdia,
porque a luz sempre vence as trevas”.

O evangelho nos chama a sermos especialistas em amar e servir, porque foi isso que Jesus fez. Ele não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos (Marcos 10:45).


A verdadeira coroa dos santos
é o amor praticado.
O verdadeiro diploma do céu
é ter sido especialista em ajudar.

Tem gente que chama de julgamento aquilo que a Bíblia chama de verdade.


Quem prefere agradar pessoas nunca será aprovado por Deus.

Sou Eu, o Senhor dos exércitos,
Aquele que chama à existência o que não existe.
Sou Eu que tiro da sepultura quem o mundo já esqueceu.
Sou Eu que coloco de pé o que todos disseram que acabou. Miriamleal

Jesus chama cansados, não arrogantes.

Deus te chama pelo nome, mas o pecado te trata como lixo. Faz a tua escolha.

“Você se esconde da verdade, mas Jesus te chama pelo nome. Abre teu coração e aceita a salvação!”
Apocalipse 3:20

Religioso chama libertação de exagero, santidade de fanatismo e obediência de legalismo.

A Bíblia nos chama a viver com sabedoria, não no automático. A fazer escolhas guiadas pelo Espírito, sabendo que: o tempo é precioso, o hoje não volta, e aquilo que fazemos para Deus nunca é em vão.
Viver assim é perguntar todos os dias:
Senhor, como posso Te honrar hoje, do jeito simples que eu tenho?
Que o Espírito Santo te conduza a viver dias cheios de sentido, mesmo em tempos difíceis. Ele faz florescer luz onde os dias parecem escuros. Miriamleal

Então carregue o seu azeite.
Cuide da sua chama.
Porque quando o Noivo chegar,
ninguém poderá emprestar presença,
nem transferir fogo. miriamleal

I


Para quê tantos planos, se o inesperado nos aguarda como a última chama de um candeeiro que mal ilumina o próprio pavio? Traçamos rotas sobre mapas que se desmancham na chuva. Colecionamos certezas em gavetas que o acaso tranca com ferrugem. Vejo os rostos que partiram [não em procissão solene], mas evaporados no ar pesado das tardes. Eles não deixaram rastros, só um vácuo de gesto interrompido, um café pela metade sobre a mesa. O imprevisto, quando não chega como um ladrão ágil na janela da mocidade, instala-se paciente na poltrona da velhice, à espera do seu momento. É um hóspede que não traz bagagem, apenas um relógio de areia sem fundo. E nós, que julgávamos donos do terreno, descobrimos-nos frágeis como vidro sob pressão. A realidade não bate à porta; invade pelo telhado, quando já estamos dormindo. E o tempo, esse artesão silencioso, talha-nos com golpes cada vez mais fundos, até que a madeira revela suas rachaduras ocultas...


II


Para quê tantos diplomas, selos de um reino que desaba ao primeiro sopro do inverno? Corremos em círculos numa pista que não leva a lugar algum, apenas nos devolve ao ponto de partida, mais cansados. O sistema cobra em moeda invisível: noites em claro, olhos fixos em écrans frios, mãos que apertam outras mãos sem sentir a pele. No final, a conta vem em forma de silêncio. Um vazio que ecoa nos corredores da memória. Perguntamo-nos se valeu a pena o sacrifício do sol pela sombra, do riso pela cifra. Quiséramos ser imortais na alma [deixar uma marca que não se apaga na água], uma palavra que o vento não dispersa. Sonhamos com um fragmento que sobreviva, contador da nossa breve estadia. Mas a verdade é mais árida: seremos esquecidos, como bilhões antes de nós foram. Nomes apagados das lápides pela hera, vozes dissolvidas no ruído de fundo do mundo. Nem mesmo poeira seremos, pois a poeira ainda assenta nas coisas.


III


Sem identidade, viramos número nos arquivos empoeirados de alguma repartição [quisera celestial]. Sem leitor, nossas histórias são livros fechados em prateleiras abandonadas às traças. Sem memória, o que fomos deixa de existir até como fantasma [um fantasma ao menos assombra]. Sem alguém que lave nossos pés cansados, esses pés que tanto andaram de um lado para outro, atravessando lama e terra, em busca de um sentido que se esquivasse como o horizonte. Esses pés que pisaram flores e pedras, que sangraram em atalhos escusos, que dançaram em noites de alegria efêmera. Quem os guardará? Quem recordará o peso do corpo que carregaram, a direção que não encontraram? Somos peregrinos de uma fé que não nomeamos, em jornada para um templo em ruínas. E no fim, nem mesmo a água do esquecimento nos refrescará. Secaremos como rios intermitentes, nossa história sussurrada por ninguém, nosso amor reduzido a zero na equação do tempo...


IV


Mas talvez haja uma verdade mais dura e mais bela nisto tudo: a liberdade está precisamente no desapego do rastro, na renúncia à eternidade. Que importa não sermos lidos, se em vida fomos o verbo e não a nota de rodapé? Que importa o esquecimento, se amamos com a urgência de quem sabe o fogo se apaga? Os planos fracassados não eram inúteis; eram treinos para a entrega. Os diplomas não serviam ao sistema; eram armaduras que tivemos de desprender para sentir a chuva na pele. Os pés lavam-se a si mesmos no rio do caminho, e a água que levam é a única oferenda. Não ficaremos? Ficaremos no modo como uma pedra altera o curso do rio, mesmo que ninguém veja. Na maneira como uma palavra jogada ao acaso gerou um sorriso em um estranho. Somos o sopro que move um grão de areia no deserto imenso — ação mínima, mas real...


V


Então caminhemos. Sem a âncora pesada da imortalidade desejada. Com a leveza trágica de quem sabe que a chama se extinguirá. Que nossos passos, agora, não procurem sentido [que o criem no ato de pisar].
Que nossos rostos, antes de se desfazerem, reflitam o céu inteiro, ainda que por um instante. E quando o inesperado vier, seja na mocidade ou na velhice, que nos encontre de olhos abertos, contemplando o vazio não como um abismo, mas como o espaço onde, por fim, tudo é possível. Porque fomos. E esse ter sido, efêmero e sem testemunha, foi nosso ato mais radical de amor. Um eco sem paredes para repercutir, mas que existiu como vibração no ar. Um grão de poeira cósmica que, por um segundo, soube que brilhava.


--- Risomar Sírley da Silva ---

“Quem nunca questionou nada chama adaptação de maturidade.”
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“Quem chama tudo de sorte geralmente não viu o preparo.”
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